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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Ernesto he Guevara</title>
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		<title>A presença</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 15:26:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Tem mortes que não são verdade. Há quem sai desse vazio para sempre, mais vivente. Basta olhar a última foto de Che Guevara, aquela do corpo jazendo e vibrante, para confirmar em seus olhos o mistério de uma essência entre nós. Che Guevara desaponta os serventes do império, que apesar de tantas tentativas não conseguem adocicar seu nome nem convertê-lo em uma simples metáfora da rebeldia júnior que a idade cura, em um souvenir lavado de implicações comunistas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-6060" alt="che pintura" src="/files/2020/10/che-pintura.jpg" width="300" height="252" />Tem mortes que não são verdade. Há quem sai desse vazio para sempre, mais vivente. Basta olhar a última foto de Che Guevara, aquela do corpo jazendo e vibrante, para confirmar em seus olhos o mistério de uma essência entre nós.</p>
<p>«É um rosto calmo, grave e belo, emoldurado na abundante cabeleira e barba com que costumavam ser apresentados profetas e santos, o daquele herói da América, do mundo, que jaz aqui. Parece que os está queimando, ainda morto, com essa presença deslumbrante», descreveu a cena alguém que admirou Che Guevara com lucidez de poeta e revolucionário, Roberto Fernández Retamar.</p>
<p>Suas palavras registram a ressurreição do guerrilheiro, impensável para os assassinos; pois ao matarem impuseram uma lenda com raízes tão reais que ainda hoje têm medo dele.</p>
<p>«Aquele herói conseguiria fazer abalar a Terra. Até os inimigos acenariam diante de tamanha grandeza. Até os que têm o coração duro e os fracos sentiram que ainda tinham lágrimas na alma. Se alguns não puderam, nem sequer então, ver e compreender, é que já nunca poderão ver e compreender. Eles próprios se converteram em estátuas de sal e a história implacável os faz se desmoronarem como a poeira»</p>
<p>Assim vai, com a lança no braço, Che Guevara, São Ernesto de la Higuera&#8230;, derrubando poses na sobrevida. Ao julgamento do seu pensamento afiado, de valorizações sóbrias e rotundas, não conseguem fugir nem reformistas nem simuladores. A utopia que serve para continuar caminhando se torna perigosamente próxima se ele a encoraja.</p>
<p>Che Guevara desaponta os serventes do império, que apesar de tantas tentativas não conseguem adocicar seu nome nem convertê-lo em uma simples metáfora da rebeldia júnior que a idade cura, em um souvenir lavado de implicações comunistas.</p>
<p>Haydée Santamaría, convencida de que «uma bala não pode dar cabo do infinito», explicou como ninguém esse fenômeno de eternidade que não empalidece, em uma carta ao amigo morto e presente:</p>
<p>«Este povo não sabia a patente que Fidel devia dar-te. E ele te deu uma: artista. Eu achava que todas as patentes eram poucas, pequenas, e Fidel, como sempre, achou as verdadeiras: tudo aquilo que você criou foi perfeito, mas você fez uma criação única, fez-se propriamente, demonstrou que é possível esse homem novo, todos veríamos assim que esse homem novo é uma realidade, porque existe, porque é você».</p>
<p>Che Guevara deslumbra porque faz tremer e, sobretudo, desafia em sua capacidade de derrubar os acomodados sensos comuns. Nada pediu que não fosse capaz de fazer e fizesse. Dessa forma derrota o tempo e alerta os confiados, assim renasce até à vitória sempre.</p>
<p><strong>(Tirado de Granma)</strong></p>
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