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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Diplomacia</title>
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		<title>Cuba condena o terrorismo e a manipulação política</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2020 23:18:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ministério das Relações Exteriores expressa seu enérgico rechaço à inclusão caluniosa da República de Cuba em uma lista do Departamento de Estado dos Estados Unidos referida a países que supostamente não cooperam plenamente com os esforços estadunidenses contra o terrorismo, tornada pública em 13 de maio de 2020, a que foi contundentemente rechaçada pelo presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez. Trata-se de uma lista unilateral e arbitrária, sem fundamento, autoridade ou respaldo algum e que, como é sabido]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5883" alt="Cuba reunion declaracion" src="/files/2020/06/Cuba-reunion-declaracion.jpg" width="300" height="254" />O ministério das Relações Exteriores expressa seu enérgico rechaço à inclusão caluniosa da República de Cuba em uma lista do Departamento de Estado dos Estados Unidos referida a países que supostamente não cooperam plenamente com os esforços estadunidenses contra o terrorismo, tornada pública em 13 de maio de 2020, a que foi contundentemente rechaçada pelo presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez. Trata-se de uma lista unilateral e arbitrária, sem fundamento, autoridade ou respaldo algum e que, como é sabido, tão somente sirve aos propósitos de difamação e coerção contra países que se recusam a acatar a vontade do Governo dos Estados Unidos em suas decisões soberanas.</p>
<p>O argumento principal empregado pelo Governo dos Estados Unidos foi a presença no território nacional cubano de membros da delegação de paz do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia.</p>
<p>Como é amplamente conhecido, a delegação de paz do Exército de Libertação Nacional (ELN), da Colômbia está em nosso território porque, devido ao abandono repentino do Equador da sua condição de sede e a pedido do governo colombiano e do ELN, o processo de paz foi transferido para Havana, em maio de 2018.</p>
<p>Este diálogo de paz tinha começado em 7 de fevereiro de 2017 em Quito. Cuba, juntamente com o Brasil, Chile, Equador, Venezuela e a Noruega, agiram como Garantes do processo de paz, a pedido das partes.</p>
<p>A partir a chegada do senhor Ivan Duque Márquez à presidência da Colômbia, em 7 de agosto de 2018, representantes desse governo tiveram, desde 8 de agosto desse ano, até janeiro de 2019, várias trocas com Cuba e com a delegação de paz do ELN, com o propósito de continuar os diálogos que tinham começado durante o período presidencial do presidente Santos, processo no qual nosso país agiu com a devida discrição e rigoroso acatamento do seu papel de Garante.</p>
<p>Após o atentado na Escola de Cadetes da Polícia de Bogotá, em 17 de janeiro de 2019, o presidente da República de Cuba e o ministro das Relações Exteriores expressaram imediatamente suas condolências ao governo e povo colombianos, particularmente aos familiares das vítimas do atentado; reiterando a firme posição de nosso país de rechaço e condenação de todos os atos, métodos e práticas terroristas, em todas suas formas e manifestações.</p>
<p>O governo colombiano adotou, então, ações políticas e legais contra a delegação de paz do ELN que se encontrava no território cubano e interrompeu o diálogo de paz. Adicionalmente, resolveu desconhecer o Protocolo de Ruptura, em franco abandono e quebra dos compromissos assumidos por esse Estado com as outras seis nações assinantes do mesmo. O protocolo de Ruptura foi assinado no âmbito das negociações de paz pelo Governo da Colômbia, o ELN e os países Garantes, em 5 de abril de 2016. Nele é estabelecido o retorno seguro da delegação guerrilheira à Colômbia, caso fosse quebrado o diálogo.</p>
<p>O Governo cubano sustentou e sustenta hoje que o que corresponde, segundo os documentos acordados, é a aplicação do Protocolo. Esta postura, amplamente respaldada pela comunidade internacional e setores comprometidos com a procura de uma solução negociada ao conflito armado colombiano, é uma prática internacional reconhecida e ratificada reiteradamente por estar na trilha do Direito Internacional e os compromissos do País Garante e Sede dos diálogos. Devido à não aplicação do Protocolo, é que ainda permanecem no país os membros da delegação de paz do ELN.</p>
<p>O Governo colombiano embarcou-se em uma serie de ações hostis contra Cuba, que incluem declarações públicas, ameaças e emprazamentos, mediante a manipulação, ingrata e com motivações políticas, de nossa indiscutível contribuição à paz na Colômbia. Entre essas ações, verificou-se a mudança da postura histórica da Colômbia, de apoio à resolução que cada ano aprova a Assembleia Geral das Nações Unidas, que exige o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos que provoca danos e sofrimento ao povo cubano.</p>
<p>Essa ação mudou ostensivelmente a posição consistente e invariável de todos os governos colombianos desde 1992. No mesmo dia em que os Estados Unidos anunciaram a inclusão de Cuba na lista de países que supostamente não colaboram plenamente com os esforços estadunidenses contra o terrorismo, o Alto Comissionado para a Paz do Governo da Colômbia, senhor Miguel Ceballos Arévalo, declarou publicamente que a decisão do Departamento de Estado de incluir a Ilha era um apoio ao Governo da Colômbia e a sua «insistente solicitação» para que Cuba lhe entregasse os membros da delegação de paz do ELN. Estas declarações do senhor Ceballos foram criticadas na Colômbia por amplos setores comprometidos com a paz e vários políticos colombianos exigiram do governo uma explicação das mesmas e acerca do desconhecimento do Protocolo de Ruptura.</p>
<p>O ministério das Relações Exteriores rechaça, em termos enérgicos, as declarações do alto funcionário colombiano. O que se depreende dos comentários do Alto Comissionado para a Paz é que a conduta do governo da Colômbia serviu e facilitou os argumentos para os propósitos agressivos dos Estados Unidos contra nossa Nação e que deu seu apoio às infâmias estadunidenses contra uma nação da América Latina e o Caribe.</p>
<p>A presença de representantes do ELN em nosso território, que é a base da acusação estadunidense, não é mais que um pretexto fraco e desonesto, carente de senso e facilitado pela atitude ingrata do Governo da Colômbia, se é que as declarações do senhor Ceballos merecem algum crédito. Em qualquer caso, e ainda com a suposta ajuda do Governo da Colômbia, a acusação dos Estados Unidos é totalmente infundada. Existem evidências concretas, algumas delas muito recentes, de nossa colaboração bilateral com os Estados unidos no combate contra o terrorismo e em esforços conjuntos de aplicação e cumprimento da lei, em ações de particular interesse para este, o que converte a qualificação anunciada pelo Departamento de Estado em um ato deliberado de distorção da verdade.</p>
<p>Deve ser lembrado que Cuba é um país que foi vítima de inúmeros atos terroristas organizados, financiados e executados a partir do território dos Estados Unidos, por parte de grupos e sujeitos que desfrutaram lá de tolerância e proteção governamental, realidade que é de conhecimento público. Foi vítima também, no passado, do terrorismo de Estado perpetrado diretamente pelo governo dos Estados Unidos, que em algumas ocasiões agiu em aliança com o crime organizado desse país. Por causa de ações desse tipo morreram 3.478 cubanos e 2.099 sofrem ou sofreram algum tipo de incapacidade física.</p>
<p>Em 30 de abril passado, nossa Embaixada nos Estados Unidos foi alvo de uma agressão terrorista. O Governo estadunidense mantém, a partir desse momento, um silêncio cúmplice, sem condenar ou nem sequer rechaçar o fato, e se abstém de realizar ações contra pessoas e grupos terroristas com sede no território norte-americano que incitam à violência contra Cuba e suas instituições.</p>
<p>Em consequência, após o atentado terrorista contra nossa Missão Diplomática em Washington produziram-se ameaças contra a integridade de diplomatas e embaixadas cubanas nos próprios Estados Unidos, bem como no México, Costa Rica, Antígua e Barbuda, Canadá, Chipre, Áustria e Angola, o que foi informado aos respectivos governos.</p>
<p>A atitude de cumplicidade aberta do governo dos Estados Unidos acarreta o perigo de ser assumida como um estímulo ao terrorismo. É consequente com a intensificação da política de agressão e instigação à violência contra Cuba, levada inclusive àqueles países onde trabalha pessoal cubano da Saúde, em programas bilaterais de colaboração.</p>
<p>O compromisso de nossa Nação com a atuação enérgica e a condenação do terrorismo está refletido na Constituição. É absoluto e categórico contra quaisquer das suas formas e manifestações, particularmente o terrorismo de Estado, e está respaldado pela devida legislação. Existem razões demais para duvidar que o Governo dos Estados Unidos possa emitir uma afirmação tão categórica sobre sua posição perante o terrorismo.</p>
<p>Cuba manteve de maneira invariável seu apoio à paz na Colômbia e trabalhou, a partir de sua condição de Garante, na implementação do Acordo de Paz entre o Governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP), apesar de que o Governo colombiano não garantiu a proteção do referido Acordo e não assegurou seu estrito cumprimento.</p>
<p>Tal como foi exposto por canais diplomáticos, o ministério das Relações Exteriores solicita ao Governo da Colômbia conhecer qual é a sua postura acerca da condição dos Garantes no processo da Paz na Colômbia, particularmente a de Cuba.</p>
<p>Igualmente, precisa conhecer qual é a posição do Governo sobre a implementação e o cumprimento do Acordo de Paz entre o Governo da Colômbia e as FARC-EP.</p>
<p>O ministério das Relações Exteriores insta o Governo da Colômbia a declarar a sua posição oficial acerca das razões que lhe cabem para a inclusão de Cuba na lista elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e esclareça qual foi o seu papel e a postura dos seus funcionários nas trocas prévias realizadas com os Estados Unidos a esse respeito.</p>
<p>Como país que já foi vítima do terrorismo, Cuba rejeita qualquer manifestação de manipulação e oportunismo político, ao tratar de um assunto tão sensível.</p>
<p>Havana, 1º de junho de 2020</p>
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		<title>Quem não quer a paz, briga com a diplomacia</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2020 22:27:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nada que seja compatível com o convívio pacífico cabe na linguagem dos promotores de conflitos, e se lá, no grande país do Norte, aparece uma cínica acusação que indica como colaborador de terroristas o país que muito sofreu o terrorismo e que não comunga com ações desse tipo; há alguns que na Colômbia se apressam a afirmar que é verdade, porque Cuba não aceita violar os protocolos acordados para a negociação do processo de paz.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5869" alt="bandera cub" src="/files/2020/06/bandera-cub.jpg" width="300" height="252" />Entre a guerra militar interminável e a galopante impunidade dos covardes assassinatos de líderes sociais e antigos guerrilheiros, o caldo da violência armada que ferve na Colômbia não dá uma mínima chance a qualquer intenção de paz.</p>
<div>
<p>Nada que seja compatível com o convívio pacífico cabe na linguagem dos promotores de conflitos, e se lá, no grande país do Norte, aparece uma cínica acusação que indica como colaborador de terroristas o país que muito sofreu o terrorismo e que não comunga com ações desse tipo; há alguns que na Colômbia se apressam a afirmar que é verdade, porque Cuba não aceita violar os protocolos acordados para a negociação do processo de paz.</p>
<p>O assunto é que o Governo colombiano exigiu do cubano a «captura e extradição» dos líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN), que participaram dos diálogos em Cuba. Isso, obviamente, contradiz os mencionados protocolos, que definem muito bem como agir, caso ocorrer a ruptura da negociação; mas a exemplaridade diplomática da Ilha demonstra que jamais vai agir de tal forma.</p>
<p>O último dos três protocolos estabelecidos diz muito bem que, caso ocorrer a ruptura dada, é preciso garantir o retorno com segurança da delegação aos acampamentos do ELN. Isso é o que o governo de Ivan Duque pretende desconhecer, que alguns dos países garantes do processo estão lembrando que é preciso cumprir, porque são acordos de Estado.</p>
<p>Em uma entrevista recente, concedida ao jornal colombiano <em>El Tiempo</em>, o embaixador da Noruega ali, John Petersen Opdahl, afirmou: «Nossa posição é a mesma que foi do começo. Sendo co-assinantes junto com outros países garantidores deste protocolo que foi feito entre duas partes, assegurando o retorno seguro caso ruptura das negociações, temos que honrá-lo».</p>
<p>Parece que suas palavras foram proferidas para deixar bem clara a posição de todos os mediadores participantes. Depois, foi ainda mais explícito: «Temos que lembrar que Cuba, em um dado momento, aceitou a responsabilidade de ser o anfitrião das negociações, a pedido das mesmas partes. É claro, em uma negociação de paz, o país anfitrião deve garantir a segurança física e legal das delegações. Caso houver alguma dúvida acerca da capacidade de um país anfitrião de garantir a segurança, o caminho para a paz será muito mais difícil. Este princípio é válido para qualquer processo de paz no mundo».</p>
<p>Não há nada mais para dizer. Se a posição de Cuba, dita por Cuba, não é escutada ali, talvez escutem os mesmos argumentos na boca de outra pessoa.</p>
<p>Presentemente, há uma verdade irrecusável: a atitude do Governo colombiano de desconhecer o Protocolo de Ruptura do processo de paz e exigir de Cuba a captura e extradição dos membros da delegação do ELN é uma violação do acordo assinado pelo Estado colombiano com seis países garantes; um precedente muito grave que põe em perigo a procura de soluções negociadas no mundo, e que nessa nação sul-americana — ao que parece — pretendem dar com a porta na cara da paz.</p>
<p><strong>(Source: Granma)</strong></p>
</div>
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