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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Discurso</title>
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		<title>Discurso proferido pelo Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz à sua chegada a Havana, na Cidade Liberdade, em 8 de janeiro de 1959</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Oct 2019 14:33:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
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		<description><![CDATA[Compatriotas:
Sei que ao falar nesta noite aqui, tenho uma das obrigações mais difíceis, se calhar, neste longo processo de luta que começou em Santiago de Cuba, a 30 de novembro de 1956.
O povo escuta, escutam os combatentes revolucionários e escutam os soldados do Exército, cujo destino está em nossas mãos.
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<img class="alignleft size-full wp-image-4436" alt="fidel-castro-viaje-a-la-urss-01-24-1-64" src="/files/2016/11/fidel-castro-viaje-a-la-urss-01-24-1-64.jpg" width="300" height="250" />Fecha: 08/01/1959</strong></p>
<p>Compatriotas:</p>
<p>Sei que ao falar nesta noite aqui, tenho uma das obrigações mais difíceis, se calhar, neste longo processo de luta que começou em Santiago de Cuba, a 30 de novembro de 1956.</p>
<p>O povo escuta, escutam os combatentes revolucionários e escutam os soldados do Exército, cujo destino está em nossas mãos.</p>
<p>Acho que este é um momento decisivo de nossa história: a tirania foi derrocada. A alegria é imensa. Contudo, ainda resta muita coisa por fazer. Não nos enganamos acreditando que daqui em diante tudo será fácil; talvez daqui em diante tudo seja mais difícil.</p>
<p>Dizer a verdade é o primeiro dever de todo revolucionário. Enganar o povo, avivar nele enganosas ilusões, sempre traria as piores consequências, e acho que o povo tem que ser alertado contra o excesso de otimismo.</p>
<p>Como ganhou a guerra o Exército Rebelde? Dizendo a verdade. Como perdeu a guerra a tirania? Enganando os soldados.</p>
<p>Quando sofríamos uma derrota, declarávamos isso na “Radio Rebelde”, censurávamos os erros de qualquer oficial que o tivesse cometido, e advertíamos a todos os companheiros para que não lhe fosse a acontecer o mesmo a qualquer outra tropa. Não acontecia assim com as companhias do Exército. Diferentes tropas caiam nos mesmos erros, porque aos oficiais e aos soldados jamais lhes diziam a verdade.</p>
<p>E por isso quero começar —aliás, continuar— com o mesmo sistema: o de falar sempre a verdade para o povo.</p>
<p>Caminhou-se um trecho, talvez um passo de avanço considerável. Aqui estamos na capital, aqui estamos em Colúmbia, parecem vitoriosas as forças revolucionárias; o governo está constituído, reconhecido por numerosos países do mundo, ao que parece foi conquistada a paz; contudo, não devemos ficar otimistas. Enquanto o povo ria hoje, enquanto o povo se alegrava nós ficávamos preocupados; e enquanto mais extraordinária era a multidão que acudia a receber-nos, e enquanto mais extraordinário era o júbilo do povo, maior era nossa preocupação, porque maior era também nossa responsabilidade diante da história e diante do povo de Cuba.</p>
<p>A Revolução já tem enfrente um Exército em prontidão para o combate. Quem daqui em diante podem ser os inimigos da Revolução? Quem podem ser diante deste povo vitorioso, doravante, os inimigos da Revolução? Os piores inimigos que doravante poderá ter a Revolução Cubana, somos os próprios revolucionários.</p>
<p>É o que sempre lhes falava aos combatentes rebeldes: quando não tenhamos diante o inimigo, quando a guerra conclua, os únicos inimigos da Revolução podemos ser nós próprios, e por isso sempre dizia, e digo, que com o soldado rebelde seremos mais rigorosos que com ninguém, que com o soldado rebelde seremos mais exigentes do que com ninguém, porque deles dependerá que a Revolução triunfe ou fracasse.</p>
<p>Tem muitas classes de revolucionários. De revolução temos ouvido falar há muito tempo; até no dia 10 de março se falou que fizeram uma revolução, e invocavam a palavra revolução, e tudo era revolucionário; aos soldados os reuniam aqui e lhes falavam da “Revolução de 10 de março” (RISOS).</p>
<p>Há muito tempo que ouvimos falar em revolucionários. Eu me lembro das minhas primeiras impressões de revolucionário, até que o estudo e alguma maturidade me deram noções do que era realmente uma revolução e do que era realmente um revolucionário. As primeiras impressões relativamente a um revolucionário as escutávamos quando éramos crianças, e ouvíamos dizer: “Fulano foi revolucionário, esteve em tal combate, ou em tal operação, ou colocou bombas”, “Beltrano era revolucionário&#8230;”, inclusive foi criada uma casta de revolucionários, e então tinha revolucionários que queriam viver da revolução, queriam viver a título de terem sido revolucionários, de terem colocado uma bomba ou duas bombas; e é possível que os que mais falavam fossem os que menos tinham feito. Mas, é verdade que acudiam aos ministérios à procura de vagas, a viverem de parasitas, a cobrar o preço daquilo que tinham feito naquele momento, por uma revolução que infelizmente não chegou a realizar-se, porque estimo que a primeira que parece que tem maiores possibilidades de realizar-se é a Revolução atual, se nós não a estragamos&#8230; (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!” e APLAUSOS).</p>
<p>Aquele revolucionário das minhas primeiras impressões de criança andava com uma pistola 45 na cintura, e queria viver a seu bel-prazer; era preciso ter medo dele: era capaz de matar qualquer um; chegava ao gabinete dos altos funcionários com ar de homem ao qual era preciso ouvir; e na verdade a gente se perguntava:</p>
<p>Cadê a revolução que esta gente fez, estes revolucionários? Porque não houve revolução, e houve muito poucos revolucionários.</p>
<p>A primeira coisa que devemos perguntar-nos os que fizemos esta Revolução é, com que intenções a fizemos?; Se em algum de nós se ocultava uma ambição, um afã de mando, um propósito ignóbil; se em cada um dos combatentes desta Revolução havia um idealista ou com o pretexto do idealismo se perseguiam outros fins; se fizemos esta Revolução pensando que mal fosse derrocada a tirania íamos desfrutar dos benefícios do poder; se cada um de nós ia ter um “carrão”, se cada um de nós ia viver que nem rei, se cada um de nós ia ter um palacete, e daqui em diante para nós a vida seria um passeio, visto que para isso tínhamos sido revolucionários e tínhamos derrubado a tirania; se o que estávamos pensando era tirar uns ministros para colocar outros, se o que estávamos pensando simplesmente era tirar uns homens para colocar outros; ou se em cada um de nós existia um verdadeiro desinteresse, se em cada um de nós existia um verdadeiro espírito de sacrifício, se em cada um de nós existia o propósito de dar tudo a câmbio de nada, e se de antemão estávamos dispostos a renunciar a tudo o que não fosse seguir cumprindo sacrificadamente com o dever de sinceros revolucionários (APLAUSOS PROLONGADOS).<br />
É preciso que a gente se faça essa pergunta, porque de nosso exame de consciência pode depender muito o destino futuro de Cuba, de nós e do povo. Quando ouço falar em colunas, quando ouço falar em frentes de combate, quando ouço falar em tropas mais ou menos numerosas, sempre penso: eis nossa coluna mais firme, nossa melhor tropa, a única tropa que é capaz de ganhar a guerra sozinha: Essa tropa é o povo! (APLAUSOS.)</p>
<p>Mais do que o povo não pode nenhum general; mais do que o povo não pode nenhum Exército. Se a mim me perguntassem que tropa prefiro comandar, eu diria: prefiro comandar o povo (APLAUSOS), porque o povo é invencível. E o povo foi que ganhou esta guerra, porque nós não tínhamos tanques, nós não tínhamos aviões, nós não tínhamos canhões, nós não tínhamos academias militares, nós não tínhamos campos de recrutamento e de treino, nós não tínhamos divisões, nem regimentos, nem companhias, nem pelotões, nem esquadras sequer (APLAUSOS PROLONGADOS).</p>
<p>E aí?, Quem ganhou a guerra? O povo, o povo ganhou a guerra. Esta guerra não a ganhou ninguém mais do que o povo —e falo isso caso alguém pensasse que foi ele que ganhou a guerra, ou por se alguma tropa acha que foi que ganhou a guerra (APLAUSOS). Portanto, antes de nada está o povo.</p>
<p>Porém, tem mais uma coisa: a Revolução não me interessa a mim como pessoa, nem a outro comandante como pessoa, nem ao outro capitão, nem à outra coluna, nem à outra companhia; a Revolução é do interesse do povo (APLAUSOS).</p>
<p>Aquele que ganha ou perde com ela é o povo. Se o povo foi quem sofreu os horrores destes sete anos, o povo é quem tem que se perguntar se dentro de 10 ou dentro de 15, ou de 20 anos, ele, e seus filhos, e seus netos, vão continuar sofrendo os horrores que têm sofrido desde seu início a República de Cuba, coroada de ditaduras como as de Machado e as de Batista (APLAUSOS PROLONGADOS).</p>
<p>Ao povo lhe interessa muito se nós vamos fazer bem feita esta Revolução ou se nós vamos incorrer nos mesmos erros em que incorreu a revolução anterior, ou a anterior, ou a anterior, e em consequência vamos sofrer as consequências dos nossos erros, porque não tem erro sem consequências para o povo; não tem erro político que não se pague, mais tarde ou mais cedo.</p>
<p>Existem circunstâncias que não são as mesmas. Por exemplo, estimo que desta vez exista mais oportunidade do que nunca de que na verdade a Revolução cumpra seu destino cabalmente. Talvez por isso seja tão grande o júbilo do povo, esquecendo-se um pouco do muito que é preciso lutar ainda.</p>
<p>Um dos maiores anseios da nação, consequência dos horrores padecidos, pela repressão e pela guerra, era o anseio de paz, de paz com liberdade, de paz com justiça, e de paz com direitos. Ninguém queria a paz a outro preço, porque Batista falava de paz, falava de ordem, e ninguém queria aquela paz, porque tivesse sido a paz a custas da imposição.</p>
<p>Hoje o povo tem a paz como queria: uma paz sem ditadura, uma paz sem crime, uma paz sem censura, uma paz sem perseguição (APLAUSOS PROLONGADOS).<br />
É possível que a maior alegria neste instante seja a alegria das mães cubanas. Mães de soldados ou mães de revolucionários, mães de qualquer cidadão; hoje experimentam a sensação de que seus filhos, por fim, estão fora de perigo (APLAUSOS).</p>
<p>O maior crime que possa ser cometido hoje em Cuba, repito, o maior crime que possa ser cometido hoje em Cuba seria um crime contra a paz. O que ninguém perdoaria hoje em Cuba seria que alguém conspirasse contra a paz (APLAUSOS).</p>
<p>Todo aquele que faça alguma coisa contra a paz de Cuba, todo aquele que hoje faça alguma coisa que coloque em perigo a tranquilidade e a felicidade de milhões de mães cubanas, é um criminal e é um traidor (APLAUSOS). Aquele que não estiver disposto a renunciar a alguma coisa pela paz, quem não estiver disposto a renunciar tudo pela paz nesta hora, é um criminal e é um traidor (APLAUSOS).</p>
<p>Como eu penso assim, digo e juro diante dos meus compatriotas que se qualquer um dos meus companheiros, ou do nosso movimento, ou eu, fôssemos o menor obstáculo para a paz de Cuba, desde agora mesmo o povo pode dispor de todos nós e dizer o que temos que fazer (APLAUSOS). Porque sou um homem que sabe renunciar, porque o demonstrei mais de uma vez em minha vida, porque ensinei isso aos meus companheiros, tenho moral e me sinto com força e autoridade suficientes para falar em um instante como este (APLAUSOS e EXCLAMAÇÕES DE: “Viva Fidel Castro!”).</p>
<p>E aos primeiros que devo falar-lhes assim é aos revolucionários; e se for preciso, aliás, porque é preciso dizê-lo a tempo.</p>
<p>Não fica tão longínqua aquela década que se seguiu à queda de Machado; talvez um dos maiores males daquela luta fosse a proliferação dos grupos revolucionários, que não tardaram brigar aos tiros uns contra os outros (APLAUSOS). E em consequência o que se passou é que chegou Batista e ficou 11 anos no poder.</p>
<p>Quando o Movimento 26 de Julho se organizou, inclusive quando iniciamos esta guerra, eu considerei que se bem eram muito grandes os sacrifícios que estávamos fazendo, que se bem a luta ia ser muito longa, e tem sido, porque durou mais de dois anos, dois anos que não foram para nós um passeio, dois anos de duro batalhar, desde que reiniciamos a campanha com um punhado de homens, até que chegamos à capital da República apesar dos sacrifícios que tínhamos por diante, nos tranquilizava, contudo, uma ideia: era evidente que o Movimento 26 de Julho contava com a esmagadora maioria do apoio e da simpatia popular (APLAUSOS); era evidente que o Movimento 26 de Julho contava com o apoio quase unânime da juventude cubana (APLAUSOS). Parecia que desta vez uma organização grande e forte ia recolher as inquietações do nosso povo e as terríveis consequências da proliferação de organizações revolucionárias não ia acontecer neste processo.</p>
<p>Acho que todos devíamos ficar desde o primeiro momento em uma única organização revolucionária: a nossa ou a do outro, 26, 27 ou 50, na qual fosse, porque, afinal éramos os mesmos os que lutávamos na Sierra Maestra que os que lutávamos no Escambray, ou em Pinar do Río, e homens jovens, e homens com os mesmos ideais, por que tinha que existir meia dúzia de organizações revolucionárias? (APLAUSOS.)</p>
<p>A nossa, simplesmente foi a primeira; a nossa, simplesmente foi a que levou a cabo a primeira batalha no Moncada, a que desembarcou no “Granma” a 2 de dezembro (APLAUSOS), e a que lutou sozinha durante mais de um ano contra toda a força da tirania (APLAUSOS); a que quando não tinha mais do que 12 homens, manteve ao alto a bandeira da rebeldia, a que ensinou o povo que se podia lutar e se podia vencer, a que destruiu todas as falsas hipóteses sobre revolução que existiam em Cuba. Porque aqui toda a gente estava conspirando junto do cabo, do sargento, ou metendo armas em Havana, que as pegavam da polícia (APLAUSOS), até que viemos nós e demonstramos que essa não era a luta, que a luta tinha que ser outra, que era preciso inventar uma nova tática e uma nova estratégia, que foi a tática e a estratégia que nós colocamos em prática e que conduziu ao mais extraordinário triunfo que teve em sua história o povo de Cuba (APLAUSOS).</p>
<p>E quero que honradamente o povo me diga se isto é ou não é verdade (APLAUSOS e EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”)</p>
<p>De fato, também tem outra questão: o Movimento 26 de Julho era a organização absolutamente maioritária, não é verdade? (EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”) E, como terminou a luta? Vou dizê-lo: o Exército Rebelde, que é o nome do nosso Exército, daquele que iniciou na Sierra Maestra, ao cair a tirania tomou todo Oriente, todo Camagüey, parte das Villas, todo Matanzas, La Cabaña, Columbia, a Chefia da Polícia e Pinar do Río (APLAUSOS).</p>
<p>Terminou a luta de acordo com a correlação de forças que existia, porque por algo nossas colunas atravessaram as planícies de Camagüey, perseguidas por milhares de soldados e pela aviação, e chegaram a Las Villas; e porque o Exército Rebelde tinha o comandante Camilo Cienfuegos (APLAUSOS PROLONGADOS), em Las Villas, e porque tinha o comandante Ernesto Guevara em Las Villas (APLAUSOS PROLONGADOS) no dia 1º de janeiro, aquando da traição de Cantillo (EXCLAMAÇÕES DE: “Fora!”)&#8230; Porque ali estavam, digo, no dia Primeiro consegui dar a ordem ao comandante Camilo Cienfuegos de que avançasse com 500 homens sobre a capital e atacasse Columbia (APLAUSOS); porque tinha o comandante Ernesto Guevara em Las Villas, consegui dizer-lhe que avançasse sobre a capital e se apoderasse de La Cabaña (APLAUSOS).</p>
<p>Todos os regimentos, todas as fortalezas militares de importância, ficaram em poder do Exército Rebelde, e essas ninguém as deu para nós, não é que ninguém dissesse: “Vai ali, vai para lá, vai para ali”; foi nosso esforço e nosso sacrifício, nossa experiência e nossa organização o que conduziu a esses resultados (APLAUSOS).</p>
<p>Quer dizer que os outros não lutaram? Não. Quer dizer que os outros não tenham méritos? Não. Porque todos lutamos, porque todo o povo lutou. Em Havana não existia nenhuma Sierra, mas existem centenas de mortos, de companheiros que foram assassinados por cumprir com seus deveres revolucionários. Em Havana não existia nenhuma Sierra e, não obstante, a greve geral foi um fator decisivo para que a vitória da Revolução fosse completa (APLAUSOS).</p>
<p>Ao dizer isto, a única coisa que faço é colocar as coisas em seu sítio, o papel do Movimento 26 de Julho nesta luta, como guiou o povo, naqueles momentos em que aqui se falava de eleições e de eleitoralismo. Uma vez tive que escrever um artigo desde México, que se titulava: “Frente a todos”, porque realmente estávamos contra todas as opiniões, defendendo nossa tese revolucionária, a estratégia desta Revolução, que foi traçada pelo movimento 26 de Julho, e a culminação desta Revolução, que foi a derrota esmagadora da tirania, em que suas fortalezas mais importantes ficaram nas mãos das forças do Exército Rebelde, organizado pelo Movimento 26 de Julho.</p>
<p>O Movimento 26 de Julho não só traçou as pautas na guerra, mas também ensinou como devia ser tratado o inimigo na guerra. Se calhar esta tem sido no mundo a primeira revolução onde jamais foi assassinado um prisioneiro de guerra (APLAUSOS PROLONGADOS); onde jamais se abandonou um ferido, onde jamais foi torturado um homem (APLAUSOS); porque esta pauta foi traçada pelo Exército Rebelde. E mais uma coisa: esta é a única revolução no mundo onde não se deu um general (APLAUSOS), nem sequer um coronel, porque a patente que eu me coloquei ou me colocaram meus companheiros, foi a de comandante, e não a cambiei, apesar de que ganhamos muitas batalhas e ganhamos uma guerra; continuo sendo comandante, e não quero outra patente (APLAUSOS).</p>
<p>E o efeito moral, o fato de que os que iniciamos esta guerra determinássemos uma graduação determinada na hierarquia militar, fez com que ninguém se atrevesse a colocar aqui mais graus do que os de comandante —embora tenha comandantes demais, a julgar pelo que parece.</p>
<p>Acho que o povo concorde com que eu fale claro, porque ter lutado como lutei pelos direitos de cada cidadão, nem que seja me outorga o direito de dizer a verdade em voz alta (APLAUSOS). E, também, porque estando de por meio os interesses da pátria, não transijo absolutamente com a menor contemporização com os riscos que possam sobrevir à Revolução Cubana (APLAUSOS).</p>
<p>Acaso têm todos a mesma autoridade moral para falar? Eu digo que quem tiver mais méritos tem mais autoridade para falar do que aquele que tiver menos méritos. Acho que para que os homens se igualem em prerrogativas morais, têm que igualar-se primeiro em méritos. Acho que a Revolução concluiu como devia, quando o comandante Camilo Cienfuegos —veterano de dois anos e um mês de luta— (APLAUSOS), é o chefe de Columbia; quando o comandante Efigenio Ameijeiras, que perdeu três irmãos nesta guerra e é veterano do “Granma” e comandante pelas batalhas em que combateu (APLAUSOS), é chefe da polícia da República, e quando o comandante Ernesto Guevara —verdadeiro herói, expedicionário do “Granma” e veterano de dois anos e um mês de luta nas montanhas mais altas e mais ásperas de Cuba—, é o chefe de La Cabaña (APLAUSOS); e quando à frente de cada regimento nas diferentes províncias colocamos os homens que mais se sacrificaram e mais combateram nesta Revolução. E se isso é assim, ninguém tem direito a ficar zangado.</p>
<p>Antes do mais, renda-se culto ao mérito, porque aquele que não rende culto ao mérito é apenas um ambicioso (APLAUSOS); aquele que sem ter os méritos de outros quer em troca ter as prerrogativas de outros.</p>
<p>Agora a República, ou a Revolução, entra em uma nova fase. Seria justo que a ambição ou os personalismos viessem aqui a colocar em perigo o destino da Revolução? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”) O quê lhe interessa ao povo, porque o povo é quem tem que dizer aqui a última palavra? (EXCLAMAÇÕES DE: “Liberdade!”, “Liberdade!”) Interessa-lhe, em primeiro lugar, as liberdades, os direitos que lhe foram arrebatados, e a paz. E os tem, porque nestes instantes tem todas as liberdades, todos os direitos que lhe arrebatou a tirania, e tem a paz (APLAUSOS).</p>
<p>O quê lhe interessa ao povo? Um governo honrado. Não é um governo honrado o que lhe interessa ao povo? (EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”) Aí está: um magistrado honorável de Presidente da República (APLAUSOS). O quê lhe interessa, que homens jovens e limpos sejam os ministros do Governo Revolucionário? (EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”) Aí está: analisem um por um os ministros do Governo Revolucionário, e me digam se aí tem um ladrão, ou um criminoso, ou um sem-vergonha (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”).</p>
<p>São muitos os homens que podem ser ministros em Cuba por sua honradez e sua capacidade, mas nem todos podem ser ministros, porque os ministros podem ser 14, 15 ou 16. E aqui não é do interesse do povo que “Don Fulano” ou “Don Beltrano” seja, mas que aquele que seja, seja um homem jovem e um homem honrado (APLAUSOS). E aqui o que importa é que os que foram designados reúnam essas qualidades, não que não esteja Fulano ou não esteja Beltrano, porque os beltranos e os fulanos não importam nada neste momento à Revolução e à República (APLAUSOS).</p>
<p>Pode alguém, pelo fato de não ser ministro, tentar ensangüentar este país? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”) Pode algum grupo, pelo fato de que não lhe deram três ou quatro ministérios, ensangüentar este país, e perturbar a paz? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”) Se a equipe governante que neste momento tem o povo de Cuba não presta, tempo terá o povo de deitá-la fora, mas não de deitá-la fora nas urnas, senão de jogá-la fora das eleições (APLAUSOS). Este não é o caso de que se não resultasse idônea a equipe governante, fosse alguém aqui fazer uma revolução ou um golpe de Estado para tirá-la, quando toda a gente sabe que haverão umas eleições, e se não presta, o povo se encarregará de dizer a última palavra livremente; não fazer aquilo que Batista fez, que a<br />
80 dias de umas eleições, porque dizia que estava combatendo tal governo, e fazia uma série de imputações contra esse governo, dizer que ele tinha de tirá-lo e que isso era patriota, porque aqui se acabaram para sempre os golpes de Estado e os atentados contra a Constituição e o Direito (APLAUSOS).</p>
<p>É necessário falar assim, para que não surja a demagogia e o confucionismo e o divisionismo e que o primeiro que assome as orelhas da ambição, o povo o conheça (APLAUSOS). E, por meu lado, digo-lhes que como desejo é comandar o povo, porque é a melhor tropa e que prefiro o povo do que a todas as colunas armadas juntas, digo-lhes que a primeira coisa que farei sempre, quando veja a Revolução em perigo, será chamar ao povo (APLAUSOS). Porque falando para o povo podemos poupar sangue; porque aqui, antes de atirar um tiro, é preciso chamar mil vezes ao povo e falar-lhe ao povo para que o povo, sem tiros, resolva os problemas. Eu, que tenho fé no povo, e já o demonstrei, e sei o que o povo pode fazer, e acho que já o demonstrei, digo-lhes que se o povo quiser aqui não volta a soar nunca mais um tiro neste país (APLAUSOS). Porque a opinião pública tem uma força extraordinária e tem uma influência extraordinária, sobretudo quando não há ditadura. Na época de ditadura a opinião pública não é nada, mas na época da liberdade a opinião pública representa tudo, e os fuzis têm que se dobrar e ajoelhar perante a opinião pública (APLAUSOS). Vou bem, Camilo? (EXCLAMAÇÕES DE: “Viva Camilo!”).</p>
<p>Falo para o povo desta forma porque sempre gostei de prever, e acho que falando previsoramente para o povo a Revolução pode evitar os únicos perigos que lhe restam por diante; e dir-lhes-ei que não são tão grandes, mas gostaria era que para que a Revolução se consolidasse, não fosse necessário derramar um só pingo de sangue cubano (APLAUSOS).<br />
Minha grande preocupação é que no exterior, onde esta Revolução é a admiração do mundo todo, não tenha que falar-se dentro de três semanas, ou quatro semanas, ou um mês, ou uma semana, que aqui se voltou a derramar sangue cubano para consolidar esta Revolução, porque então esta Revolução não seria exemplo (APLAUSOS).</p>
<p>Eu não teria falado assim quando éramos um grupo de 12 homens, porque quando éramos um grupo de 12 homens tudo o que tínhamos por diante era lutar, lutar e lutar, e havia mérito em combater nessas circunstâncias; mas hoje, que temos os aviões, os tanques, os canhões e a imensa maioria dos homens armados, a marinha de guerra, numerosas companhias do Exército e um poder enorme na ordem militar (EXCLAMAÇÕES DE: “E o povo!”, “E o povo!”) Povo&#8230; Vou à ideia que lhes queria dizer: hoje que temos tudo isso, preocupa-me muito ver combater, porque assim não há mérito em combater; preferiria ir-me para a Sierra Maestra de novo, com 12 homens, a lutar contra todos os tanques, antes de vir com todos os tanques a atirar contra alguém aqui (APLAUSOS).</p>
<p>E a quem peço que nos ajude muito, a quem peço de coração que me ajude, é ao povo (APLAUSOS), à opinião pública, para desarmar aos ambiciosos, para condenar de antemão os que desde agora estão começando a assomar as orelhas (APLAUSOS).</p>
<p>Não vou me estender hoje em ataques de tipo pessoal ou específico, porque é muito recente e rápido demais para entrar em polémicas públicas —embora que quando seja necessário fazê-lo, não me importo com isso, porque tenho a frente alta e estou disposto a discutir com a verdade quando for preciso—, porque existe uma alegria muito grande no povo, e porque na massa dos combatentes, não vou dizer que em todas suas lideranças, embora sim na maior parte dos líderes, porque na maior parte dos líderes —e aí está Carlos Prío Socarrás como exemplo, que veio a Cuba em uma atitude de ajudar a Revolução incondicionalmente, como ele fala, e não a aspirar absolutamente a nada— (APLAUSOS); não tem protestado do fato, não tem protestado absolutamente nada, não tem mostrado a menor queija, nem a menor inconformidade pelo gabinete, sabe que tem um gabinete de homens honrados e de homens jovens, que bem merece que se lhe outorgue um voto de confiança para trabalhar.</p>
<p>E eis os dirigentes de outras organizações, na mesma disposição. E também tem uma coisa: as massas dos combatentes, os homens que lutaram e que não se guiam mais do que por ideais, os homens que combateram, de todas as organizações, esses estão em uma postura bem patriótica e são de sentimentos bem revolucionários e bem nobres, visto que sempre pensarão como pensa o povo, porque tenho a certeza de que aquele que tente a loucura de provocar uma guerra civil, vai ter a condenação do povo todo (APLAUSOS), e o abandono dos combatentes de fileira, que o não seguiriam. E necessário ficar verdadeiramente louco para desafiar, não só à força nas condições em que a temos hoje, senão à razão, ao direito da pátria e ao povo inteiro de Cuba (APLAUSOS).<br />
E digo tudo isso porque quero fazer-lhe uma pergunta ao povo; quero fazer-lhe uma pergunta ao povo que me interessa muito, e lhe interessa muito ao povo, que a responda: Para que estar armazenando armas clandestinamente nestes momentos? Para que estar escondendo armas em diferentes lugares da capital? Para que estar contrabandeando armas nestes momentos? Para que? E eu lhes digo que tem elementos de determinada organização revolucionária que estão escondendo armas (EXCLAMAÇÕES DE: “A por elas”!), que estão armazenando armas, e que estão passando armas. Todas as armas que capturou o Exército Rebelde estão nos quartéis, e daí não tem saído arma alguma, ninguém as levou para sua casa, nem as escondeu; estão nos quartéis, sob sete chaves; tanto em Pinar do Río, quanto em La Cabaña, em Colúmbia, em Matanzas, em Santa Clara, em Camagüey e em Oriente; não se carregaram caminhões com armas para escondê-las em parte alguma, porque essas armas devem ficar nos quartéis.</p>
<p>Vou fazer-lhes uma pergunta, porque falando claro e analisando os problemas é como se resolvem, e estou disposto a fazer o que estiver ao alcance da minha mão por resolvê-los como se devem resolver: com a razão e a inteligência, e com a influência da opinião pública, que é a que manda, não com a força; porque se fosse acreditar na força, que tinha que resolver-se com a força, não teria que falar com o povo, nem colocar-lhe este problema, mas ir procurar essas armas (APLAUSOS).</p>
<p>E o que aqui devemos procurar é que os combatentes revolucionários, os homens idealistas, que podem ser enganados com essa manobra, abandonem os falsos liderzinhos que estão com essa postura e venham colocar-se junto do povo, que é ao que têm que servir antes que nada.</p>
<p>Vou fazer-lhes uma pergunta: Armas para que?, Para lutar contra quem?, Contra o Governo Revolucionário, que tem o apoio de todo o povo? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”) É por acaso a mesma coisa o magistrado Urrutia governando a República do que Batista governando a República? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”) Armas para que?, Tem alguma ditadura aqui? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”) Vão lutar contra um governo livre, que respeita os direitos do povo? (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”), agora que não tem censura, e que a imprensa é inteiramente livre, mais livre do que nunca antes, e além disso tem a segurança de que o seguirá sendo para sempre, sem que volte a haver censura aqui? (APLAUSOS), hoje, que todo o povo pode se reunir livremente? Hoje, que não existem torturas, nem presos políticos, nem assassinatos, nem terror? Hoje que não existe mais do que alegria, que todos os líderes traidores foram demitidos nos sindicatos, e que logo vão ser convocadas eleições em todos os sindicatos? (APLAUSOS). Quando todos os direitos do cidadão foram restabelecidos, quando serão convocadas umas eleições no prazo de tempo mais breve possível, armas para que? Esconder armas, para que? Para chantagear o Presidente da República?, Para ameaçar aqui com quebrantar a paz? Para criar organizações de gângsteres? É que vamos regressar ao gangsterismo? É que vamos voltar ao tiroteio diário pelas ruas da capital? Armas, para que?</p>
<p>Pois, digo-lhes que há dois dias elementos de determinada organização foram a um quartel, que era o quartel San Antonio, quartel que estava sob a jurisdição do comandante Camilo Cienfuegos e sob a jurisdição minha, como Comandante-em-Chefe de todas as forças, e as armas que ali estavam recolhidas, levaram-nas; levaram-se 500 armas e 6 metralhadoras e 80 000 balas (EXCLAMAÇÕES DE: “A por elas!”).<br />
E honradamente lhes digo que não se pôde ter cometido provocação pior. Por que fazer-lhes isso a homens que souberam lutar aqui pelo país durante dois anos, a homens que hoje estão responsabilizados com a paz do país e querem fazer as coisas bem feitas, é uma sacanagem e é uma provocação injustificável.</p>
<p>E o que nós fizemos foi não procurar esses fuzis; porque, precisamente —o que lhes dizia antes— o que queremos é falar com o povo, utilizar a influência da opinião pública, para que os liderzinhos que andam detrás de essas manobras criminosas, fiquem sem tropa. Para que os combatentes idealistas —e os homens que combateram em cada organização aqui são verdadeiros idealistas—, saibam isso, para que exijam responsabilidade por esses fatos.</p>
<p>E é por isso que não nos deixamos nem provocar, deixamo-los tão tranquilos por esse roubo de armas, roubo injustificado, porque aqui não existe ditadura, e ninguém tema que nós nos convertamos em ditadores, e vou lhes dizer por que, vou dizer-lhes: converte-se em ditador aquele que não tem o povo e tem que recorrer à força, porque não tem votos no dia que tenha que concorrer (APLAUSOS). Não nos podemos tornar ditadores os homens que vimos tanto carinho no povo, um carinho unânime, total e absoluto no povo; além dos nossos princípios, porque jamais incorreremos na grosseria de ostentar pela força uma posição, porque repugnamos isso, que por algo fomos os porta-estandartes desta luta contra a asquerosa e repugnante tirania (APLAUSOS).</p>
<p>Jamais precisaremos da força, porque temos o povo, e também porque no dia em que o povo aparecer com cara de poucos amigos, só aparecer com essa cara, vamos embora (APLAUSOS). Porque entendemos isto corno um dever, não como um prazer; entendemos isto como um trabalho, que por algo nem dormimos, nem descansamos, nem comemos, recorrendo a ilha e trabalhando honradamente por servir o nosso país; que por algo não temos nada, e por algo seremos sempre homens que não teremos nada (APLAUSOS E EXCLAMAÇÕES DE: “Tens o povo!”). E jamais nos verá o povo com uma imoralidade, nem outorgando um privilégio a alguém, nem tolerando uma injustiça, nem roubando, nem enriquecendo-nos, nem coisas parecidas; porque o poder o concebemos como um sacrifício, e acreditem que se não for assim, depois de todas as amostras de carinho que recebi do povo, de toda essa manifestação apoteótica de hoje, se não fosse esse um dever que a gente tem que cumprir, o melhor era ir-se, retirar-se, ou morrer; porque depois de tanto carinho e de tanta fé, dá medo não poder cumprir como a gente tem que cumprir com este povo! (APLAUSOS PROLONGADOS.)</p>
<p>E se não fosse por esse dever, se não fosse por esse dever —digo-o— o que eu faria seria despedir-me do povo, e ficar sempre com o carinho que tenho hoje, e que me chamem com as mesmas frases de alento com que me chamaram hoje.</p>
<p>Não obstante, sei que o poder é uma tarefa árdua, complicada, que nossas missões e nossas tarefas como este problema que se nos apresenta, realmente é um problema difícil e está cheio de amarguras, e a gente o defronta porque o único que a gente não vai dizer para o povo nesta hora é: “Vou-me embora.” (EXCLAMAÇÕES DE: “Viva o pai da pátria!” SEGUIDO DE UMA OVAÇÃO CERRADA).</p>
<p>Também, por outra razão não nos interessa a força: porque no dia que alguém se alçasse aqui com a força, e me atreveria chamar o pior inimigo e ao que menos simpatizasse comigo, se estivesse disposto a cumprir com o povo, e lhe diria: “Veja, tome todas essas forças, todas essas tropas e todas essas armas”, e ficaria tão tranquilo, porque sei que no dia em que se alçasse com a força, eu ia de novo para a Sierra Maestra e íamos ver quanto durava essa ditadura aí no poder (APLAUSOS).</p>
<p>Acho que são razões mais do que suficientes para que toda a gente acredite que a nós não nos interessa controlar nenhum poder pela força.</p>
<p>O Presidente da República me encomendou a mais espinhosa de todas as tarefas, a tarefa de reorganizar os institutos armados da República e me assignou o cargo de Comandante-em-Chefe de todas as forças de ar, mar e terra da nação (APLAUSOS E EXCLAMAÇÕES DE: “Você merece!”). Não, não mereço, porque isso é um sacrifício para mim, e afinal para mim não é nem motivo de orgulho, nem motivo de vaidade, mas sim um sacrifício. Mas desejo que o povo me diga se acredita que devo assumir essa função (APLAUSOS PROLONGADOS E EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”).</p>
<p>Julgo que se fizemos um Exército com 12 homens, e esses 12 homens hoje estão à frente dos mandos militares, acho que se lhe ensinamos a nosso Exército que um prisioneiro jamais era assassinado, que um ferido jamais era abandonado, que um preso jamais era espancado, somos os homens que podemos ensinar a todos os institutos armados da República as mesmas coisas que ensinamos a esse Exército (APLAUSOS). Para termos uns institutos armados onde nem um só de seus homens volte jamais a espancar um prisioneiro, nem tortura-lo, nem matá-lo (APLAUSOS). E porque, além disso, podemos servir de ponte entre os revolucionários e os militares decentes, os que não roubaram, nem assassinaram, porque esses militares, os que não roubaram e os que não assassinaram, terão direito a continuar pertencendo às forças armadas (APLAUSOS); como também lhes digo que aquele que tenha assassinado, não o salva ninguém do pelotão de fuzilamento (APLAUSOS PROLONGADOS).</p>
<p>Além disso, todos os combatentes revolucionários que desejem pertencer às forças regulares da República têm direito, pertençam à organização que pertencerem, com suas patentes&#8230; As portas estão abertas para todos os combatentes revolucionários que desejem lutar e que desejem fazer uma tarefa em prol do país. E se isso for assim, se existem liberdades, se existe um governo de homens jovens e honrados, se o país está contente, se tem confiança nesse governo e nos homens que estão comandando as forças armadas, se haverão umas eleições, se as portas estão abertas para todos, por que armazenar armas?</p>
<p>Quero que me digam se o povo o que quer é que haja paz, ou o que quer é que em todas as esquinas tenha um tipo armado com um fuzil; quero que me digam se o povo está de acordo ou considera que é correto que qualquer um deseje aqui ter um Exército particular, que não obedeça mais do que a seu chefinho (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”); se assim pode ter ordem e paz na República (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”).</p>
<p>(ALGUÉM EXCLAMA: “Depuração das forças armadas!”) Superdepuração, não depuração (APLAUSOS).</p>
<p>(EXCLAMAÇÕES DE: “Fala de Raúl!”) Raúl está em El Moncada, que é onde tem que estar agora.</p>
<p>Esses são os problemas que hoje quis colocar diante do povo. Os fuzis têm que sair das ruas o antes possível; desaparecer os fuzis das ruas (APLAUSOS). Porque já não existe inimigo em frente, porque já não há que lutar contra ninguém; e se algum dia é preciso lutar contra um inimigo estranho ou contra um movimento que esteja contra a Revolução, não lutarão quatro gatos pingados, lutará o povo todo (APLAUSOS PROLONGADOS).</p>
<p>As armas têm que estar é nos quartéis; aqui ninguém tem direito a ter exércitos particulares (APLAUSOS).</p>
<p>Esses indivíduos que andam com essas manobras suspeitosas, talvez encontraram um pretexto para fazer isso pelo fato de eu ter sido nomeado, e meus companheiros, para um trabalho que foi esse que nos incumbiu o Presidente, e falaram de que existe um exército político. Exército político, quando como lhes disse a vocês, temos todo o povo, que esse é na verdade nosso exército político?</p>
<p>Hoje quero advertir ao povo, e quero advertir às mães cubanas, que sempre farei tudo que estiver a nosso alcance para resolver todos os problemas sem derramar um pingo de sangue (APLAUSOS). Quero dizer para as mães cubanas que jamais, por nossa causa, aqui voltará a disparar-se um só tiro; e quero pedir-lhe ao povo, como quero pedir à imprensa, como quero pedir a todos os homens saudáveis e responsáveis do país, que nos ajudem a resolver esses problemas com o apoio da opinião pública, não com transações, porque quando a gente se arma e ameaça para que lhe deem alguma coisa, isso é uma imoralidade, e isso não o aceitarei jamais (APLAUSOS). Porque depois que determinados indivíduos começaram a armazenar armas, digo aqui que não aceitarei a menor concessão, porque isso seria rebaixar a moral da Revolução (APLAUSOS). O que temos de fazer é que aquele que não pertencer às forças regulares da República —onde tem direito a pertencer todo combatente revolucionário—, que devolva as armas aos quartéis, porque aqui as armas sobram quando já não existe tirania e está demonstrado que as armas só são válidas quando se tem a razão, e se tem ao povo, caso contrário, não servem mais do que para assassinar e para cometer desmandos (APLAUSOS).</p>
<p>Além disso, desejo dizer ao povo que pode ter a certeza de que as leis do país serão respeitadas e que aqui não haverá gangsterismo, nem gatunagem, nem bandoleirismo; simplesmente porque não haverá tolerância. As armas da República estão hoje nas mãos dos revolucionários. Essas armas, tenho a esperança de que não será preciso usá-las jamais, mas no dia em que o povo o ordene para garantir sua paz, sua tranquilidade e seus direitos, quando o povo o peça, quando o povo assim o deseje, quando seja uma necessidade, então essas armas cumprirão com o que têm que cumprir, e cumprirão com seu dever, simplesmente (APLAUSOS).</p>
<p>Ninguém pense que vamos cair em provocações, porque estamos serenos demais para cair em provocações, porque temos umas responsabilidades muito grandes para precipitar-nos nunca em tomar medidas, nem em fazer alardes nem coisa que se pareça, e porque estou muito consciente de que aqui temos que esgotar sempre —e esgotarei sempre— todos os meios persuasivos, e todos os meios razoáveis, e todos os meios humanos para evitar que se derrame uma só gota de sangue mais em Cuba. Portanto, em questão de provocações, ninguém tema que caia; porque quando a paciência se nos tenha acabado a todos nós, procuraremos mais paciência, e quando a paciência se nos volte a acabar, voltaremos a procurar mais paciência; essa será nossa norma (APLAUSOS). E essa tem que ser a palavra de ordem dos homens que têm as armas na mão e dos que têm o poder na mão: não cansar-se nunca de suportar, não cansar-se nunca de resignar-se a todas as amarguras e a todas as provocações, salvo quando já fiquem em perigo os interesses mais sagrados do povo. Mas isso, quando na verdade fique demonstrado, isso quando já seja uma demanda da nação toda, da imprensa, das instituições cívicas, dos trabalhadores, e de todo o povo; quando o peçam, e só quando o peçam. E aquilo que sempre farei, em cada uma dessas circunstâncias, é chegar e falar para o povo: “Vejam, aconteceu isto.”</p>
<p>Desta vez omiti nomes, porque não quero envenenar a atmosfera, porque não desejo aumentar a tensão; o que simplesmente quero é prevenir o povo desses perigos, porque seria muito triste que esta Revolução que tanto sacrifício custou —não quer dizer que se vai frustrar, porque esta Revolução não se frustra de maneira nenhuma, porque já se sabe que com o povo e com tudo o que existe a favor do povo, não existe o menor perigo—, porém seria muito triste que depois do exemplo que se deu para a América, aqui se volte a disparar um tiro.</p>
<p>É verdade que em quase todas as revoluções, depois da luta, vem outra, e depois vem outra —e observem a história de todas as revoluções, no México e em todas as partes. Não obstante, parecia que esta ia ser uma exceção, como foi uma exceção em tudo o resto; tem sido extraordinária em tudo o resto, e gostaríamos que também fosse extraordinária no fato de que não se disparasse mais um tiro aqui; e acho que se poderá conseguir, acho que a Revolução triunfará sem que seja disparado mais um tiro, sabem por quê? Porque resulta realmente admirável o grau de consciência que se desenvolveu no país, o civismo deste povo, a disciplina deste povo, o espírito deste povo; realmente, sinto-me orgulhoso de todo o povo, tenho uma fé extraordinária no povo de Cuba (APLAUSOS). Vale a pena sacrificar-se por nosso povo.</p>
<p>Hoje tive o prazer de dar um exemplo diante de toda a imprensa: estava a multidão diante do Palácio Presidencial, e me falavam que se precisavam 1 000 homens para sair dali; então, saí e lhe pedi ao povo que fizesse duas fileiras, que não era necessário para isso que viesse alguém, que eu sozinho iria ali, e em poucos minutos o povo fez duas fileiras, e passamos por ali, sem problemas de nenhum tipo. Esse é o povo de Cuba, e essa prova se deu diante de todos os jornalistas (APLAUSOS).</p>
<p>Desde agora, já se acabaram os agasalhos e as ovações; desde agora, para nós: a trabalhar, amanhã será um dia igual do que outro qualquer, e todos os demais igual, e nos acostumaremos à liberdade. Agora estamos contentes porque havia muito tempo que não éramos livres, mas dentro de uma semana nos preocuparão outras coisas: se temos dinheiro para pagar o aluguel, se a energia elétrica, se a comida, esses são na verdade os problemas que tem que resolver o Governo Revolucionário, o milhão de problemas que tem o povo de Cuba, e que para isso tem um conselho de ministros de homens jovens que eu sei que estão possuídos de um entusiasmo, que tenho a certeza de que vão mudar a República, tenho a certeza (APLAUSOS PROLONGADOS). Aliás, porque tem um Presidente que está seguro no poder, que o não ameaça perigo algum, porque os perigos de que eu falava, não eram os perigos de que o regime corresse algum perigo de ser derrubado, estão a mil léguas de distância disso; eu falava do perigo de que se derramasse uma só gota de sangue mais. Mas o Presidente da República está consolidado, reconhecido já por todas as nações —nem todas, mas rapidamente o estão reconhecendo todas as nações do mundo—, e conta com o apoio do povo e com nosso apoio, com o apoio das forças revolucionárias; e apoio verdadeiro, e apoio sem condições, apoio sem pedir nem reclamar nada, porque aqui lutamos pelos foros do poder civil, e vamos demonstrá-lo, que para nós os princípios estão por em cima de toda outra consideração e que não lutamos por ambições.</p>
<p>Acho que demonstramos suficientemente ter lutado sem ambições. Julgo que nenhum cubano albergue sobre isso a menor dúvida.</p>
<p>Portanto, agora todos temos que trabalhar muito. Eu, por minha parte, estou disposto a fazer tudo que possa ser feito em benefício do país, como sei que estão todos meus companheiros, como sei que está o Presidente da República e como sei que estão todos os ministros, que não vão descansar. E eu lhes garanto que se hoje sai alguém de Cuba e regressa dentro de dois anos, não vai conhecer esta República.</p>
<p>Vejo um extraordinário espírito de colaboração em todo o povo, vejo a imprensa, os jornalistas, todos os setores do país, desejosos de ajudar, e isso é o que faz falta. E resulta que o povo de Cuba aprendeu muito, e nestes sete anos aprendeu por setenta. Falou-se que o golpe de Estado fora um retraso de vinte e cinco anos; se foi assim —y aquilo era na verdade um retraso de vinte e cinco anos—, agora demos um passo de cinquenta. A República está desconhecida: nada de politicagem, nada de vício, nada de jogo, nada de roubo. Começamos há uns dias, e já está quase desconhecida a República.</p>
<p>Agora nos resta um trabalho grande por fazer. Todos os problemas relacionados com as forças armadas, são problemas que estarão relacionados com nossas futuras actividades, mas, além disso, sempre faremos tudo o que estiver ao alcance das nossas mãos por todo o povo, porque não sou militar profissional, nem de carreira, nem muito menos; estarei aqui o tempo mínimo, e quando termine aqui vou fazer outras coisas porque, sinceramente, não vou ser preciso aqui nisto (EXCLAMAÇÕES). Refiro-me a que não vou fazer falta dentro das atividades de tipo militar, e que tenho outras ilusões, de outras classes. E isso mesmo, entre outras coisas: quando quiser atirar tiros, combater, cimentar uma inquietação, há muito campo aqui onde fazer coisas (APLAUSOS).</p>
<p>(EXCLAMAÇÕES DE: “É preciso fomentar fontes de trabalho!”) Se não resolvemos todos esses problemas, esta não seria uma revolução, companheiros, porque acho que o problema fundamental da República nestes momentos, e o que dentro de pouco estará necessitando o povo, quando passe a alegria do triunfo, é trabalho, a maneira de se ganhar a vida decorosamente (APLAUSOS).</p>
<p>Mas não só é isso, companheiros; existem mil coisas mais das quais tenho falado nesses dias todos, que imagino que vocês, quem mais e quem menos, terá ouvido pela rádio e pela imprensa, e demais, porque não vamos esgotar todos os temas em uma só noite.</p>
<p>Vamos ficar pensando nesses problemas dos quais lhes falei hoje, e vamos concluir a longa jornada —que embora não esteja cansado, sei que vocês têm que regressar às casas e estão longe. (EXCLAMAÇÕES DE: “Não importa!”, “Continua!”).<br />
Eu tinha o compromisso de ir ao programa “Perante a Imprensa” esta noite pelas 22h30 ou na hora que fosse, e já são 01h30 (EXCLAMAÇÕES DE: “Amanhã!”) Bom, deixá-lo-ei para amanhã. Vocês terão oportunidade de escutar pela imprensa, pela rádio e por todos os meios possíveis, aos ministros.</p>
<p>Todos meus amigos de tanto tempo, de donde for, têm vindo: da escola, do bairro. Quase estou por dizer-lhes que já conheço a todos os cubanos&#8230;</p>
<p>E diziam que terão oportunidade de ouvir os ministros, cada um dos quais tem seus planos e informarão de seu programa; e cada um dos homens que está no conselho de ministros está grandemente compenetrado com todos os demais elementos revolucionários.</p>
<p>O Presidente da República, com o direito que lhe corresponde —porque foi eleito sem condições—, elegeu uma maioria de ministros do Movimento 26 de Julho. Tinha seu direito, e ao pedir nossa colaboração, teve-a plenamente, e nos responsabilizamos com esse Governo Revolucionário.</p>
<p>O que eu disse em outra parte: ninguém acredite que as coisas vão se resolver da noite para o dia. A guerra não foi ganha em um só dia, nem em dois, nem em três, e foi preciso lutar duro; a Revolução também não será ganha em um dia, nem será feito tudo o que vai ser feito em um dia. Além disso, falei para o povo em outros comícios que não vá acreditar que esses ministros são uns sábios —começo por dizer-lhes que nenhum deles foi ministro antes, ou quase nenhum. Assim que ninguém sabe ser ministro, isso é uma coisa nova para eles; o que estão é cheios de boas intenções. E falo nisso, igual que falo dos comandantes rebeldes: vejam, o comandante Camilo Cienfuegos não sabia de guerra, nem de manejar uma arma, absolutamente nada. Che não sabia nada; quando conheci Che no México se dedicava a dissecar coelhos e fazer investigações médicas. Raúl também não sabia nada; Efigenio Ameijeiras também não sabia nada; e ao começo não sabiam nada de guerra, e ao final lhes podia dizer, como lhes disse: “Comandante, avance sobre Colúmbia, e tome-a”; “Comandante, avance sobre La Cabaña, e tome-a”; “Avance sobre Santiago, e tome-o”, e eu sabia que o tomavam&#8230; (APLAUSOS PROLONGADOS). Por quê? Porque tinham aprendido.</p>
<p>É possível que os ministros agora não tenham grandes acertos, mas tenho a certeza de que dentro de uns meses vão saber resolver todos os problemas que lhes coloque o povo, porque têm o mais importante: a vontade de acertar e de ajudar o povo; e, sobretudo, tenho a certeza de que nem um só, jamais, cometerá uma das faltas clássicas dos ministros. Vocês sabem qual é, não é? (EXCLAMAÇÕES DE: “Roubar!”, “Roubar!”) Ah!, Como sabem disso?</p>
<p>Pois, sobretudo, isso: a moral, a honradez desses companheiros. Não serão sábios, porque aqui ninguém é sábio, mas lhes garanto que tem honrados demais, que é o que se está pedindo. Não é o que o povo tem estado solicitando sempre, um governo honrado? (EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”). Então, vamos dar-lhes um voto de confiança, vamos dá-lo, vamos esperar (EXCLAMAÇÕES). Sim, são do movimento “26” a maioria, mas se não prestam, depois virão os de 27, ou os de 28. Já sabemos que existe muita gente capacitada em Cuba, mas todos não podem ser ministros. Ou acaso o “26 de Julho” não tem direito a fazer um ensaio de governar a República? (EXCLAMAÇÕES DE: “Sim!”).<br />
Portanto, isso é tudo por hoje. Realmente, nada mais me falta uma coisa&#8230; Se soubessem, que quando me reúno com o povo se me vai o sono, a fome; tudo desaparece. A vocês também lhes foge o sono, não é? (EXCLAMAÇÕES DE: “Sim”!)</p>
<p>O importante, ou o que me falta por dizer-lhes, é que eu acho que os comícios do povo de Havana hoje, as concentrações multitudinárias de hoje, essa multidão de quilômetros de comprimento —porque isto tem sido assombroso, vocês viram; sairá nos filmes, nas fotografias—, acho que, sinceramente, foi um exagero do povo, porque é muito mais do que nós merecemos (EXCLAMAÇÕES DE: “Não!”).</p>
<p>Também sei que nunca mais em nossas vidas voltaremos a presenciar uma multidão semelhante, exceto em outra ocasião —em que tenho a certeza de que voltarão a reunir-se as multidões—, e será no dia em que muramos, porque nós, quando nos tenham que levar para a cova, nesse dia, reunir-se-á tanta gente como hoje, porque nós jamais defraudaremos nosso povo!</p>
<p>(OVAÇÃO)<br />
VERSÃO TAQUIGRÁFICA DOS GABINETES DO PRIMEIRO-MINISTRO</p>
<p><strong>Source: <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.fidelcastro.cu/es/node/79480?fbclid=IwAR2KzRW2MdqG7ZlsuYca_6oRoNYAsWC5J_Uc9w4g239JOxpDvXR6j-z-k6o" >Fidel Soldado de las ideas</a></strong></p>
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		<title>O mundo vai ver o que somos capazes de fazer e o mundo nos acompanhará em nossa resistência</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 16:47:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[26 de julho]]></category>
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		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, no ato central pelo 66º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, na Praça da Pátria, em Bayamo, Granma, em 26 de julho de 2019, «Ano 61º da Revolução».
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5549" alt="canel 26 julio" src="/files/2019/07/canel-26-julio.jpg" width="300" height="243" />«Estou claro que hoje falo em nome dos gratos, aqueles que enfrentam o desafio de empurrar um país», disse o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros Miguel Díaz-Canel Bermúdez, no ato central pelo 66º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes</p>
<p>Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, no ato central pelo 66º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, na Praça da Pátria, em Bayamo, Granma, em 26 de julho de 2019, «Ano 61º da Revolução».</p>
<p>(Tradução da versão estenográfica &#8211; Conselho de Estado)</p>
<p>Estimado general-de-exército, Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba;</p>
<p>Companheiro Machado;</p>
<p>Comandantes da Revolução;</p>
<p>Companheiro Lazo;</p>
<p>Povo heróico de Granma (Aplausos):</p>
<p>Perante a Geração histórica que nos acompanha, eu proferirei as palavras centrais deste ato, no mesmo lugar onde o Comandante-em-chefe, na mesma data em 2006, presidiu e encerrou, pela última vez, uma comemoração do Dia Nacional da Rebelião.</p>
<p>Quando a liderança do nosso Partido me pediu para falar aqui hoje, lembrei-me daquele momento e pensei sobre o significado da tradição que começou há 60 anos. Em uma viagem em rumo contrária à nossa, milhares de camponeses a cavalo tomaram a Praça da Revolução José Martí, em Havana, com Camilo Cienfuegos à frente. Pelo menos dois deles subiram para aos lampiões da rua, como se fossem palmeiras, para saudar Fidel.</p>
<p>Aqueles camponeses, com seus facões nas mãos, mostravam ao mundo o rosto mais autêntico de uma Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes.</p>
<p>Com esse ato começaram as atividades comemorativas de 26 de julho, data que o ódio ensanguentou e que o amor tornou uma celebração de homenagem aos filhos da Geração do Centenário.</p>
<p>Fiquei imaginando como e em nome de quem devo falar hoje, tendo em conta que nesses atos, por tradição, sempre são proferidos dois discursos: o da província anfitriã da celebração e o dos protagonistas da história.</p>
<p>Em nome dos moradores da província Granma falou o companheiro Federico Hernández, primeiro secretário do Partido na província. As palavras centrais de todas as comemorações anteriores foram apenas feitas por Fidel, Raúl, Ramiro Valdés e Machado Ventura.</p>
<p>Pode parecer um detalhe, mas é relevante que os protagonistas da história, vivos, lúcidos, ativos em sua liderança política, confiem à nova geração de líderes do país que pronunciem as palavras centrais em uma das mais importantes comemorações da história revolucionária. (Aplausos)</p>
<p>Estou claro que hoje falo em nome dos agradecidos, aqueles que enfrentam o desafio de empurrar um país — como diz o poema de Miguel Barnet — cientes da extraordinária história que herdamos e do compromisso de não falhar aos heróis da pátria nem ao povo do qual nascemos.</p>
<p>Eu digo isso no começo, para que vocês entendam se em algum momento, como frequentemente ocorre, a emoção nos faz esquecer uma palavra ou algum nome muito cativante.</p>
<p>Para Raúl, Ramiro e todos os assaltantes que estão conosco: Obrigados pela confiança, pelo exemplo e pelo legado! (Aplausos)</p>
<p>A história, a história tem um peso descomunal em nossas vidas! É justo dizer isso aqui, onde começou a se expressar como uma nação, há 151 anos.</p>
<p>Quem se sentir e diga que é cubano pode passar por La Demajagua, por Yara, por Manzanillo, por Jiguaní, Dos Rios, La Plata, Guisa, por Bayamo!, através de suas ruas e praças, sem perceber que a história nos está julgando?</p>
<p>Quem pode atravessar o rio Cauto, subir as colinas da Serra Maestra ou molhar os pés na praia de Las Coloradas sem estremecer por respeito e adoração ao heroísmo?</p>
<p>Quem ler a História me Absolverá pode esquecer as palavras de Fidel ao explicar por que a fortaleza militar de Bayamo foi escolhida para um dos ataques?, e cito:</p>
<p>«Bayamo foi atacado precisamente para colocar nossos postos avançados ao longo do rio Cauto. Nunca se esqueçam que esta província — Fidel referia-se à antiga província do Oriente — que hoje tem um milhão e meio de habitantes, é sem dúvida a mais guerreira e patriótica de Cuba; foi ela que manteve acesa a luta pela independência por 30 anos e deu o maior tributo de sangue, sacrifício e heroísmo. No Oriente você ainda pode respirar o ar do épico glorioso e, de madrugada, quando os galos cantam como clarins que chamam os soldados a fazer fila e o sol nasce radiante sobre as montanhas íngremes, todos os dias parece que será novamente o de Yara ou Baire».</p>
<p>É por isso que quando os cumprimentava hoje eu disse: povo heróico da província Granma.</p>
<p>Esta província, honrada com o nome do navio que trouxe 82 de seus filhos à terra cubana, dispostos a ser livres ou mártires em 1956, é também o berço de nossa nacionalidade, de nosso hino, da Revolução que Céspedes iniciou em 1868 e do Exército Rebelde que a trouxe até nossos dias com Fidel na frente.</p>
<p>Não é por acaso, portanto, que nesta província de Granma esteja o segundo quartel atacado naquela manhã de Santa Ana, o quartel Carlos Manuel de Céspedes, de Bayamo, que hoje, transformado em parque-museu, ostenta o honorável nome de Ñico López, um dos chefes da ação nesta cidade; grande amiga de Raúl, em cujo escritório a foto do menino de óculos grandes ocupa um lugar de honra.</p>
<p>Ñico é inspiração um dia como hoje em Bayamo. Nossos filhos e os filhos de seus filhos devem conhecer a história daquele jovem, descendente de emigrantes galegos, que não era bayamês, mas de Havana, que teve que deixar a escola e trabalhar quando criança para ajudar sua família. Ele foi um dos organizadores das ações de 66 anos atrás e conseguiu salvar sua vida batendo-se heroicamente nas ruas da cidade. Que, já na capital, entrou em uma embaixada e emigrou para a Guatemala em ebulição, nos tempos de Jacobo Árbenz. Lá ele conheceu o doutor Ernesto Guevara e, como dizem, Ñico foi quem lhe deu a alcunha com a qual o mundo o reconhece: Che Guevara.</p>
<p>Ñico foi assassinado nas horas após o desembarque do Granma, também nas terras desta província, mas ele não esteve ausente nem um minuto da obra revolucionária à que se entregou com tanta paixão e fé no triunfo, pela qual sofreu a fome e dificuldades de todos os tipos, nunca perdendo o entusiasmo ou o sorriso.</p>
<p>É curioso que várias instituições importantes, como a refinaria de petróleo de Rela, em Havana, ou a Escola Superior do Partido, levem como nome, não o oficial de Antonio López, mas o de Ñico. Nessas quatro letras da alcunha familiar há uma mensagem: a camaradagem e a amizade sem limites, como um dos valores da Geração do Centenário.</p>
<p>Eles eram irmãos — Fidel, Raúl, Almeida, Ramiro e aqueles homens e mulheres que colocaram a nação à frente, que pensavam no país como uma família.</p>
<p>Deles derivamos nós e é muito importante que nosso tributo, anual ou diário, não seja trancado em um ato, em alguns versículos ou em poucas palavras para comemorar uma efeméride.</p>
<p>«O Programa do Moncada, brilhantemente exposto pelo jovem Fidel Castro em sua alegação de defesa, fala claramente das razões que os levaram a combater nesse dia 26 de julho». Photo: Endrys Correa Vaillant<br />
A Revolução, que agora precisa de nós para travar a grande batalha pela defesa e economia, que nós quebremos o plano do inimigo para nos destruir e sufocar, precisa, ao mesmo tempo, que fortaleçamos em nosso povo a espiritualidade, a civilidade, a decência, a solidariedade, a disciplina social e o sentido do serviço público. Porque esse é um dos grandes legados de nossos heróis, de quem a Geração do Centenário os adotou. E porque nenhum progresso seria duradouro se o corpo social se decompõe moralmente.</p>
<p>Vamos revisar brevemente os eventos de 66 anos atrás: As ações de 26 de julho de 1953 não atingiram os objetivos propostos pelos assaltantes: o fator surpresa foi perdido, nem todos conseguiram escapar da repressão, que foi violenta e cruel.</p>
<p>Homens fotografados vivos, como José Luis Tasende, feridos apenas em uma perna, foram brutalmente torturados e depois denunciados como mortos em combate.</p>
<p>Ainda somos chocados pelos duros testemunhos gráficos e orais que historiadores e jornalistas coletaram ao longo desses anos, o mais insuportável deles: imaginar os olhos de Abel nas mãos dos assassinos.</p>
<p>Apesar da dor, da perda física daqueles &#8220;seres de outro mundo&#8221;, segundo diz a Canção do Eleito, de Silvio Rodríguez, os sobreviventes daquele fato épico, guiados por Fidel, nunca lamentaram, não foram chorar nos recantos por seus companheiros mortos ou assassinados. Eles criaram um movimento com um programa libertador que ainda conserva toda a força e transformaram o evento na motivação de outros combates: o pequeno motor que fez funcionar o motor grande.</p>
<p>Cinco anos, cinco meses e cinco dias após o ataque aos quartéis de Santiago de Cuba e de Bayamo, negando o alegado fracasso de 1953, viria a vitória de 1959. O revés tinha-se convertido em vitória (Aplausos).</p>
<p>A explicação do milagre de que um grupo de homens acabou derrotando um dos melhores exércitos armados no continente, só pode ser encontrada nos mais destacados valores humanos da Geração do Centenário: senso de justiça, lealdade a uma causa, respeito pela palavra empenhada, confiança na vitória, fé inabalável no povo e a unidade como princípio.</p>
<p>Durante a recente discussão da Lei dos Símbolos Nacionais, muito foi dito sobre essa força. A unidade é representada no escudo, desde os tempos da fundação, pelo feixe de hastes que vai da base até o lado posterior, como a espinha dorsal da nação.</p>
<p>Nossos pais e professores nos ensinaram que era fácil quebrar as varinhas separadas, mas é impossível dividir um feixe de varinhas unidas.</p>
<p>Quando nós fazemos o apelo para pensar como um país, estamos pensando acerca da força física absoluta que existe em um feixe de varas, as que sozinhas poderiam ser quebradas facilmente.</p>
<p>Temos que pensar como um país porque ninguém vai pensar por nós.</p>
<p>E o gigante das botas de sete léguas, que atravessa o céu engolindo mundos, há muito tempo deixou de ser uma metáfora visionária de José Martí para se tornar uma cruel certeza daquilo que nos espera se, pela ingenuidade ou ignorância, subestimamos ou acreditamos que não é para nós o plano de reapropriação da Nossa América que empreendeu o império, com a bandeira da Doutrina Monroe no alto do mastro de seu navio pirata.</p>
<p>A Venezuela cercada, roubada, literalmente atacada com a aprovação ou o silêncio cúmplice de outras nações poderosas, e o que é pior, com a colaboração vergonhosa de governos latino-americanos, é hoje o cenário mais dramático da crueldade das políticas do império decadente, que combina o comportamento de polícia do mundo com o de juiz supremo da aldeia global.</p>
<p>A OEA, cada vez mais desacreditada e servil, estende um tapete vermelho para a possibilidade de uma intervenção militar. A Zona de Paz que a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) concordou em Havana, para preservar a região da violência da guerra convencional, sobrevive apenas pela vontade de algumas nações dignas da América Latina e do Caribe.</p>
<p>E também pela resistência inteligente, heróica e exemplar da aliança cívica-militar da Venezuela, seu governo e seu povo à guerra não convencional com a qual novas modalidades são testadas todos os dias para rendê-los.</p>
<p>Com absoluto desprezo pelo que já foi a mais sagrada conquista da comunidade das nações do planeta: a legalidade internacional, a atual administração dos EUA vive ameaçando a todos, até mesmo aos seus parceiros tradicionais, e agredindo até mesmo seus servos incondicionais.</p>
<p>O mundo inteiro sabe disso. É reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, cujas resoluções o império ignora.</p>
<p>Sofremos isso, há 60 anos, várias gerações de cubanas e cubanos, impedidos de construir uma nação adaptada aos nossos sonhos.</p>
<p>E qual é o crime pelo qual somos punidos?</p>
<p>«Nossos pais e professores nos ensinaram que era fácil quebrar as varinhas separadas, mas é impossível dividir um pacote de varinhas juntas». Photo: Endrys Correa Vaillant<br />
Nossos pais tiveram a audácia de acabar com o abuso e recuperar o que havia sido tirado do país, inúmeras vezes, ao longo dos séculos: primeiro a terra, comprada por transnacionais ianques ao preço ridículo de seis dólares por hectare, no final da longa e sangrenta guerra de 30 anos que terminou com um pacto entre o nascente império em expansão e a velha metrópole decadente, na encruzilhada dos séculos. A colônia foi substituída por uma neocôlonia. A intervenção</p>
<p>Por que a Reforma Agrária?, perguntaram os autores do Levantamento de Trabalhadores Agrícolas Cubanos, realizado pela Associação Católica Universitária, em 1956-1957, um estudo que a Lei Helms-Burton nos faz tirar da gaveta e desempoeirar.</p>
<p>«&#8230; no campo, e especialmente os trabalhadores agrícolas estão vivendo em condições de estagnação, miséria e desespero difíceis de acreditar», disseram os autores do estudo.</p>
<p>Um deles, o doutor José Ignacio Lasaga, reconheceu que em todas as suas viagens pela Europa, América e África raramente encontrava camponeses que viviam mais miseravelmente que os cubanos.</p>
<p>Escusado será dizer que trabalhar a terra não significa possuir. Quando aqueles trabalhadores agrícolas desnutridos, analfabetos e desesperançados foram questionados sobre qual era sua maior necessidade, praticamente todos apenas pediam trabalho. Eles nem sequer tinham esse direito garantido metade do ano.</p>
<p>O grau de pobreza material e social em nossos campos impressionou tanto os entrevistadores que nas conclusões afirmaram:</p>
<p>«Já é tempo de a nossa nação deixar de ser um feudo privado de alguns poderosos, temos a firme esperança de que em poucos anos Cuba não seja propriedade de poucos, mas a verdadeira Pátria de todos os cubanos&#8230;».</p>
<p>A Constituição de 1940, conquistada praticamente por sangue e fogo pelos revolucionários da época, propunha a Reforma Agrária, mas a Lei não veio até maio de 1959.</p>
<p>Até então, nossa terra era propriedade de empresas norte-americanas em conluio com políticos corruptos e sob a proteção das forças militares, sob o comando do ditador Fulgencio Batista, o que em 1958 tinha diferentes graus de propriedade em nove usinas de açúcar, um banco, três companhias aéreas, várias estações de rádio, uma estação de televisão, jornais, revistas, uma fábrica de materiais de construção, uma companhia de navegação, um centro turístico, vários imóveis urbanos e rurais, etc., como indicado no livro Os proprietários de Cuba, 1958.</p>
<p>Afirma-se nessa investigação que pouco mais de 500 pessoas eram os donos do país. A maioria deles fugiu depois do triunfo da Revolução, abandonando suas posses ganhas ilicitamente e obtidas com abuso de poder e incontáveis ​​crimes cometidos por seguidores de Batista e cúmplices do ditador.</p>
<p>Foram as propriedades daqueles trapaceiros que a Revolução confiscou.</p>
<p>Outra história é a das nacionalizações, uma lei que a legalidade internacional reconhece a todas as nações soberanas — daí seu nome — em termos do bem público. Também se baseia em uma lei que apoia a Constituição de 1940 e que previa compensações, que Cuba negociou com outros governos — conforme as nacionalizações são negociadas — exceto com os Estados Unidos, que se recusou a fazê-lo, confiante de que poderiam retomar tudo, em pouco tempo, pela força.</p>
<p>A Lei da Reforma Agrária foi a primeira grande nacionalização e o maior ato de justiça social exigido pelo povo. E foi também o ponto de ruptura, a travessia do Rubicão, como disse o general-de-exército, Raúl Castro Ruz.</p>
<p>Aqueles que achavam que possuíam Cuba, se recusaram a perdê-la, desencadearam desde então essa guerra não declarada, que teve algumas pausas breves, mas que não teve um final.</p>
<p>Para confundir a opinião pública e dar àquele confronto uma legalidade que não tem, foi elaborada a Lei Helms-Burton, um engendro jurídico, onde se misturam os desejos imperiais de dominação sobre nossos destinos e a vingança dos nostálgicos da época de Batista.</p>
<p>Daquela geração imoral e antipatriótica que saqueou o país vêm os atuais reivindicadores dos bens que há 60 anos passaram, finalmente, nas mãos do povo.</p>
<p>Incapazes de fazê-lo por si mesmos, os ladrões desta época, hoje, utilizam uma lei sem poder sobre Cuba, para recuperar bens confiscados por serem o resultado de peculato ou propriedade abandonada por medo da justiça popular.</p>
<p>Mas deixem-me avisá-los que os descendentes daquela cavalaria mambisa e camponesa que tomou a Praça, em 1959, para saudar a Revolução vitoriosa, herdou a terra e os facões de seus antepassados ​​e não hesitará em brandi-los contra aqueles que tentem lhe arrebatar a terra que a Revolução lhe entregou (Aplausos).</p>
<p>«Não, não nos entendemos» nem jamais nos vamos entender com aqueles que pretendem devolver Cuba ao estado de coisas que em 1953 levou o melhor da juventude cubana a atacar dois quartéis militares com mais moral do que armas.</p>
<p>O Programa do Moncada, brilhantemente exposto pelo jovem Fidel Castro em seu argumento de defesa, fala claramente das razões que os levaram a combater naquele dia 26 de julho:</p>
<p>«O problema da terra, o problema da industrialização, o problema da habitação, o problema do desemprego, o problema da educação e o problema da saúde do povo. Lá estão concentrados os seis pontos para os quais nossos esforços teriam sido resolutamente dirigidos, juntamente com a conquista das liberdades públicas e da democracia política».</p>
<p>«Talvez esta exposição pareça fria e teórica, se a terrível tragédia que o país está vivenciando nessas seis ordens não for conhecida, juntamente com a opressão política mais humilhante».</p>
<p>Apenas uma Revolução poderia mudar esse panorama, que quatro anos após o ataque aos quartéis tinha piorado tanto que, em 1957, uma organização religiosa como a que mencionei terminou sua pesquisa com a reivindicação de uma mudança radical e definitiva no país.</p>
<p>Cuba mudou, mas o desejo de possuí-la por parte do vizinho poderoso não mudou, com a colaboração entusiasta dos falcões e dos servos apátridas do sul da Flórida.</p>
<p>Eles não podem se apropriar de Cuba, como Antonio Maceo advertiu, e decidem persegui-la, encurralá-la, sufocá-la. O cerco sofrido por todas as nossas operações comerciais e financeiras aumentou nos últimos anos e meses para níveis extraterritoriais, ilegais e criminais.</p>
<p>Eu vou dar uma quantia nova para que o mundo possa julgar: só no último ano decorrido, de março de 2018 a abril de 2019, o bloqueio nos causou perdas no valor de 4,3 bilhões (4.343.000.000) de dólares.</p>
<p>Quero advertir que os dados não refletem os efeitos causados ​​pelas medidas mais recentes da administração atual, que limitam as licenças de viagem, proíbem a entrada de navios de cruzeiro e reforçam as restrições financeiras, impactando diretamente o turismo e atividades associadas que beneficiam o crescente setor não estatal da economia.</p>
<p>São essas restrições e a perseguição financeira contra Cuba as principais causas da escassez de alimentos e combustíveis e a dificuldade em adquirir peças de reposição essenciais para sustentar a vitalidade do Sistema Eletroenergético Nacional, que nos afetou nas últimas semanas e meses e que estamos enfrentando criativamente, com a vontade de ferro de resistir e superar.</p>
<p>Após seis décadas de assédio à mais simples transação cubana, as perdas acumuladas chegam a 922,6 bilhões de dólares, considerando a desvalorização do papel moeda em relação ao ouro.</p>
<p>O cerco se fecha cada vez mais em torno ao nosso país, tal como contra a Venezuela, Nicarágua e qualquer outra nação que se recuse a aceitar o plano imperial para o seu destino.</p>
<p>Hoje denuncio ao povo de Cuba e ao mundo que a administração dos Estados Unidos começou a agir de forma mais agressiva para impedir a chegada do combustível a Cuba.</p>
<p>Com ações extraterritoriais cruéis de bloqueio hoje tentam impedir, por todos os meios, a chegada aos portos cubanos dos navios petroleiros, ameaçando brutalmente as companhias de navegação, os governos dos países onde os navios são registrados e as companhias de seguros.</p>
<p>O plano genocida é afetar, ainda mais, a qualidade de vida da população, seu progresso e até suas esperanças, com o objetivo de ferir a família cubana em seu cotidiano, em suas necessidades básicas e, em paralelo, acusando o governo cubano de ineficiência. Eles torcem pelo levante social.</p>
<p>Quão pouco eles nos conhecem! Quando eles finalmente acabarão entendendo que a heróica família cubana é capaz de enfrentar e resistir com dignidade os piores cercos e continuar se amando, mesmo à distância, porque nada ou ninguém a poderá dividir? (Aplausos)</p>
<p>Eles querem nos cortar a luz, a água e até o ar, para nos obrigar a fazer concessões políticas. Eles não se escondem para fazer isso. Declaram publicamente os fundos destinados à subversão dentro de Cuba, inventam pretextos falsos e hipócritas para nos incluir novamente em suas listas espúrias e justificar o ressurgimento do bloqueio.</p>
<p>No cúmulo do cinismo, até lançam mão da chantagem.</p>
<p>Desconhecendo a história e os princípios da política externa da Revolução Cubana, propõem-nos negociar uma possível reconciliação em troca de abandonar o curso escolhido e defendido por nosso povo, agora como antes. Eles sugerem trair amigos, jogando 60 anos de dignidade na lata de lixo.</p>
<p>Não, senhores imperialistas, não nos entendemos! (Aplausos) Cuba, que conhece as distâncias éticas e políticas entre este governo dos EUA e os cidadãos mais nobres daquele país, não renunciou à sua vontade declarada de construir um relacionamento civilizado com os Estados Unidos, mas deve ser baseado no respeito mútuo de nossas profundas diferenças. .</p>
<p>Qualquer proposta que se afaste do respeito entre iguais, não estamos interessados! (Aplausos).</p>
<p>E quanto ao povo americano, ele é permanentemente convidado para vir a Cuba. Nossas portas estão abertas. Venha, veja e conheça a realidade do país que lhe é negado visitar, em nome da liberdade, um direito humano essencial que, dizem eles, está faltando em Cuba e é abundante lá.</p>
<p>De nossa parte, não seremos distraídos por pressões e ameaças. Há muitos desafios a serem superados e vamos nos concentrar neles: primeiro, a invulnerabilidade econômica e militar do país, a reorganização do sistema jurídico, a derrota de qualquer obstáculo interno ou externo que persistir: seja burocratismo, insensibilidade ou corrupção, que não podem ser aceitos no socialismo.</p>
<p>E ao imperialismo, «nem um tantinho assim», frase de Che Guevara e permanente ensinamento da Revolução (Aplausos).</p>
<p>Estas mensagens de Cuba de princípios políticos invariáveis, vamos levá-las ao Fórum de São Paulo, reunido em Caracas nesta semana, para fortalecer a integração das forças de esquerda e sua mobilização contra a ofensiva imperial que se propôs nos separar, nos dividir e nos confrontar.</p>
<p>Queridos compatriotas:</p>
<p>O que encontramos em nossas visitas a esta província e ouvimos no discurso do seu primeiro secretário, Federico Hernández, são importantes resultados econômicos e sociais. O território merecia a sede, devido aos seus inegáveis ​​avanços (Aplausos).</p>
<p>Destaco principalmente 80% da exploração das terras aráveis ​​e o impulso aos polos produtivos de auto-abastecimento municipal, pela contribuição que podem dar à substituição de importações em itens como o arroz, um alimento básico da dieta da família cubana. Porém — há sempre porém — as autoridades do território reconhecem que, mesmo com registros produtivos importantes, estão longe de seu potencial.</p>
<p>É uma realidade comum em todo o país, onde a batalha pelo desenvolvimento é uma corrida intensa e cansativa, com obstáculos de todos os tipos. O primeiro e decisivo, o bloqueio dos EUA; o segundo, as práticas incompatíveis com o socialismo, que já apontamos nas intervenções perante economistas, intelectuais e artistas e na Assembleia Nacional.</p>
<p>Não me cansarei de insistir no dever de pensar como país, de afastar o egoísmo, a vaidade, a preguiça, o mal feito, o «não se pode».</p>
<p>Vamos deixar de acreditar e afirmar que a culpa é de outrem, sem primeiro olhar para o que estamos fazendo, criando, contribuindo cada um de nós.</p>
<p>Considerando o panorama do cerco brutal às nossas operações financeiras que descrevi anteriormente, todos nós temos o dever de cuidar, como «meninas dos nossos olhos», os dispendiosos investimentos realizados em transportes, indústria, comunicações e outras áreas que estamos empreendendo.</p>
<p>Pretender que de repente a mentalidade seja transformada à velocidade máxima que nossos trens podem alcançar, poderia soar como uma utopia se não acreditarmos nas pessoas e em suas reservas morais e suas aspirações por um crescimento com beleza.</p>
<p>Mas essas mudanças não saem de um chapéu. Nós não somos mágicos.</p>
<p>Nosso Conselho de Ministros não opera com ilusões. Cabe-nos gerenciar e direcionar bem os escassos recursos disponíveis para garantir a distribuição equitativa e justa dos bens criados.</p>
<p>Estamos impulsionando a produção nacional com eficiência e competitividade, as exportações e a substituição de importações, o investimento estrangeiro, as cadeias produtivas, o uso da ciência, a tecnologia e o talento de nossas universidades para inovar; o governo eletrônico e a comunicação como elemento fundamental na luta para desbloquear e resolver uma parte, tão grande quanto possível, dos problemas de cada dia.</p>
<p>Pode ser percebido um nível de resposta que excita, mas não é suficiente. As circunstâncias nos forçam hoje, como sempre nos forçaram, a impor uma taxa de progresso além de nossos objetivos, exigir, controlar, banir a rotina e verificar nos fatos se a fórmula que usamos ontem é efetiva ou precisa ser renovada.</p>
<p>Devemos sancionar de maneira firme e oportuna aqueles que não compreendem que defender o país hoje é cuidar e proteger seus bens materiais escassos.</p>
<p>Se o governo se dedicar a melhorar a vida de nossos cidadãos, o governo e os cidadãos devem evitar o abuso, a contaminação ou a negligência daquilo que custa tanto adquirir.</p>
<p>Diante do antigo dilema de elevar os salários e esperar resultados produtivos para suportar esses gastos, decidimos elevá-los. Não uma vez, mas várias vezes o valor do que estava sendo pago.</p>
<p>Também não esperamos terminar o ano para começar a aplicar essa medida tão popular, pois depende do que nós todos somos capazes de fazer para que se traduza em crescimento.</p>
<p>Mas, para sustentar essa e todas as possíveis medidas de benefício social, é necessário produzir mais e aumentar a qualidade dos serviços.</p>
<p>Novas medidas, propostas pelo povo, devem ser aprovadas nas próximas semanas e meses.</p>
<p>Vamos para mais não é um slogan. É a tradução para a linguagem do governo da resposta política ao inimigo: com aqueles que querem nos roubar a terra, a casa, as escolas, os hospitais, as creches, as fábricas, as praias, os portos e os aeroportos. Nós não nos entendemos!</p>
<p>É a concretização na prática de nossa vontade de não sermos distraídos por pressões e ameaças e resistir criativamente, sem abrir mão do desenvolvimento.</p>
<p>«Os duros anos impostos pelo cerco do imperialismo não podem esconder verdades como punhos sob o manto da desgraça», escreveu a amada intelectual Graziella Pogolotti em seu artigo mais recente, onde ela também nos lembra que: «Porque a luta não acabou, é sempre 26». (Aplausos).</p>
<p>Sim, 26 de julho será sempre uma ótima inspiração. E pensando como país, quero retomar o slogan dos anos de trabalho nas províncias, quando conclamávamos o povo, motivados pelo significado desta data:</p>
<p>Vamos todos trabalhar para tornar cada dia do calendário um 26, de cada mês do calendário um dia de julho, de cada compromisso um Moncada vitorioso!</p>
<p>O mundo verá o que somos capazes de fazer e o mundo nos acompanhará em nossa resistência. É hora de fazer um novo e urgente chamado à sua consciência.</p>
<p>Podemos iniciar ou terminar esse apelo, com alguns versos de quem sempre disse Sim à Revolução: Roberto Fernández Retamar, ensaísta e poeta, grande intelectual que recentemente nos deixou. Deixem-nos explicar com suas belas palavras o que somos e o que estamos fazendo, apesar dos incêndios e dos cercos.</p>
<p>Em seu poema A quem possa interessa, Roberto escreveu:</p>
<p>Em toda a Ilha, somos menos os que diariamente</p>
<p>perambulam por uma cidade grande.</p>
<p>Nós somos menos: um punhado de homens em uma fita de terra</p>
<p>batida pelo mar. Mas</p>
<p>nós construímos uma alegria esquecida.</p>
<p>Para essa alegria que continuamos a construir: vamos para mais! Porque somos todos Cuba! Nós somos continuidade!</p>
<p>Pátria ou Morte!</p>
<p>Venceremos!</p>
<p>(Ovação)</p>
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		<title>Nós não vamos renunciar a nenhum dos nossos princípios</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 17:26:31 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5483" alt="Raul Castro" src="/files/2019/06/Raul-Castro.jpg" width="300" height="249" />NOVAMENTE, um cenário adverso foi criado e novamente a euforia em nossos inimigos ressurge e a pressa em tornar realidade o sonho de destruir o exemplo de Cuba. Não será a primeira e nem a última que a Revolução Cubana terá que enfrentar desafios e ameaças. Corremos todos os riscos e resistimos invictos 60 anos.</p>
<p>Para nós, como para a Venezuela e Nicarágua, é claro que o círculo está se fechando e nosso povo deve estar alerta e pronto para responder a cada desafio com a unidade, força, otimismo e fé inabalável na vitória.</p>
<p>Após quase uma década de implementar os métodos de guerra não convencional para impedir a continuação ou retardar o retorno de governos progressistas, os círculos do poder em Washington patrocinaram golpes, primeiro um militar para derrubar em Honduras o presidente Zelaya e mais à frente foram para os golpes parlamentares-judiciais contra Lugo no Paraguai e Dilma Rousseff no Brasil.</p>
<p>Promoveram processos judiciais fraudulentos e politicamente motivados, bem como campanhas de manipulação e descrédito contra líderes e organizações de esquerda, fazendo uso do controle monopolista sobre a mídia de massas. Dessa forma, conseguiram prender o camarada Lula da Silva e privaram-no do direito de ser candidato presidencial do Partido dos Trabalhadores para evitar sua vitória nas últimas eleições. Aproveito esta oportunidade para apelar a todas as forças políticas honestas no mundo para exigir a sua libertação e o fim dos ataques e a perseguição judicial contra as ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner.</p>
<p>Aqueles que estão empolgados com a restauração da dominação imperialista em nossa região devem entender que a América Latina e o Caribe mudaram e o mundo também.</p>
<p>Nunca foi mais necessário marchar efetivamente pelo caminho da unidade, reconhecendo que temos muitos interesses em comum. Trabalhar pela «unidade na diversidade» é uma necessidade urgente.</p>
<p>Para alcançá-la, uma adesão estrita à proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos Chefes de Estado e de Governo em Havana, em janeiro de 2014, é requerida, na qual nós nos comprometemos «com o cumprimento estrito de sua obrigação de não intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos de qualquer outro Estado» e resolver as diferenças pacificamente e de «respeitar plenamente o direito inalienável de cada Estado para escolher seu sistema político, econômico, social e cultural».</p>
<p>Nós, cubanos, estamos conscientes de que, sem o esforço sustentado do nosso povo para consolidar a capacidade defensiva do país, teríamos deixado de existir há muito tempo como uma nação independente.</p>
<p>Nossa segurança na vitória é baseada no sangue dos camaradas caídos e nos rios de suor despejados por milhões de cubanos ao longo de várias décadas, e particularmente nos últimos anos, que trabalharam para tornar realidade nosso principal objetivo de evitar a guerra.</p>
<p>O ninho de vespas terrível em que se converteriam todos os cantos do nosso país, repito, o ninho de vespas terrível em que se converteriam todos os cantos do nosso país se tornaria, causaria ao inimigo um número muito maior de baixas do que a opinião pública norte-americana estaria disposta a aceitar.</p>
<p>O aumento da guerra econômica, com o fortalecimento do bloqueio e a contínua aplicação da Lei Helms-Burton, perseguem o velho desejo de derrubar a Revolução Cubana por meio de sufocação econômica e as dificuldades. Esta aspiração já falhou no passado e falhará novamente.</p>
<p>O socialismo, sistema que denigra o governo dos Estados Unidos, defendemo-lo porque acreditamos na justiça social, no desenvolvimento equilibrado e sustentável, com uma justa distribuição da riqueza e as garantias de serviços de qualidade para toda a população; praticamos a solidariedade e rejeitamos o egoísmo, não compartilhamos o que nos resta, mas até o que nos falta; repudiamos todas as formas de discriminação social e combatemos o crime organizado, o tráfico de droga, o terrorismo, o tráfico de pessoas e todas as formas de escravatura; defendemos os direitos humanos de todos os cidadãos, não de segmentos exclusivos e privilegiados; acreditamos na democracia do povo e não no poder político e antidemocrático do capital; procuramos promover a prosperidade da pátria, em harmonia com a natureza e cuidando das fontes das quais depende a vida no planeta; e porque temos a certeza de que um mundo melhor é possível.</p>
<p>Em 60 anos contra as agressões e ameaças, nós, os cubanos, mostramos a vontade ferrenha de resistir e superar as circunstâncias mais difíceis. Apesar do seu imenso poder, o imperialismo não possui a capacidade de quebrar a dignidade de um povo unido, orgulhoso da sua história e da liberdade conquistada por tanto sacrifício. Cuba já mostrou que sim era possível, sim é possível e sempre será capaz de resistir, lutar e alcançar a vitória. Não há outra alternativa. •</p>
<p>Fontes:<br />
Discurso pelo 45º aniversário da fundação do Exército Ocidental, em 13 de junho de 2016.<br />
Discurso na 5ª Cúpula da Celac, em 25 de janeiro de 2017.<br />
Discurso pelo 65º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos M. de Céspedes, em 26 de julho de 2018.<br />
Discurso pelo 60º aniversário do triunfo da Revolução Cubana, em 1º de janeiro de 2019.<br />
Discurso por ocasião da proclamação da Constituição da República, em 10 de abril de 2019.</p>
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		<title>Díaz-Canel: «Vamos avançar e vamos continuar vencendo»</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2018 18:24:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discurso de Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento da 2ª Sessão Ordinária da 9ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder, no Palácio das Convenções, no dia 22 dezembro de 2018, "Ano 60º da Revolução"]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5365" alt="Diaz Canel Asamblea discurso" src="/files/2018/12/Diaz-Canel-Asamblea-discurso.jpg" width="300" height="235" />Discurso de Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento da 2ª Sessão Ordinária da 9ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder, no Palácio das Convenções, no dia 22 dezembro de 2018, &#8220;Ano 60º da Revolução&#8221;</p>
<p>(Tradução da versão estenográfica &#8211; Conselho de Estado)</p>
<p>Querido general-de-exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comitê Central do Partido;</p>
<p>Companheiros Machado e Lazo;</p>
<p>Deputadas e deputados;</p>
<p>Compatriotas:</p>
<p>Nossas primeiras palavras, no Dia do Educador, são para felicitar e reconhecer os professores cubanos, que nos dedicam, mais do que suas horas, o sentido de suas vidas.</p>
<p>O ano 2018 quase termina e nos encontramos novamente para o tradicional abraço e a avaliação de um período crucial na história da Revolução Cubana.</p>
<p>O ano ao que hoje dizemos adeus permanecerá em nossa memória nacional como o ano em que uma nova geração, paulatina e gradualmente, em clara expressão de continuidade, passou a assumir as principais tarefas de gestão, com a sorte de manter a orientação da Geração Histórica, em particular, o general-de-exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba.</p>
<p>Durante os meses decorridos desde as sessões da Assembleia, em abril, contamos com esse guia diante dos desafios mais difíceis e inesperados e encontramos em sua confiança e na liderança coletiva os recursos fundamentais para chegar aqui hoje para prestar contas, comprometidos com a solução dos problemas que mais preocupam o povo, que são os que absorvem cada minuto de nossos dias e cada partícula de nossas energias.</p>
<p>Fazendo um balanço dos esforços e resultados, devo falar, em primeiro lugar, da profunda satisfação que nos deixa a discussão popular da nova Constituição que hoje foi aprovada.</p>
<p>Com esse debate, não apenas enriquecemos nossa cultura política, o sentimento de pertencer a uma nação e o futuro do país. Chegamos mais perto das preocupações e demandas de nosso povo, um objetivo fundamental da Revolução do qual nossos opositores sempre tentaram nos distrair, com a intenção de fraturar e dividir a sociedade cubana, conscientes de que a unidade é sua maior fortaleza.</p>
<p>Eu gostaria de dizer que foi um ano de impulso para o governo eletrônico e uma maior eficiência na gestão econômica, mas é apenas o primeiro passo em uma tarefa de demandas infinitas, que em 2019 devem começar a dar seus primeiros frutos.</p>
<p>E é preciso dizer que nós também tivemos testes realmente duros, como as enchentes que devastaram as províncias centrais e a queda de um avião que deixou um doloroso número de 112 mortes e uma única sobrevivente, que nos últimos dias enviou uma bela mensagem de agradecimento a seus compatriotas e especialmente à equipe médica que a manteve viva.</p>
<p>Depois da triste tarefa de relembrar as piores notícias deste ano para Cuba, retorno as mais estimulantes.</p>
<p>Esta sessão da Assembleia Nacional conclui com uma decisão transcendente para a vida da nação: a aprovação da nova Constituição da República que em fevereiro será submetida ao referendo.</p>
<p>Chegamos a ela depois de um extenso processo de consulta popular em que cidadãos, residentes dentro ou fora do país, tiveram a oportunidade de expressar livremente suas considerações sobre o conteúdo do projeto, que incluiu, entre outros aspectos relevantes, os fundamentos políticos e econômicos, os direitos e deveres e a estrutura do Estado.</p>
<p>Todas e cada uma das intervenções foram devidamente avaliadas e originaram mudanças em cerca de 60% dos artigos do Projeto, o que permitiu enriquecer seu conteúdo.</p>
<p>A análise popular mostrou a vontade de melhorar a Constituição, mas foi muito mais longe porque forneceu elementos importantes a serem levados em conta no amplo exercício legislativo que devemos empreender, para apoiar com as leis necessárias o cumprimento dos preceitos constitucionais.</p>
<p>A ocasião é propícia para, em nome da Assembleia Nacional, felicitar aqueles que participaram na garantia e organização do processo de consulta popular, incluindo os duetos que conduziram as mais de 133 mil assembleias realizadas em todo o país, os funcionários responsáveis ​​pela coleta e análise das abordagens; ao Centro de Estudos Sociopolíticos do Comité Central do Partido e, em particular, à Comissão encarregada de elaborar o projeto da Constituição e, que como foi aqui corretamente expresso, ao seu presidente, o general-de-exército Raul Castro Ruz (Aplausos).</p>
<p>A Lei Fundamental que acabamos de aprovar reafirma o curso socialista da Revolução e nos permite canalizar o trabalho do Estado, do Governo, das organizações e de todo o povo no aperfeiçoamento contínuo da sociedade; reforça a institucionalidade; estabelece a prevalência da Constituição em nosso desempenho com maior inclusão, justiça e igualdade social e um reforço do empoderamento do povo no governo da nação.</p>
<p>Este processo, que continua com a celebração do referendo, em 24 de fevereiro do ano seguinte, é uma demonstração genuína e excepcional do exercício do poder pelo povo e, portanto, do marcado caráter participativo e democrático de nosso sistema político.</p>
<p>Ao contrário do exposto pelos inimigos da Revolução, Cuba mostrou mais uma vez que as decisões fundamentais e o consenso sobre as questões que definem a vida da nação são construídas com a contribuição decisiva de todos. Devemos dizer aos nossos detratores que se arrisquem a fazer em seus países um processo com características semelhantes àquelas que estamos desenvolvendo.</p>
<p>Em uma data tão íntima quanto o dia 24 de fevereiro, 124 anos depois da retomada da luta pela independência liderada pelo Herói Nacional José Martí, os cubanos da atualidade, fiéis às tradições de lutas, iremos às urnas para aprovar a Constituição, como uma expressão de firmeza, lealdade ao legado do Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, o companheiro Fidel Castro, e diremos com o nosso voto: Sim à Revolução, à soberania e independência da pátria, à unidade. Sim ao socialismo e ao compromisso com os heróis e mártires em mais de 150 anos de luta pela liberdade.</p>
<p>Queridas companheiras e companheiros:</p>
<p>O debate nas dez comissões de trabalho desta Assembleia foi intenso e frutífero. Além do texto constitucional, discutimos duas questões prioritárias em plenário: cumprimento do plano e o Orçamento deste ano e suas propostas para 2019.</p>
<p>Com um crescimento discreto do Produto Interno Bruto de 1,2% — que ainda que limitado não deixa de ser animador, em meio a tantos fatores adversos — o comportamento da economia fecha em sinal positivo.</p>
<p>Para que não seja subestimado, gostaria de me referir a algumas decisões favorecidas por este crescimento discreto, mas real:</p>
<p>Em novembro deste ano, foi efetivado o aumento das aposentadorias mínimas dos aposentados, passando de 200 para 242 pesos para quase 300 mil pessoas.</p>
<p>Além disso, todos os benefícios monetários recebidos através da assistência social foram aumentados em 70 pesos, beneficiando 99 mil famílias.</p>
<p>Estes aumentos, que têm um custo anual para o Orçamento do Estado de 224 milhões de pesos, destinam-se a melhorar modestamente o rendimento das pessoas e famílias com menor poder de compra e são um avanço parcial das medidas que serão adotadas para ordenar a situação de salários, pensões, benefícios sociais, subsídios e gratificações.</p>
<p>Um dos setores que mais contribui é o das comunicações, graças ao crescimento da conectividade e do acesso à Internet nas entidades estatais, bem como nos serviços demandados pela população, com o aumento de 700 mil linhas móveis, para um total de 5,3 milhões (5.300.000) em serviço.</p>
<p>Os pontos de acesso público via Wi-Fi também crescem em mais de 300 e os lares conectados à Internet já somam 60 mil.</p>
<p>As maiores afetações no Produto Interno Bruto foram concentradas na indústria açucareira e, mais modestamente, no setor agrícola e pecuário. No entanto, é justo destacar o aumento da produção de arroz e feijão, o que nos permite substituir as importações.</p>
<p>Apesar do impacto do furacão Irma, que afetou gravemente a comercialização do destino de Cuba, na temporada alta 2017-2018, e as medidas adotadas pelo governo dos EUA para dificultar as viagens ao nosso país, o turismo terminará este ano com crescimento e um novo recorde de visitantes internacionais.</p>
<p>Não menos relevante é o fato de que, em meio a tantos fatores adversos, os serviços sociais têm sido garantidos à população em Educação, Saúde, Cultura e Esportes. Prevê-se que o ano de 2018 feche com uma taxa de mortalidade infantil de 4, semelhante à do ano anterior, que é a menor da história.</p>
<p>Um programa que teve um impulso significativo foi o da habitação, que permitiu a conclusão da execução de mais de 29 mil casas pelo plano estatal, enquanto graças ao esforço da população serão terminadas cerca de 11 mil. A esse empenho deverá contribuir a política habitacional que foi recentemente aprovada pelo Conselho de Ministros e informada aos deputados nesta sessão do Parlamento.</p>
<p>Para o ano que vem, esperam-se níveis semelhantes de crescimento econômico, 1,5% do Produto Interno Bruto, com a recuperação da indústria açucareira, e aumento da atividade em outros setores, como construção, transporte e comunicações.</p>
<p>Mas esses crescimentos, apesar de refletirem o progresso do país em certos setores, não permitem alcançar os níveis de desenvolvimento necessários para atender às crescentes necessidades da população. Por esta razão, dentro do Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para 2030, foram definidos um grupo de objetivos para os quais o desempenho da economia para o período 2019-2021 deveria ser direcionado. Entre eles, o aumento das receitas de exportação e a capacidade de aumentar a produção nacional serão vitais, através de um processo de investimento que exige maior eficiência.</p>
<p>As formas de gestão não estatais contribuíram para o Orçamento do Estado com 12% do total das receitas, em 2018, o que deverá crescer ligeiramente no próximo ano. Quase 600 mil trabalhadores independentes contribuem com 5% do rendimento para o Orçamento.</p>
<p>Companheiras e companheiros:</p>
<p>O país continua sofrendo uma situação tensa nas finanças externas, devido ao descumprimento das receitas planejadas das exportações, o turismo e a produção de açúcar, além dos danos causados ​​por uma seca prolongada, seguida pela destruição do furacão Irma e subsequentemente, a ocorrência de fortes chuvas, que afetaram a chegada de matérias-primas, equipamentos e suprimentos.</p>
<p>Somente graças a medidas adicionais de controle nas principais garantias financeiras do plano de 2018, visando trabalhar com maior precisão as decisões sobre as importações e outras despesas em moeda estrangeira, no segundo semestre do ano, o crescimento foi alcançado com saldo positivo na balança comercial e na das contas correntes.</p>
<p>Nós expressamos que a batalha econômica continua sendo a tarefa fundamental e também a mais complexa. Esta é a tarefa que exige mais de todos nós hoje, porque é o que nosso povo mais espera.</p>
<p>O contexto que descrevemos exige um planejamento mobilizador, encaminhado a impedir que a burocracia imobilize o desempenho dos principais atores econômicos.</p>
<p>É necessário fortalecer nossas estruturas e equipes de direção e gestão econômica, com as contribuições de especialistas e peritos das Ciências Econômicas em particular e outros em geral. Não podemos nos cansar de ouvir aqueles que sabem, avaliar suas propostas e articulá-las com o que nos propomos alcançar.</p>
<p>Precisamos de uma atitude mais proativa, inteligente e concreta dos líderes promovendo — não trabalhando ou retardando — soluções seguras e particulares para os problemas, com a busca contínua e intensa de respostas ágeis e eficientes.</p>
<p>É necessário sermos mais coerente com a Conceituação do Modelo Econômico e Social e mais sistemáticos e precisos na implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social da Revolução, aprovadas pelo nosso Partido.</p>
<p>É hora de agir sem dogmas e com realismo, atendendo às prioridades, facilitando o real fortalecimento da empresa estatal e sua vinculação produtiva com o investimento estrangeiro, as joint ventures e o setor não-estatal da economia.</p>
<p>Devemos, também, ordenar a atividade do setor privado da economia, mas sem parar ou retardar seu desempenho, estimulando as melhores práticas, até conseguirmos que aqueles que o exercem não cometam atos ilegais. O desafio é integrar todos os atores, formas de propriedade e gestão presentes em nosso ambiente econômico-social, na batalha pela economia que, reitero, é hoje a batalha fundamental.</p>
<p>Como nos indicam os resultados do ano, é imperativo impulsionar o investimento estrangeiro, promover um ambiente de confiança e segurança para os investidores, exportar mais, defender as receitas, fechar o ciclo das exportações com cobrança oportuna, cumprir o que foi indicado pelo general-de-exército Raúl Castro, repetidamente, para não gastar mais do que o que entramos e para não assumir compromissos que não podemos honrar. Além disso, parar e resolver a cadeia de inadimplências e pagamentos atrasados.</p>
<p>Investir de forma eficiente e aplicar as disposições dos estudos de viabilidade após o início dos investimentos é tão importante quanto dar toda a atenção possível à sua execução, garantindo suprimentos e mão-de-obra em tempo hábil, evitando surpresas e improvisações.</p>
<p>Ao mesmo tempo, devemos conhecer e lidar com todas as possibilidades de financiamento, usar os créditos de maneira mais eficiente e sermos responsáveis ​​com seus pagamentos.</p>
<p>Fazer uso eficiente dos valiosos recursos humanos e da força de trabalho qualificada e científica de que dispomos, graças ao grande trabalho educacional da Revolução; defender a produção nacional, mobilizar todo o nosso potencial para produzir mais e eficientemente, é a única coisa que nos permitirá crescer, acima dos efeitos climáticos e do estresse financeiro.</p>
<p>Precisamos também evitar gastos supérfluos com atividades do governo, ter um controle real dos recursos e aproveitar as experiências de outras nações socialistas, como a China, o Vietnã e o Laos.</p>
<p>A gestão governamental deve ser orientada com maior ímpeto para a demanda de maior qualidade nos serviços e para evitar que suas deficiências causem desconforto e irritação à população. Nunca se deve esquecer que, como funcionários públicos, nosso maior objetivo é o bem-estar do povo.</p>
<p>Abordar a situação atual de maneira realista e objetiva é o que nos permite definir um plano para a economia para o ano de 2019 sustentável, alicerçado em bases sólidas que promovam, apesar das dificuldades, o desenvolvimento nas atividades prioritárias para o crescimento e contribuam para a restauração gradual da credibilidade financeira da nação.</p>
<p>Compatriotas:</p>
<p>2019 será um ano de ordenação. O plano será baseado na renda em moeda estrangeira do país e sua cobrança, pagando mais dívidas do que créditos a obter e cumprindo com a máxima pontualidade possível o pagamento dos compromissos.</p>
<p>Não há outra maneira de fazer o plano; caso contrário, seria propor algo que não seria cumprido e que se tornaria incontrolável.</p>
<p>Devo enfatizar que o que está previsto neste plano é o mínimo a ser alcançado. Precisamos gerar riqueza para ter mais. Sua execução deve ser apoiada por uma administração adequada do orçamento, na qual devemos promover todas as possibilidades de renda, a redução das despesas orçamentárias no setor empresarial e a maior redução possível do déficit orçamentário.</p>
<p>Atingir os objetivos propostos requer um processo profundo de discussão do plano, um alto nível de controle e envolvendo todos para defendê-lo entre todos.</p>
<p>A safra açucareira, importante atividade econômica não só para a produção de açúcar, mas pela sua capacidade de gerar renda líquida, sua contribuição para a geração de eletricidade a partir da biomassa, a produção de ração animal e derivados, começaram superando os principais indicadores. Agora, o importante é não deixar acumular problemas que atentam contra o bom desempenho no que resta da campanha.</p>
<p>Como parte do processo de informatização da sociedade, avança a digitalização da televisão e foi instalado o serviço de Internet nos telefones móveis, uma nova possibilidade para os cidadãos e uma expressão clara da vontade política do Governo para levar a cabo este programa com os nossos próprios esforços e talento, sem espaço para interferências que alguns disfarçam em ofertas perversas e planos colonizadores.</p>
<p>Os investimentos em parques eólicos e fotovoltaicos continuam, enquanto se iniciam aqueles relacionados à geração de biomassa em usinas bioelétricas, apoiando a projeção de mudança na matriz energética e o aumento no uso de fontes renováveis ​​de energia.</p>
<p>A fim de discutir amplamente as projeções de desenvolvimento do país, consideramos conveniente convocar, no primeiro trimestre do próximo ano, uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional que dedicaremos à análise do Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social até 2030, em três etapas e o relatório sobre o estado de implementação das Diretrizes para a Política Econômica e Social do Partido e da Revolução.</p>
<p>Por outro lado, recentemente começaram a vigorar medidas relacionadas com a atividade do trabalho autônomo ou privado. A maioria da população aceita as ditas medidas e considera que são necessárias para a organização e controle desse processo.</p>
<p>Nesse sentido, quero precisar nosso ponto de vista sobre essa atividade.</p>
<p>Os trabalhadores autônomos não são inimigos da Revolução, são o resultado do processo de atualização do modelo econômico, eles estão solucionando problemas que sobrecarregavam o Estado e, para os quais, às vezes, o Estado era ineficiente. Eles foram resgatando ofícios que a vida mostrou serem necessários.</p>
<p>Reconhecemos o setor não estatal como um complemento da economia e não há intenção de impedir que possa prosperar, mas seu funcionamento deve estar dentro da lei.</p>
<p>Sabemos que temos ao apoio da maioria deles para impulsionar e dinamizar a economia. Devemos apagar de algumas mentes os preconceitos em relação ao seu trabalho, o que nos prejudica tanto quanto aqueles inspetores que se corrompem e geram desconfiança e insegurança.</p>
<p>Para o seu bom exercício, devemos criar condições que estimulem o cumprimento das novas regras e contribuam para a real reorganização dessa atividade. Os funcionários responsáveis ​​por garantir a aplicação das normas devem agir com ética, rigor e equidade e apagar a má imagem causada pelo comportamento corrupto de alguns.</p>
<p>Também não ignoramos que os trabalhadores privados de algumas modalidades expressaram insatisfação com esses regulamentos, mas não de uma perspectiva de cooperação com a população, mas porque são contra uma ordem que ponha fim ao enriquecimento ilícito, o que não será permitido.</p>
<p>Sabemos que há tentativas de transformar o setor não-estatal em inimigo do processo revolucionário, mas não conseguirão nos desunir. Para isso contamos com o compromisso de nossos trabalhadores autônomos ou independentes e das instituições do Estado.</p>
<p>Deputadas e deputados:</p>
<p>Também é necessário esclarecer que existem aqueles que tentam distorcer o escopo e os objetivos do Decreto 349º, associando-o a um instrumento para exercer a censura artística. Falo de entidades externas à Cultura, que nunca se preocuparam e permaneceram caladas em face da proliferação da banalidade, vulgaridade, violência, grosseria, discriminação contra as mulheres, sexismo e racismo presentes nas expressões mais variadas que, atacando a política cultural da Revolução, são exibidas em espaços públicos estatais e privados, alguns dos quais nem sequer são legalmente reconhecidos.</p>
<p>Sabemos muito bem de onde vêm as instruções, com o objetivo de confundir, dividir, desencorajar e desmobilizar.</p>
<p>É evidente que o Decreto acima mencionado, devido à sua importância, deveria ter sido mais discutido e melhor explicado. Isso fica evidente nas opiniões das grandes personalidades de nossa cultura, que têm um trabalho comprovado e comprometido.</p>
<p>Eu conclamo essas personalidades para nos acompanharem na tarefa de fazer agora o que deveríamos ter feito antes.</p>
<p>Nesses aprendizados essenciais, podemos encontrar juntos, a partir do diálogo sincero, como implementar essa regra, pois ela obedecia a uma necessidade e a uma demanda dos próprios artistas, para evitar que continuasse proliferando o desrespeito à política cultural com produções pseudo-artísticas que dão uma imagem do país que não somos, nem nunca fomos e nem deveríamos ser.</p>
<p>Posso assegurar-lhe que este Decreto tem apenas um objetivo: proteger a cultura nacional dos artistas falsos, da intrusão profissional e da pseudocultura gerando antivalores, temas denunciados em múltiplos espaços por nossos criadores, escritores e artistas.</p>
<p>A criação artística em Cuba é gratuita e continuará sendo, conforme estipulado na Constituição e as instituições culturais têm a responsabilidade de aplicar essa norma com total apego a esses propósitos.</p>
<p>Companheiras e companheiros:</p>
<p>As questões debatidas nesta Assembleia requerem atenção prioritária do Conselho de Ministros. Nesse sentido, estamos desenvolvendo um sistema de trabalho baseado no intercâmbio com o povo, na visita aos territórios e comunidades, no vínculo com os coletivos que são os protagonistas dos programas de desenvolvimento econômico e social.</p>
<p>Até eles nós chegamos para ouvir, argumentar, esclarecer, desbloquear e resolver problemas; abordar reclamações, incompreensões e erros.</p>
<p>Estamos interessados ​​em promover a prestação de contas daqueles que dirigimos, favorecendo a comunicação direta com o povo, através da mídia e nas redes sociais, sistematicamente.</p>
<p>Queremos abrir caminhos para que a pesquisa científica tenha espaço em cada processo e forneça inovação, e precisamos promover a informatização da sociedade.</p>
<p>Sistematizamos o acompanhamento e a garantia dos programas de desenvolvimento, promovendo um estilo de direção e liderança coletiva e defendendo com disciplina e comprometimento as orientações de nosso Partido.</p>
<p>Temos convocado e continuado uma batalha ética contra a corrupção, ilegalidades, vícios e indisciplina social, manifestações que são antagônicas e incompatíveis com o nosso presente e futuro.</p>
<p>O que foi feito ainda é insuficiente e o que foi conseguido não é nada em relação aos nossos propósitos como o Governo da Revolução, mas queremos agradecer o apoio e a compreensão das cubanas e cubanos que habitam a nossa geografia. Nós nos devemos a eles.</p>
<p>Existem muitas perguntas para atender e responder. Daremos respostas ao maior número assim que for possível e para aquelas que no momento não têm respostas, não vamos parar de tentar encontrá-las.</p>
<p>Cubanas e Cubanos:</p>
<p>O ano de 2018 tem sido intenso em meio a um contexto internacional complexo, devido ao aumento da hegemonia imperial que paralisa o multilateralismo nas relações internacionais.</p>
<p>A América Latina e Caribe, nossa Grande Pátria não é estranha a essas influências.</p>
<p>Cuba é acusada pelo império de ser a causa daquilo que considera «os grandes males da região». O bloqueio se agrava e a perseguição financeira se intensifica para impedir o desenvolvimento do país.</p>
<p>O resultado alcançado em 1º de novembro, em dez votações sucessivas da Assembleia Geral das Nações Unidas, demonstrou o apoio esmagador que Cuba tem em sua luta contra o bloqueio, uma política agressiva, anacrônica e fracassada, que causa enormes prejuízos ao povo cubano, constitui o principal obstáculo ao nosso desenvolvimento e é uma violação dos direitos humanos. Nós agradecemos imenso a todos os governos que contribuíram para a demanda de pôr fim ao bloqueio.</p>
<p>Nesse mesmo dia, o Conselheiro Nacional de Segurança dos Estados Unidos, com linguagem extremamente agressiva e desrespeitosa, anunciou em Miami novas medidas que reforçam o bloqueio, que juntamente com outros fatos e ameaças, preveem que seu governo está caminhando em direção a um confronto com Cuba.</p>
<p>O imperialismo dos EUA reiterou a validade da Doutrina Monroe e ataca os governos e os processos progressistas, tentando reverter o progresso feito em termos de integração e justiça social na região; realiza uma operação sistemática e enorme de comunicação e manipulação cultural; e persegue e criminaliza forças políticas e líderes de esquerda, movimentos populares e organizações sociais, com o objetivo de impor o neoliberalismo. Também tenta destruir os mecanismos de cooperação e os acordos genuinamente latino-americanos e caribenhos, como a Celac e a Unasul.</p>
<p>Mas os povos não se dobram ou abandonam a luta, como ficou demonstrado no 24º Encontro amplo e unitário do Fórum de São Paulo, realizado nesta cidade no último mês de julho.</p>
<p>Expresso nossa profunda gratidão à Comunidade do Caribe pela encorajadora Declaração de Solidariedade de 8 de dezembro de 2018, em homenagem à celebração do Dia Caricom-Cuba.</p>
<p>A Declaração da 16ª Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América, ALBA-TCP, realizada em Havana, em 14 de dezembro, abordou estas questões, se pronunciou para atuar com determinação na mobilização e unidade indispensável das forças revolucionárias, progressistas e populares e expressou total apoio e solidariedade à República Bolivariana da Venezuela e à República da Nicarágua, em face da hostilidade imperialista e oligárquica.</p>
<p>No México, o presidente Andrés Manuel López Obrador obteve uma vitória histórica que desperta grande simpatia. Para ele e para o povo mexicano fraterno, agradeço a calorosa hospitalidade com a qual fomos recebidos durante a sua posse.</p>
<p>No Brasil, as condições e calúnias inaceitáveis ​​reiteradas pelo presidente eleito daquele país para liquidar o Programa Mais Médicos, violando os respectivos acordos com a Organização Pan-Americana da Saúde, nos obrigaram, em defesa da dignidade, do altruísmo e do reconhecido profissionalismo nossos trabalhadores de saúde, a acabar com a participação cubana, como foi relatado em detalhe ao nosso povo e à opinião pública brasileira e internacional.</p>
<p>Todos os dias chegam, desde os recantos mais remotos do gigante sul-americano, mensagens de gratidão aos nossos médicos e de rejeição da política do novo presidente que os tirou daqueles lugares onde só foram salvar vidas.</p>
<p>Tal como Lula expressou em uma mensagem ao nosso povo: «Lamento que o preconceito do novo governo contra os cubanos tenha sido mais importante do que a saúde dos brasileiros que vivem nas comunidades mais distantes e carentes».</p>
<p>A história registrará o antes e o depois da nossa cooperação. Na 40ª edição do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano de Havana, um documentarista brasileiro empolgou toda a plateia apenas mencionando nossos médicos. Mídias de todo o mundo voltaram seus olhos para a nossa colaboração médica, pela primeira vez, como resultado do absurdo do governo brasileiro de extrema-direita.</p>
<p>Nossos profissionais de saúde são o paradigma que se opõe ao egoísmo e à comercialização dos serviços médicos. Eles são Cuba e são o mais belo monumento ao trabalho humanista e internacionalista em defesa dos direitos humanos em escala universal, de Fidel.</p>
<p>Nos últimos meses, tivemos intercâmbios bilaterais intensivos e frutíferos, em particular durante as nossas visitas oficiais à Federação Russa, à República Popular Democrática da Coreia, à República Popular da China, à República Socialista do Vietnã e à República Democrática Popular do Laos, de cuja calorosa hospitalidade somos gratos e da qual derivaram acordos importantes, em cujo cumprimento colocamos todos os nossos esforços.</p>
<p>Os intercâmbios mantidos durante a nossa presença na República Francesa e no Reino Unido também foram significativos. A visita a Havana do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, também foi útil.</p>
<p>A comemoração do centenário do nascimento de Nelson Mandela e do trigésimo aniversário da batalha de Cuito Cuanavale contra o regime do apartheid foi particularmente comovente.</p>
<p>Queridos compatriotas:</p>
<p>A que tremendo ano estamos dizendo adeus!</p>
<p>Se só atendermos os símbolos, bastaria com os 150 anos de luta feroz pela nossa independência, que se completam no ano 2018 e os 60 anos de combate, resistência e criatividade que se vão completar do triunfo definitivo, no primeiro minuto do ano 2019.</p>
<p>Passamos de um aniversário ao outro encorajados pela imponente façanha daqueles que se embrenharam no mato, às vezes sem mais armas do que com a honra e enfrentando a fome e a escassez, sem limites, para nos libertar.</p>
<p>Homens e mulheres de propriedades e riquezas herdadas, que renunciaram a elas para criar uma nova nação.</p>
<p>Este ano, um museu local da antiga metrópole, nos emprestou uma cadeira que pertencia a Antonio Maceo. De um tronco de palmeira foi feito o trono do mais corajosos dos nossos generais. Ele não utilizou nenhuma cadeira elegante e fofa daqueles que então submetiam seu país. É por isso que a conservaram como troféu de guerra aqueles que, mesmo matando-o, nunca puderam superar nossa vocação libertária.</p>
<p>Exatamente 60 anos após a morte de Maceo, em dezembro de 1956, Fidel, Raúl e seus companheiros do Granma retomaram o espírito daquele guerreiro e acamparam nas montanhas. Tão crioulo e soberano, como a cadeira do Titã de Bronze, seria o Comando rebelde.</p>
<p>Também de tábuas de palmeira e teto de colmo é a casa de Fidel em La Plata, o lugar nunca conquistado pelo exército da ditadura, guardado como foi e sempre será, pelos humildes habitantes dessas terras, onde corre som e livre o córrego da Serra.</p>
<p>Somos uma nação marcada por tão grandes aspirações de independência que isso também nos salvou de dependências egoístas acerca de posses materiais, quando o preço de as obter era a liberdade.</p>
<p>Os símbolos aos quais me referi, aqueles sinais e essências que a História nos deixa, falam-nos de um país com caráter, que sempre soube que «a pobreza passa, o que não se esquece é desonra», tal como disse o Apóstolo do paletó desgastado, que reunia dinheiro e vontades para a Guerra Necessária, sem nunca receber um centavo.</p>
<p>Esse caráter, que vem dos avós e dos pais, que nos faz verter lágrimas pela Pátria, mas acima de tudo, nos lança a galope sobre aqueles que querem prejudicá-la; não é, como alguns acreditam, o livro da História que a geração jovem não consegue ler.</p>
<p>Sentir a paixão e o orgulho por aquilo que somos, enquanto sentimos impaciência e ansiedade para aquilo que não podemos atingir, mais do que um sofrimento, torna a transição entre estes dois anos em um arco triunfal, coroado por tudo aquilo que temos entregue e a certeza de que lutar é a vitória (Aplausos).</p>
<p>Nós sempre vamos a propor-nos mais. E com todas as gerações vivendo juntas, em homenagem aos que sacrificaram tudo porque o caminho rumo à conquista daquele mais, sempre pendente, fosse guardado pela paz e a unidade de todos os cubanos.</p>
<p>Em nome de uma geração orgulhosa de ser, não substituta, mas a continuidade, eu quero expressar o profundo compromisso que nos move a lutar incansavelmente para manter-nos à mesma altura da história, dos nossos antepassados e do povo, inseparáveis no sentimento e a fidelidade.</p>
<p>Hoje temos vindo a prestar contas do nosso trabalho e a comprometer-nos mais: promover tudo o que nos permita avançar e vencer, juntamente com nossas próprias limitações e diante da guerra econômica, a perseguição financeira e o bloqueio intensificado.</p>
<p>A maior motivação é proporcionada pelo 60º aniversário da Revolução, com suas lições indeléveis de que é possível superar todos os obstáculos, se o povo nos acompanhar.</p>
<p>Será, sem dúvida, mais um ano de desafios. Mas, como disse José Martí falando da Alma da Revolução, e do dever de Cuba (&#8230;): «Nada o povo cubano espera da revolução que a revolução não lhe possa dar».</p>
<p>Vamos seguir em frente. E vamos continuar vencendo. Isso é o que os pais da nação nos ensinaram. Isso é o que nos conclama cada dia o povo digno e heróico de Carlos Manuel de Céspedes, Mariana Grajales, Antonio Maceo, Máximo Gómez, José Martí, Julio Antonio Mella, Ruben Martínez Villena, Haydee Santamaría, Abel Santamaría, Celia Sánchez, Frank País, Vilma Espín, Camilo Cienfuegos, Che Guevara, Juan Almeida, Fidel Castro, Raul Castro e seus companheiros de luta que nos honra nos acompanhando.</p>
<p>Em 24 de Fevereiro, no referendo para ratificar a Constituição, Cuba vai estar em um ponto culminante dos 150 anos que temos comemorado e os 60 anos da Revolução Cubana, a Revolução de Fidel e Raúl, que vamos comemorar no próximo 1 de janeiro.</p>
<p>Vamos dizer Sim e vamos vencer de novo. Porque somos Cuba.</p>
<p>Parabéns a todo nosso povo pelo novo ano.</p>
<p>Até à vitória, sempre!</p>
<p>Pátria ou Morte!</p>
<p>Venceremos!</p>
<p>(Ovação)</p>
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		<title>Cuba procura mais</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jul 2018 18:27:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Assembleia Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, no encerramento do Primeiro Período Ordinário de Sessões da Nona Assembleia Nacional do Poder Popular, no Palácio das Convenções, no dia 22 de julho de 2018. «Ano 60º da Revolução»]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5128" alt="Canel Discurso asamblea" src="/files/2018/07/Canel-Discurso-asamblea.jpg" width="300" height="246" />Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, no encerramento do Primeiro Período Ordinário de Sessões da Nona Assembleia Nacional do Poder Popular, no Palácio das Convenções, no dia 22 de julho de 2018. «Ano 60º da Revolução»</p>
<p>(Tradução da versão estenográfica &#8211; Conselho de Estado)</p>
<p>Prezado general-de-exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comitê Central do Partido;</p>
<p>Companheiros Machado e Lazo;</p>
<p>Deputadas e deputados;</p>
<p>Compatriotas:</p>
<p>Precisamente no ano em que comemoramos o 150º aniversário do início das guerras de independência de Cuba, e como expressão do fato de que no presente continuamos a luta revolucionária que nos distingue há mais de um século e meio, desenvolve-se esta sessão histórica da Assembleia Nacional do Poder Popular.</p>
<p>Além de deliberar sobre a liquidação do Orçamento do Estado no ano passado, esta reunião adquire enorme significado por duas razões fundamentais: a aprovação do Projeto de Constituição da República e a apresentação do Conselho de Ministros da nação.</p>
<p>Há pouco mais de três meses, nesta mesma sala, assumi diante de vocês e perante o povo cubano a mais honrosa e desafiadora das missões que tive: a presidência do Conselho de Estado e de Ministros, cargo que até então só ocuparam dois homens, cujas histórias pessoais são, ao mesmo tempo, a própria história da Revolução.</p>
<p>Fidel, a partir da eternidade em que vive agora, foi a imagem recorrente durante os minutos que durou o ato solene de 19 de abril. Nesses momentos, pensei sobre isso muitas vezes: apreciei melhor sua estatura insuperável de estadista continental e mundial, lembrei-me de algumas de suas lições políticas e humanísticas inesgotáveis, valorizei mais suas «qualidades de líder revolucionário» e assumi como seu o forte credo martiano, a profunda convicção que toda a glória do mundo cabe em um grão de milho.</p>
<p>Raúl, erguendo o braço, foi então a certeza de que temos um guia, lúcido e incansável, cujo apoio eu não deixei de sentir um dia. Sou, portanto, um presidente afortunado, não apenas pelo povo extraordinário ao que devo servir, mas pela condição excepcional daqueles que me precederam. Como então cumpri-las?</p>
<p>Tudo o que fizemos ou tentamos fazer nestes meses tem como objetivo primordial o de servir a Cuba, com nossos ouvidos perto do chão e com os olhos bem abertos, como Raúl nos pediu, e com o espírito de uma frase proferida por Fidel, em fevereiro de 1959, quando falava aos moradores de uma humilde cidade no leste do país, que lhes perguntou: «O que vocês fariam, os que estão pedindo essas demandas, se estivessem no poder? (&#8230;) resolver os problemas vocês (&#8230;) porque vocês somos nós e nós, que somos vocês, estamos no poder».</p>
<p>Vocês sabem quais eram as demandas daquele povo? Casas, empregos, escolas, professores, hospitais, médicos&#8230;</p>
<p>A Revolução tinha apenas um mês e o plano para enfrentar a miséria galopante, que excluía milhões de cubanos dos benefícios elementares de uma sociedade moderna, já estava em andamento.</p>
<p>Todo esforço hoje parece insignificante diante das proezas daqueles anos. O caminho não era um leito coberto de rosas. Tinha que ser construído, com todos os riscos que representou viver, trabalhar e criar em um país que cresceu sob ameaças. Mas nós pudemos. Com todas as nossas deficiências, necessidades e erros, superamos nações com possibilidades econômicas similares em praticamente todos os índices de desenvolvimento humano. E nós vamos por mais!</p>
<p>É isso que buscamos com a profunda reforma de nossa Constituição, que precisa ser atualizada para fortalecer o marco institucional e, com ele, o Modelo Econômico e Social aprovado pelo 6º e 6º Congressos do Partido.</p>
<p>Abençoada oportunidade que nos obriga a repensarmo-nos como nação e a mergulhar em nossa essência, com a participação de todos, inspirados por aqueles e aquelas que imortalizaram Guáimaro, uma cidade de passagem para Camaguey, que José Martí declarou sagrada, porque ali foi redigida a primeira Constituição cubana.</p>
<p>Debatemos o Projeto de Constituição da República em várias sessões. O estudo anterior e o debate realizado nesses dias foram muito úteis e de proveito. Debate apaixonado, comprometido, crítico, patriótico e colaborador; centrado no humanismo de Fidel e de Raúl, na sensibilidade revolucionária e na argumentação histórica, cultural e científica na essência e fibra da nação; que reconheceu o trabalho da Comissão encarregada de redigir e apresentar o Projeto de Constituição, liderada pelo general-de-exército.</p>
<p>Debate também apoiado por um vibrante axé, sob proposta de um deputado.</p>
<p>Mais uma vez, com um orgulho saudável, sentimos que neste Parlamento também todos somos Cuba.</p>
<p>Podemos afirmar que estamos diante de um projeto que contribuirá, após a consulta popular e o referendo, para fortalecer a unidade dos cubanos em torno da Revolução.</p>
<p>Nos próximos dias, começará a preparação dos companheiros selecionados em cada uma das províncias, para realizar o processo de consulta popular.</p>
<p>Este exercício de participação direta do povo adquire a maior relevância política e será mais um reflexo de que a Revolução se sustenta na mais genuína democracia.</p>
<p>A participação ativa e consciente na discussão do Projeto de Constituição da República é uma grande responsabilidade para todo nosso povo.</p>
<p>Cada cubano poderá expressar livremente suas opiniões e contribuir para alcançar um texto constitucional que reflita o hoje e o futuro do país.</p>
<p>Àqueles que nos fundaram no calor da luta pela liberdade, com mais moral e vergonha do que armas para enfrentar o adversário e graças a isso venceram, porque se importavam mais com ser do que ter, devemos o ato cívico nacional que nos devolverá a Constituição renovada como um exercício unificador, moralizador e revigorante da alma do país.</p>
<p>Agora depende de nós, das instituições e entidades educacionais e formadoras, que a nova obra possa servir para que nossas crianças, adolescentes, jovens e menos jovens possam explorar a história das Constituições e para que o povo se familiarize mais com a Lei das leis.</p>
<p>Devemos facilitar e insistir no conhecimento por parte de todos os componentes da atual sociedade cubana desta Lei fundamental, para corroborar e estabelecer a convicção de que somos um povo que, no árduo caminho dos anos mais difíceis para nossa economia, não perdemos a bússola dos valores que nos sustentam há 150 anos.</p>
<p>Companheiras e companheiros:</p>
<p>Coube-me ontem, tal como acordamos na sessão constituinte em abril, apresentar uma proposta de integração do Conselho de Ministros, renovada em mais de 30%.</p>
<p>Entre os vice-presidentes do Conselho de Ministros foram mantidos alguns líderes experientes, com méritos e reconhecimento pelo trabalho feito durante décadas a serviço da Revolução e foram promovidos Inés María Chapman Waugh, mulher corajosa, inteligente e negra, e Roberto Morales Ojeda, companheiro capaz e firme, que ocupou por vários anos as responsabilidades à frente de um instituto e de um ministério, respectivamente, com bons resultados, independentemente da complexidade e das altas demandas de ambas as instituições.</p>
<p>O restante dos membros do Governo é completado por companheiras e companheiros que são ratificados em seus cargos pelos resultados alcançados nestes anos difíceis, o que garante a experiência e continuidade necessárias neste órgão de governo, que ao mesmo tempo é rejuvenescido e renovado, ao serem promovidos jovens com histórico comprovado e em pleno desenvolvimento em seu trabalho como líderes.</p>
<p>Da mesma forma, o Conselho de Estado acordou, nos últimos dias, nomear uma jovem e mestiça, a companheira Yamila Peña Ojeda, à frente da Procuradoria Geral da República.</p>
<p>Como se pode ver, as mudanças feitas na composição do Conselho de Ministros correspondem aos preceitos da política de quadros aprovada pelo Partido.</p>
<p>Parabenizamos todos aqueles que foram promovidos ou ratificados em suas importantes responsabilidades e, ao mesmo tempo, considero justo reconhecer perante o Parlamento a consagração ao trabalho e a atitude mantida no cumprimento do dever daqueles que hoje se livraram de seus deveres e assumem novas tarefas.</p>
<p>O mais alto órgão do governo deverá realizar seu trabalho em uma situação difícil, marcada pela complexidade do cenário internacional, particularmente a da nossa região, analisada exaustivamente na recente reunião do Fórum de São Paulo, realizada em Havana, bem como a situação econômica do país.</p>
<p>O comportamento da economia no primeiro semestre fecha com um crescimento discreto do Produto Interno Bruto de 1,1%, que embora discreto, não deixa de ser alentador, em meio a muitos fatores adversos.</p>
<p>Mantém-se uma situação tensa nas finanças externas devido ao descumprimento das receitas planejadas das exportações, do turismo e da produção de açúcar, além dos danos causados ​​pela seca prolongada, seguidos pela destruição do furacão Irma e, posteriormente, pela ocorrência de intensas chuvas, que provocaram afetações na chegada de matérias-primas, equipamentos e suprimentos.</p>
<p>Essa situação nos obriga a adotar, no segundo semestre do ano, medidas adicionais de controle nos principais itens do plano de 2018, visando trabalhar com maior precisão nas decisões relativas a importações e outras despesas de divisas. Para atingir tais objetivos, devemos apelar ao uso máximo e uso eficiente dos recursos disponíveis.</p>
<p>Nessas circunstâncias, o esforço deve ser multiplicado e não renunciar ao cumprimento dos principais objetivos expressos no plano, fundamentalmente aqueles relacionados à garantia de serviços básicos à população e ao desenvolvimento, o que pressupõe orientar o trabalho para um controle rigoroso e uso racional e eficiente de todos os recursos materiais e financeiros que temos, poupar aqui e ali, sempre que possível, eliminando qualquer desperdício. Esta atitude deve tornar-se a regra de conduta dos quadros do governo em todas as áreas, em primeiro lugar por aqueles que são membros do Conselho de Ministros.</p>
<p>Abordar esta situação permitirá, desde agora, estabelecer as bases para definir um plano para a economia de 2019 objetivo, realista e sustentável, que parta de bases sólidas e realizáveis ​​e que, apesar das dificuldades, não impeça o desenvolvimento nas atividades prioritárias para o crescimento e o progresso, contribuindo para o gradual restabelecimento da credibilidade financeira da nação.</p>
<p>O Conselho de Ministros aprovado por vocês vai se dedicar inteiramente ao povo e à Revolução, com um estilo de direção e liderança coletiva, agindo incansavelmente, criando e trabalhando para responder às demandas e necessidades, em permanente e estreito vínculo com nosso povo humilde, generosos e nobre, para facilitar sua participação nas tarefas revolucionárias e na tomada de decisões.</p>
<p>Encorajaremos o exercício de um estilo de trabalho que aproxime a gestão do governo central do âmbito dos governos locais, favorecendo a eliminação de obstáculos e mecanismos burocráticos que atrasem as decisões; poremos ênfase na prestação de contas dos líderes e instituições governamentais, a verificação sistemática de programas de desenvolvimento, a defesa da saúde pública, a educação e a cultura nacional, a comunicação social, a informatização, a pesquisa e a inovação como pilares da gestão do governo.</p>
<p>Manteremos e, ao mesmo tempo, convocamos a travar uma batalha ética contra a corrupção, as ilegalidades, os vícios e a indisciplina social.</p>
<p>Sabemos que temos o apoio irrestrito dos cidadãos quando enfrentamos a perniciosa impunidade das cadeias criminosas que monopolizam os produtos deficitários e especulam com os preços para se enriquecer sem escrúpulos ou limites, por conta de recursos subsidiados pelo Estado, em detrimento das necessidades daqueles que têm menos e são os que mais apoiam a Revolução.</p>
<p>A luta contra as manifestações da corrupção ou daquilo que foi mal feito, não devemos vê-la como uma ação que só corresponde ao governo ou à polícia, o enfrentamento resoluto a esse fenômeno é tarefa de toda a sociedade, que não deve se deixar arrebatar algumas das grandes conquistas que a Revolução ganhou para ela.</p>
<p>Reafirmo o que disse na sessão constitutiva desta legislatura: «Em todos os organismos, organizações e instituições devemos agir em defesa permanente da unidade, disciplina, análise abrangente e a exigência para conseguir que as enormes potencialidades e possibilidades presentes em nossa sociedade se sustentem e se expressem em resultados concretos e tangíveis de crescimento, desenvolvimento e prosperidade».</p>
<p>Em suma, não há muito para dizer e sim fazer; muito para resolver, corrigir, fortalecer e criar.</p>
<p>Nosso compromisso é retornar perante vocês com resultados, quando o país está entrando nos primeiros 60 anos da Revolução.</p>
<p>Não será fácil, porque o principal obstáculo ao nosso desenvolvimento, o bloqueio econômico, comercial e financeiro e seus enormes efeitos extraterritoriais, ainda está lá, tal como o dinossauro do conto de Augusto Monterroso.</p>
<p>Porém, não foi ainda mais difícil para os patriotas que há 150 anos foram para a floresta, queimando suas casas para expulsar o império colonizador, e para aqueles que há 65 anos atacaram uma fortaleza, quase sem armas e sem experiência de luta? ? E para aqueles que, derrotados mas nunca vencidos, deixaram a prisão e foram para o exílio, do exílio ao Granma, do Granma à Serra e Serra, à luta clandestina e à conquista da esperança, essa que defendemos há 60 anos?</p>
<p>Cubanas e cubanos:</p>
<p>Com essa história, só podemos insistir&#8230; Lutar e lutar, até a vitória sempre.</p>
<p>Pátria ou Morte! Venceremos!</p>
<p>(Ovação)</p>
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		<title>Vamos continuar avançando no caminho escolhido por nosso povo soberanamente</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jul 2017 23:27:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional deputados da Assembléia Reunião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Discurso do general-de-exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento da 9ª sessão ordinária, da 8ª Legislatura, da Assembleia Nacional do Poder Popular, no Palácio das Convenções, em 14 de julho de 2017, Ano 59º da Revolução.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4654" alt="raul asamblea" src="/files/2017/07/raul-asamblea1.jpg" width="300" height="253" />Discurso do general-de-exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no encerramento da 9ª sessão ordinária, da 8ª Legislatura, da Assembleia Nacional do Poder Popular, no Palácio das Convenções, em 14 de julho de 2017, Ano 59º da Revolução.</p>
<p>Como de costume nesta época do ano, tivemos bastante atividade. Em 28 de junho efetuamos a reunião do Conselho de Ministros, onde, entre outras coisas, revemos as questões principais que seriam apresentadas a esta sessão ordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular.</p>
<p>A partir da segunda-feira, 10 de julho, os deputados trabalharam nas respectivas comissões, analisando as grandes questões da vida nacional e receberam ampla informação sobre a implementação do Plano da economia no primeiro semestre e a liquidação do Orçamento do Estado de 2016.</p>
<p>Da mesma forma, nosso Parlamento foi atualizado sobre o Plano do Estado cubano para combater as alterações climáticas, identificado como ‘Tarefa Vida’, uma questão de particular importância estratégica para o presente e, sobretudo, para o futuro do nosso país, dada a sua condição insular, que contou com a participação do potencial científico e tecnológico nacional, ao longo de mais de 25 anos.</p>
<p>Intimamente ligada à ‘Tarefa Vida’, aprovamos hoje a Lei de Águas Terrestres, na qual se vem trabalhando desde 2013, com o apoio das agências e instituições de maior incidência na gestão integrada e sustentável da água, um recurso natural vital que deve ser protegido, no interesse da sociedade, a economia, a saúde e o meio ambiente, especialmente em circunstâncias de secas prolongadas e cada vez mais frequentes que enfrentamos, sobre o qual tem vindo a fornecer-se informações suficientes para o nosso povo que se deve continuar fazendo.</p>
<p>A partir da elaboração do plano e o Orçamento para este ano, advertimos que as tensões financeiras viriam a persistir, assim como desafios que poderiam complicar o desempenho da economia nacional. Ainda, previmos quaisquer dificuldades no fornecimento de combustível a partir de Venezuela, apesar da vontade invariável do presidente Nicolás Maduro e do seu governo de cumprir.</p>
<p>Mesmo em meio a essas circunstâncias complexas obteve-se um resultado encorajador mas discreto. O Produto Interno Bruto cresceu no primeiro semestre em 1,1%, o que indica uma mudança no sinal da economia em relação ao ano anterior. Contribuíram para este resultado a agricultura, o turismo e outras exportações de serviços, a construção, a produção de açúcar e no domínio dos transportes e as comunicações.</p>
<p>Registraram-se progressos nos programas de investimentos prioritários ou que estabelecem as bases para o desenvolvimento da nação.</p>
<p>Foram assegurados os serviços sociais gratuitos para todos os cubanos, como a educação e a saúde pública.</p>
<p>Melhorou o equilíbrio monetário interno, que se expressa em um crescimento mais lento dos preços de retalho, devido a maior oferta nos mercados.</p>
<p>O déficit orçamental já se apresentou abaixo do esperado.</p>
<p>Por outro lado, com grandes esforços, conseguiu-se preservar o estrito cumprimento das obrigações decorrentes da reorganização da dívida externa cubana com os nossos principais credores, embora, apesar dos muitos esforços feitos, ainda não pudemos recuperar o atraso nos pagamentos correntes aos fornecedores, aos quais eu reafirmo nossa gratidão por sua confiança em Cuba e a vontade de honrar todas e cada uma das contas vencidas.</p>
<p>A situação acima descrita nos obriga a continuar adotando as medidas necessárias para proteger ao máximo os ganhos das exportações, a produção de alimentos e os serviços à população, enquanto suprimimos todos os gastos não essenciais e garantimos o uso mais racional e eficiente dos recursos disponíveis para apoiar as prioridades aprovadas.</p>
<p>Tratando de outra matéria, em conformidade com as resoluções aprovadas no 6º e no 7º Congressos do Partido, foi aprovada a expansão do trabalho autônomo ou independente e a experiência das cooperativas não agrícolas, com o objetivo de irmos tirando gradualmente do controle do Estado algumas atividades não estratégicas, criar empregos, implementar iniciativas e contribuir para a eficiência da economia nacional no interesse do desenvolvimento do nosso socialismo.</p>
<p>Mais recentemente, em junho passado, na sessão extraordinária do Parlamento dedicada a analisar e apoiar os documentos programáticos do Modelo Econômico e Social, após a conclusão do processo de consultas com a militância do Partido e da Juventude Comunista, representantes das organizações de massa e amplos setores da sociedade, estas atividades foram reconhecidas como algumas das formas de propriedade que funcionam no seio da economia cubana.</p>
<p>Atualmente, temos mais de meio milhão de trabalhadores autônomos ou independentes e mais de 400 cooperativas não agrícolas, confirmando sua validade como uma fonte de emprego, permitindo, ao mesmo tempo, aumentar e diversificar a oferta de produtos e serviços, com níveis aceitáveis de qualidade.</p>
<p>No entanto, tal como discutimos na reunião do Conselho de Ministros, em 28 de junho, revelaram-se desvios da política definida nesta área e violações de normas legais vigentes, tais como o uso de matérias-primas e equipamentos de origem ilícita, declaração de renda abaixo do número real, para evadir as obrigações fiscais e inadequações no controle estatal em todos os escalões.</p>
<p>A fim de eliminar os fenômenos negativos detectados e assegurar o desenvolvimento posterior destas formas de gestão, no âmbito da legalidade, o Conselho de Ministros aprovou um conjunto de decisões que serão amplamente divulgados na medida em que sejam publicados os regulamentos atualizados.</p>
<p>Eu considero útil enfatizar que não desistimos da implantação e desenvolvimento do trabalho autônomo ou independente, nem continuar a experiência das cooperativas não agrícolas. Nós não vamos voltar atrás ou parar, nem permitir estigmas e preconceitos contra o setor não estatal; mas se torna imprescindível respeitar as leis, consolidar o que já se avançou, generalizar os aspectos positivos, que não são poucos e, enfrentar resolutamente as ilegalidades e outros desvios que se afastam da política estabelecida.</p>
<p>Estou certo de que neste esforço poderemos contar com o apoio da maioria dos cidadãos que honestamente trabalham nesse setor.</p>
<p>Não nos esqueçamos de que o ritmo e a profundidade das mudanças que devemos introduzir em nosso modelo devem ser condicionados pela capacidade que tenhamos de fazer as coisas bem e corrigi-las imediatamente perante qualquer desvio. Isso só é possível se houver garantias de uma preparação prévia e adequada — questão que não fazemos — a capacitação e domínio das normas estabelecidas em cada escalão e o acompanhamento e condução dos processos, aspectos nos quais não deixou de existir uma boa dose de superficialidade e um excesso de entusiasmo e desejos de avançar mais rápido do que somos realmente capazes.</p>
<p>Eu acho que é bem compreendida esta questão à que me acabo de referir. É preciso cumprirmos o que concordamos, o país precisa disso e também a Revolução. O desejo de fazer as coisas rápido, sem preparação adequada, em primeiro lugar por parte daqueles que têm de implementar as medidas, leva a estes erros, e depois criticamos os que não devemos criticar.</p>
<p>Foram cometidas infrações penais, há informações de casos em que a mesma pessoa já tem dois, três, quatro e cinco restaurantes. Não em uma província, mas sim em várias, uma pessoa que viajou mais de 30 vezes para diferentes países. Onde ele conseguiu o dinheiro? Como fez? Existem todos estes problemas; mas não devemos usá-los como uma desculpa para criticar uma decisão que é justa.</p>
<p>O que faz um Estado, especialmente se for um Estado socialista, administrando uma barbearia, com uma, duas ou três cadeiras, e em cada certo número de pequenas barbearias, não muitas, ter um administrador. E menciono este caso, pois foi um dos primeiros passos que tomamos.</p>
<p>Resolvemos fazer as cooperativas, testamos algumas e imediatamente começamos a fazer dezenas de cooperativas no ramo da construção. Alguém já analisou as consequências eu isso trouxe e os problemas que essa pressa criou? Vou citar um. E, como tal, existem outros. Isso é o que eu quero expressar em palavras simples e modestas. De quem são esses erros? De nós, principalmente dos líderes que elaboramos essa tal política, mas em consulta com as pessoas, com a aprovação do Parlamento, do último Congresso, da última reunião que tivemos aqui no mês passado para aprovar todos estes documentos que eu mencionei no início das minhas palavras. Essa é a realidade. Não vamos tentar esconder o sol com um dedo. Erros são erros e são erros nossos, e se medirmos pela hierarquia entre nós, os erros são meus, em primeiro lugar, porque eu sou parte dessa decisão. Essa é a realidade.</p>
<p>Acerca da nossa política externa, desejo expressar o seguinte:</p>
<p>Em 16 de junho passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a política do seu governo em relação a Cuba, nada de novo por sinal, pois retoma um discurso e nuances de confronto passadas, que demonstraram seu fracasso ao longo de mais de 55 anos.</p>
<p>Torna-se evidente que o presidente dos Estados Unidos não foi bem informado sobre a história de Cuba e as relações com os Estados Unidos, ou acerca do patriotismo e a dignidade dos cubanos.</p>
<p>A história não pode ser esquecida, como alguns sugeriram que devemos fazer. Por mais de 200 anos, os laços entre Cuba e os Estados Unidos foram marcados, em primeiro lugar, pelas pretensões do vizinho do Norte de dominação sobre o nosso país e; por outro lado, pela determinação do povo cubano de ser livre, independente e soberano.</p>
<p>Ao longo do século XIX, invocando as doutrinas e políticas do Destino Manifesto, Monroe e a Fruta Madura, diferentes governantes norte-americanos tentaram apropriar-se de Cuba, e apesar da heróica luta dos ‘mambises’, eles o conseguiram, em 1898, com a enganosa intervenção no final da guerra que há 30 anos os cubanos travaram pela independência, na qual as tropas norte-americanas entraram como aliados e, finalmente, tornaram-se ocupantes: negociaram com a Espanha, sem ter em conta Cuba, ocuparam militarmente o país por quatro anos, desmobilizaram o Exército Libertador, dissolveram o Partido Revolucionário Cubano, organizado, fundado e dirigido por José Martí e impuseram um apêndice à Constituição da nova República, a Emenda Platt, que lhes deu o direito de intervir em nossos assuntos internos e estabelecer, entre outras, a Base Naval de Guantánamo, que ainda usurpa parte do território nacional e cujo retorno Cuba vai continuar reivindicando.</p>
<p>O Estatuto neocolonial de Cuba, que permitiu aos Estados Unidos exercer a partir de 1899, um domínio total da vida política e econômica da Ilha, frustrou, mas não destruiu, o desejo de liberdade e independência do povo cubano. Exatamente 60 anos depois, em janeiro de 1959, com o triunfo da Revolução liderada pelo Comandante-em-chefe Fidel Castro, fomos finalmente livres e independentes.</p>
<p>A partir dessa altura, o objetivo estratégico da política dos EUA em relação a Cuba tem sido a de derrubar a Revolução. Para fazer isso, ao longo de mais de cinco décadas, recorreram a variados métodos: a guerra econômica, rompimento das relações diplomáticas, invasão armada, atentados aos nossos principais líderes, sabotagens, bloqueio naval, criando e apoiando grupos armados, terrorismo de Estado, subversão interna, bloqueio econômico, político e da mídia e isolamento internacional.</p>
<p>Dez governos passaram por poder até que o presidente Barack Obama, em seu discurso de 17 de dezembro de 2014, sem abrir mão da intenção estratégica, teve o bom senso de reconhecer que o isolamento não funcionou e que era hora de uma nova abordagem para Cuba.</p>
<p>Ninguém pode negar que os Estados Unidos, em uma tentativa de isolar Cuba, finalmente estavam em um estado de profundo isolamento. A política de hostilidade e bloqueio contra nosso país havia se tornado um sério obstáculo para as suas relações com a América Latina e o Caribe e era rejeitada, quase por unanimidade, pela comunidade internacional; dentro da sociedade americana tinha se desenvolvido uma oposição importante e crescente a ela, incluindo grande parte da emigração cubana.</p>
<p>Na 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena das Índias, Colômbia, em 2012, o Equador recusou-se a participar sem a assistência cubana e todos os países da América Latina e do Caribe expressaram seu protesto contra o bloqueio a Cuba e a exclusão de Cuba destes eventos. Vários países advertiram que não haveria uma outra reunião sem Cuba. Assim chegamos, em abril de 2015 — três anos mais tarde — à 7ª Cúpula do Panamá, quando fomos convidados pela primeira vez.</p>
<p>Com base no respeito e a igualdade, nos últimos dois anos, foram estabelecidas as relações diplomáticas e se registraram progressos na resolução de questões bilaterais pendentes; bem como cooperação em questões de interesse e benefício mútuos; foi modificada, de forma limitada, a aplicação de alguns aspectos do bloqueio. Ambos os países lançaram as bases para avançarem na construção de um novo tipo de relacionamento, mostrando que é possível conviver de forma civilizada, apesar das diferenças profundas existentes.</p>
<p>O presidente Obama terminou seu mandato e se manteve o bloqueio, a Base Naval de Guantánamo e a política de mudança de regime.</p>
<p>Os anúncios feitos pelo atual presidente, em 16 de junho passado, significam um retrocesso nas relações bilaterais. Assim consideram muitas pessoas e organizações nos Estados Unidos e ao redor do mundo que, predominantemente, expressam uma rejeição retumbante das mudanças anunciadas. Assim também expressaram nossas organizações de jovens e estudantes, das mulheres, trabalhadores, camponeses, os Comitês de Defesa da Revolução, intelectuais e grupos religiosos, em nome da grande maioria dos cidadãos desta nação.</p>
<p>O governo dos EUA resolveu acirrar o bloqueio, impondo novos obstáculos à sua comunidade de negócios para comerciar e investir em Cuba e restrições adicionais aos seus cidadãos para viajar ao nosso país, justificando estas medidas com uma retórica antiga e hostil da Guerra Fria, que está escondido atrás de uma suposta preocupação com o exercício e gozo do povo cubano de direitos humanos e democracia.</p>
<p>As decisões do presidente Trump ignoram o apoio de amplos setores dos EUA, incluindo a maioria da emigração cubana, ao levantamento do bloqueio e à normalização das relações e só satisfazem os interesses de um grupo de origem cubana do sul da Flórida, cada vez mais isolado e em minoria, que insiste em prejudicar Cuba e seu povo, por ter escolhido defender, a qualquer preço, seu direito de ser livre, independente e soberano.</p>
<p>Hoje reiteramos a denúncia do Governo Revolucionário às medidas de reforço do bloqueio e reafirmamos que qualquer estratégia para destruir a Revolução, seja através de coerção e a pressão ou usando métodos subtis vai falhar.</p>
<p>Da mesma forma, rejeitamos a manipulação da questão dos direitos humanos contra Cuba, um país que tem muito a se orgulhar das conquistas atingidas e que não tem que tomar lições dos Estados Unidos ou qualquer outro (Aplausos).</p>
<p>Quero repetir, conforme eu expressei na Cúpula da Celac, realizada na República Dominicana, em janeiro deste ano, que Cuba está disposta a continuar negociando as questões bilaterais pendentes com os Estados Unidos, com base na igualdade e o respeito pela soberania e independência do nosso país e continuar o diálogo respeitoso e cooperação em questões de interesse comum com o governo dos Estados Unidos.</p>
<p>Cuba e os Estados Unidos podem cooperar e conviver juntos, respeitando as diferenças e promovendo tudo aquilo que beneficie ambos os países e povos, mas não se deve esperar que para isso Cuba tenha que fazer concessões inerentes à sua soberania e independência. E hoje eu acrescento, que tenha que negociar seus princípios ou aceite condições de qualquer tipo, como nunca fizemos na história da Revolução.</p>
<p>Independentemente do que o governo dos EUA determine fazer ou não, continuamos avançando no caminho soberanamente escolhido por nosso povo.</p>
<p>Vivemos em um ambiente internacional caracterizado por uma crescente ameaça à paz e segurança internacionais, guerras de intervenção, perigos para a sobrevivência da espécie humana e uma ordem econômica internacional injusta e excludente.</p>
<p>Sabe-se que, desde o ano 2010, os Estados Unidos implementaram o conceito de «guerra não convencional», concebido como um conjunto de atividades que têm como fim a exploração das vulnerabilidades psicológicas, econômicas, militares e políticas de um país adversário, a fim de promover o desenvolvimento de um movimento de resistência ou insurgência para coagir, alterar ou derrubar o governo.</p>
<p>Isto já foi testado no norte da África e mesmo na Europa, e causou milhares de mortes, a destruição dos Estados, o dilaceramento das sociedades e o colapso das suas economias.</p>
<p>«Nossa América», que foi proclamada como Zona de Paz em 2014, agora enfrenta condições adversas.</p>
<p>A República Bolivariana da Venezuela sofre uma guerra não convencional — que não começou agora, começou muito antes — imposta pelo imperialismo e setores da oligarquia reacionária, que resultou em violência nas ruas e atos fascistas, como as cenas horríveis transmitidas de jovens queimados vivos.</p>
<p>A intervenção estrangeira contra a Revolução Bolivariana e Chavista deve cessar. A violência golpista e terrorista deve ser condenada de modo inequívoco. Todos devem se envolver no apelo do governo ao diálogo e se abstiverem de atos que contradigam as intenções que são proclamadas de maneira manipuladora e demagógica.</p>
<p>A Organização dos Estados Americanos (OEA) e seu secretário-geral devem cessar sua agressão contra a Venezuela e a manipulação seletiva da realidade.</p>
<p>Deve ser respeitado o direito legítimo da Venezuela de resolver pacificamente seus assuntos internos, sem interferência externa alguma. Somente cabe ao povo venezuelano o exercício soberano da autodeterminação e encontrar soluções ele próprio.</p>
<p>Reiteramos nossa solidariedade com o povo venezuelano e sua união cívico-militar, liderada pelo presidente constitucional, Nicolas Maduro Moros.</p>
<p>A agressão e a violência golpista contra a Venezuela prejudicam toda a ‘Nossa América’ ​​e só beneficiam os interesses daqueles determinados em dividir-nos, para exercer seu domínio sobre nossos povos, sem que lhes importe gerar conflitos com consequências incalculáveis ​​nesta região, tal como os que estamos testemunhando em diferentes partes do mundo.</p>
<p>Advertimos hoje que aqueles que buscam derrubar por vias inconstitucionais, violentas ou com um golpe de Estado a Revolução Bolivariana e Chavista assumem uma grave responsabilidade perante a história.</p>
<p>Expressamos nossa solidariedade ao companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de perseguição política e de manobras de golpe, na tentativa de impedir sua candidatura às eleições diretas, mediante a desqualificação judicial. Lula, Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores e o povo brasileiro sempre terão Cuba do seu lado.</p>
<p>Companheiras e companheiros:</p>
<p>Em 14 de junho, o Conselho de Estado concordou em convocar eleições gerais, com as quais serão eleitos os delegados às assembleias (governos) municipais e provinciais e os deputados à Assembleia Nacional do Poder Popular, os quais depois elegerão o Conselho de Estado e o presidente do Parlamento.</p>
<p>Ao mesmo tempo, foram constituídas as comissões eleitorais para liderar o processo nos diferentes escalões e foram formadas as comissões de candidatura.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-4653" alt="raul asamblea" src="/files/2017/07/raul-asamblea.jpg" width="300" height="253" />Vale a pena notar a importância política transcendente deste processo eleitoral, que deve ser um ato de reafirmação revolucionária do nosso povo, o que exige um trabalho forte por parte de todas as organizações e instituições.</p>
<p>Somos confiantes, como demonstrou este povo no passado, que as eleições serão um exemplo de verdadeiro exercício de democracia, baseada na ampla participação popular, a legalidade e transparência do processo eleitoral, onde não estão presentes partidos políticos nem se financiam as campanhas, mas a base para a proposta e nomeação dos candidatos é o mérito, a capacidade e o compromisso com o povo.</p>
<p>Por outro lado, e para concluir, companheiras e companheiros, restam apenas 12 dias para celebrar o 64º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes. Desta vez, o evento será realizado na província de Pinar del Rio e o orador principal será o segundo secretário do Comitê Central, o companheiro José Ramon Machado Ventura (Aplausos).</p>
<p>Ao celebrarmos o Dia da Rebelião Nacional, pela primeira vez sem a presença física do Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, vamos propor-nos enfrentar os novos desafios sob a orientação de seu exemplo, a intransigência revolucionária e a fé permanente na vitória.</p>
<p>Muito obrigado.</p>
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