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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Culture</title>
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		<title>‘Luna Nueva’ para o dramaturgo Amado del Pino</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Oct 2017 21:42:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literature]]></category>
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		<description><![CDATA[«O teatro tem uma vida abundante que desafia o espaço e tempo», disse em 27 de março deste ano, a afamada atriz francesa Isabelle Huppert, em seu Manifesto pelo Dia Mundial do Teatro, bela ideia que retomei após desfrutar, no complexo cultural Raquel Revuelta, localizado na avenida Línea, no Vedado, em Havana, de Luna Nueva, a mais recente proposta do grupo Vital Teatro que dirige Alejandro Palomino.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4688" alt="Amado del Pino" src="/files/2017/10/Amado-del-Pino.jpg" width="300" height="207" />«O teatro tem uma vida abundante que desafia o espaço e tempo», disse em 27 de março deste ano, a afamada atriz francesa Isabelle Huppert, em seu Manifesto pelo Dia Mundial do Teatro, bela ideia que retomei após desfrutar, no complexo cultural Raquel Revuelta, localizado na avenida Línea, no Vedado, em Havana, de Luna Nueva, a mais recente proposta do grupo Vital Teatro que dirige Alejandro Palomino.</p>
<p>A obra recopila textos escritos para personagens femininas pelo dramaturgo Amado del Pino (Cuba, 1960-Espanha 2017) em quatro de suas obras: Triángulo, uma obra de excelência acerca de emoções e encontros, estreada em 2004, precisamente por Vital Teatro; o monólogo En falso; Cuatro menos, que obteve na Espanha o Prêmio Carlos Arniche 2009, sendo Del Pino o primeiro cubano em consegui-lo, e Revolico a dúo, escrita para o grupo, em 2016.</p>
<p>A proposta de Palomino em Luna Nueva acerca desses textos de Del Pino mantém a fluidez dos diálogos e a seleção da linguagem que o dramaturgo utilizou para cada personagem e com esse conjunto logra oferecer ao público alguns das problemáticas da contemporaneidade cubana.</p>
<p>Nesse jogo teatral, Palomino consegue concertar uma dinâmica e, como princípio de Vital Teatro, o trabalho das atrizes é principal, delineando os caracteres com economia de recursos, como a cenografia, sem altissonância, mas com entrega total, na defesa do universo das personagens que atuam.</p>
<p>Os primeiros quadros (Triángulo, En falso, Cuatro menos) esteviveram bem defendidos por Nora Elena Rodríguez, Alina Molina, Gretel Cazón, Leivy Rosy e Adriana Quesada, e uma única personagem masculina (através de Marlon López ou Abel Cedre), entretanto em Revolico a dúo, que se mostra na íntegra, agradece-se a interiorização e caracterização de Yia Caamaño e Susana Ruiz.</p>
<p>Momentos antes da obra, em um premonitório domingo de chuva, depois da passagem do imponente furacão Irma, Alejandro Palomino ofereceu respostas a nossos leitores.</p>
<p>Vocês encenaram várias obras de Del Pino. Como concebeu esta?</p>
<p>«Luna Nueva é uma obra na qual na ordem dramatúrgica justamente coincidem várias personagens femininas de Amado del Pino. A maioria das personagens principais de Amado são homens, mas estes sempre foram acompanhados pelas personagens femininas, as que têm um desenvolvimento importante na ação dramática. Ele foi um homem preocupado, também, pelo papel da mulher contemporânea em Cuba e pelas decisões e elementos expressivos que pode dar a personagem feminina dentro de sua dramaturgia. Então resolvemos que as personagens femininas fossem as protagonistas de Luna Nueva, e são estas as que desenvolvem a ação dramática e demonstram, no palco, muitas das obsessões que as acompanharam em sua vida».</p>
<p>De onde tomou o título?</p>
<p>«É uma frase dita pela personagem Miriam, em Triángulo, que diz: ‘Ela olha para mim como uma lua nova e eu não posso oferecer-lhe outro rosto’».</p>
<p>Voltemos então para os caracteres femininos…</p>
<p>«Para Amado a mulher foi detonante, um catalisador na sociedade. É um ponto de vista com o qual eu coincido e justamente por isso resolvemos que foram as mulheres as protagonistas. Existe só um personagem homem, um jovem que é um referente, lembranças, na zona dos delírios. As personagens femininas são muito sólidas, com uma caracterização muito bem conseguida, têm una visão do futuro e da vida que é inegociável».</p>
<p>Em, Luna Nueva, o senhor respeita a linguagem de Amado, qualificada muitas vezes de forte e poética ao mesmo tempo?</p>
<p>«Na encenação respeitamos absolutamente aquilo que é chamado de poesia da crueza na dramaturgia de Amado. Em Luna Nueva estão as vozes femininas, essas criaturas que chegam a impor-se em suas obras».</p>
<p>A obra mantém a mesma estética do grupo…</p>
<p>«Sim, sempre trabalhamos a partir da função do ator. Nossos espetáculos são baseados no trabalho do ator. Bastante artesanal, com poucos recursos cenográficos, mais bem o contraste das cores complementares, neste caso vermelha e verde. O vestuário bastante sóbrio, entre a branca e negra. O ator e seus recursos expressivos é são eixo fundamental de nossos trabalhos e esta não é a exceção».</p>
<p>Pode-nos antecipar as próximas propostas?</p>
<p>«Estamos valorizando o teatro norte-americano. Em um dado momento nós, por justa recomendação de Amado, com quem trabalhamos 15 anos sem interrupção, devemos-lhe muito no repertório, norteou-nos para Tennessee Williams, Eugene O´Neill, Edward Albee, Arthur Miller. Agora, estamos revendo alguns textos desse teatro tão intenso e interessante».</p>
<p>Amado del Pino faleceu, vítima do câncer, aos 56 anos, justamente, em 22 de janeiro, Dia do Teatro cubano, designado em memória aos fatos que ocorreram em frente do teatro Villanueva, em 1869.</p>
<p>Há alguns anos comentei que era «muito surpreendente que um dramaturgo cubano contemporâneo tivesse simultaneamente quatro de suas obras no palco. Tal sorte coube a Amado del Pino…».</p>
<p>O público podia então escolher entre Penumbra en el noveno cuarto (Prêmio UNEAC de Teatro 2003); Tren hacia la dicha (sua obra prima em 1988); El zapato sucio (Prêmio da Crítica, Prêmio Virgilio Piñera) e Triángulo.</p>
<p>Agora, o grupo Vital Teatro e seu diretor Alejandro Palomino, com os quais tanto trabalho, honra-o com Luna Nueva e a força de suas personagens femininas.</p>
<p>A trajetória de Del Pino (teatrista, jornalista, crítico) foi vital e ascendente e sua dramaturgia é hoje, e por sempre, iniludível para a cena cubana.</p>
<p>Justamente, como percebeu a francesa Isabelle Huppert: “O teatro renasce, cada dia, de suas cinzas… tem uma vida abundante que desafia o espaço e o tempo».</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Anunciam projetos de troca cultural entre Cuba e os EUA</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2016 22:40:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
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		<description><![CDATA[A copresidente do Comitê Presidencial para as Artes e as humanidades dos Estados Unidos, Margo Lion, disse em Havana que a visita de uma delegação oficial dessa junta serviu para “sentar a base para futuras colaborações arraigadas no respeito e nas apreciações mutuas sobre a cultura de nossos países”.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4156" alt="foto pen" src="/files/2016/05/foto-pen.jpg" width="300" height="218" />A copresidente do Comitê Presidencial para as Artes e as humanidades dos Estados Unidos, Margo Lion, disse em Havana que a visita de uma delegação oficial dessa junta serviu para “sentar a base para futuras colaborações arraigadas no respeito e nas apreciações mutuas sobre a cultura de nossos países”.</p>
<p>Lion, uma produtora teatral com mais de 30 anos de experiência, durante a qual trabalhou com grandes dramaturgos, entre eles Arthur Miller, que por sinal há alguns anos também esteve em Havana, assegurou que o numeroso grupo que integrou a delegação oficial, pôde “experimentar em pessoa a vitalidade e a diversidade da cultura cubana”.</p>
<p>O Grande Teatro de Havana Alicia Alonso foi palco da entrevista coletiva oferecida pela ampla delegação como fechamento da visita à capital cubana (18 a 21 de abril).</p>
<p>A presidenta da Fundação Nacional das Artes dos Estados Unidos, Jane Chu, precisou os novos projetos de troca cultural entre Havana e Washington.</p>
<p>A distinta artista e música comentou que foram assinados dois programas de troca: um para enviar promessas das artes cênicas norte-americanas a atuar a Cuba e outro que integrará a Ilha ao plano Southern Exposure, “projetado para que artistas latino-americanos exponham e atuem nos Estados Unidos”.</p>
<p>O presidente da Fundação Nacional para as Humanidades, Williams Adams, adiantou, por seu lado, que o prestigioso Smithsonian Institution e o Conselho Nacional de Patrimônio de Cuba, assinaram uma declaração na qual se expressa o compromisso em futuras colaborações, entre elas uma próxima viagem à Ilha de uma delegação de profissionais e estudantes estadunidenses da área de conservação patrimonial.</p>
<p>Por seu lado, o secretário do Smithsonian, David Skorton, comunicou que essa instituição dedicará a Cuba a edição de 2017 de seu festival cultural Folklife, de Tradições Culturais, a ser realizado em Washington.</p>
<p>Skorton, professor de Medicina, Pediatria e Engenharia Biomédica, explicou que o Smithsonian e o Conselho Nacional de Patrimônio de Cuba assinaram um comunicado em parceria onde salientam que ambos buscam “atingir metas comuns de sustentabilidade da cultura e do meio ambiente, respeito mútuo e troca cultural entre os dois países”.</p>
<p>ALGUMAS PARADAS EM HAVANA</p>
<p>Na sede dos Estúdios de Animação do Icaic, a delegação norte-americana dialogou com diretores (Rigoberto Ló­pez, Jorge Luis Sánchez, Arturo Santana, Ma­nuel Pérez Paredes, Ernesto Padrón), atrizes e atores (Eslinda Núñez, Tomás Cao, Daniel Romero) e com o presidente desse organismo, Roberto Smith.</p>
<p>Foi lembrado que tanto o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano quanto a Escola de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños foram, há anos, espaços de confluência das cinematografias de ambos os países.</p>
<p>No Festival de Cinema participaram grandes diretores como Francis Ford Coppola, Sydney Pollack, Oliver Stone, Arthur Penn e atores do tamanho de Robert Redford, Kevin Costner, Gregory Peck e Jack Lemon.</p>
<p>O ator e produtor estadunidense de origem indiana Kal Penn — conhecido aqui por seu papel no seriado de televisão House — anunciou que em julho próximo, o programa de turnê cinematográfica internacional Sundance Film Forward, chegará a Cuba, para projetar dois filmes e estimular o diálogo com o público e os cineastas cubanos.</p>
<p>Paralelamente a essa visita oficial, nestes meses Havana foi um fervedouro fílmico norte-americano, tanto de produções de cinema como de TV. A início de ano, por exemplo, chegaram a importante atriz, roteirista e cineasta Helen Hunt e seu esposo o diretor Matthew Carnahan, para filmar o penúltimo capítulo da série House of Lies, comédia de humor negro, protagonizada pelo ator afro-norte-americano, Don Cheadle.</p>
<p>Foi a primeira vez que uma série com roteiro estadunidense é filmada em Cuba depois que ambos os países reatassem as relações diplomáticas no ano passado.</p>
<p>Neste momento, aqui se filma a oitava parte do filme Velozes e Furiosos. Já estão em Havana Vin Diesel e Michelle Rodríguez, que em sua conta de Twitter escreve: “Retorno a Havana 15 anos depois e redescubro a beleza de seu caloroso e acolhedor povo. Uma pequena relembrança do que se está perdendo o mundo material”.</p>
<p>Outra parada importante da delegação do Comitê Presidencial para as Artes e as Humanidades dos Estados Unidos foi no Museu Finca Vigía, antiga residência do Prêmio Nobel de Literatura, Ernest Hemingway.</p>
<p>Em Finca Vigia e em outros espaços da capital cubana se realizaram 15 edições do Colóquio Internacional Hemingway, sempre com acadêmicos de vários países, destacando-se como é natural dos Estados Unidos, os que abordam temas relacionados com a vida e obra de Hemingway e a preservação de seu legado.</p>
<p>Havana foi um lugar especial para Ernest Hemingay. Na Finca Vigía, situada no bairro havanês de San Francisco de Paula, escreveu um de seus romances mais famosos, O Velho e o Mar, com o qual venceu o prêmio Pulitzer, em 1953 e no ano seguinte, o Nobel de Literatura, e no hotel ‘Ambos Mundos’, no centro histórico, grande parte de Por quem os sinos dobram.</p>
<p>No Festival de Cinema de Havana de dezembro passado estreou-se Papa, o primeiro filme estadunidense filmado em Cuba nas últimas seis décadas, do expe­­riente produtor iraniano com nacionalidade es­ta­­du­ni­dense, Bob Yari, que assistiu à projeção junto aos atores protagonistas Adrian Sparks (Hemingway) e Joely Richardson (que encarna sua esposa Mary) e Mariel Hemingway, neta do grande escritor.</p>
<p>“O filme — disse Mariel — revela algo desconhecido ainda para muitas pessoas nos Estados Unidos: a conexão tão profunda que meu avô tinha com Cuba. Esta Ilha foi para ele um lar, durante mais de 30 anos, e considerava os cubanos sua família”.</p>
<p>A Universidade das Artes ou Instituto Superior de Arte (ISA) foi estada obrigada, já que ali estudam uns três mil jovens, segundo apontou seu reitor, Rolando González Patricio.</p>
<p>A influente produtora teatral, Margo Lion, qualificou de extraordinário o encontro onde puderam verificar — disse— “o respeito que tem Cuba para os artistas e para a vida criativa. Foi uma grande inspiração vir a esta escola que prepara gratuitamente estudantes em diversas especialidades da arte. Nós, em nosso país, temos que trabalhar na criação de escolas como esta”.</p>
<p>Lion considerou que “a arte e a cultura constroem empatia, entendimento entre os povos e através disso podemos construir pontes”.</p>
<p>O Museu Nacional das Belas Artes, Coleção Cubana, a escola primária Miguel Fernández Roig, no município de Centro Habana, também centraram a atenção da delegação norte-americana, entre cujos membros estavam reconhecidos artistas, como o cantor Usher, que há alguns meses surpreendesse com uma visita privada a Havana; o músico e produtor William Smokey Robinson, cofundador da célebre gravadora Motown Records; o violinista Joshua Bell, autor de sete discos números um na Billboard Classical, e vencedor de um Oscar pela trilha sonora do filme The Red Violin; o cantor e ator Jhon Lloyd Young; o vocalista, violonista e compositor vencedor do Grammy Dave Matthews, líder da banda de rock Dave Matthews Band e a soprano porto-riquenha Larisa Mar­tínez.</p>
<p>Bell tocou um trecho de uma obra de Bach para as crianças, enquanto Usher cantou La Guantanamera e Cuba que linda es Cuba junto aos pequenos e Robinson, incluído no Hall da Fama do Rock, lembrava a influência da arte da Ilha na carreira dele: “eu cresci escutando jazz cubano. Eu gostaria de dialogar com músicos cubanos, porque amo a música deste país”.</p>
<p>Referindo-se ao bloqueio de seu país contra Cuba (ainda que lhe chamem de embargo), Robinson expressou sobre a possibilidade de que artistas cubanos sejam contratados por gravadoras estadunidenses e as oportunidades que gera esta visita. “Acredito que tudo está abrindo-se e esta viagem contribuirá para isso. Desde que estou aqui ouvi muitos músicos maravilhosos e acho que têm boas possibilidades de assinar contrato com gravadoras dos Estados Unidos”.</p>
<p>Destacaram no grupo a diretora artística do Balé de Miami, Lour­des López e a ativista política e atriz afro-norte-americana Alfre Woodard, lembrada pelas séries televisivasDesperate Housewives, State of afaire e The Last Ship.</p>
<p>Muito boa notícia a visita da delegação oficial do Comitê Presidencial para as Artes e as Humanidades dos Estados Unidos. Pode cooperar nesse “estender pontes”, mas práticas, entre intelectuais e artistas de ambos os países, pois na Ilha a cultura norte-americana, cinema, literatura, música e artes plásticas sempre estiveram presente.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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