<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cubadebate (Português) &#187; Europa Oriental</title>
	<atom:link href="http://pt.cubadebate.cu/tag/europa-oriental/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pt.cubadebate.cu</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 Sep 2023 15:09:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>es-ES</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.8.1</generator>
	<item>
		<title>O retorno da guerra fria?</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2018/09/14/o-retorno-da-guerra-fria/</link>
		<comments>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2018/09/14/o-retorno-da-guerra-fria/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2018 22:29:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Crimes]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Oriental]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Fria]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[URSS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.cubadebate.cu/?p=5198</guid>
		<description><![CDATA[O tratado Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a Alemanha nazista, em 23 de agosto de 1939, é frequentemente mencionado. Com o tal do tratado, Moscou tentava evitar ou, pelo menos, retardar a agressão ao seu território, mas pouco se fala que em 29 e 30 de setembro de 1938, na cidade alemã de Munique, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e França se reuniram com o Führer e o Duce para aprovar o desmembramento da Tchecoslováquia, a rendição da Polônia e o ataque alemão à URSS.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5199" alt="EEUU URSSS" src="/files/2018/09/EEUU-URSSS.jpg" width="300" height="276" />O tratado Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a Alemanha nazista, em 23 de agosto de 1939, é frequentemente mencionado. Com o tal do tratado, Moscou tentava evitar ou, pelo menos, retardar a agressão ao seu território, mas pouco se fala que em 29 e 30 de setembro de 1938, na cidade alemã de Munique, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e França se reuniram com o Führer e o Duce para aprovar o desmembramento da Tchecoslováquia, a rendição da Polônia e o ataque alemão à URSS.</p>
<p>A União Soviética, que já havia proposto um acordo para o desarmamento geral, na Conferência sobre Desarmamento realizada em Genebra, em 1932, propôs em 1938 aos principais círculos de liderança da França e da Grã-Bretanha uma aliança, que foi rejeitada de imediato. As grandes potências capitalistas sonhavam então ver desfilar com júbilo os tanques alemães Panzer pelas ruas das cidades soviéticas.</p>
<p>Todas as tentativas da URSS de criar um front comum para evitar a guerra fracassaram, diante do interesse prioritário das potências ocidentais de pôr fim ao primeiro Estado socialista do mundo.</p>
<p>O curso da guerra, que se tornou global, levou os Estados Unidos e a Inglaterra a tomar partido do lado da URSS. Assim os antigos inimigos se aliaram em face de um perigo maior.</p>
<p>O fascismo foi derrotado e o prestígio conquistado pelo primeiro Estado socialista foi imenso, os comunistas por toda a Europa desempenharam um papel proeminente na resistência antifascista e tiveram uma crescente simpatia entre o povo, inclusive nos próprios Estados Unidos.</p>
<p>O aliado circunstancial era desconfortável e voltou a ser o inimigo, as potências capitalistas deviam colocar um «muro de contenção à influência comunista». E a «contenção» acabou, se tornando o princípio orientador da política ocidental e permaneceu assim pelos próximos 40 anos.</p>
<p>Embora o termo tenha sido usado pelo escritor George Orwell em seu ensaio You and the Atomic Bomb (Você e a Bomba Atômica), em outubro de 1945, o primeiro uso político da expressão é atribuído a Bernard Baruch, assessor presidencial dos EUA, em 16 de abril de 1947, e foi popularizado pelo colunista Walter Lippmann em seu livro The Cold War (A Guerra Fria).</p>
<p>A Guerra Fria foi um confronto que cobriu um amplo espectro: político, econômico, social, militar, informativo, científico e até mesmo esportivo, e durou — pelo menos aparentemente — até a dissolução da URSS.</p>
<p>O acordo tácito das superpotências de não usar armas nucleares em face do perigo do extermínio mútuo em massa, o fato de que nenhum dos dois blocos tomasse ação direta contra o outro, definiu o termo, o que não significa que os confrontos fossem escassos, porque a guerra fria foi marcada por ações muito quentes em muitas partes do mundo, que geraram milhões de mortes: a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã, os golpes militares na América Latina, intervenções militares, operações de extermínio como a Fénix e a Condor, entre outras.</p>
<p>A existência da URSS tornou possível o triunfo dos processos democráticos e revolucionários em muitas partes do mundo. O imperialismo não podia agir com total liberdade para dominar e derrotar os processos progressistas, e o equilíbrio de forças nas relações internacionais permitiu, fundamentalmente, realizar processos de descolonização na Ásia e na África.</p>
<p>Com a queda da URSS e o desaparecimento do bloco socialista, o poder global capitalista mundial teve as mãos livres, agora, aparentemente, era o proprietário absoluto dos destinos do mundo.</p>
<p>A hegemonia mundial dos EUA chegou ao seu apogeu: a roubalheira «à mão armada» dos recursos de países como o Iraque, a Líbia, o Afeganistão, o saque das riquezas dos países dependentes, marcou os anos após o fim da Guerra Fria. Assim, aumentaram os ataques para se apropriar dos recursos e mercados naturais.</p>
<p>Eufóricos, os defensores do capitalismo proclamaram o fim da história, o triunfo total do egoísmo, da predação, mas o agressor ficou estagnado nas novas guerras coloniais.</p>
<p>A América Latina e o Caribe se recusaram a aceitar a imposição. Cuba se tornou um paradoxo político, segundo os especialistas da CIA, enquanto Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador, Brasil e Nicarágua começaram a traçar um curso continental independente e soberano, com a Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA-TCP), a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e outros mecanismos de integração e colaboração.</p>
<p>A Rússia capitalista não deveria ser o inimigo mas, sob o pretexto da luta contra o terrorismo, foi cercada de bases militares, apoiaram processos secessionistas em seu território, geraram e promoveram conflitos nas antigas repúblicas soviéticas e no território russo.</p>
<p>Apesar dos saque gerado naquela grande nação pelo capitalismo selvagem, nos anos que se seguiram à queda do socialismo, e da conspiração ocidental-norte-americana para destruir sua economia e transformá-la em um país dependente, eliminando um possível concorrente poderoso para os mercados, a Rússia continuou seu caminho sem hesitação com uma política externa soberana, enquanto as enormes riquezas materiais e humanas do imenso país mais uma vez o colocaram em uma posição de liderança mundial.</p>
<p>Por outro lado, a República Popular da China emergiu como um forte opositor dos interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos. A influência chinesa-russa — aliados estratégicos — começou a ser vista como um perigo real pelos supostos senhores do mundo, especialmente na América Latina.</p>
<p>Na América Latina, para pôr fim aos processos e governos progressistas, tentam-se variantes de golpes de Estado, guerras não convencionais, onde a aliança da grande mídia privada com os políticos da direita, o poder judicial, a oligarquia entreguista, a CIA e o governo dos Estados Unidos articulam um front comum que foi bem sucedido nos últimos tempos.</p>
<p>Em nome da luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas, novas bases militares estão sendo estabelecidas no continente, as existentes são modernizadas e a presença dos militares dos EUA é significativamente aumentada.</p>
<p>O RISCO NUCLEAR</p>
<p>A administração de Donald Trump anunciou, em 2 de fevereiro deste ano, a «Revisão de sua posição nuclear», um documento desenvolvido pelo Pentágono, que estabelece o papel das armas nucleares nas necessidades geoestratégicas e de segurança dos EUA.</p>
<p>A porta-voz oficial da diplomacia russa, Maria Zakhárova, durante uma entrevista coletiva, em 15 de agosto estimou que o aumento «sem precedentes» dos gastos militares dos EUA «exerce um efeito destrutivo sobre o sistema de segurança internacional existente e constitui um renascimento da corrida armamentista, de consequências desastrosas».</p>
<p>Donald Trump assinou a Lei de Autorização de Defesa Nacional, em 13 de agosto, para o ano fiscal de 2019, que aloca mais de US$ 716 bilhões para o setor militar.</p>
<p>Muitos analistas acham que é o retorno da Guerra Fria, levando em conta o ressurgimento de um cenário de confronto entre as duas maiores potências nucleares: a Rússia e os Estados Unidos, cenário em que a China deve ser levada em conta.</p>
<p>«A Guerra Fria voltou», advertiu o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao inaugurar uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança, convocada pela Rússia em abril.</p>
<p>Em seu discurso, Guterres advertiu que a disputa entre os países envolvidos no conflito (Estados Unidos e seus aliados: Reino Unido e França) e o governo sírio de Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia «é o maior perigo atual para a segurança e a paz internacional».</p>
<p>A grande questão é: a China e a Rússia assumirão o papel de nivelar as forças, de tal forma que os tambores, que hoje batem pela guerra, parem de rufar?</p>
<p>O multilateralismo, a luta determinada e unida dos povos do mundo pela paz, a paz que não pode ser alcançada com mais armas, pode construir o equilíbrio necessário. Vamos apelar, pelo menos, ao instinto de sobrevivência, ao senso comum, para que os canhões se acalmem, de modo que a excessiva ambição, típica do sistema que hoje domina o mundo, não possa triunfar.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2018/09/14/o-retorno-da-guerra-fria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
