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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Espanha</title>
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		<title>Uma majestosa aliança musical</title>
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		<pubDate>Thu, 30 May 2019 16:48:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<description><![CDATA[SEIS concertos extraordinários em seis cidades espanholas ofereceram conjuntamente, em maio, a Orquestra Sinfônica Nacional e o poeta, compositor e trovador Silvio Rodríguez.

A razão era homenagear da melhor maneira possível, isto é, do palco, à Sinfônica Nacional em suas seis décadas de criação pelos maestros Enrique González Mántici e Manuel Duchesne Cuzán.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5469" alt="Silvio y Sinfonica" src="/files/2019/06/Silvio-y-Sinfonica.jpg" width="300" height="254" />SEIS concertos extraordinários em seis cidades espanholas ofereceram conjuntamente, em maio, a Orquestra Sinfônica Nacional e o poeta, compositor e trovador Silvio Rodríguez.</p>
<p>A razão era homenagear da melhor maneira possível, isto é, do palco, à Sinfônica Nacional em suas seis décadas de criação pelos maestros Enrique González Mántici e Manuel Duchesne Cuzán.</p>
<p>Horas antes de viajar para a Espanha, no final de um concerto na sala Avellaneda do Teatro Nacional, Enrique Pérez Mesa, qualificou como uma «turnê muito interessante este reencontro desse grande músico cubano, o trovador Silvio Rodríguez com o mundo sinfônico».</p>
<p>O maestro Pérez Mesa disse aos nossos leitores que «desde o início, Silvio foi um homem muito generoso e sempre destacou os 60 anos da Orquestra e é por isso que é a turnê, na qual, além disso, temos o privilégio de contar com outra convidada de exceção, uma das melhores e mais virtuosas flautistas do mundo atualmente, Niurka González».</p>
<p>O titular da Sinfônica Nacional detalhou o programa selecionado para os concertos, onde — afirmou — «o mais importante é que a música cubana seja divulgada◄5.</p>
<p>Para a primeira parte das performances foram selecionadas as obras já clássicas Tres pequeños poemas, de Amadeo Roldán e Danzón, de Alejandro García Caturla; da vanguarda, Guaguancó, de Guido López Gavilán; e Pentesilea, de Carlos Fariñas e do mais contemporâneo Concierto de Otoño, para flauta e orquestra de cordas, do violonista e compositor Joaquín Clerch, interpretado pela flautista convidada, a maestra Niurka González.</p>
<p>Uma amostra do virtuosismo da Sinfônica cubana foi incluir no repertório da turnê, El Sombrero de Tres Picos, de Manuel de Falla, em comemoração ao centenário da peça emblemática e bem conhecida.A segunda parte do concerto foi concebida com a apresentação de Silvio, com cinco músicas de seu vasto catálogo, La Era está pariendo un corazón; Ángel para un final; Jugábamos a Dios; Pequeña serenata diurna e El necio, em arranjos sinfônicos do pianista Jorge Aragón.</p>
<p>O maestro Pérez Mesa confirmou que se apresentaram em lugares muito importantes começando no Palácio Euskalduna em Bilbau, País Basco.</p>
<p>O segundo concerto foi na Praça de Touros de Úbeda, Andaluzia — um espaço histórico de touradas desde 1857, com capacidade para 5 mil pessoas — inclui o 31º Festival Internacional de Música e Dança Cidade de Úbeda, organizado pela Associação Cultural Amigos da Música e a Prefeitura local.</p>
<p>Foi anunciado que o Festival decidiu dar sua Medalha de Ouro ao cantor e compositor Silvio Rodriguez «por sua extraordinária qualidade artística que se desenvolveu ao longo de sua carreira, tornando-se um dos sucessos culturais e musicais do nosso tempo».</p>
<p>A terceira parada da turnê foi no Auditori Forum, da Cidade Condal, com capacidade para 4 mil pessoas, localizado na Praça Leonardo da Vinci. O Auditori, tornou-se um dos emblemas da mais moderna Barcelona e recebeu, por exemplo, concertos de Ketama e o grande tributo a Luis Eduardo Aute.</p>
<p>O Palau de la Música, em Valência, foi a quarta apresentação. Foi inaugurado em 1987 e para essa estreia foi selecionado o Concierto de Aranjuez do maestro Joaquín Rodrigo. Neste mês de maio também se apresentaram, por exemplo, a Orquestra Sinfônica da Rádio França com a Sinfonia Fantástica de Berlioz.</p>
<p>A turnê terminou no Palácio dos Esportes da Comunidade de Madri — WiZink Center por razões de patrocínio — um enorme pavilhão com capacidade para mais de 15 mil pessoas. De maio a dezembro também haverá artistas como Backstreet Boys, Roberto Carlos, Elton John, Bryan Adams e Raphael.</p>
<p>Pérez Mesa, em seguida, anunciou a nossa publicação que dariam um sexto concerto muito especial na cidade de Llíria, Valencia, «porque sua delegação tem sido muito favorável para a cultura cubana e, por exemplo, fez doações para reparar o Conservatório Saumell de Havana».</p>
<p>É maravilhoso — concluiu o titular da Sinfônica Nacional — que a nossa Orquestra comemore o seu 60º aniversário com Niurka e Silvio e estes seis concertos. «Eles fizeram uma parada em suas agendas e compromissos de trabalho para este projeto colossal e nos fizeram este presente magnífico».</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>A FRUTA QUE NÃO CAIU</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 14:02:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cuba se viu forçada a lutar por sua existência face a uma potência expansionista, situada a poucas milhas de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a não existir como nação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Cuba se viu forçada a lutar por sua existência face a uma potência expansionista, situada a poucas milhas de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a não existir como nação.</p>
<p>Na gloriosa legião de patriotas que durante a segunda metade do século XIX lutou contra o detestável colonialismo imposto por Espanha ao longo de 300 anos, José Martí foi quem com mais clareza se apercebeu de tão dramático destino. Assim o fez constar nas últimas linhas que escreveu quando, nas vésperas do rude combate previsto contra uma aguerrida e bem munida coluna espanhola, declarou que o objetivo fundamental de suas lutas era: “… impedir a tempo com a independência de Cuba que se espalhem pelas Antilhas os Estados Unidos e caiam, com essa força a mais, sobre nossas terras da América. Quanto fiz até hoje, e farei, é para isso&#8221;.</p>
<p>Sem compreender esta profunda verdade, hoje não se poderia ser nem patriota, nem revolucionário.</p>
<p>A mídia, o monopólio de muitos recursos técnicos, e os quantiosos fundos destinados a enganar e embrutecer as massas constituem, sem dúvida, entraves consideráveis, mas não invencíveis.</p>
<p>Cuba demonstrou que -a partir de sua condição de feitoria colonial ianque, junto do analfabetismo e da pobreza generalizada de seu povo-, era possível enfrentar o país que ameaçava com a absorção definitiva da nação cubana. Ninguém pode sequer afirmar que existia uma burguesia nacional oposta ao império, tão próxima dele se desenvolveu que inclusive pouco depois do triunfo da Revolução enviou catorze mil crianças sem proteção alguma para os Estados Unidos, embora tal ação estivesse ligada à pérfida mentira de que seria suprimido o Pátrio Poder, que a história registrou como Operação Peter Pan e foi qualificada como a maior manobra de manipulação de crianças com fins políticos que se recorde no hemisfério ocidental.</p>
<p>O território nacional foi invadido, apenas dois anos depois do triunfo revolucionário, por forças mercenárias, -integradas por antigos soldados do regime de Batista e filhos de terratenentes e burgueses- armados e escoltados pelos Estados Unidos com navios de sua frota naval, incluídos porta-aviões com equipamentos prontos para entrar em ação, que acompanharam os invasores até nossa ilha. A derrota e a captura de quase a totalidade dos mercenários em menos de 72 horas e a destruição de seus aviões que operavam desde bases na Nicarágua e seus meios de transporte naval, constituiu uma derrota humilhante para o império e seus aliados latino-americanos que subestimaram a capacidade de luta do povo cubano.<strong> </strong></p>
<p>A URSS face à interrupção do abastecimento de petróleo por parte dos Estados Unidos, a ulterior suspensão total da quota histórica de açúcar no mercado desse país, e a proibição do comércio criado ao longo de mais de cem anos, respondeu a cada uma dessas medidas abastecendo combustível, adquirindo nosso açúcar, comerciando com nosso país e finalmente fornecendo as armas que Cuba não podia adquirir em outros mercados.</p>
<p>A idéia duma campanha sistemática de ataques piratas organizados pela CIA, as sabotagens e as ações militares de bandos criados e armados por eles, antes e depois do ataque mercenário, que culminariam numa invasão militar dos Estados Unidos em Cuba, deram origem aos acontecimentos que colocaram o mundo à beira de uma guerra nuclear total, da qual nenhuma de suas partes e nem a própria humanidade haveria conseguido sobreviver.</p>
<p>Aqueles acontecimentos sem dúvida custaram o cargo a Nikita Jruschov, que subestimou o adversário, não ouviu os critérios que lhe foram informados e não consultou sua decisão final com os que estávamos na primeira linha. O que pôde ser uma importante vitória moral se tornou assim num custoso revés político para a URSS. Durante muitos anos os piores desmandos continuaram se realizando contra Cuba e não poucas, como seu criminoso bloqueio, são ainda cometidos.</p>
<p>Jruschov teve gestos extraordinários com nosso país. Naquela ocasião critiquei sem hesitação o acordo inconsulto com os Estados Unidos, mas seria ingrato e injusto deixar de reconhecer sua extraordinária solidariedade em momentos difíceis e decisivos para nosso povo em sua histórica batalha pela independência e a revolução frente ao poderoso império dos Estados Unidos. Compreendo que a situação era sumamente tensa e ele não desejava perder um minuto quando tomou a decisão de retirar os mísseis e os ianques se comprometeram, muito secretamente, a renunciar à invasão.</p>
<p>Apesar das décadas decorridas que somam já meio século, a fruta cubana não tem caído em mãos ianques.</p>
<p>As notícias que na atualidade chegam da Espanha, da França, do Iraque, do Afeganistão, do Paquistão, do Irã, da Síria, da Inglaterra, das Malvinas e de outros numerosos pontos do planeta, são sérias, e todas auguram um desastre político e econômico pela insensatez dos Estados Unidos e seus aliados.</p>
<p>Limitar-me-ei a uns poucos temas. Devo assinalar segundo contam todos, que a seleção de um candidato republicano para aspirar à presidência desse globalizado e abrangedor império, é por sua vez, –digo-o a sério– a maior competição de tolices e ignorância que alguma vez se ouviu. Como tenho coisas a fazer, não posso dedicar-lhe tempo ao assunto. De sobra sabia que seria assim.</p>
<p>Ilustram mais alguns telexes que desejo analisar, porque mostram o incrível cinismo que gera a decadência de Ocidente. Um deles, com pasmosa tranqüilidade, fala dum preso político cubano que, segundo se afirma, morreu após uma greve de FOME que durou 50 dias. Um jornalista de Granma, Juventude Rebelde, noticiário radial, ou qualquer outro órgão revolucionário, pode se enganar em qualquer apreciação sobre qualquer tema, porém jamais fabrica uma notícia ou inventa uma mentira.</p>
<p>Na nota de Granma se afirma que não houve tal greve de fome; era um recluso por delito comum, sancionado a 4 anos por agressão que provocou lesões no rosto de sua esposa; que a própria sogra solicitou a intervenção das autoridades; os familiares mais próximos dele estiveram ao par de todos os procedimentos que foram empregues em seu atendimento médico e estavam agradecidos pelo esforço dos especialistas médicos que o atenderam. Foi assistido, afirma a nota, no melhor hospital da região oriental como se faz com todos os cidadãos. Morrera por causa de falha multi-orgânica secundária ligada a um processo respiratório séptico severo.</p>
<p>O paciente tinha recebido todos os atendimentos que são aplicados em um país que possui um dos melhores serviços médicos do mundo, os quais se oferecem gratuitamente, apesar do bloqueio imposto pelo imperialismo a nossa Pátria. É simplesmente um dever que se cumpre em um país onde a Revolução tem o orgulho de ter respeitado sempre, durante mais de 50 anos, os princípios que lhe deram sua invencível força.</p>
<p>Mais valeria realmente que o Governo espanhol, dadas suas excelentes relações com Washington, viaje aos Estados Unidos e se informe do que acontece nos cárceres ianques, a conduta despiedosa que aplica aos milhões de presos, a política que se pratica com a cadeira elétrica e os horrores que se cometem com os detidos nos cárceres e os que protestam nas ruas.</p>
<p>Ontem, segunda-feira 23 de janeiro, um duro editorial de Granma titulado “As verdades de Cuba” em uma página completa desse órgão de imprensa explicou pormenorizadamente o insólito descaramento da campanha mentirosa desatada contra nossa Revolução por alguns governos “tradicionalmente comprometidos com a subversão contra Cuba”.</p>
<p>Nosso povo conhece bem as normas que têm regido a conduta imaculada de nossa Revolução desde o primeiro combate e jamais ultrajada ao longo de mais de meio século. Sabe também que não poderá ser jamais pressionado nem chantageado pelos inimigos. Nossas leis e normas serão cumpridas indefectivelmente.</p>
<p>É bom sublinhá-lo com toda clareza e franqueza. O Governo espanhol e a desconjuntada União Européia, submersa numa profunda crise econômica, devem saber ao que se ater. Produz lástima ler em agências de notícias as declarações de ambas quando utilizam suas descaradas mentiras para atacar Cuba. Ocupem-se primeiro de salvar o Euro se puderem, resolvam o desemprego crônico que em número crescente padecem os jovens, e respondam aos indignados sobre os quais a polícia arremete e bate constantemente.</p>
<p>Não ignoramos que agora na Espanha governam os admiradores de Franco, quem enviou a membros da Divisão Azul junto das SS e as SA nazis para matarem soviéticos. Quase 50 mil deles participaram na cruenta agressão. Na operação mais cruel e dolorosa daquela guerra: o cerco de Leninegrado, onde morreu um milhão de cidadãos russos, a Divisão Azul fez parte das forças que tentaram estrangular a heróica cidade. O povo russo não perdoará nunca aquele horrendo crime.</p>
<p>A direita fascista de Aznar, Rajoy e outros servidores do império, deve conhecer algo das 16 mil baixas que tiveram seus antecessores da Divisão Azul e as Cruzes de Ferro com as quais Hitler premiou os oficiais e soldados dessa divisão. Nada tem de estranho o que faz hoje a polícia gestapo com os homens e mulheres que demandam o direito ao trabalho e ao pão no país com mais desemprego da Europa.</p>
<p>Por que a mídia do império mente tão descaradamente?</p>
<p>Os que manipulam essa mídia se empenham em enganar e embrutecer ao mundo com suas grosseiras mentiras, pensando se calhar que constitui o recurso principal para manter o sistema global de dominação e pilhagem imposto, e de modo particular às vítimas próximas à sede da metrópole, os quase seiscentos milhões de latino-americanos e caribenhos que vivem neste hemisfério.</p>
<p>A irmã república da Venezuela se converteu no alvo fundamental dessa política. A razão resulta óbvia. Sem a Venezuela, o império teria imposto o Tratado de Livre Comércio a todos os povos do continente que o habitam desde o sul dos Estados Unidos, onde se encontram as maiores reservas de terra, água doce e minerais do planeta, bem como grandes recursos energéticos que, administrados com espírito solidário para com os demais povos do mundo, constituem recursos que não podem nem devem cair nas mãos das transnacionais que lhe impõem um sistema suicida e infame.</p>
<p>Basta, por exemplo, olhar o mapa para compreender o criminoso despojo que significou para Argentina arrebatar-lhe um pedaço de seu território no extremo sul do continente. Ali os britânicos utilizaram seu decadente aparelho militar para assassinar bisonhos recrutas argentinos vestidos com roupas de verão quando já estavam em pleno inverno. Os Estados Unidos e seu aliado Augusto Pinochet lhe deram a Inglaterra um apoio desavergonhado. Agora, nas vésperas das Olimpíadas de Londres, seu Primeiro-ministro David Cameron também proclama, como já o fez Margaret Thatcher, seu direito a usar os submarinos nucleares para matar argentinos. O governo desse país desconhece que o mundo está mudando, e o desprezo de nosso hemisfério e da maioria dos povos para com os opressores se incrementa a cada dia.</p>
<p>O caso das Malvinas não é único. Acaso alguém conhece como terminará o conflito no Afeganistão? Há muito poucos dias soldados norte-americanos ultrajavam os cadáveres de combatentes afegãos, assassinados pelos bombardeiros sem pilotos da NATO.</p>
<p>Há três dias uma agência européia publicou que “o presidente afegão Hamid Karzai, deu seu consentimento para uma negociação de paz com os talibães, sublinhando que esta questão deve ser resolvida pelos cidadãos de seu país”, depois acrescentou: “…o processo de paz e reconciliação pertence à nação afegã e nenhum país ou organização estrangeira pode tirar aos afegãos esse direito.”</p>
<p>Por seu lado, uma notícia publicada por nossa imprensa comunicava desde Paris que “França suspendeu hoje todas suas operações de formação e ajuda ao combate no Afeganistão e ameaçou com antecipar a retirada de suas tropas, depois que um soldado afegão matou quatro militares franceses no vale Taghab, da província de Kapisa [...] Sarkozy deu instruções ao Ministro de Defesa Gérard Longuet para se deslocar imediatamente a Kabul, e prognosticou a possibilidade de uma retirada antecipada do contingente.”</p>
<p>Desaparecida a URSS e o Campo Socialista, o Governo dos Estados Unidos concebia que Cuba não podia se sustentar. George W. Bush já tinha preparado um governo contra-revolucionário para presidir nosso país. No mesmo dia que Bush iniciou sua criminosa guerra contra o Iraque, solicitei às autoridades de nosso país o cessar da tolerância que era aplicada aos cabecilhas contra-revolucionários que nesses dias demandavam histericamente a invasão a Cuba. Na verdade, sua atitude constituía um ato de traição à Pátria.</p>
<p>Bush e suas estupidezes imperaram durante 8 anos e a Revolução Cubana tem perdurado já mais de meio século. A fruta madura não tem caído no seio do império. Cuba não será uma força a mais com a qual o império se espalhe sobre os povos da América. O sangue de Martí não terá sido derramado em vão.</p>
<p>Amanhã publicarei outra Reflexão que complementa esta.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2012/01/firma-120124-re-la-fruta-que-no-cayo-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>24 de janeiro de 2012</strong><strong></strong></p>
<p><strong>19h12</strong></p>
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		<title>A Insustentável Posição Do Império</title>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 01:52:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
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		<description><![CDATA[Ninguém pode garantir que o império em sua agonia não arraste o ser humano à catástrofe. Como é bem sabido, enquanto exista a vida de nossa espécie, toda pessoa tem o dever sagrado de ser otimista. Eticamente não seria admissível outra conduta. Lembro bem que um dia, há quase 20 anos, eu disse que uma]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p>Ninguém pode garantir que o império em sua agonia não arraste o ser humano à catástrofe. Como é bem sabido, enquanto exista a vida de nossa espécie, toda pessoa tem o dever sagrado de ser otimista. Eticamente não seria admissível outra conduta. Lembro bem que um dia, há quase 20 anos, eu disse que uma espécie estava em perigo de extinção: o homem.</p>
<p>Diante de um seleto grupo de governantes burgueses aduladores do império, entre eles o de corpulência bem alimentada, o alemão Helmut Kohl, e outros parecidos que faziam coro a Bush pai — menos tenebroso e alienado do que seu próprio filho W. Bush —, não podia deixar de expressar aquela verdade que via muito real, embora ainda mais longínqua do que hoje, com a maior sinceridade possível.</p>
<p>Ao ligar a televisão aproximadamente às12h15, porque alguém me disse que Barack Obama proferia seu anunciado discurso sobre política exterior, prestei atenção a suas palavras.</p>
<p>Não sei por que apesar da imensa quantidade de despachos e notícias que escuto diariamente, em nenhum vi que o sujeito falaria a essa hora. Posso assegurar aos leitores que não são poucas as bobagens e mentiras que, entre verdades dramáticas e fatos de todo tipo, leio, escuto ou vejo em imagens todos os dias. Mas este caso era algo especial. Que iria dizer ele a essa hora neste mundo angustiado pelos crimes imperiais, pelos massacres, ou pelas mortíferas bombas lançadas por aviões sem piloto, que nem sequer Obama, agora dono de algumas decisões de vida ou morte, imaginava quando era estudante de Harvard há apenas umas dezenas de anos?</p>
<p>Ninguém suponha, logicamente, que Obama é dono da situação; só maneja algumas partes importantes que o velho sistema em sua origem outorgou ao “Presidente Constitucional” dos Estados Unidos da América. A estas alturas, após 234 anos da Declaração de Independência, o Pentágono e a CIA conservam os instrumentos fundamentais do poder imperial criado: a tecnologia capaz de destruir o gênero humano em questão de minutos, e os meios para penetrar nessas sociedades, enganá-las e manipulá-las impudentemente pelo tempo que precisem fazê-lo, pensando que o poder do império não tem limites. Confiam em dirigir um mundo dócil, sem perturbação alguma, todo o tempo futuro.</p>
<p>É a idéia absurda em que baseiam o mundo de amanhã, sob “o reino da liberdade, da justiça, da igualdade de oportunidades e dos direitos humanos”, incapazes de ver o que está a acontecer realmente com a pobreza, a falta de serviços elementares de educação, saúde, emprego e pior ainda: a satisfação de necessidades vitais como alimentos, água potável, teto e mais outras.</p>
<p>Curiosamente, alguém pode se perguntar, por exemplo, o que ocorrerá com os 10 mil mortos por ano que provoca a violência derivada das drogas, fundamentalmente no México, ao qual podem ser acrescentados os países da América Central e vários dos mais populosos do sul do continente?</p>
<p>Não é minha intenção ofender esses países; o propósito é apenas assinalar o que lhe acontece aos outros quase diariamente.</p>
<p>Sim é preciso fazer uma pergunta quase de imediato: que ocorrerá na Espanha onde as massas protestam nas cidades principais do país porque até 40% dos jovens estão desempregados, para apenas citar uma das causas das manifestações desse combativo povo? Será que vão começar os bombardeios da NATO nesse país?</p>
<p>Contudo, a estas horas, 16h12, ainda não foi publicada a bendita versão oficial em espanhol do discurso de Obama.</p>
<p>Peço desculpas por esta improvisada Reflexão. Tenho outras coisas das quais me ocupar.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/05/firma-de-fidel-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /></p>
<p>Fidel Castro Ruz</p>
<p>19 de Maio de 2011</p>
<p>16h16</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><a rel="nofollow" target="_blank" href="http://essaywriterreviews.com/" >essay writer online</a></div>
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