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	<title>Cubadebate (Português) &#187; EUA</title>
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		<title>Cuba denuncia na OMC vigência do bloqueio</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2016 23:03:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cuba denunciou, em 19 de dezembro, na Organização Mundial do Comércio (OMC) que o bloqueio dos Estados Unidos continua sendo aplicado, de forma quase invariável, o que continua sendo o principal obstáculo para o desenvolvimento da nação caribenha.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4473" alt="bloqueo" src="/files/2016/12/bloqueo.jpg" width="300" height="250" />Cuba denunciou, em 19 de dezembro, na Organização Mundial do Comércio (OMC) que o bloqueio dos Estados Unidos continua sendo aplicado, de forma quase invariável, o que continua sendo o principal obstáculo para o desenvolvimento da nação caribenha.</p>
<p>Assim expressou a encarregada de negócios da Isla perante a ONU em Genebra e os organismos internacionais com sede em Suíça, Alina Revilla, ao participar do décimo terceiro exame de política comercial dos Estados Unidos na OMC.</p>
<p>Dois anos depois que Havana e Washington «determinassem restabelecer suas relações diplomáticas e iniciar um processo rumo à normalização de seus vínculos comerciais e financeiros, não se manifestam mudanças substanciais na aplicação da política de bloqueio para o país», asseverou a representante cubana.</p>
<p>Revilla reconheceu «os avanços registrados no âmbito diplomático e da cooperação entre ambos os países», apesar do qual se mantém o cerco econômico, comercial e financeiro, acrescentou.</p>
<p>A diplomata arguiu que em março de 2016 anunciaram-se medidas como permitir, pela primeira vez desde que está vigente o bloqueio, o uso do dólar aos cidadãos cubanos e instituições financeiras para determinadas transações.</p>
<p>Contudo, isso não se materializou na prática, pois continua o assédio e a perseguição aos ativos monetários cubanos no exterior.</p>
<p>«A política de bloqueio contra Cuba continua sendo o principal freio ao desenvolvimento econômico do país ao travar o desempenho de todos os setores da economia nacional, provocar um incremento substancial dos custos financeiros e obstaculizar o acesso aos fluxos financeiros externos», afirmou Revilla.</p>
<p>Acrescentou que em consequência, os esforços de Havana para se integrar ao sistema de comércio mundial realizam-se em condições particularmente difíceis, por causa de uma política que contradiz o princípio do livre comércio.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Clinton à frente na reta final</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2016/11/02/clinton-frente-na-reta-final/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2016 22:36:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FALTANDO poucos dias para a votação do dia 8 de novembro, há consenso nos círculos políticos e na mídia dos Estados Unidos de que Hillary Clinton será eleita presidenta. Isso indica não só a esmagadora maioria das pesquisas que colocam a candidata democrata com larga vantagem em votos eleitorais atribuídos pelos Estados e na votação em nível nacional, mas também a análise das informações disponíveis sobre a votação antecipada.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4375" alt="Clinton TRump" src="/files/2016/11/Clinton-TRump.jpg" width="300" height="215" />FALTANDO poucos dias para a votação do dia 8 de novembro, há consenso nos círculos políticos e na mídia dos Estados Unidos de que Hillary Clinton será eleita presidenta. Isso indica não só a esmagadora maioria das pesquisas que colocam a candidata democrata com larga vantagem em votos eleitorais atribuídos pelos Estados e na votação em nível nacional, mas também a análise das informações disponíveis sobre a votação antecipada.</p>
<p>Por outro lado, a avaliação feita pela organização Real Clear Politics, que goza de uma reputação nacional neste campo e monitora as pesquisas internamente, sobre aquelas feitas entre os dias 13 e 24 de outubro por 11 das entidades principais que cobrem o território nacional, indica que todas, exceto uma (que indica um empate entre os dois candidatos) dão vantagem a Clinton de entre 1% e 12% e a média delas, calculada pela Real Clear Politics, coloca a candidata democrata com 48,3 de preferência, enquanto Trump atinge apenas 43,2%. (Deve notar-se que uma vantagem de 5% ou mais, nesta fase do processo, é normalmente considerada como uma indicação de uma vitória esmagadora).</p>
<p>Além disso, a Real Clear Politics estima que Clinton já tem 272 votos eleitorais (dois a mais que os 270 necessários), enquanto Trump só chegou a 126, com outros 140 ainda indefinidos, que correspondem a oito estados mais um distrito congressional do Maine.</p>
<p>Outra vantagem de Hillary Clinton é a disponibilidade de dinheiro, o que lhe permitiu fortalecer a atividade de sua campanha eleitoral em todos os Estados decisivos, que inclui, na avaliação da Real Clear Polítics, três desses estados que durante décadas têm sido considerados como solidamente republicanos: Arizona, Texas e Geórgia, os quais possivelmente votem esmagadoramente a favor da Trump; mas isso mostra a força que prevalece nos círculos democratas, ao se aventurarem, nestes finais da campanha, em territórios tradicionalmente republicanos.</p>
<p>As causas da posição em que se encontra Clinton nesta contenda podem ser encontradas no fato de ter conseguido manter unidas, em favor de sua candidatura, a todas as tendências da coalizão de forças democratas; em dispor de amplos recursos financeiros para suas equipes de campanha e para as organizações de influência política (os chamados de PACs e SuperPACS); por ter contado com uma organização superior da campanha eleitoral, com um trabalho mais estável e sustentado, melhor estratégia concebida, instrumentos de processamento de informação mais eficientes e eficazes e um trabalho sistemático de sucesso na base.</p>
<p>A campanha de Clinton foi integradora em relação à composição demográfica do país; brancos, descentes de africanos, hispânicos, latinos, asiáticos; à coligação entre suas tendências políticas: liberais, conservadoras, progressistas; e que ela conseguiu esquivar com sucesso os grandes obstáculos no seu caminho, como foram as pesquisas sobre o uso do seu e-mail pessoal para procedimentos oficiais, as acusações republicanas sobre seu papel no caso do ataque às instalações consulares dos EUA em Benghazi e críticas por suas ligações com as principais casas financeiras dos EUA e as conexões internacionais da Fundação Clinton, entre outros.</p>
<p>Pelo contrário, nesta fase da corrida e quando todas as forças e meios foram desdobrados e utilizados, a candidatura de Trump não conseguiu se recuperar da queda estrondosa que está sofrendo depois da Convenção Nacional Republicana, no final de julho passado. (Na verdade, se tomarmos como base a preferência média que faz a Real Clear Politics, de 1 de julho de 2015, Trump superou Clinton em apenas dois momentos, e com uma diferença mínima: 0,2%, em 24 maio e 0,9%, em 28 de julho, ambos em 2016). Trump tem sido a cara oposta de Clinton nestas eleições: sua campanha teve como ponto central o confronto com o aparelho republicano e o confronto brutal com seus principais líderes, o que aprofundou a divisão em uma partida que já estava sofrendo de dissensão profunda em suas fileiras, como ficou demonstrado com a presença de 17 candidatos para a nomeação presidencial, durante a fase das eleições primárias.</p>
<p>Trump fez uma campanha eleitoral irregular, mal concebida, polêmica e instável, tanto em suas posições políticas como na organização e funcionamento da equipe de campanha, no trabalho de atrair os eleitores na base e na atividade de arrecadação de fundos. Adicione-se a isso sua falta de habilidade, experiência e sensibilidade como entidade política e as fissuras de sua personalidade egoísta, astuciosa, rude e arrogante, que só lhe fez ganhar a inimizade dos latinos, negros, muçulmanos, árabes, mulheres e até de grupos religiosas, como os mórmons. Sua mensagem eleitoral tem sido xenófoba, misógina, racista, ultranacionalista, na fronteira com o fascismo e o nazismo.</p>
<p>A equipe de campanha eleitoral de Trump acabou nas mãos de elementos ligados à chamada ‘direita alternativa’ (altright, em inglês). Em 17 de agosto passado, Stephen Bannon foi nomeado chefe executivo da campanha eleitoral de Trump. Bannon era até então e desde março de 2012, presidente executivo da Breitbart News Network, fundada em 2007 e qualificada por este como «a plataforma de toda a direita alternativa». Esta ‘direita alternativa’ não é realmente uma organização, mas um conjunto de grupos ou tendências contrário à direita tradicional dos Estados Unidos. Este movimento é visto como uma expressão do nacionalismo branco nos Estados Unidos, de posições antiimigrantes, antissemitas, atitudes antimuçulmanas e atitudes semelhantes que a ligam integralmente às posições mantidas por Trump.</p>
<p>Bannon tem estreitas ligações com a família Mercer, liderada por Robert Mercer, cientista da computação e chefe executivo principal do fundo abutre Renaissance Technologies. Rebeca, filha de Robert, é diretora da Fundação Mercer Family, que se estima tenha contribuído com 13 milhões de dólares para a campanha de Trump, depois de ter apoiado a de Ted Cruz. Junto com a nomeação de Bannon, também Kellyanne Conway, ligada a Rebeca e Bannon foi elevada do cargo de assessora principal para o de administradora principal da campanha. Além disso, a firma de mineração e análise de dados Cambridge Analytica, onde a família Mercer tem investimentos, foi contratada pela campanha de Trump.</p>
<p>Na prática, a campanha de Trump acabou ficando nas mãos dos elementos da «direita alternativa». Não é preciso fazer muitas análises e avaliações para entender que o declínio precipitado que experimentou Trump nas últimas semanas, especialmente devido à rejeição de inúmeras personalidades republicanas e de destacados órgãos da mídia que tradicionalmente apoiam candidatos presidenciais republicanos, está diretamente ligado ao controle exercido pela família Mercer, considerada inimiga da liderança republicana tradicional, e isso está tendo um peso significativo neste final da temporada.</p>
<p>Ainda que Clinton ganhe a presidência por uma ampla margem de votos eleitorais e populares não se deve esperar que haja o mesmo resultado nas eleições no Senado e na Câmara dos Deputados. Registrou-se um ligeiro aumento nas chances de que o Partido Democrata consiga alcançar a maioria no Senado e, talvez, alguma diminuição no número de representantes republicanos, mas é altamente improvável que o Partido Republicano perca a maioria na Câmara.</p>
<p>A razão é que as eleições para senadores e representantes ocorrem em nível estadual, onde a desunião interna é menor e onde os grupos financeiros favoráveis aos republicanos estão colocando muito esforço e dinheiro para conseguir a eleição de seus correligionários. Além disso, o controle dos republicanos nas autoridades locais é muito firme e historicamente os democratas não gozam neles do favor da maioria da população.</p>
<p>Agora só precisamos esperar o voto em 8 de novembro. Já as forças dos dois partidos estão estacionadas e desdobradas, procurando conquistar a maior fatia possível do poder.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>O bloqueio continúa limitando la cultura cubana</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2016 23:45:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FALTAM poucos dias para o início do ano letivo. As condições estão criadas em todos os níveis de ensino: uniformes, base material de estudo, mobília escolar, insumos de higiene… Porém, para os mais de 8 mil estudantes que ingressarão à rede de instituições do Centro Nacional de Escolas de Arte (Cneart), a situação é diferente. Ainda que já estão garantidos os itens principais para esta etapa, as salas de aulas voltarão a abrir sob o impacto negativo do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelo governo de Washington contra nosso país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4265" alt="esculas de arte" src="/files/2016/09/esculas-de-arte.jpg" width="300" height="214" />FALTAM poucos dias para o início do ano letivo. As condições estão criadas em todos os níveis de ensino: uniformes, base material de estudo, mobília escolar, insumos de higiene… Porém, para os mais de 8 mil estudantes que ingressarão à rede de instituições do Centro Nacional de Escolas de Arte (Cneart), a situação é diferente. Ainda que já estão garantidos os itens principais para esta etapa, as salas de aulas voltarão a abrir sob o impacto negativo do bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto pelo governo de Washington contra nosso país.</p>
<p>De acordo com um relatório do Ministério da Cultura (Mincult), a política hostil do bloqueio limita a aquisição de insumos e materiais necessários para o estudo das diferentes disciplinas no ensino artístico.</p>
<p>Se os instrumentos para música; óleos e pincéis para as artes plásticas; sapatilhas e vestes dos estudantes de dança pudessem ser adquiridos no mercado norte-americano, o país teria uma poupança considerável.</p>
<p>Somente na matrícula que corresponde ao saxofone a economia seria de US$ 35 mil; no piano de US$ 133 mil; e ao adquirir a roupa de treinamento de balé seriam poupados US$ 2.000. Exemplos que constituem uma ínfima parte, pois existem situações similares no resto das manifestações que integram o subsistema de ensino artístico.</p>
<p>Segundo o documento do Mincult, entre as principais afetações econômicas estão as apresentações ao vivo de músicos cubanos nos Estados Unidos, que devem ser com caráter de trocas culturais, sem que haja contratos comerciais entre as partes. De modo que as empresas cubanas não obtêm benefícios econômicos, e se afetam o não poder comercializar em outros mercados durante o período de intercambio.</p>
<p>O bloqueio, em expressão de sua extraterritorialidade, impede a promoção, difusão e comercialização dos artistas nacionais e deprime a valores ínfimos os preços de venda. Neste período, o Instituto Cubano da Música (ICM) realizou 15 trocas culturais no território dos Estados Unidos com 122 apresentações artísticas.</p>
<p>Estima-se que o potencial de exportação das agrupações musicais do ICM no mercado dos EUA poderia atingir os cinco milhões de dólares anuais, caso não existissem as restrições do bloqueio.</p>
<p>Quanto ao tema do direito de autor musical entre Cuba e os EUA, mantém-se a impossibilidade de assinar contratos de representação recíproca (CRR) entre as sociedades de gestão coletiva para a proteção de repertórios explorados em ambos os territórios.</p>
<p>As afetações se estendem também às artes plásticas, a literatura, a comercialização online de produtos culturais e à indústria cinematográfica.</p>
<p>O Icaic pelas limitações do bloqueio não tem acesso à utilização da tecnologia desenvolvida pela empresa norte-americana Dolby.</p>
<p>“Os processos de som de nossa produção são obrigados a utilizar essa tecnologia sem cujo crédito, é praticamente impossível inserir-se no mercado internacional do filme. Isso nos obriga a associar-nos a co­produtores estrangeiros para adquirir as licenças correspondentes, que em troca, devemos ceder uma parte do mercado potencial de nossos filmes. Esta cessão representa una perda anual de não menos de US$ 200 mil”, revela o documento.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Cuba e EUA fecham rodada de diálogo; expectativas de anúncios</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2015 19:24:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Delegações de Cuba e dos Estados Unidos encerram hoje aqui uma rodada de diálogo sobre a restauração de vínculos diplomáticos, encontro que desperta expectativas de anúncio sobre avanços no cenário bilateral. A reunião instalada ontem na sede do Departamento de Estado prolongou-se por mais um dia, o que reforça em setores que acompanham o processo previsões de acordos concretos sobre a retomada dos vínculos rompidos há mais de 50 anos -por decisão de Washington- e a abertura de embaixadas em ambas capitais.
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3751" alt="delegacion cubana usa" src="/files/2015/05/delegacion-cubana-usa.jpg" width="300" height="222" />Delegações de Cuba e dos Estados Unidos encerram hoje aqui uma rodada de diálogo sobre a restauração de vínculos diplomáticos, encontro que desperta expectativas de anúncio sobre avanços no cenário bilateral.</p>
<p>A reunião instalada ontem na sede do Departamento de Estado prolongou-se por mais um dia, o que reforça em setores que acompanham o processo previsões de acordos concretos sobre a retomada dos vínculos rompidos há mais de 50 anos -por decisão de Washington- e a abertura de embaixadas em ambas capitais.</p>
<p>Depois de cerca de sete horas de conversa nesta quinta-feira, as partes emitiram breves declarações e informaram a continuidade do diálogo, dirigido assim como nas vezes anteriores pelas diplomatas Josefina Vidal e Roberta Jacobson.</p>
<p>Vidal é a diretora geral dos Estados Unidos da Chancelaria cubana e Jacobson, a secretária assistente de Estado para os Assuntos do Hemisfério Ocidental.</p>
<p>Segundo assinalou o integrante da delegação da ilha, Yuri Gala, à imprensa cubana acreditada para cobrir as conversas, ocorreram avanços.</p>
<p>Vários fatores embasam as expectativas de que esta nova rodada leve a anúncios como os esperados desde a decisão de começar a aproximação, comunicada no dia 17 de dezembro pelos presidentes Raúl Castro e Barack Obama.</p>
<p>Os representantes cubanos e estadunidenses abordaram nos últimos dias com otimismo o processo em curso, além do trâmite iniciado por Obama para excluir a ilha da lista de países que, segundo Washington, são promotores do terrorismo.</p>
<p>Também discutiram a solução do problema da falta de serviços bancários para a seção de interesses de Havana em Washington.</p>
<p>Espera-se que na conversa de ontem, as delegações anfitriã e visitante tenham tratado um dos temas mais polêmicos do diálogo, o comportamento do corpo diplomático face ao respeito dos princípios e normas refletidos nas convenções de Viena.</p>
<p>Washington demanda liberdade de movimento para seus servidores públicos, enquanto a maior das Antilhas -cujos representantes têm as mesmas restrições- reclama o fim do estímulo à subversáo por esses diplomatas e o cumprimento das regras de conduta internacionais.</p>
<p>Ditas condutas devem estar baseadas no apego à soberania dos Estados e à não ingerência em seus assuntos internos, sustenta Havana.</p>
<p>Para Cuba, a restauração de laços e a abertura de embaixadas constituiriam um passo importante, mas não a normalização dos vínculos.</p>
<p>Na opinião das autoridades da ilha, tal normalização passa pelo fim do bloqueio estadunidense, pela devolução do território da base naval de Guantánamo e pelo fim do objetivo da &#8220;mudança de regime&#8221;.</p>
<p>Um novo elemento para alimentar o otimismo, mas ao mesmo tempo a cautela, foram as declarações do secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, aos jornalistas cubanos presentes aqui, que ontem foram à sede do poder executivo norte-americano.</p>
<p>O porta-voz assegurou que a Obama &#8220;daria muito prazer viajar à ilha, em particular a Havana&#8221;, e destacou as potencialidades do mercado cubano para os produtos de seu país.</p>
<p>No entanto, reiterou o propósito de Washington de conseguir &#8220;a mudança que gostaríamos de ver em Cuba&#8221;, bem como as tradicionais acusações em matéria de direitos humanos.</p>
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		<title>Na TVe (Televisión Española) se debate&#8230; qual o melhor método para impor a Cuba uma mudança política</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2015/05/01/na-tve-television-espanola-se-debate-qual-o-melhor-metodo-para-impor-cuba-uma-mudanca-politica/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2015 02:27:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os grandes meios de comunicação – espanhóis, por exemplo – afirmam enfaticamente que não existe liberdade de imprensa em Cuba (1). E demonstram, com sua prática diária, em que consiste essa liberdade de imprensa. O canal público 24 horas da Televisión Española ofereceu uma magnífica lição prática em 10 de abril passado. O programa “Mesa de Actualidad” repassou, entre outras notícias, a Cúpula das Américas celebrada no Panamá.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3627" alt="leccionesdemanipulacion260" src="/files/2015/05/leccionesdemanipulacion260.jpg" width="300" height="200" />Os grandes meios de comunicação – espanhóis, por exemplo – afirmam enfaticamente que não existe liberdade de imprensa em Cuba (1). E demonstram, com sua prática diária, em que consiste essa liberdade de imprensa.</p>
<p>O canal público 24 horas da Televisión Española ofereceu uma magnífica lição prática em 10 de abril passado. O programa “Mesa de Actualidad” repassou, entre outras notícias, a Cúpula das Américas celebrada no Panamá, na qual se reuniram, pela primeira vez em 50 anos, os presidentes de Cuba e dos EUA (2).</p>
<p>Como a liberdade de imprensa requer pluralidade, o programa contou com a participação de dois jornalistas, com opiniões diferentes sobre um mesmo tema: como o governo dos EUA pode conseguir uma “transição” política em Cuba. “O grande problema é que essa transição não é um ponto que os EUA tenham exigido (a Cuba). E isso me parece um erro histórico do senhor Obama”, afirmava Víctor Arribas (3). José María Brunet rebateu (4): “Sobre esses acordos – diante de seu pessimismo, Víctor – diria que terão resultados lentamente, mas terão resultados”.</p>
<p>Essa liberdade de imprensa permite o debate sobre o “como”, desde que o “quê” não se discuta. Ambos os analistas concordavam em uma verdade irrefutável: Cuba não é uma democracia e deve inevitavelmente modificar seu sistema político, tal como exige Washington. “Eu não acredito que o regime castrista se abra com facilidade. Cuba continua sendo um país sem liberdades, não percamos isso de vista”, dizia Brunet. “Os EUA não colocaram sobre a mesa uma exigência de democratização da ilha”, completava Arribas.</p>
<p>Em Madri, a milhares de quilômetros de distância dos EUA, a Televisión Española reproduzia o mesmo debate sobre Cuba que hoje acontece entre “democratas” e “republicanos” (5). Ou seja: qual método é o mais eficaz – a morte súbita ou a morte lenta – para derrotar a revolução cubana e implantar na ilha um sistema de acordo com os interesses dos EUA. O jornalista José María Brunet “apoiava” as teses do Partido Democrata. “Suponho que esses acordos facilitarão a transição (em Cuba), mas no momento essa transição sequer começou”. A bancada “republicana” era representada por Víctor Arribas: “Cuba se apresenta à reunião e, no início dos encontros com os EUA, exige que as sanções – Lei Helms-Burton e outras – devem desaparecer imediatamente. Ainda por cima, exigem&#8230;”</p>
<p>Nessa legitimação de ingerência neocolonial, o “democrata” José María Brunet defendia o direito da Espanha de intervir na política de países como Cuba e Venezuela. “Acho importante a pressão que deve existir sobre ambos os países (Cuba e Venezuela). Na Venezuela, podemos vê-la na mobilização de nossos próprios ex-presidentes. Caramba, é notícia ver que Aznar e Felipe González estejam de acordo em algo, e eles estão em relação a que se deve agir, pressionando o governo da Venezuela. Com Cuba, tentou-se, a partir da Espanha, muitas vezes&#8230;” (6). O “republicano” Víctor Arribas, ao contrário, mostrava-se muito mais abatido e pessimista: “Para mim, o que acontece na América Latina não deve ser celebrado, nem muito menos&#8230;”</p>
<p>Conclusão: a liberdade de imprensa permite a discrepância sobre qual método é o mais eficaz para impor os interesses geoestratégicos ocidentais em países pouco obedientes como Cuba ou Venezuela. Enquanto isso, tais interesses não se discutem.</p>
<p>E, se isso acontece em um veículo público, Televisión Española, cujo estatuto inclui, como princípio, “contextualizar (&#8230;) os acontecimentos (&#8230;) com (&#8230;) todos os pontos de vista possíveis” (7), imaginem como foram, nesta semana, os debates e análises sobre a Cúpula das Américas nos canais de televisão privados.</p>
<p>(1) http://www.rtve.es/alacarta/videos/la-tarde-en-24-horas/tarde-24-horas-bloque-18-10-04-15/3084560/</p>
<p>(2) http://www.cubainformacion.tv/index.php/politica/62172-se-reunen-raul-castro-y-barack-obama-en-panama-hito-en-los-ultimos-50-anos</p>
<p>(3) http://es.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADctor_Arribas</p>
<p>(4) http://www.rtve.es/television/20140123/jose-maria-brunet/858400.shtml</p>
<p>(5) http://www.elmundo.es/internacional/2014/12/17/5491ab4922601db1748b458b.html</p>
<p>(6) http://www.publico.es/politica/felipe-gonzalez-alia-aznar-atacar.html</p>
<p>(7) http://www.consejoinformativostve.es/textos-legales/doc_view/10-07-estatuto-de-informacion-de-la-corporacion-rtve.html<br />
<strong>(José Manzaneda, coordenador de Cubainformación)</strong></p>
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		<title>Tiroteio público e assassinato em massa no Colorado, EUA</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2012 16:31:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Um sujeito abriu fogo hoje em um cinema de Aurora, Colorado, e 14 pessoas morreram, enquanto outras 50 foram feridas durante a estreia do filme Batman nos Estados Unidos. De acordo com informes policiais, o indivíduo é um homem branco de 24 anos que utilizou um rifle, duas pistolas, um colete antibalas e uma espécie de dispositivo emissor de gás para provocar pânico no público.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2800" src="/files/2012/07/colorado3.jpg" alt="" width="300" height="250" />Washington, 20 jul (Prensa Latina) Um sujeito abriu fogo hoje em um cinema de Aurora, Colorado, e 14 pessoas morreram, enquanto outras 50 foram feridas durante a estreia do filme Batman nos Estados Unidos.</p>
<p>De acordo com informes policiais, o indivíduo é um homem branco de 24 anos que utilizou um rifle, duas pistolas, um colete antibalas e uma espécie de dispositivo emissor de gás para provocar pânico no público.</p>
<p>Patrulheiros e socorristas chegaram por dúzias à cena do crime na madrugada da sexta-feira e transladaram a muitas vítimas para hospitais nos assentos traseiros de automóveis oficiais.</p>
<p>Seis delas são crianças entre 6 e 13 anos, dois dos feridos estão em condições críticas com perigo grave de morte. O cinema onde ocorreu o ataque é o Century 16.</p>
<p>O delegado Dan Oates confirmou a repórteres que o atacante se encontra sob custodia, mas se desconhecem os motivos de sua agressão. Testemunhas e fontes independentes disseram à corrente CNN que não descartam uma operação de terrorismo.</p>
<p>Especialistas do Birô Federal de Investigações (FBI) partiram de Denver -a 20 quilômetros de Aurora- para colaborar com as investigações das autoridades locais.</p>
<p>O presidente Barack Obama foi informado sobre o incidente na madrugada depois que o agressor advertiu a policiais que também mantinha um sistema de explosivos pronto para ativar desde sua residência.</p>
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		<title>O papel genocida da NATO (Quinta parte)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 15:07:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
		<category><![CDATA[Muammar Kadafi]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

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		<description><![CDATA[“Como alguns sabem, em setembro de 1969, Moamar al-Khaddhafi, um militar árabe beduíno de peculiar caráter e inspirado nas idéias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser, promoveu no seio das Forças Armadas um movimento que derrocou o Rei Idris I da Líbia, um país desértico quase na sua totalidade e de escassa população, situado ao norte da África, entre a Tunísia e o Egito.”]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A 9 de março do ano em curso sob o título “A NATO, a guerra, a mentira e os negócios” publiquei uma nova Reflexão sobre o papel dessa organização bélica.</p>
<p>Seleciono os parágrafos fundamentais daquela Reflexão:</p>
<p>“Como alguns sabem, em setembro de 1969, Moamar al-Khaddhafi, um militar árabe beduíno de peculiar caráter e inspirado nas idéias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser, promoveu no seio das Forças Armadas um movimento que derrocou o Rei Idris I da Líbia, um país desértico quase na sua totalidade e de escassa população, situado ao norte da África, entre a Tunísia e o Egito.”</p>
<p>“Nascido no seio de uma família da tribo beduína de pastores nômades do deserto, na região de Trípoli, Khaddhafi era profundamente anticolonialista”</p>
<p>“…os adversários de Khaddhafi garantem que se destacou por sua inteligência como estudante; foi expulso do liceu por suas atividades antimonárquicas. Conseguiu matricular em outro liceu e depois se formar em leis  na Universidade de Bengasi aos 21 anos. Ingressa depois no Colégio Militar de Bengasi onde criou o que foi chamado de Movimento Secreto Unionista de Oficiais Livres, concluindo posteriormente seus estudos numa academia militar britânica.”</p>
<p>“Iniciara sua vida política com fatos indubitavelmente revolucionários.</p>
<p>“Em março de 1970, após manifestações maciças nacionalistas, conseguiu a evacuação dos soldados britânicos do país e, em junho, os Estados Unidos desalojaram a grande base aérea perto de Trípoli, entregada a instrutores militares egípcios, país aliado à Líbia.</p>
<p>“Em 1970, várias companhias petroleiras ocidentais e sociedades bancárias com participação de capitais estrangeiros foram afetadas pela Revolução. Nos finais de 1971, a famosa <em>British Petroleum</em> correu a mesma sorte. Na área agropecuária todos os bens italianos foram confiscados, os colonos e seus descendentes foram expulsos da Líbia.”</p>
<p>“O líder líbio se dedicou às teorias extremistas que se opunham tanto ao comunismo quanto ao capitalismo. Foi uma etapa em que Khaddhafi se dedicou à teorização, que não faz sentido incluir nesta análise, embora sim se deva assinalar que no artigo 1º da Proclama Constitucional de 1969 ficava estabelecido o caráter “Socialista” da Jamaíria Árabe Líbia Popular.</p>
<p>“O que desejo frisar é que aos Estados Unidos e aos seus aliados da NATO nunca lhes interessaram os direitos humanos.</p>
<p>“O bololô que se deu no Conselho de Segurança, na reunião do Conselho de Direitos Humanos com sede na Genebra, e na Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque, foi puro teatro.”</p>
<p>“O império pretende agora […] intervir militarmente na Líbia e açoitar a onda revolucionária desatada no mundo árabe.”</p>
<p>“Promovida a latente rebeldia líbia pelos órgãos de inteligência ianque, ou pelos erros do próprio Khaddhafi, é importante que os povos não se deixem enganar, visto que logo a opinião mundial terá suficientes elementos para saber ao quê se ater.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A Líbia, igual do que muitos países do Terceiro Mundo, é membro do Movimento de Países Não Alinhados, do Grupo dos 77 e de outras organizações internacionais, através das quais se estabelecem relações independentemente do sistema econômico e social de cada Estado.</p>
<p>“A traços largos: a Revolução em Cuba, inspirada em princípios Marxistas-Leninistas e Martianos, tinha triunfado em 1959 a 90 milhas dos Estados Unidos, que nos impôs a Emenda Platt e era proprietário da economia do nosso país.</p>
<p>“Quase de imediato, o império promoveu contra nosso povo a guerra suja, os bandos contra-revolucionários, o criminoso bloqueio econômico, e a invasão mercenária de Girón, custodiada por um porta-aviões e sua infantaria de marinha pronta para desembarcar se a força mercenária atingisse determinados objetivos.”</p>
<p>“Todos os países latino-americanos, com a exceção do México, participaram do criminoso bloqueio que ainda perdura, sem que nosso país jamais se rendesse.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Em janeiro de 1986, esgrimindo a idéia de que a Líbia estava por trás do chamado terrorismo revolucionário, Reagan ordenou romper relações econômicas e comerciais com aquele país.</p>
<p>“Em março, uma força de porta-aviões no Golfo de Sirte, dentro de águas consideradas por Líbia nacionais, desatou ataques que ocasionaram a destruição de várias unidades navais munidas de lança-mísseis e de sistemas de radares de costa que esse país tinha adquirido na URSS.</p>
<p>“Em 5 de abril, uma discoteca em Berlim Ocidental, freqüentada por soldados dos Estados Unidos, foi vítima de explosivos plásticos, onde três pessoas morreram, duas delas militares norte-americanos e muitos resultaram feridos.</p>
<p>“Reagan acusou Khaddhafi e ordenou à Força Aérea que desse uma resposta. Três esquadrões descolaram dos porta-aviões da VI Frota e bases no Reino Unido, atacaram com mísseis e bombas sete objetivos militares em  Trípoli e Bengasi. Ao redor de 40 pessoas morreram, 15 delas civis. Advertido do avanço dos bombardeiros, Khaddhafi reuniu a família e estava abandonando sua residência localizada no complexo militar de Bab Al Aziziya, ao sul da capital. Não tinha concluído a evacuação quando um míssil impactou diretamente na residência; sua filha Hanna morreu e outros dois filhos foram feridos. O fato recebeu uma ampla rejeição; a Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução de condenação por violação da Carta da ONU e do Direito Internacional. A mesma coisa fez em termos enérgicos o Movimento de Países Não Alinhados, a Liga Árabe e a OUA.</p>
<p>“A 21 de dezembro de 1988, um <em>Boeing 747</em> da companhia <em>Pan Am</em> que voava de Londres a Nova Iorque se desintegrou em pleno vôo pela explosão de uma bomba …”</p>
<p>“As investigações, segundo os ianques, implicavam dois agentes da inteligência líbia.”</p>
<p>“Uma lenda tenebrosa foi fabricada contra ele com a participação de Reagan e Bush pai.”</p>
<p>“O Conselho de Segurança impusera-lhe sanções a Líbia que começaram a serem ultrapassadas quando Khaddhafi aceitou submeter a julgamento, com determinadas condições, os dois acusados por causa do avião que explodiu sobre a Escócia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Delegações líbias começaram a ser convidadas a reuniões intereuropéias. Em julho de 1999 Londres iniciou o restabelecimento de relações diplomáticas plenas com a Líbia, após algumas concessões adicionais.”</p>
<p>“A 2 de dezembro, Massimo D’Alema, primeiro-ministro italiano, realizou a primeira visita de um chefe de governo europeu à Líbia.</p>
<p>“Desaparecidos a URSS e o campo socialista da Europa, Khaddhafi decidiu aceitar as demandas dos Estados Unidos e da NATO.”</p>
<p>“Nos começos de 2002, o Departamento de Estado informou que estavam em andamento conversações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Líbia.”</p>
<p>“Ao começar o ano 2003, em virtude do acordo econômico sobre indemnizações celebrado entre a Líbia e os países demandantes, o Reino Unido e a França, o Conselho de Segurança da ONU levantou as sanções de 1992 contra a Líbia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Antes de findar 2003, Bush e Tony Blair informaram de um acordo com a Líbia, país que tinha entregado a peritos de inteligência do Reino Unido e de Washington documentação dos programas não convencionais de armas, bem como de mísseis balísticos com um alcance superior a 300 quilômetros. […] Era o fruto de muitos meses de conversações entre Trípoli e Washington, como revelou o próprio Bush.</p>
<p>“Khaddhafi cumpriu suas promessas de desarme. Em poucos meses a Líbia entregou as cinco unidades de mísseis Scud-C com um alcance de 800 quilômetros e as centenas de Scud-B, cujo alcance ultrapassava os 300 quilômetros em mísseis defensivos de curto alcance.</p>
<p>“A partir de outubro de 2002 se iniciou a maratona de visitas a Trípoli: Berlusconi, em outubro de 2002; José Maria Aznar, em setembro de 2003; Berlusconi de novo em fevereiro, agosto e outubro de 2004; Blair, em março de 2004; o alemão Schröeder, em outubro desse ano; Jacques Chirac, em novembro de 2004.”</p>
<p>“Khaddhafi percorreu triunfalmente a Europa. Foi recebido em Bruxelas em abril de 2004 por Romano Prodi, presidente da Comissão Européia; em agosto desse ano o líder líbio convidou Bush para visitar seu país; Exxon Mobil, Chevron Texaco e Conoco Philips ultimavam o reinício da extração de petróleo através de <em>joint ventures.</em></p>
<p>“Em maio de 2006, os Estados Unidos anunciaram a retirada da Líbia da lista de países terroristas e o estabelecimento de relações diplomáticas plenas.</p>
<p>“Em 2006 e 2007, a França e os Estados Unidos subscreveram acordos de cooperação nuclear com fins pacíficos; em maio de 2007, Blair voltou visitar o Khaddhafi em Sirte. <em>British  Petroleum</em> assinou um contrato “enormemente importante” segundo foi declarado, para a exploração de jazigos de gás.</p>
<p>“Em dezembro de 2007, Khaddhafi realizou duas visitas à França e assinou contratos de equipamentos militares e civis no valor de 10 000 milhões de euros; e a Espanha, onde se entrevistou com o presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero. Contratos milionários foram subscritos com importantes países da NATO.</p>
<p>“O quê agora originou a retirada precipitada das embaixadas dos Estados Unidos e dos demais membros da NATO? “Tudo resulta sumamente esquisito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“George W. Bush, o pai da estúpida guerra antiterrorista, declarou a 20 de setembro de 2001 aos cadetes de West Point “Nossa Segurança requererá […] a força militar que vocês dirigirão, uma força que deve estar pronta para atacar imediatamente em qualquer escuro canto do mundo. E nossa segurança requererá que fiquemos prontos para o ataque preventivo quando for necessário defender nossa liberdade…’.”</p>
<p>“Devemos descobrir células terroristas em 60 países ou mais […] Junto dos nossos amigos e aliados, devemos nos opor à proliferação e encarar os regimes que patrocinam o terrorismo, conforme o requerer cada caso.”</p>
<p>Acrescento hoje que o Afeganistão, um país tradicionalmente rebelde, foi invadido; as tribos nacionalistas outrora aliadas dos Estados Unidos em sua luta contra a URSS, foram bombardeadas e massacradas. A guerra suja se espalhou pelo mundo. O Iraque foi invadido com pretextos que resultaram falsos, seus abundantes recursos petroleiros passaram a mãos de empresas ianques, milhões de pessoas perderam seus empregos e foram obrigadas a se deslocarem dentro ou foram do país; seus museus foram pilhados e incontáveis cidadãos perderam a vida ou foram massacrados pelos invasores.</p>
<p>Voltando à Reflexão, assinalei:</p>
<p>“Um telex da AFP procedente de Cabul, datado hoje 9 de março, revela que: “O ano transato foi o mais letal para os civis em nove anos de guerra entre os talibãs e as forças internacionais no Afeganistão, com quase 2 800 mortos, 15% mais do que em 2009, indicou na quarta-feira um relatório da ONU, que sublinha o custo humano do conflito para a população’.”</p>
<p>“Com 2 777 exatamente, o número de civis mortos em 2010 aumentou em 15% relativamente a 2009, indica o relatório anual conjunto da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão ….”</p>
<p>“O presidente Barack Obama expressou a 3 de março seu &#8220;profundo pesar&#8221; ao povo afegão pelas nove crianças mortas, e também o fizeram o general estadunidense David Petraeus, comandante-em-chefe da ISAF, e o Secretário de Defesa, Robert Gates.”</p>
<p>“…o relatório da UNAMA salienta que o número de civis mortos em 2010 é quatro vezes superior aos soldados das forças internacionais mortos em combate nesse mesmo ano.”</p>
<p>No relativo à Líbia, apontei:</p>
<p>“Durante 10 dias, em Genebra e nas Nações Unidas, foram pronunciados mais de 150 discursos sobre violações dos direitos humanos que foram repetidos milhões de vezes pela televisão, pela rádio, pela Internet e pela imprensa escrita.</p>
<p>“O Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, em sua intervenção do passado 1 de março de 2011 perante os Ministros de Relações Exteriores reunidos em Genebra, expressou:</p>
<p>“A consciência humana rejeita a morte de pessoas inocentes em qualquer circunstância e lugar. Cuba partilha plenamente a preocupação mundial pelas perdas de vidas de civis na Líbia e deseja que seu povo alcance uma solução pacífica e soberana à guerra civil que ali acontece, sem nenhuma ingerência estrangeira, e que garanta a integridade dessa nação.”</p>
<p>“Se o direito humano essencial é o direito à vida, estará prestes o Conselho para suspender o caráter de membro dos Estados que desatarem uma guerra?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Suspenderá os Estados que financiem e forneçam ajuda militar empregada pelo Estado receptor em violações maciças, flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos e em ataques contra a população civil, como as que ocorrem na Palestina?</p>
<p>“Aplicará essa medida contra países poderosos que realizem execuções extrajudiciárias em território de outros Estados com o emprego da alta tecnologia, como munições inteligentes e aviões não tripulados?</p>
<p>“O quê acontecerá com Estados que aceitem em seus territórios cárceres ilegais secretos, facilitem o trânsito de vôos secretos com pessoas seqüestradas ou participem de atos de tortura?”</p>
<p>“Somos contra a guerra interna na Líbia, a favor da paz imediata e do respeito pleno à vida e aos direitos de todos os cidadãos, sem intervenção estrangeira, que só serviria ao prolongamento do conflito e aos interesses da NATO.”</p>
<p>Ontem 31 de outubro aconteceu um fato que, como tantos outros, é testemunho da falta total de ética na política ianque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, acabava de adotar uma decisão valente: outorgar ao povo heróico da Palestina o direito a participar como membro ativo na UNESCO; 107 estados votaram a favor, 14 em contra, 52 se abstiveram de votar. Todos conhecemos perfeitamente porquê.</p>
<p>A representante dos Estados Unidos nessa instituição, seguindo instruções do prêmio Nobel da Paz, declarou logo que a partir desse instante seu país suspendia toda ajuda econômica à organização,<strong> </strong>destinada pela ONU à educação, à ciência e à cultura.</p>
<p>O acento dramático com que a dama anunciou a decisão era totalmente desnecessário. Ninguém se surpreendeu com a esperada e cínica decisão.</p>
<p>Porém, se ainda fosse pouco, bastaria o telex da AFP datado em Washington na tarde de hoje, às 16h05:</p>
<p>“‘Após a Reunião de Cúpula do G20 (&#8230;) o presidente (Obama) e o presidente Sarkozy participarão em uma cerimônia em Cannes para celebrar a aliança entre os Estados Unidos e a França’, indicou s presidência estadunidense, precisando que os dirigentes se encontrarão também com ‘soldados estadunidenses e franceses que têm participado juntos na operação’ na Líbia.”</p>
<p>Continuará proximamente.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-1ro-de-noviembre-de-2011-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>1 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong>16h32.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A crise da direita latino-americana</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/10/09/crise-da-direita-latino-americana/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 12:28:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emir Sader]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[A direita latino-americana vive o pior momento da sua história na América Latina. Uma situação correlata à expansão, inédita, de tantos governos progressistas na região e do isolamento dos EUA no continente. O momento de maior força da direita residiu no auge dos governos neoliberais, porque ali forças de origens distintas adotavam o receituário do FMI e do Banco Mundial, confluindo para um consenso continental inédito em torno das políticas predominantes no campo da direita em escala internacional. Poder dispor no campo da direita de partidos conservadores, mas também de forças como o PRI e o PAN no México, o PS e a DC no Chile, Copei e AD na Venezuela, o peronismo na Argentina – para dar alguns exemplos eloquentes – revelava uma capacidade hegemonia do seu projeto, que nunca a direita havia disposto anteriormente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Emir Sader</strong></p>
<p><strong>(Carta Maior)</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2308" src="/files/2011/10/america-latina.jpg" alt="" width="300" height="250" />A direita latino-americana vive o pior momento da sua história na América Latina. Uma situação correlata à expansão, inédita, de tantos governos progressistas na região e do isolamento dos EUA no continente.</p>
<p>O momento de maior força da direita residiu no auge dos governos neoliberais, porque ali forças de origens distintas adotavam o receituário do FMI e do Banco Mundial, confluindo para um consenso continental inédito em torno das políticas predominantes no campo da direita em escala internacional. Poder dispor no campo da direita de partidos conservadores, mas também de forças como o PRI e o PAN no México, o PS e a DC no Chile, Copei e AD na Venezuela, o peronismo na Argentina – para dar alguns exemplos eloquentes – revelava uma capacidade hegemonia do seu projeto, que nunca a direita havia disposto anteriormente.</p>
<p>Foi um período relativamente breve, mas significativo. Permitiu a cooptação de partidos até então situados no campo da esquerda – nacionalistas, social democratas – e a apresentação de uma proposta de nível continental – as políticas e as áreas de livre comércio, expressas na Nafta e na Alca -, articulando os EUA e o conjunto do continente. Além disso, rearticulava a America Latina com o modelo hegemônico mundial, através da direita, reagrupando forcas de origens distintas no campo político e ideológico.</p>
<p>Bastou esgotar-se o modelo hegemônico na América Latina, para que esse castelo de cartas se desmoronasse e promovesse uma imensa crise de identidade dos partidos que haviam participado do bloco neoliberal, incluídos os tradicionais da direita e os que tinham se somado aquele modelo desde outras origens.</p>
<p>Passada uma década de existência de governos progressistas em um grande número de países do continente – Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, Paraguai, Nicarágua, El Salvador, Peru –, a situação da direita – e, de forma correlata, dos EUA na América Latina, – se alterou radicalmente.</p>
<p>As forças que puseram em prática políticas neoliberais pagaram o preço do caráter antissocial dessas políticas e do seu esgotamento precoce. Menen, Fujimori, FHC, Carlos Andres Perez, Salinas de Gortari saíram da presidência repudiados e derrotados politicamente, se tornaram os símbolos de de ex-presidentes antipopulares. (Menem, Fujimori, Carlos Andres Perez chegaram a ir para a prisão,  <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.deutschgluecksspiel.de/" >online casinos  Salinas de</a>   Gortari fugiu do México para escapar desse destino.) Seus partidos e forças aliadas pagaram o preco caro dessa aventura: o peronismo teve que ser resgatado pelos Kirchner com política radicalmente oposta a de Menem. AD e Copei praticamente desapareceram como partidos na Venezuela. O PRI mexicano foi derrotado, pela primeira vez, em 70 anos e perdeu a presidência; depois de 2 mandatos de continuidade com essas políticas, deve suceder o mesmo com o PAN. Fujimori nao conseguiu eleger sucessor, nem construir uma forca política própria. O PSDB foi derrotado nas 3 eleições presidenciais seguintes aos 2 mandatos de FHC.</p>
<p>Frente a governos que colocaram em prática políticas de saída e ruptura com o modelo neoliberal, as forças que tinham encarnado esse modelo ficaram descolocadas. O espectro político foi amplamente ocupado por coalizões em países como a Argentina, o Brasil, o Uruguai, com políticas e alianças de centro-esquerda, não deixando espaço para as forças neoliberais. Estas ficaram diante do dilema de seguir defendendo políticas que haviam fracassado ou tentar alegar que seus governos prepararam as condições para o protagonismo das políticas sociais nos governos que os sucederam, o que, além de tese muito discutível, não impede que os governos que colocam em prática essas politicas populares sejam os que os derrotaram e personificam a democratização social.</p>
<p>Na Venezuela, na Bolívia, no Equador, as transformações radicais que os novos governos levaram à prática conquistaram grande apoio popular, isolando e derrotando as forças que as tinham antecedido no governo.</p>
<p>Como resultado, as forças de direita ou da neo-direita foram derrotadas sucessivamente ao longo de toda a década desde o primeiro triunfo de Hugo Chávez. Os presidentes posneoliberais se reelegeram e, no caso da Argentina, do Uruguai e do Brasil, elegeram sucessores, enquanto a oposição, desorientada, ou se divide – como na Argentina, na Venezuela – ou não consegue obter apoios contra os governos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a tese nortemericana da ALCA foi derrotada já no começo da década, quando a presidência do projeto, cabendo aos EUA e ao Brasil, foi combatida por este, apoiado nas grandes mobilizações populares ao longo da década anterior e no sentimento que foi se tornando majoritário, a favor dos processos de integração regional e não dos Tratados de Livre Comércio com os EUA.</p>
<p>Os EUA mantiveram o México e a Colômbia como aliados privilegiados, além de governos centroamericanos. Mais recentemente perdeu os apoios na Nicarágua e em El Salvador, além do Peru e da mudança gradual de posição da Colômbia. Mesmo a vitória da direita no Chile está neutralizada pela perda acelerada de popularidade de Pinera.</p>
<p>Paralelamente, ocupando os espaços conquistados, constituiram-se a Unasul, o Conselho Sulamericano de Defesa, o Banco do Sul, consolidando a hegemonia dos projetos de integração regional – e de alianças com o Sul do mundo – e o isolamento dos Tratados de Livre Comércio com os EUA. A crise de 2008 e seu retorno neste ano confirmaram as vantagens dessa politicas e das alianças com a China, ao invés das alianças privilegiadas com a estagnada economia norteamericana.</p>
<p>Diante dessas derrotas e isolamento, a direita busca ainda novo perfil. As derrotas que sofreram recentemente no Uruguai, no Brasil, no Peru, em El Salvador, as que devem sofrer na Argentina, na Nicarágua, na Venezuela, prolongam por toda a segunda década do século XXI essa derrota.</p>
<p>Cabe aos governos progressistas valer-se desses reveses para aprofundar os projetos posneoliberais, com a consciência que a direita se travestiu de órgãos da mídia monopolista e que os eixos estruturais da direita – capital financeiro, empresas do agronegócio, empresas da mídia privada, que personificam a ditadura do dinheiro, da terra e da palavra – seguem com muito poder, como alvos estruturais das mudanças que a luta pela superação do neoliberalismo e pela construção de sociedades democráticas, igualitárias, humanistas, requer.</p>
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		<title>O triunfo do capitalismo: empregos zero</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 14:04:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo Obama está empenhado em aplicar princípios do lado da oferta, para tirar a economia dos EUA da atual recessão, mas princípios do lado da oferta baseiam-se na crença de que, se o governo cortar impostos dos mais ricos, os mais ricos investirão sua riqueza em novas fábricas, que novas contratações de empregados aumentarão as taxas de emprego, e que, assim, com maior número de empregados, a arrecadação aumenta. Mas não há nenhuma garantia de que os mais ricos realmente invistam sua riqueza em empresas produtivas, sobretudo nos EUA.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong> John Kozy </strong></p>
<p><strong>Traducido por  Coletivo de tradutores Vila Vudu</strong></p>
<p><strong>(Tlaxcala)<br />
</strong></p>
<div id="attachment_2297" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-2297" src="/files/2011/10/california.gif" alt="" width="580" height="399" /><p class="wp-caption-text">Navio para a Califórnia no início da Corrida do Ouro</p></div>
<p>Toda essa teoria baseia-se numa mera fé  pop-psicológica segundo a qual, se se dá dinheiro a alguém, o alguém  investirá produtivamente aquele dinheiro. Mas não há como obrigar os  ricos a fazerem isso, eles não fazem, pior, nunca fizeram, de fato,  porque criar empregos não é missão da empresa. Missão da empresa é fazer  dinheiro, e obter incentivos do estado é, só, mais um jeito de fazer  dinheiro. Dar dinheiro às empresas nunca porá fim a recessões e  depressões. De fato, o mais provável é que as prolongue, porque nenhuma  empresa jamais criará empregos se não estiver convencida de que criar  empregos aumentará os lucros.</p>
<p>Durante a Corrida do Ouro na Califórnia, os comerciantes só iam para os  campos de garimpo depois de o ouro já ter sido descoberto, e saíam dos garimpos no instante em que o veio secava. Nunca usaram o capital que lá  acumularam arrancado dos mineiros para abrir negócios produtivos que  gerassem empregos para os garimpeiros que, no final, estavam  desempregados. Nas economias capitalistas, o capital não existe para ser gasto em empreendimentos: ele existe para ser acumulado. A empresa não existe para criar empregos. A empresa só cria empregos se os novos empregos servirem aos seus objetivos de obter mais dinheiro.</p>
<p>A chamada ‘sabedoria convencional’ é sempre perigosa. Na maioria das  vezes, a sabedoria convencional está errada. Mas a sabedoria  convencional pode ser classificada em dois grandes blocos: a sabedoria a favor e a sabedoria contra. Todas as manifestações de sabedoria convencional tem seus ‘do contra’, e, assim como toda a sabedoria convencional pode não passar de meras crenças, sem qualquer fundamento, as posições ‘do contra’ aquela sabedoria sem fundamento tampouco têm qualquer fundamento.</p>
<p>Por exemplo, todos veem que a economia está desabando, mas muitos  críticos parecem crer que os problemas que a economia enfrenta hoje  sejam problemas novos. Nada disso. Esses são problemas muito antigos. A economia hoje pouco difere da economia dos anos 1600s, quando a economia chegou aos EUA, trazida da Inglaterra. Os horrores da economia da Inglaterra no século 17 são exatamente os mesmos da economia de hoje. A riqueza concentrada em poucas mãos, a miséria distribuída igualmente para muitos. Alta criminalidade em toda a sociedade. Desemprego generalizado, subempregos, empregos degradantes. A dignidade humana destruída. Famílias sem teto, fome e muitas guerras nas quais morrem muitos pobres em benefício dos comerciantes. Discriminação por todos os lados, de vários tipos. Governos que governam para os ricos, não para os pobres nem, sequer, para todos, que fosse. E, embora tenha havido curtos períodos em que o povo foi levado a acreditar que a vida estaria melhorando, esses períodos sempre acabaram em colapsos econômicos que  consumiram todos os ganhos que as pessoas comuns tivessem tido.</p>
<p>As características universais dessa economia aparecem exemplificadas na seguinte historinha, plenamente histórica:</p>
<blockquote><p><em>Dia 24/1/1848, James W. Marshall descobriu ouro em Sutter&#8217;s Mill, Coloma, Califórnia.</em></p>
<p><em> </em><em>Quando a novidade espalhou-se, centenas de milhares de pessoas correram para a Califórnia. No local onde o ouro fora descoberto, mineiros trabalharam juntos e ergueram um acampamento e declararam-se  proprietários. Nasceram assim as vilas de Rough and Ready, Hangtown e  Portuguese Flat, além de várias outras, e os comerciantes acorreram para  lá em enxames, montaram negócios, logo construíram prédios, acampamentos, tendas e ali se passou a vender de tudo, bens e serviços. Os mineiros viviam em tendas, barracos, cabines arrancadas de barcos abandonados. Cada grupamento tinha seu próprio saloon e respectivo cassino. Mulheres de várias etnias desempenhavam diferentes funções, de prostitutas a empresárias single.</em></p>
<p><em>No  início, o ouro jorrou fácil, “livre, para quem pegasse”. As disputas  resolviam-se pessoal e violentamente. Quando a extração do ouro começou a ficar cada vez mais difícil, os americanos começaram a atrair estrangeiros para lá. O Senado Estadual aprovou então um imposto para mineiros estrangeiros, de 20 dólares por mês, e os norte-americanos que faziam prospecção de novos veios organizavam ataques contra os estrangeiros, sobretudo contra latino-americanos e chineses. Além disso, o grande número de recém-chegados expulsavam norte-americanos nativos  de suas áreas tradicionais de caça, pesca e reunião. Vários revidaram e atacaram mineiros. O que provocou retaliações. Os nativos foram muitas vezes massacrados. Os sobreviventes, incapazes de sobreviver, morriam de  fome. Nativos morriam de catapora, gripe e rubéola, aos magotes. O  estado da Califórnia aprovou a Lei de Governo e Proteção aos Índios, que  permitia que os colonos capturassem e usassem nativos como escravos. Permitia também o tráfico de força de trabalho de norte-americanos nativos, sobretudo de mulheres jovens e crianças – tráfico tratado como empresa comercial legal. Generalizou-se a caça a nativos, as vilas de nativos eram regularmente atacadas e saqueadas, mulheres e crianças capturadas para serem vendidas. Não era melhor a situação dos imigrados: morreu um em cada doze (as taxas de mortalidade e crime durante a Corrida do Ouro foram extraordinariamente altas e, correspondentemente, cresceu muito a obsessão com a segurança, que também matou muitos).</em></p>
<blockquote><p><em>As técnicas hidráulicas de extração de ouro tornaram-se prevalentes.  Subproduto delas, cresceram muito os depósitos de poluentes, metais  pesados e outros, que foram, todos, parar nos rios e riachos. No século  21 ainda há áreas contaminadas pelos resíduos da mineração hidráulica do ouro, além de terras tornadas imprestáveis.</p>
<p></em><em>Os comerciantes ganharam muito mais dinheiro que os mineiros. O homem mais rico da Califórnia nos primeiros anos da Corrida do Ouro foi Samuel  Brannan, incansável autopromotor, dono de lojas e de jornais. Cerca de  metade dos que prospectavam ouro tiveram lucro modesto. Mas a maioria ou ganhou pouco ou perdeu dinheiro. Em 1855, o clima econômico mudara dramaticamente. Só se encontrava ouro a explorar com lucro mediante grandes empresas organizadas, com muitos trabalhadores que eram, ou  sócios, ou empregados. Em meados dos anos 1850s, só os donos dessas grandes empresas de mineração ganhavam dinheiro. E quando os veios secaram, de vez, os comerciantes saíram de lá muito mais depressa que os  mineiros. Foi o fim da corrida do ouro.</em></p></blockquote>
</blockquote>
<p>Já escrevi várias vezes sobre esses traços horrendos das economias  capitalistas, especialmente sobre a sua abjeta imoralidade. Hoje,  prefiro discutir uma falsidade óbvia que ainda se escuta,  incansavelmente repetida, sobretudo por políticos da direita e seus  parceiros, os economistas por profissão: todos esses vivem de dizer que as empresas, não os governos, criam empregos.</p>
<p>É ideia evidentemente falsa, e a generalização a torna perigosamente  ambígua. O quê, precisamente, significa essa ideia, sobretudo se se sabe  que os políticos que vivem a repeti-la consomem toneladas de dinheiro para gerar os empregos que as empresas absolutamente não geram?! Nenhuma empresa jamais criou os empregos de deputado, senador ou presidente. Que sentido faz que deputados, senadores e presidentes vivam a repetir  que são as empresas, não os governos, que criam empregos? Não há mais completa estupidez, que essa.</p>
<p>A verdade é que a empresa não tem qualquer interesse e criar empregos. Basta considerar a historieta acima. Os comerciantes afluíram como enxame para os campos de mineração de ouro depois de o ouro ter sido descoberto e, como enxame, voaram para longe  de lá, quando os veios secaram. Não usaram o capital lá acumulado para  criar empregos para os mineiros e buscadores de ouro, quando  desempregados.</p>
<p>Nas economias capitalistas, o capital não existe para ser consumido:  existe para ser acumulado. Empregados são simples meios para essa  finalidade, e, se um empresário puder acumular capital sem usar  empregados, ele o fará. É, em grande medida, o que acontece hoje nos  EUA. Os empresários descobriram modos de acumular capital sem precisar dos trabalhadores norte-americanos e o governo muito ajudou os empresários a fazer exatamente isso.</p>
<p>Portanto, quando um político advoga que se deem incentivos fiscais a  empresários, para induzi-los a criar empregos, esses políticos  empenham-se num absurdo sem limites. Esse tipo de proposta só faz prover os empresários com uma ferramenta a mais para extrair dinheiro das  pessoas comuns, sem sequer precisar negociar com elas, e o capital que os empresários obtêm desse modo apenas se soma aos depósitos no banco de acumulação de capital. Por que um empresário pensará em criar empregos e, simultaneamente, inventar riscos para o próprio capital? Supor que algum empresário algum dia usará aquele capital para criar empregos é a falácia da economia de oferta, a qual, aliás, baseia-se em nada além de alguma vaga pop-psicologia.</p>
<p>A economia de oferta baseia-se na crença de que se o governo reduzir impostos dos ricos, eles investirão suas economias em novas fábricas, nas quais se instalarão modernas tecnologias que produzirão bens a  baixos custos, que empregados contratados farão subir as taxas de  empregos, e que mais empregados farão aumentar a arrecadação. A  economia puxar-se-á para cima, ela própria, puxando-se pelos cadarços dos próprios sapatos. Não acontece, não acontecerá e, com certeza, nunca aconteceu.</p>
<p>Toda essa teoria baseia-se numa mera fé pop-psicológica segundo a  qual, se se dá dinheiro a alguém, o alguém investirá produtivamente  aquele dinheiro. Mas não há como obrigar os ricos a fazerem isso, eles  não fazem, pior, nunca fizeram, de fato, porque criar empregos não é  missão da empresa. Missão da empresa é fazer dinheiro, e obter  incentivos do estado é, só, mais um jeito de fazer dinheiro. Dar  dinheiro às empresas nunca porá fim a recessões e depressões. De fato, o mais provável é que as prolongue, porque nenhuma empresa jamais criará  empregos se não estiver convencida de que criar empregos aumentará os lucros.</p>
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		<title>O que querem os EUA no Iraque?</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/09/18/o-que-querem-os-eua-no-iraque/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 18:22:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
		<category><![CDATA[Muqtada al-Sadr]]></category>

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		<description><![CDATA[Imaginem a reação de Dick Cheney, ao receber o seguinte ‘informe’. O clérigo xiita Muqtada al-Sadr, líder nacionalista iraquiano conhecido e reconhecido e o verdadeiro fazedor de reis no Iraque, acaba de pedir o fim que qualquer “resistência armada” contra as forças do “invasor” norte-americano, antes de uma total retirada dos EUA do país em dezembro de 2011 – como estabelece o Tratado sobre a Situação das Tropas [ing. Status of Forces Agreement (SOFA)] assinado pelo parlamento iraqueano e o governo Bush em 2008.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span> </span><span>Traducido por <strong> Coletivo de tradutores Vila Vudu</strong></span></p>
<p><span><strong>(Tlaxcala)</strong></span></p>
<p><span><span> </span></span></p>
<div id="attachment_2244" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2244" src="/files/2011/09/muqtada.jpg" alt="Muqtada al-Sadr fez três exigências, com a ajuda de uma manifestação gigante (EPA)" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Muqtada al-Sadr fez três exigências, com a ajuda de uma manifestação gigante (EPA)</p></div>
<p>Há um importante “mas”: se, até aquela data, os EUA  não se retirarem completamente do país, e se prosseguir o que uma vasta  maioria dos iraquianos veem como “a ocupação”, as operações armadas  recomeçarão “com outros meios”.</p>
<p><span> </span></p>
<div>Muqtada sempre disse que os sadristas não  tolerariam a presença de soldados dos EUA depois de 21 de dezembro. A  novidade está na atitude de “esperar para ver”.&nbsp;</p>
<p>Para não haver dúvidas, os sadristas organizaram manifestação monstro em Bagdá na 6ª-feira, quando apresentaram três exigências:</p>
</div>
<p><strong>Empregos </strong></p>
<div>O governo de Nouri al-Maliki deve dar uma de Obama e apresentar  imediatamente um programa de empregos que atenda pelo menos 50 mil  iraquianos de todas as etnias e filiações religiosas.</div>
<p>Justiça Social</p>
<div>O governo de al-Maliki deve transferir <em>royalties</em> dos fabulosos ganhos que o país aufere do petróleo a cada um dos cidadãos iraquianos.</div>
<p>Soberania</p>
<div>Nenhum soldado dos EUA, de nenhum tipo, pode permanecer em solo iraquiano depois de 31 de dezembro.</div>
<p>Os sadristas ocupam 40 cadeiras no parlamento do Iraque. Sem esses  votos, a coalizão de governo de al-Maliki está frita. O próprio  Al-Maliki só está no poder por efeito de um acordo construído, por  Teerã, com os sadristas.</p>
<p>Não se trata apenas de al-Maliki não poder ignorar os sadristas: a  constituição do Iraque determina que o parlamento pode impor voto de  desconfiança ao governo, no caso de o voto ser aprovado por 50 membros. O  homem que al-Maliki derrotou depois das últimas eleições, ex-quadro da  CIA e ex-“açougueiro de Fallujah&#8221; Iyad Allawi, já anda propondo esse  voto de desconfiança.</p>
<p><span>Entram os 3.000</span></p>
<p>Sem tomar conhecimento das exigências dos sadristas – para nem falar  dos ouvidos moucos que fez aos nacionalistas iraquianos ou sunitas  fundamentalistas – o presidente Barack Obama dos EUA venceu uma  minibatalha contra o Pentágono e, unilateralmente, tomou a decisão de  manter no Iraque “apenas” 3.000 soldados depois de 31 de dezembro,  atropelando qualquer decisão que venha do primeiro-ministro ou do  parlamento do Iraque.</p>
<p>No mesmo passo, o Departamento de Estado dos EUA engajou-se “negociações  formais” – como foram oficialmente descritas –, para convencer  al-Maliki a aceitar a permanência desses agora famosos 3.000.</p>
<p>O Pentágono e os senadores linha-dura dos EUA, como John McCain e Lindsay Graham, queriam que fossem, no mínimo, 25.000.</p>
<p>É como se Washington em massa esteja apostando que os políticos  iraquianos por-se-ão a cantar algo como “”Oh, plííííííz&#8230; me ocupem um  pouco mais”.</p>
<p>Al-Maliki já disse incontáveis vezes que esse acordo <em>SOFA</em> não é  negociável – que não pode ser alterado. Seria preciso negociar outro  acordo, que teria de ser aprovado pelo parlamento do Iraque.</p>
<p>A Arábia Saudita e as monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo –  consumidas por medo irracional de Teerã – entendem que, se os soldados  dos EUA ficaram lá, manterão em xeque o regime iraniano. Mas os sauditas  não votam em Bagdá.</p>
<p>Os curdos iraquianos – que, basicamente, querem ser deixados em paz em seu quase-estado [orig. <em>statelet</em>] independente – talvez queiram um novo acordo <em>SOFA</em>.  Assim como boa parte da lista da coalizão Iraqiyam de maioria sunita.  Mas, juntos, jamais terão os 163 votos necessários para aprová-lo no  parlamento iraquiano.</p>
<p>Portanto, não acontecerá, por mais que Washington deseje-delire que aconteça.</p>
<p>O que abre caminho para o plano B de Washington: um jogo semântico.</p>
<p>Na mais pura neolíngua ‘de mídia’, os soldados dos EUA passaram a ser  chamados de “instrutores” – como se fossem necessários para treinar  iraquianos para pilotar os jatos e helicópteros de combate que o governo  de al-Maliki comprou recentemente do complexo industrial-militar dos  EUA.</p>
<p>E haverá também cerca de 7.000 “assessores militares privados”, codinome  “mercenários”, para fazer a segurança da embaixada dos EUA no Iraque,  gigantesca, maior que o Vaticano, codinome “Fortaleza Bagdá”, além de um  sortimento variado de assessores extras.</p>
<p>Alguém aí pode ajudar, com um pouco de “consciência situacional”?</p>
<p>Influências regionais</p>
<p>O jogo de Washington não paga, se comparado ao que Teerã e Ancara têm  posto na mesa, nem que se contabilize a favor de Washington uma divisão  letal entre sunitas e xiitas que atravessa todo o Oriente Médio –  insuflada, em larga medida, pela Casa de Saud.</p>
<p>A invasão e a ocupação pelos EUA, no Iraque, destruiu completamente um  regime secular, árabe e nacionalista controlado pelos sunitas. A invasão  e a ocupação pelos EUA inflaram um governo menos secular, menos  nacionalista e controlado pelos xiitas. Não são, de modo algum,  khomeinistas. Mas viveram exilados no Irã e, sim, querem manter boas  relações com Teerã.</p>
<p>O governo de Al-Maliki não exatamente apreciará que a maioria sunita dos  que protestam na Síria derrubem o regime de Bashar al-Assad, de xiitas  alawitas.</p>
<p>Os xiitas iraquianos, sobretudo, foram profundamente tocados pelo  suplício da maioria xiita no Bahrain, brutalmente reprimida pela  dinastia sunita al-Khalifa, com a ajuda crucial da Arábia Saudita e dos  Emirados Árabes Unidos.</p>
<p>Até o argumento de que o Iraque é “fraco” ou “frágil” por conta das  divisões sectárias e étnicos é argumento oco. Foi a ocupação pelos EUA,  desde o início, que aprofundou aquelas divisões, em tática clássica de  “dividir para governar”. Não é difícil que, por uma causa nacionalista –  como repelir a ocupação –, se unifique uma maioria de árabes  iraquianos, sunitas e xiitas.</p>
<p>Por mais soldados, “instrutores” ou mercenários que os EUA consigam  manter no Iraque, é improvável que, em futuro previsível, o eixo  Teerã-Bagdá-Damasco se desfaça. E, se acontecer, nos momentos de  dificuldade os iraquianos antes olharão na direção de Ancara, como  modelo, que na direção de Washington.</p>
<p>Seja como for, os EUA não desistirão. Agora, estão apostando num <em>mix</em> de velha escola – enxames de agentes da CIA, que operarão a partir da  embaixada dos EUA – e nova escola – enxames de mercenários  paramilitares.</p>
<p>O mapa do caminho, do ponto de vista de Washington, está em “<a href="http://www.usip.org/files/resources/The_United_States_in_Iraq.pdf" rel="nofollow"  target="_blank">The United States in Iraq: Options for 2012</a>”  [Os EUA no Iraque: Opções para 2012]  pelo menos 17.000 agentes em  campo, gerenciados pelo Departamento de Estado, para garantir  “consciência situacional”, “administrar crises políticas” e “fornecer  assessoria econômica, para o desenvolvimento e de segurança”.</p>
<p>Outros mapas podem ser lidos em “<a href="http://www.sigir.mil/files/quarterlyreports/July2011/Section3_-_July_2011.pdf#view=fit" rel="nofollow"  target="_blank">U.S. Presence and Reconstruction. Management</a>”  [Presença dos EUA e Reconstrução. Gerenciamento], onde se veem os  detalhes de como o Departamento de Estado espera gerenciar “uma operação  planejada de 6,8 bilhões de dólares”, que se pode traduzir numa linha:  sem a rapina do petróleo, a ocupação só não dará prejuízo se o Iraque  converter-se em regime cliente.</p>
<p>Assim sendo, aí estão os fatos em campo. Muqtada al-Sadr <em>versus</em> Hillary Clinton. Tremenda briga. Alguma aposta?</p>
<p>&nbsp;</p>
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