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	<title>Cubadebate (Português) &#187; CIA</title>
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		<title>A Genialidade de Chávez</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 14:43:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Chávez]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente Chávez apresentou perante o Parlamento da Venezuela seu relatório sobre a atividade realizada em 2011 e o programa a executar no presente ano. Depois de cumprir rigorosamente as formalidades que demanda essa importante atividade, falou na Assembléia às autoridades oficiais do Estado, aos parlamentares de todos os partidos, e aos simpatizantes e adversários que o país reúne em seu ato mais solene.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Chávez apresentou perante o Parlamento da Venezuela seu relatório sobre a atividade realizada em 2011 e o programa a executar no presente ano. Depois de cumprir rigorosamente as formalidades que demanda essa importante atividade, falou na Assembléia às autoridades oficiais do Estado, aos parlamentares de todos os partidos, e aos simpatizantes e adversários que o país reúne em seu ato mais solene.</p>
<p>O líder bolivariano foi amável e respeitoso com todos os presentes como é habitual nele. Se algum lhe solicitava o uso da palavra para algum esclarecimento, concedia-lhe logo essa possibilidade. Quando uma parlamentar, que o tinha cumprimentado amavelmente igual que outros adversários, solicitou falar, interrompeu seu relatório e lhe passou a palavra, num gesto de grande altura política. Chamou minha atenção a dureza extrema com que o Presidente foi repreendido com frases que colocaram a prova sua gentileza e sangue frio. Aquilo constituía uma ofensa inquestionável, embora não fosse a intenção da parlamentar. Só ele foi capaz de responder com serenidade ao insultante qualificativo de “ladrão” que ela utilizou para julgar a conduta do Presidente pelas leis e medidas adotadas.</p>
<p>Depois de corroborar o termo exato empregado, respondeu à solicitude individual de um debate com uma frase elegante e sossegada “Águia não caça moscas”, e sem acrescentar mais uma palavra, continuou serenamente sua exposição.</p>
<p>Foi uma prova insuperável de mente ágil e autocontrole. Outra mulher, de indubitável estirpe humilde, com emotivas e profundas palavras expressou o assombro por aquilo que tinha visto e fez estourar o aplauso da maioria esmagadora ali presente, que pelo estampido dos mesmos, parecia proceder de todos os amigos e muitos dos adversários do Presidente.</p>
<p>Mais de nove horas empregou Chávez em seu discurso de prestação de contas sem que diminuísse o interesse suscitado por suas palavras e, talvez devido ao incidente foi ouvido por incalculável número de pessoas. Para mim, que muitas vezes abordei árduos problemas em extensos discursos fazendo sempre o máximo esforço para que as idéias que desejava transmitir fossem compreendidas, não consigo me explicar como aquele soldado de modesta origem era capaz de manter com sua mente ágil e seu talento ímpar tal desdobramento oratório sem perder sua voz nem diminuir sua força.</p>
<p>A política para mim é o combate amplo e resoluto das idéias. A publicidade é tarefa dos publicitários, que talvez conhecem as técnicas para fazer com que os ouvintes, espectadores e leitores façam o que se lhes diz. Se tal ciência, arte ou como lhe chamem, fosse empregue para o bem dos seres humanos, mereceriam algum respeito; o mesmo que merecem aqueles que ensinam às pessoas o hábito de pensar.</p>
<p>No cenário da Venezuela se leva a cabo hoje um grande combate. Os inimigos internos e externos da revolução preferem o caos, como afirma Chávez, antes que o desenvolvimento justo, ordenado e pacífico do país. Acostumado a analisar os fatos acontecidos durante mais de meio século, e de observar cada vez com maiores elementos de juízo a perigosa história de nosso tempo e o comportamento humano, a gente aprende quase a predizer o desenvolvimento futuro dos acontecimentos.</p>
<p>Promover uma Revolução profunda não era tarefa fácil na Venezuela, um país de gloriosa história, mas imensamente rico em recursos de vital necessidade para as potências imperialistas que têm traçado e ainda traçam pautas no mundo.</p>
<p>Líderes políticos do estilo de Rómulo Betancourt e Carlos Andrés Pérez, careciam de qualidades pessoais mínimas para realizar essa tarefa. O primeiro era, além disso, excessivamente vaidoso e hipócrita. Teve oportunidades demais para conhecer a realidade venezuelana. Em sua juventude tinha sido membro do Birô Político do Partido Comunista da Costa Rica. Conhecia muito bem a história da América Latina e o papel do imperialismo, os índices de pobreza e a pilhagem despiedosa dos recursos naturais do continente. Não podia ignorar que num país imensamente rico como a Venezuela, a maioria do povo vivia em extrema pobreza. Os materiais fílmicos estão nos arquivos e constituem provas irrebatíveis daquelas realidades.</p>
<p>Como tantas vezes tem explicado Chávez, Venezuela durante mais de meio século foi o maior exportador de petróleo no mundo; navios de guerra europeus e ianques nos começos do século XX intervieram para apoiar um governo ilegal e tirânico que entregou o país aos monopólios estrangeiros. É bem conhecido que incalculáveis fundos saíram para engrossar o patrimônio dos monopólios e da própria oligarquia venezuelana.</p>
<p>Basta-me lembrar que quando visitei Venezuela por primeira vez, depois do triunfo da Revolução, para agradecer sua simpatia e apoio a nossa luta, o petróleo valia apenas dois dólares o barril.</p>
<p>Quando viajei depois para assistir à tomada de posse de Chávez, no dia que jurou sobre a “moribunda Constituição” que sustentava Calderas, o petróleo valia 7 dólares o barril, apesar dos 40 anos decorridos desde a primeira visita e quase 30 desde que o “benemérito” Richard Nixon tinha declarado que o câmbio metálico do dólar deixava de existir e os Estados Unidos começaram a comprar o mundo com papeis. Durante um século a nação foi fornecedora de combustível barato à economia do império e exportadora líquida de capital para os países desenvolvidos e ricos.</p>
<p>Por que predominaram durante mais de um século estas nojentas realidades?</p>
<p>Os oficiais das Forças Armadas da América Latina tinham suas escolas privilegiadas nos Estados Unidos, onde os campeões olímpicos das democracias os educavam em cursos especiais destinados a preservar a ordem imperialista e burguesa. Os golpes de Estado seriam bem-vindos desde que estivessem destinados a “defender as democracias”, preservar e garantir tão repugnante ordem, em aliança com as oligarquias; se os eleitores sabiam ou não ler e escrever, se tinham ou não moradias, emprego, serviços médicos e educação, isso carecia de importância desde que o sagrado direito à propriedade fosse sustentado. Chávez explica essas realidades magistralmente. Ninguém como ele conhece o que acontecia nos nossos países.</p>
<p>O que era ainda pior, o caráter sofisticado das armas, a complexidade na exploração e no uso do armamento moderno que precisa de anos de aprendizado, e a formação de especialistas altamente qualificados, o preço quase inacessível das mesmas para as economias fracas do continente, criava um mecanismo superior de subordinação e dependência. O Governo dos Estados Unidos através de mecanismos que nem sequer consultam os governos, traça pautas e determina políticas para os militares. As técnicas mais sofisticadas de torturas eram transmitidas aos chamados corpos de segurança para interrogar aos que se revoltavam contra o imundo e repugnante sistema de fome e exploração.</p>
<p>Apesar disso, não poucos oficiais honestos, aborrecidos por tantas desvergonhas, tentaram valentemente erradicar aquela vexatória traição à história de nossas lutas pela independência.</p>
<p>Na Argentina, Juan Domingo Perón, oficial do Exército, foi capaz de formular uma política independente e de raiz operária em seu país. Um sangrento golpe militar o derrocou, o expulsou de seu país, e o manteve exilado desde 1955 até 1973. Anos mais tarde, sob a égide dos ianques, assaltaram de novo o poder, assassinaram, torturaram e desapareceram a dezenas de milhares de argentinos, e nem sequer foram capazes de defender o país na guerra colonial contra Argentina que a Inglaterra levou a cabo com o apoio cúmplice dos Estados Unidos e do capanga Augusto Pinochet, com sua coorte de oficiais fascistas formados na Escola das Américas.</p>
<p>Em  São Domingos, o Coronel Francisco Caamaño Deñó; no Peru, o General Velazco Alvarado; em Panamá, o General Omar Torrijos; e em outros países capitães e oficiais que sacrificaram suas vidas anonimamente, foram as antíteses das condutas traidoras personificadas em Somoza, Trujillo, Stroessner e as sanguinárias tiranias de Uruguai, El Salvador e outros países da América Central e da América do Sul. Os militares revolucionários não expressavam pontos de vista teoricamente elaborados em detalhes, e ninguém tinha direito a exigir para eles, porque não eram acadêmicos educados em política, mas homens com sentido da honra que amavam seu país.</p>
<p>Contudo, é preciso ver até onde são capazes de chegar pelas sendas da revolução homens de tendência honesta, que repudiam a injustiça e o crime.</p>
<p>Venezuela constitui um brilhante exemplo do papel teórico e prático que os militares revolucionários podem desempenhar na luta pela independência de nossos povos, como já o fizeram há dois séculos sob a genial direção de Simón Bolívar.</p>
<p>Chávez, um militar venezuelano de origem humilde, irrompe na vida política da Venezuela inspirado nas idéias do libertador da América. A respeito de Bolívar, fonte inesgotável de inspiração, Martí escreveu: “ganhou batalhas sublimes com soldados descalços e meio nus […] jamais se lutou tanto, nem se combateu melhor, no mundo pela liberdade…”</p>
<p>“… de Bolívar ―disse― pode-se falar com uma montanha por tribuna […] ou com um feixe de povos livres no punho…”</p>
<p>“… o que ele não deixou feito, sem fazer está até hoje; porque Bolívar ainda tem coisas a fazer na América.”</p>
<p>Mais de meio século depois o insigne e laureado poeta Pablo Neruda escreveu sobre Bolívar um poema que Chávez repete com freqüência. Em sua estrofe final expressa:</p>
<p>“Conheci Bolívar numa manhã longa,</p>
<p>em Madri, na boca do Quinto Regimento,</p>
<p>Pai, disse-lhe, és ou não és ou quem és?</p>
<p>E olhando para o Quartel da Montanha, disse:</p>
<p>‘Desperto cada cem anos quando desperta o povo’.”</p>
<p>Mas o líder bolivariano não se limita à elaboração teórica. Suas medidas concretas não se fazem esperar. Os países caribenhos de fala inglesa, aos que modernos e luxuosos navios cruzeiros ianques lhe disputavam o direito de receber turistas em seus hotéis, restaurantes e centros de recreação, não poucas vezes de propriedade estrangeira mas que pelo menos geravam emprego, agradecerão sempre à Venezuela o combustível fornecido por esse país com facilidades especiais de pagamento, quando o barril atingiu preços que por vezes ultrapassavam os 100 dólares<strong>.</strong></p>
<p>O pequeno Estado da Nicarágua, pátria de Sandino, “General de Homens Livres”, onde a Agência Central de Inteligência através de Luis Posada Carriles, depois de ser resgatado de uma prisão venezuelana, organizou o intercâmbio de armas por drogas que custou milhares de vidas e mutilados a esse heróico povo, também tem recebido o apoio solidário da Venezuela. São exemplos sem precedentes na história deste hemisfério.</p>
<p>O ruinoso Acordo de Livre Comércio que os ianques pretendem impor à América Latina, como fez com o México, converteria os países latino-americanos e caribenhos não só na região do mundo onde pior está distribuída a riqueza, que de fato já é, mas também num gigantesco mercado onde até o milho e outros alimentos que são fontes históricas de proteína vegetal e animal seriam deslocados pelos cultivos subsidiados dos Estados Unidos, como já está acontecendo em território mexicano.</p>
<p>Os automóveis de uso e outros bens deslocam os da indústria mexicana; tanto as cidades quanto os campos perdem sua capacidade de emprego, o comércio de drogas e armas cresce; jovens quase adolescentes com apenas 14 ou 15 anos, em número crescente, são convertidos em terríveis delinqüentes. Jamais se viu que ônibus ou outros veículos lotados de pessoas, que inclusive pagaram para serem transportados ao outro lado da fronteira à procura de emprego, fossem seqüestrados e eliminados de forma maciça. As cifras conhecidas crescem de ano para ano. Mais de 10 mil pessoas já estão perdendo a vida a cada ano.</p>
<p>Não é possível analisar a Revolução Bolivariana sem tomar em conta estas realidades.</p>
<p>As forças armadas, em tais circunstâncias sociais, vêem-se forçadas a intermináveis e esbanjadoras guerras.</p>
<p>Honduras não é um país industrializado, financeiro ou comercial, nem sequer um grande produtor de drogas, contudo algumas das suas cidades quebram o recorde de mortes por violência por causa das drogas. Ali se ergue, não obstante, o estandarte de uma importante base das forças estratégicas do Comando Sul dos Estados Unidos. O que ali acontece e está acontecendo já em mais de um país latino-americano é o dantesco quadro assinalado, dos quais alguns países começaram a sair. Entre eles, e em primeiro lugar a Venezuela, mas não só porque possui quantiosos recursos naturais, senão porque os resgatou da avareza insaciável das transnacionais estrangeiras e tem desatado consideráveis forças políticas e sociais capazes de atingir grandes avanços. A Venezuela de hoje é outra bem diferente da que conheci há só 12 anos, e já nessa altura me impressionou profundamente, ao ver que como ave Fênix ressurgia de suas históricas cinzas.</p>
<p>Aludindo ao misterioso computador de Raúl Reyes, nas mãos dos Estados Unidos e da CIA, a partir do ataque organizado e fornecido por eles em pleno território equatoriano, que assassinou o substituto de Marulanda e a vários jovens latino-americanos desarmados, têm lançado a versão de que Chávez apoiava a “organização narco-terrorista das FARC”. Os verdadeiros terroristas e narcotraficantes na Colômbia têm sido os paramilitares que forneciam aos traficantes norte-americanos as drogas que são vendidas no maior mercado de entorpecentes do mundo: os Estados Unidos.</p>
<p>Nunca falei com Marulanda, mas sim com escritores e intelectuais honrados que chegaram a conhecê-lo bem. Analisei seus pensamentos e sua história. Era, sem dúvidas, um homem valente e revolucionário, o qual não hesito em afirmar. Expliquei que não coincidia com ele em sua concepção tática. A meu ver, dois ou três mil homens haveriam sido mais do que suficientes para derrotar no território da Colômbia um exército regular convencional. Seu erro era conceber um exército revolucionário armado com quase tantos soldados como o adversário. Isso era sumamente custoso e virtualmente impossível de manejar.</p>
<p>Hoje a tecnologia tem mudado muitos aspectos da guerra; as formas de luta também mudam. De fato o enfrentamento das forças convencionais, entre potências que possuem a arma nuclear, tem-se tornado impossível. Não é necessário possuir os conhecimentos de Albert Einstein, Stephen Hawking e milhares de outros cientistas para compreender isso. É um perigo latente e o resultado se conhece ou se deveria conhecer. Os seres pensantes poderiam tardar milhões de anos para voltarem a povoar o planeta.</p>
<p>Apesar de tudo, sustento o dever de lutar, que é uma coisa de por si inata no homem, procurar soluções que lhe permitam uma existência mais razoada e digna.</p>
<p>Desde que conheci Chávez, já na presidência da Venezuela, desde a etapa final do governo de Pastrana, sempre o vi interessado pela paz na Colômbia, e facilitou as reuniões entre o governo e os revolucionários colombianos que tiveram por sede a Cuba, entenda-se bem, para um acordo verdadeiro de paz e não uma rendição.</p>
<p>Não me lembro ter escutado nunca a Chávez promover na Colômbia outra coisa que não fosse a paz, e também não mencionar a Raúl Reyes. Sempre abordávamos outros temas. Ele aprecia particularmente aos colombianos; milhões deles moram na Venezuela e todos beneficiam das medidas sociais adotadas pela Revolução, e o povo da Colômbia o aprecia quase tanto como o da Venezuela.</p>
<p>Desejo expressar minha solidariedade e estima para com o General Henry Rangel Silva, Chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas, e recém-designado Ministro para a Defesa da República Bolivariana. Tive a honra de conhecê-lo quando em meses já distantes visitou a Chávez em Cuba. Consegui constatar nele um homem inteligente e sadio, capaz e ao mesmo tempo modesto. Ouvi seu discurso sereno, valente e claro, que inspirava confiança.</p>
<p>Dirigiu a organização da parada militar mais perfeita que tenho visto de uma força militar latino-americana, que esperamos sirva de alento e exemplo a outros exércitos irmãos.</p>
<p>Os ianques nada têm a ver com essa parada militar e não seriam capazes de fazê-lo melhor.</p>
<p>É muito injusto criticar Chávez pelos recursos investidos nas excelentes armas que ali foram exibidas. Tenho a certeza de que jamais serão utilizadas para agredir um país irmão. As armas, os recursos e os conhecimentos deverão marchar pelas sendas da unidade para formar na América, como sonhou O Libertador, “…a maior nação do mundo, menos por sua extensão e riqueza do que por sua liberdade e glória”.</p>
<p>Tudo nos une mais que a Europa ou aos próprios Estados Unidos, salvo a falta de independência que nos têm imposto durante 200 anos.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2012/01/firma120125-re-la-genialidad-de-chavez-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>25 de janeiro de 2012</strong></p>
<p><strong> 20h32.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cronica de uma vida dedidcada à humanidade</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2012/01/16/cronica-de-uma-vida-dedidcada-humanidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 00:21:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Fidel Castro]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos em enero mês de ollas fuertes rompiendo en el malecón,tardes frias, as veces gris, viento corando las mejillas. Quarenta e dos anos 42 años de mi segundo dia em Havana. En áquel entonces habian intentado matar Fidel ñ veces. Lo mataban de todo formas y maneras. Envenenado, assassinado, emboscadas.. Los periódicos corriam dar la famosa noticia - Fidel há muerto. Flotas marítimas, aviones, los noticieros em polvorosa, reuniones formando delegaciones de todos los estados americanos, a espera del toque para echarem al mar, o al ar invadir la Republica de Cuba. Asi fueron los diez anos que pasé na isla más linda del Caribe.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Marilia Guimaraes<br />
</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2400" src="/files/2012/01/fidel-castro.jpg" alt="" width="300" height="250" />Estamos em enero mês de ollas fuertes rompiendo en el malecón,tardes frias, as veces gris, viento corando las mejillas. Quarenta e dos anos 42 años de mi segundo dia em Havana.</p>
<p>En áquel entonces habian intentado matar Fidel ñ veces. Lo mataban de todo formas y maneras. Envenenado, assassinado, emboscadas.. Los periódicos corriam dar la famosa noticia &#8211; Fidel há muerto.</p>
<p>Flotas marítimas, aviones, los noticieros em polvorosa, reuniones formando delegaciones de todos los estados americanos, a espera del toque para echarem al mar, o al ar invadir la Republica de Cuba.</p>
<p>Asi fueron los diez anos que pasé na isla más linda del Caribe.</p>
<p>Todos los mandantes de turno se fueron: Más Canosa que pasó su vida a espera para governar Cuba, Kennedy assassinado por la CIA, Ronaldo Reagan, el clan de los Kennedy y tantos otros.</p>
<p>Desmentindo los falsos boatos Fidel aparecia em su ropa verde olivo, más fuerte que nunca, y seguia en la batalla enfrentando el bloqueo.<br />
Um dia, como suele acontecer a los seres humanos normales se enfermó. El mundo enloqueció. Rumores de su muerte, de la seriedad de su enfermedad eran la pauta del dia de todos los noticieros y periódicos del mundo. Periodistas en el afan del furo periodistico tentavan entrar clandestinamente en Cuba para saber ser dar la noticia fatal. Ahora, si decian los ceifadores de la felicidade ajena. Organizarón brigadas, prepararón aviones de guerra, comissiones se dejan el lujo de preparar la transición del gobierno de la isla desde Miami.</p>
<p>Fidel a los póquitos va se recuperando. Cuba siguia intrépida el curso de su história. Um dia menos pensado Fidel escribi su primera reflexão que es publicada en todo el mundo.</p>
<p>La esperada fiesta de los 80 anos aconteció linda, magistralmente bela, con él todavia em recuperacion mirando por la televisión.<br />
Por suerte pude cantar al final del show em la Tribuna anti-imperialista &#8220;La vitória de Sara Gonzalez&#8221; – la trovada más amada del planeta, que me perdonem las que tambien amo, comemorando la recperación de nuestro gran Comandante.</p>
<p>Fidel a los póquitos va se recuperando. Cuba siguia intrépida el curso de su história. Um dia menos pensado Fidel escribi su primera reflexão que es publicada en todo el mundo.</p>
<p>De reflexión em reflexión, ayuda Chavez superar su câncer, encontra personalmente con su pueblo, visita Sara en el hospital para darle el gusto e verlo, habla horas con los intelectuales del mundo, durante la Feira Internacional de libros em Habana.</p>
<p>De nuevo la vieja, falsa y asquerosa noticia – Fidel há muerto.</p>
<p>A quienes pueden interessar su muerte: el Gobierno de los Estados Unidos, los Miameiro olyendo a gordura de los Mac Donald´s, la derecha del mundo? Para que?</p>
<p>La revolución cubana está consolidada. No existe retrocesso en la história de la humanidad.</p>
<p>Para  nosotros – los que nunca nos doblegamos, los que queremos sano y feliz como Oscar Niemeyer haciendo lo que es posible en este momento de sus vidas. Siempre lo comemoramos.</p>
<p>Para decir a bien de la verdad es trágico observar la gran prensa destilando el mismo ódio de los antigos governantes norte americanos, de los mercenários y assassinos como  Posada Carilles. Manipulando la opinión pública mundial através de falsas noticias con la finalidad de desestabilizar los avanços de la Revolución que si se dierón en Cuba, apesar del bloqueo.</p>
<p>Senhores, Fidel Castro Ruz – el companero intranable, va muy bien. Sus neurônios funcionan a todo vapor. Su corazón um donador nato de amor a la humanidad sigue firme e intenso.</p>
<p>Como dicen el dictado. Esperem sentados. Porque de pié van quedar cansados, mientras nosotros y me sumo a ellos seguiremos abrindo junto a Fidel &#8220;Grandes avenidas ainda se abrirão por onde passará o homem livre! –como dijo Salvador Allende.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>A esmagadora vitória de Daniel e da FSLN</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 14:18:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Ortega]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Nicaragua]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[No mundo atual os problemas são sumamente complexos e difíceis. Porém, enquanto o mundo exista os países pequenos podemos e devemos exercer nossos direitos à independência, à cooperação, ao desenvolvimento e à paz.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há 72 horas, no domingo 6 de novembro houve uma eleição geral em que Daniel Ortega e a FSLN da Nicarágua obtiveram uma vitória esmagadora.</p>
<p>Quis o azar que no dia seguinte se completasse o 94º aniversário da gloriosa Revolução Socialista Soviética. Páginas inapagáveis da história foram escritas por operários, camponeses e soldados russos, e o nome de Lenine brilhará sempre entre os homens e mulheres que sonham com um destino justo para a humanidade.</p>
<p>Esses temas são cada vez mais complexos e nunca serão suficientes os esforços envidados para educar as novas gerações. Por isso dedico hoje um espaço para comentar este fato, no meio de tantos que acontecem diariamente no planeta e dos quais chegam notícias por um número crescente de vias apenas imaginadas há umas décadas.</p>
<p>Devo dizer que as eleições na Nicarágua foram ao estilo tradicional e burguês, que nada tem de justo ou eqüitativo, visto que os setores oligárquicos, de caráter antinacional e pró-imperialistas dispõem como norma do monopólio dos recursos econômicos e publicitários, que em geral, e de modo especial em nosso hemisfério, estão ao serviço dos interesses políticos e militares do império, o que destaca a magnitude da vitória sandinista.</p>
<p>É uma verdade que se conhece bem em nossa Pátria desde que Martí tombou em Dos Ríos, a 19 de maio de 1895, para “impedir a tempo com a independência de Cuba que se estendam pelas Antilhas os Estados Unidos e caiam, com mais essa força, sobre nossas terras da América”. Nunca nos cansaremos de o repetir, especialmente depois que nosso povo tem sido capaz de suportar duramente meio século de bloqueio econômico sustido, e as mais brutais agressões desse império.</p>
<p>No entanto, não é o ódio o que move nosso povo, são as idéias. Delas nasceu nossa solidariedade com o povo de Sandino, o General de homens livres, cujos fatos liamos com admiração  quando, já lá vão mais de 60 anos, éramos estudantes universitários e sem as maravilhosas perspectivas culturais dos que dentro de poucos dias, junto aos do ensino médio, participarão naquilo que constitui uma formosa tradição: o Festival Universitário do Livro e da Leitura.</p>
<p>A morte heróica do herói nicaragüense, que lutou contra os ocupantes ianques de seu território, foi sempre uma fonte de inspiração para os revolucionários cubanos. Nada tem de esquisito, nossa solidariedade com o povo nicaragüense, expressada desde os primeiros dias do triunfo revolucionário em Cuba, em 1 de janeiro de 1959.</p>
<p>O jornal Granma nos lembrava ontem dia 8 da morte heróica em novembro de 1976, apenas dois anos e meio da vitória, do fundador da FSLN Carlos Fonseca Amador, “guia vencedor da morte”, como diz uma bela música escrita em sua memória, “noivo da Pátria Vermelha-negra, Nicarágua inteira te grita presente”.</p>
<p>A Daniel o conheço bem; nunca adotou posições extremistas e foi sempre invariavelmente fiel a princípios básicos. Responsabilizado com a Presidência a partir de uma direção política colegiada, caracterizou-se por sua conduta respeitosa diante dos pontos de vista dos companheiros de tendências surgidas dentro do Sandinismo em determinada etapa da luta antes do triunfo. Tornou-se assim num fator de unidade entre os revolucionários e manteve constantes contatos com o povo. A isso se deveu a grande ascendência que adquiriu entre os setores mais humildes da Nicarágua.</p>
<p>A profundeza da Revolução Sandinista lhe ganhou o ódio da oligarquia nicaragüense e do imperialismo ianque.</p>
<p>Os crimes mais atrozes foram levados a cabo contra seu país e seu povo, na guerra suja que Reagan e Bush promoveram desde a presidência e a Agência Central de Inteligência.</p>
<p>Numerosos bandos contra-revolucionários foram organizados, treinados e abastecidos por eles; o tráfico de drogas se converteu em instrumento de financiamento da contra-revolução e dezenas de milhares de armas introduzidas no país ocasionaram a morte ou a mutilação de milhares de nicaragüenses.</p>
<p>Os sandinistas mantiveram as eleições no meio daquela batalha desigual e injusta.</p>
<p>A esta situação se adicionou o derrubamento do campo socialista, a iminente desintegração da URSS e o início do Período Especial em nossa Pátria. Em tais difíceis circunstâncias e apesar do apoio majoritário do povo nicaragüense, expressado em todas as sondagens de opinião, tornou-se impossível uma eleição vitoriosa.</p>
<p>O povo nicaragüense foi obrigado a suportar de novo quase 17 anos de governos corrompidos e pró-imperialistas. Os indicadores de saúde, alfabetização e justiça social instaurados na Nicarágua, começaram a descender dolorosamente. Não obstante, os revolucionários sandinistas sob a direção de Daniel continuaram sua luta ao longo daqueles amargos anos, e de novo o povo recuperou o governo, ainda que em condições sumamente difíceis que exigiam o máximo de experiência e sabedoria política.</p>
<p>Cuba continuava sob o brutal bloqueio ianque, sofrendo também as duras conseqüências do Período Especial e da hostilidade de um dos piores assassinos que tem governado os Estados Unidos, George W. Bush, o filho do pai que tinha promovido a guerra suja na Nicarágua, a liberdade do terrorista Posada Carriles para distribuir armas entre os contra-revolucionários da Nicarágua e indultou Orlando Bosch, o outro autor do Crime de Barbados.</p>
<p>Contudo, uma nova etapa se iniciava em nossa América com a Revolução Bolivariana na Venezuela e o ascenso ao poder no Equador, na Bolívia, no Brasil, no Uruguai, na Argentina e no Paraguai, de governos comprometidos com a independência e a integração dos povos latino-americanos.</p>
<p>Com satisfação posso afirmar também que a solidariedade de Cuba com a pátria de Sandino jamais cessou no campo da solidariedade política e social. Devo assinalar com toda justiça que a Nicarágua foi dos países que melhor utilizou a colaboração de Cuba na saúde e na educação.</p>
<p>Os milhares de médicos que têm prestado seus serviços nesse heróico país irmão, sentem-se realmente estimulados pelo excelente uso e o emprego que os sandinistas têm dado a seus esforços. Mesma coisa pode se afirmar relativamente aos milhares de professores que um dia, na primeira fase do processo, enviaram às montanhas mais afastadas para ensinar a ler e escrever aos camponeses. Hoje as experiências educativas em geral, e de modo especial as práticas do ensino médico derivadas da Escola Latino-americana de Medicina, onde são formados milhares de excelentes médicos, têm sido deslocadas para a Nicarágua. Tais realidades constituem um excelente estímulo para nosso povo.</p>
<p>Esses detalhes que menciono não constituem mais do que um exemplo do fecundo esforço dos revolucionários sandinistas em prol do desenvolvimento de sua Pátria.</p>
<p>O fundamental do papel de Daniel e da razão, a meu ver, de sua esmagadora vitória, é que nunca se afastou dos contatos com o povo e a incessante luta por seu bem-estar.</p>
<p>Hoje é um líder verdadeiramente experimentado que foi capaz de manejar situações complexas e difíceis a partir dos anos em que seu país esteve de novo sob a égide do capitalismo rapaz. Sabe conduzir problemas complicados de forma inteligente, o que pode e o que não pode, o que deve ou não deve fazer para garantir a paz e o avanço sustentável do desenvolvimento econômico e social do país. Sabe muito bem que a seu povo heróico e valente deve a irrefutável vitória, por sua ampla participação e quase dois terços dos votos a seu favor. Foi capaz de se vincular estreitamente com os operários, com os camponeses, os estudantes, os jovens, as mulheres, os técnicos, os profissionais, os artistas e todos os setores e forças progressistas que sustentam e fazem avançar o país. É, segundo minha opinião, muito correto o apelo a todas as forças políticas democráticas dispostas a trabalhar pela independência e o desenvolvimento econômico e social do país.</p>
<p>No mundo atual os problemas são sumamente complexos e difíceis. Porém, enquanto o mundo exista os países pequenos podemos e devemos exercer nossos direitos à independência, à cooperação, ao desenvolvimento e à paz.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/11/firma-de-fidel-9-de-noviembre-de-2011-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>9 de novembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 20h12.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A vontade de aço (Segunda parte &#8211; final)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 13:52:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando em 1976 aconteceram os mais graves atos de terrorismo contra Cuba e, de maneira especial, a destruição em pleno vôo da aeronave cubana que decolou de Barbados levando 73 pessoas a bordo - dentre eles, pilotos, comissárias de bordo e pessoal auxiliar que prestava seus nobres serviços nessa linha, toda a equipe juvenil que tinha conseguido todas as medalhas de ouro que eram disputadas no Campeonato Centro-americano e do Caribe de Esgrima; os passageiros cubanos e de outros países que viajavam confiados naquele avião -, os fatos provocaram tal indignação, que na Praça da Revolução reuniu-se por ocasião das honras fúnebres, a mais extraordinária e multitudinária concentração que eu jamais tinha visto e da qual existe testemunho gráfico.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando em 1976 aconteceram os mais graves atos de terrorismo contra Cuba e, de maneira especial, a destruição em pleno vôo da aeronave cubana que decolou de Barbados levando 73 pessoas a bordo &#8211; dentre eles, pilotos, comissárias de bordo e pessoal auxiliar que prestava seus nobres serviços nessa linha, toda a equipe juvenil que tinha conseguido todas as medalhas de ouro que eram disputadas no Campeonato Centro-americano e do Caribe de Esgrima; os passageiros cubanos e de outros países que viajavam confiados naquele avião -, os fatos provocaram tal indignação, que na Praça da Revolução reuniu-se por ocasião das honras fúnebres, a mais extraordinária e multitudinária concentração que eu jamais tinha visto e da qual existe testemunho gráfico. As cenas de dor foram e ainda são inesquecíveis. Talvez nenhum dirigente dos Estados Unidos, e muitos no mundo não tiveram a possibilidades de vê-las. Seria ilustrativo que essas cenas fossem divulgadas pela mídia para perceber bem as motivações de nossos heróicos combatentes antiterroristas.</p>
<p>Bush pai era já um importante oficial dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, quando estes receberam a missão de organizar a contra-revolução  em Cuba. A CIA criou na Flórida sua maior base de operações no hemisfério ocidental. Ela responsabilizou-se por todas as ações subversivas realizadas em Cuba, incluindo as tentativas de assassinato contra os líderes da Revolução e também pelos planos e cálculos que, de terem sido bem sucedidos houvessem significado um enorme número de baixas por ambas as partes devido a decisão de nosso povo, demonstrada em Girón, de lutar até a última gota de sangue. Bush nunca percebeu que a vitória de Cuba salvou muitas vidas tanto cubanas quanto norte-americanas.</p>
<p>O crime monstruoso de Barbados aconteceu quando já ele era chefe da CIA, quase com tanta autoridade como o Presidente Ford.</p>
<p>No mês de junho desse próprio ano convocou em Bonao, na República Dominicana, uma reunião para criar a Coordenação de Organizações Revolucionárias Unidas sob a supervisão pessoal de Vernon Walters, naquela altura Diretor adjunto da CIA. Observe-se bem: “Organizações Revolucionárias Unidas”.</p>
<p>Orlando Bosch e Posada Carriles, agentes ativos dessa instituição foram nomeados como líderes dessa organização. Iniciou-se assim uma nova etapa de atos terroristas contra Cuba. No dia 6 de outubro de 1976, Orlando Bosch e Posada Carriles dirigem pessoalmente a sabotagem no intuito de fazer explodir durante o vôo o avião de <em>Cubana</em>.</p>
<p>As autoridades prenderam os envolvidos, os quais foram levados para a Venezuela.</p>
<p>O escândalo foi tão grande que o governo desse país, então aliado dos Estados Unidos e cúmplice de seus crimes dentro e fora da Venezuela viu-se obrigado a colocá-los a disposição dos tribunais venezuelanos.</p>
<p>No mês de julho de 1979 triunfou a Revolução Sandinista. A sangrenta guerra suja promovida pelos Estados Unidos estourou nesse país. Reagan era já Presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Quando Gerald Ford substituiu Nixon, o escândalo provocado pelas tentativas para assassinar líderes estrangeiros era tão grande que proibiu a participação de funcionários norte-americanos nessas ações. O Congresso negou os fundos para a guerra suja na Nicarágua. Fazia falta Posada Carriles. A CIA, através da chamada Fundação Nacional Cubano Americana, subornou com abundantes somas de dinheiro os carcereiros correspondentes e o terrorista saiu da prisão como um visitante qualquer. Deslocado urgentemente para Ilopango, em El Salvador, não apenas dirigiu os fornecimentos de armas que provocaram milhares de mortes e mutilações aos patriotas nicaragüenses, senão que também, com a cooperação da CIA, adquiriu drogas na América Central, introduziu-as nos Estados Unidos e comprou armas norte-americanas para os contra-revolucionários nicaragüenses.</p>
<p>Por razões de espaço, omito numerosos dados sobre a brutal história.</p>
<p>É impossível compreender por que o ilustre Prêmio Nobel que preside o Governo dos Estados Unidos,  compraze-se em reiterar a estúpida idéia de que Cuba é um país terrorista, mantém nos cárceres isolados e em condições inumanas os quatro antiterroristas cubanos, punição que hoje não é aplicada a nenhum cidadão de outro país adversário dos Estados Unidos, ainda menos se nenhuma força militar norte-americana admite ter corrido algum risco por eles  e proíbe René retornar à sua Pátria e ao seio da sua família.</p>
<p>No próprio domingo 9 de outubro, dia em que René transmitiu a sua corajosa mensagem encaminhada ao povo de Cuba, gravou e filmou outra fraterna “Mensagem a Fidel e Raúl”. Por indicação de Ricardo Alarcón, Presidente da Assembléia Nacional, não foram publicadas nenhuma destas mensagens até que o Oficial de Provatória da Corte Federal da Flórida, lhe comunicasse formalmente as condições que lhe eram impostas durante os três anos de “liberdade supervisionada”.</p>
<p>Cumprido já esse requisito me compraz informar o nosso povo o conteúdo do texto dessa mensagem que tanto honra a nossos heróis e exprime o seu comportamento exemplar e a vontade de aço:</p>
<p><strong>Querido Comandante:</strong></p>
<p>Antes de mais, um abraço, o meu agradecimento, o sentimento de apreço não só por</p>
<p>todo o apoio que você tem-nos demonstrado, pela forma como você tem mobilizado não apenas o povo todo e a solidariedade internacional em favor do nosso caso, senão, em primeiro lugar, por ter-nos servido de inspiração, por ter sido o exemplo que seguimos ao longo destes 13 anos  e por ter sido para nós uma bandeira que sempre seguiríamos.</p>
<p>Para nós esta missão não é mais do que a continuidade de tudo o que vocês fizeram, daquilo que a sua geração fez pelo povo cubano e pela humanidade.</p>
<p>Para mim é um prazer enorme enviar-lhe esta mensagem, enviar-lhe o abraço temporário, que vai por essa via, porque sei que nos abraçaremos finalmente; apesar das inúmeras tentativas de nossos adversários por impedi-lo, sei que nos daremos  esse abraço. Sei que os Cinco retornaremos porque você o prometeu e porque tem mobilizado a energia, o melhor da humanidade, a vontade de todos para que isso aconteça.</p>
<p>Para nós é uma grande honra servir à causa que você inspirou no povo de Cuba, ser seus seguidores, seguidores do caminho que você e Raúl abriram, e nunca deixaremos de ser merecedores dessa confiança que vocês depositaram em nós.</p>
<p>Aos dois, a você, Fidel, a Raúl, que agora nos guia nesta nova etapa difícil, complexa, mas gloriosa em que estamos envolvidos para acabar com a dependência econômica que ainda nos ata e que impede que possamos construir a sociedade que queremos, enviou-lhes um abraço de parte dos Cinco, digo-lhes que sempre tivemos confiança em vocês. Quando estávamos sozinhos no beco, quando estávamos incomunicados, quando não recebíamos notícias, quando os meus quatro irmãos não sabiam nada de suas famílias porque não se lhes podia dizer, sempre tivemos confiança em vocês, sempre soubemos que vocês não abandonariam os seus filhos, porque sempre soubemos que a Revolução nunca abandonava aqueles que a defendiam. Por isso é que merece ser defendida e por isso é que sempre o faremos.</p>
<p>E embora não tenha a certeza de que mereçamos todas as honras que nos foram feitas, sim posso dizer-lhe que dedicaremos o resto das nossas vidas a merecê-lo, porque vocês inspiram-nos, porque vocês são a bandeira que nos ensinou como comportar-nos  e até o fim dos nossos dias tentaremos ser merecedores da confiança que vocês depositaram em nós.</p>
<p>Para mim agora isto é uma trincheira na qual continuarei no mesmo combate ao qual vocês me convocaram e vou até o fim, até que impere a justiça, a cumprir suas ordens, a fazer aquilo que seja preciso fazer.</p>
<p>E digo a Fidel e a Raúl: Comandantes, os dois, ordenem!</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/10/firma-111018-las-dos-venezuela-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>17 de outubro de 2011</strong></p>
<p><strong> 22h35</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Vergonha Supervisionada De Obama</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 14:20:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[René González]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Após 13 anos de cruel e imerecida prisão, o governo dos Estados Unidos —que engendrou monstros como Posada Carriles e Orlando Bosch, quem como agentes da Central de Inteligência ianque fizeram estourar em pleno vôo um avião cubano lotado de passageiros— obriga a René a permanecer nessa nação, onde ficará à mercê de assassinos impunes durante três longos anos sob um regime qualificado de “liberdade” supervisionada. Na cadeia injusta e vingativa continuarão por longos anos de confinamento outros três heróis cubanos, e mais outro condenado a cadeia perpetua por duas vezes. Assim responde o império ao crescente reclamo mundial pela liberdade dos mesmos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não por brutal, torpe e esperada deixou de indignar a notícia de que uma juíza ianque do Distrito Sul da Flórida, denegou a René González, herói antiterrorista cubano, depois de cumprir a sentença injusta que lhe impuseram, o direito a regressar ao seio de sua família em Cuba.</p>
<p>Após 13 anos de cruel e imerecida prisão, o governo dos Estados Unidos —que engendrou monstros como Posada Carriles e Orlando Bosch, quem como agentes da Central de Inteligência ianque fizeram estourar em pleno vôo um avião cubano lotado de passageiros— obriga a René a permanecer nessa nação, onde ficará à mercê de assassinos impunes durante três longos anos sob um regime qualificado de “liberdade” supervisionada. Na cadeia injusta e vingativa continuarão por longos anos de confinamento outros três heróis cubanos, e mais outro condenado a cadeia perpetua por duas vezes. Assim responde o império ao crescente reclamo mundial pela liberdade dos mesmos.</p>
<p>Se assim não fosse, o império deixaria de ser império; e Obama, deixaria de ser tonto.</p>
<p>Contudo, os heróis cubanos não estarão ali eternamente. Sobre os alicerces de insuperável exemplo de dignidade e firmeza crescerá a solidariedade no mundo e no seio do próprio povo norte-americano, que colocará fim à estúpida e insustentável injustiça.</p>
<p>A torpe decisão acontece quanto na Assembléia-Geral das Nações Unidas se desenvolve um profundo debate sobre a necessidade de refundar essa instituição. Jamais se escutaram críticas tão sólidas e enérgicas.</p>
<p>O líder bolivariano Hugo Chávez o abriu com a primeira mensagem à Assembléia publicada na noite de 21 de setembro. A segunda carta de Chávez, transmitida em tom enérgico e vibrante pelo chanceler Nicolás Maduro foi lapidária. Nessa mensagem também denunciou o criminoso bloqueio imperialista contra nossa Pátria e a bochornosa e cruel vingança contra os 5 Heróis antiterroristas cubanos.</p>
<p>Tais circunstâncias me obrigaram a escrever uma terceira Reflexão. Transmitirei as idéias essenciais da contundente mensagem, utilizando as próprias palavras do autor:</p>
<p>“[…] Não procuramos a paz dos cemitérios, como dizia Kant com ironia, mas uma paz assente no mais zeloso respeito ao direito internacional. Infelizmente, a ONU, ao longo de toda sua história, em vez de somar e multiplicar esforços pela paz entre as Nações, termina avaliando –umas vezes, por ação, e outras, por omissão- as injustiças mais despiedosas.”</p>
<p>“Desde 1945 até a data, as guerras não fizeram outra coisa do que crescer e se multiplicar inexoravelmente.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Desejo fazer um apelo aos governos do mundo à reflexão: desde 11 de setembro de 2001, começou uma nova guerra imperialista que não tem precedentes históricos: uma guerra permanente, a perpetuidade.</p>
<p>“Devemos olhar de frente a aterradora realidade do mundo em que vivemos. […] Por que Estados Unidos é o único país que planta bases militares no planeta?; A quê lhe teme para ter tão arrepiante orçamento destinado a aumentar cada vez mais seu poderio militar?; Por que tem desencadeado tantas guerras, violando a soberania de outras nações que têm os mesmos direitos sobre seus destinos?; Como fazer valer o direito internacional contra sua insensata aspiração de hegemonizar militarmente o mundo em garantia de fontes energéticas para sustentar seu modelo depredador e consumista?; Por que a ONU nada faz para deter Washington? […] o império se adjudicou o papel de juiz do mundo, sem que ninguém lhe tenha outorgado tal responsabilidade […] portanto, a guerra imperialista nos ameaça a todos.</p>
<p>“Washington sabe que o mundo multipolar é já uma realidade irreversível. Sua estratégia consiste em deter, custe o que custar, o ascenso sustentável de um conjunto de países emergentes […] trata-se de uma reconfiguração do mundo que se sustenta na hegemonia militar ianque.”</p>
<p>“O quê tem por trás deste novo Armagedon?: o poder onímodo da cúpula militar-financeira que está destruindo o mundo para acumular cada vez mais lucros; a cúpula militar-financeira que está subordinando, de fato, um conjunto, cada vez maior, de Estados. Leve-se em conta que o modo de existir do capital financeiro é a guerra: a guerra que arruína os mais, enriquece, até o impensável, uns poucos.</p>
<p>“No imediato existe uma gravíssima ameaça para a paz mundial: o desencadeamento de um novo ciclo de guerras coloniais, que começou na Líbia, com o sinistro objetivo de dar-lhe um segundo ar ao sistema-mundo capitalista, hoje em crise estrutural, mas sem colocar-lhe nenhuma classe de limites a sua voracidade consumista e destruidora.”</p>
<p>“A humanidade está à beira de uma catástrofe inimaginável: o planeta marcha inexoravelmente rumo ao ecocídio mais devastador; o aquecimento global o anuncia, através de suas pavorosas conseqüências, mas a ideologia dos Corteses e dos Pizarros relativamente ao ecossistema, como bem diz o notável pensador francês Edgar Morin […] A crise energética e a crise alimentar se agudizam, mas o capitalismo continua traspassando impunemente todos os limites.”</p>
<p>“…o grande cientista estadunidense Linus Pauling, galardoado em duas ocasiões com o Prêmio Nobel, continua  nos iluminando o caminho: Acho que existe no mundo um poder maior do que o poder negativo da força militar e das bombas nucleares: o poder do bem, da moralidade, do humanitarismo. Acredito no poder do espírito humano. Mobilizemos, então, todo o poder do espírito humano: já é hora. Impõe-se desatar uma grande contra-ofensiva política para impedir que os poderes das trevas encontrem justificações para ir à guerra: para desatar a guerra global generalizada com a que pretendem salvar o capital de Ocidente.”</p>
<p>“É preciso derrotar politicamente os belicistas e, ainda mais, à cúpula militar-financeira que os auspicia e comanda.</p>
<p>“Construamos o equilíbrio do universo que enxergou o Libertador Simón Bolívar: o equilíbrio que, segundo suas palavras, não pode ser achado no seio da guerra; o equilíbrio que nasce da paz.”</p>
<p>“…A Venezuela, junto dos países membros da Aliança Bolivariana para os povos de Nossa América (ALBA), esteve advogando ativamente por uma solução pacífica e negociada do conflito líbio. Assim o fez também a União Africana. Mas, afinal, impôs-se a lógica bélica decretada desde o Conselho de Segurança da ONU e colocada em prática pela NATO, esse braço armado do império ianque. […] o “caso Líbia” foi levado ao Conselho de Segurança na base da intensa propaganda de meios de comunicação, que mentiram ao afirmar que a aviação líbia bombardeava civis inocentes, por não mencionar a grotesca encenação mediática na Praça Verde de Trípoli. Esta campanha premeditada de mentiras, justificou medidas urgentes e irresponsáveis do Conselho de Segurança da ONU, que abriram o caminho para que a NATO implementasse, pela via militar, sua política de mudança de regime nesse país.”</p>
<p>“…Em quê se converteu a zona de exclusão aérea estabelecida pela resolução 1973 do Conselho de Segurança? Acaso as mais de 20.000 missões aéreas da NATO contra Líbia, muitas delas com o propósito de bombardear o povo líbio, não são a negação mesma dessa Zona de Exclusão? Aniquilada completamente a força aérea líbia, a continuidade dos bombardeamentos “humanitários” demonstra que Ocidente, através da NATO, impõe seus interesses no Norte da África, convertendo Líbia num protetorado colonial.”</p>
<p>“Qual é o motivo real desta intervenção militar?: recolonizar Líbia para se apoderar de suas riquezas. Tudo o restante se subordina a este objetivo.”</p>
<p>“…a residência de nosso Embaixador em Trípoli foi invadida e saqueada, mas a ONU calou-se pelo foro, guardando um silêncio ignominioso.”</p>
<p>“…Por que se lhe concede a bancada da Líbia na ONU ao autodenominado “Conselho Nacional de Transição”, enquanto é bloqueado o ingresso da Palestina, desconhecendo, não só sua legítima aspiração, mas o que é já vontade majoritária da Assembléia-Geral? A Venezuela ratifica aqui, com todas suas forças e com a autoridade moral que outorga a vontade majoritária dos povos do mundo, sua solidariedade incondicional com o povo palestino e seu apoio irrestrito à causa nacional palestina, incluindo, é claro, a admissão imediata de um Estado palestino de pleno direito no seio da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>“E o mesmo formato imperialista se está repetindo no caso da Síria.”</p>
<p>“É intolerável que os poderosos deste mundo pretendam arrogar-se o direito de ordenar a governantes legítimos e soberanos que renunciem de imediato. Assim aconteceu com a Líbia, de igual forma querem proceder contra a Síria. Tais são as assimetrias existentes no cenário internacional e tais são os atropelos contra as Nações independentes.”</p>
<p>“Dirijamos nossa atenção agora ao Corno da África e termos um exemplo despedaçador do fracasso histórico da ONU: a maioria das agências de notícias sérias sustentam que entre 20 mil e 29 mil crianças menores de 5 anos morreram nos últimos três meses.”</p>
<p>“O que se precisa para fazer face a esta situação é um bilhão e 400 milhões de dólares, não para solucionar o problema, mas para atender a emergência em que se encontram a Somália, o Quênia, Djibouti e a Etiópia. Segundo todas as informações os próximos dois meses serão decisivos para evitar a morte de mais de 12 milhões de pessoas e a situação mais grave é a da Somália.</p>
<p>“Esta realidade não pode ser mais atroz, se ao mesmo tempo não nos perguntamos quanto se está gastando em destruir a Líbia. Assim responde o congressista estadunidense Dennis Kucinich: Esta nova Guerra nos custará 500 milhões de dólares só durante a primeira semana. É claro que não temos recursos financeiros para isso e acabaremos reduzindo o financiamento de outros importantes programas domésticos. Segundo o próprio Kucinich, com o gastado nas três primeiras semanas ao norte do continente africano, para massacrar o povo líbio, em muito se poderia ter ajudado a toda a região do Corno da África, salvando dezenas de milhares de vidas.”</p>
<p>“…é francamente lamentável que na mensagem de abertura da 66ª Assembléia-Geral da ONU não se fez um apelo à ação imediata para solucionar a crise humanitária que padece o Corno da África, enquanto se garante que “tem chegado o momento de atuar” sobre a Síria.”</p>
<p>“Clamamos, igualmente, pelo fim do bloqueio vergonhoso e criminoso contra a irmã República de Cuba: bloqueio que, há mais de cinqüenta anos, exerce o império, com crueldade e sevícias, contra o heróico povo de José Martí.</p>
<p>“Até 2010, já lá vão dezenove votações na Assembléia-Geral da ONU que confirmam a vontade universal de exigir aos Estados Unidos que cessem o bloqueio econômico e comercial contra Cuba. Esgotados todos os argumentos da sensatez internacional, só resta julgar que tal assanhamento contra a Revolução Cubana é conseqüência da soberba imperial perante a dignidade e a valentia que tem mostrado o insubmisso povo cubano na soberana decisão de reger seu destino e lutar por sua felicidade.</p>
<p>“Desde a Venezuela, acreditamos que chegou a hora de exigir aos Estados Unidos não apenas o fim imediato e sem condições do criminoso bloqueio imposto contra o povo cubano, mas que ponha em liberdade os 5 combatentes antiterroristas cubanos seqüestrados nos cárceres do Império, pelo único motivo de procurar impedir as ações ilegais que grupos terroristas preparam contra Cuba, ao abrigo do governo dos Estados Unidos.”</p>
<p>“Para nós, fica claro que as Nações Unidas não melhoram nem vão melhorar desde dentro. Se seu Secretário-Geral junto do Procurador da Corte Penal Internacional, participam num ato de guerra, como no caso da Líbia, não tem nada que esperar do atual formato desta organização.”</p>
<p>“Resulta intolerável que exista um Conselho de Segurança que lhe vire as costas, cada vez que o desejar, ao clamor majoritário das nações, desconhecendo deliberadamente a vontade da Assembléia-Geral. Se o Conselho de Segurança é uma sorte de clube com membros privilegiados, o quê pode fazer a Assembléia-Geral? qual é sua margem de manobra quando estes violem o direito internacional?</p>
<p>“Parafraseando Bolívar –quando se referia concretamente ao nascente imperialismo ianque em 1818- basta já de que as leis as pratique o fraco e os abusos os pratique o forte. Não podemos ser os Povos do Sul quem respeitemos o direito internacional, enquanto o Norte nos destrói e pilha, violando-o.</p>
<p>“Se não assumirmos, de uma boa vez, o compromisso de refundar as Nações Unidas, esta organização perderá definitivamente a pouca credibilidade que lhe resta. Sua crise de legitimidade se acelerará até a implosão final. De fato, assim aconteceu com o organismo que foi seu antecedente imediato: a Liga das Nações.”</p>
<p>“O futuro de um mundo multipolar em paz, reside em nós próprios. Na articulação dos povos majoritários do planeta para defender-nos do novo colonialismo e atingir o equilíbrio do universo que neutralize o imperialismo e a arrogância.</p>
<p>“Este apelo amplo, generoso, respeitoso, sem exclusões, vai encaminhado a todos os povos do mundo, mas muito especialmente às potências emergentes do Sul, que devem assumir com valentia o papel que estão chamadas a desempenhar de imediato.</p>
<p>“Na América Latina e no Caribe têm surgido poderosas e dinâmicas alianças regionais que procuram configurar um espaço regional democrático, respeitoso das particularidades, e desejoso de colocar o ênfase na solidariedade e na complementaridade, potenciando o que nos junta e resolvendo politicamente o que nos divide. E este novo regionalismo admite a diversidade e respeita os ritmos de cada quem. […] a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) avança como experimento de vanguarda de governos progressistas e antiimperialistas, procurando fórmulas de ruptura com a ordem internacional imperante e fortalecendo a capacidade dos povos de encarar, coletivamente, os poderes fáticos. Porém isso não impede que seus membros dêem um impulso decidido e entusiasta à consolidação da União de Nações Sul-americanas (UNASUL), bloque político que federa os 12 Estados soberanos da América do Sul, no intuito de agrupá-los naquilo que O Libertador Simón Bolívar chamou “uma Nação de Repúblicas”. E mais além, os 33 países da América Latina e do Caribe nos preparamos para dar o passo histórico de fundar uma grande entidade regional que nos agrupe a todos, sem exclusões, onde possamos desenhar juntos as políticas que haverão de garantir nosso bem-estar, nossa independência e nossa soberania, na base da igualdade, da solidariedade e da complementaridade. Caracas, a capital da República Bolivariana da Venezuela, orgulha-se desde já de albergar, nos próximos 2 e 3 de dezembro, a Reunião de Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que fundará definitivamente nossa Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).”</p>
<p>Com estas profundas idéias conclui a segunda mensagem do presidente bolivariano Hugo Chávez à Assembléia-Geral da ONU.</p>
<p>Segundo um despacho da AFP datado hoje em Washington: “O mandatário estadunidense, Barack Obama, declarou nesta quarta-feira que enquanto for presidente estará disposto a mudar a política para com Cuba, desde que se produzam mudanças políticas e sociais significativas.”</p>
<p>Que simpático! Que inteligente! Tanta bondade ainda não lhe permitiu compreender que 50 anos de bloqueio e de crimes contra nossa Pátria não conseguiram dobrar nosso povo. Muitas coisas mudarão em Cuba, mas mudarão por nosso esforço e apesar dos Estados Unidos. Talvez esse império se derrube antes.</p>
<p>A indomável resistência dos patriotas cubanos é simbolizada por nossos 5 Heróis. Eles jamais claudicarão! Jamais se renderão! Como sentenciou Martí, e tenho mencionado outras vezes: “Antes de fraquejar no empenho de tornar livre e próspera a Pátria, juntar-se-á o mar do norte ao mar do sul e nascerá uma serpente de um ovo de águia.”</p>
<p>É óbvio que a juíza do Distrito Sul da Flórida colocou em causa a “vergonha supervisionada de Obama”.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/09/firma110928-re-la-verguenza-supervisada-de-obama-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></p>
<p><strong>Fidel Castro Ruz</strong></p>
<p><strong>28 de setembro de 2011</strong></p>
<p><strong> 19h37.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Insustentável Posição Do Império</title>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 01:52:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões de Fidel]]></category>
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		<description><![CDATA[Ninguém pode garantir que o império em sua agonia não arraste o ser humano à catástrofe. Como é bem sabido, enquanto exista a vida de nossa espécie, toda pessoa tem o dever sagrado de ser otimista. Eticamente não seria admissível outra conduta. Lembro bem que um dia, há quase 20 anos, eu disse que uma]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p>Ninguém pode garantir que o império em sua agonia não arraste o ser humano à catástrofe. Como é bem sabido, enquanto exista a vida de nossa espécie, toda pessoa tem o dever sagrado de ser otimista. Eticamente não seria admissível outra conduta. Lembro bem que um dia, há quase 20 anos, eu disse que uma espécie estava em perigo de extinção: o homem.</p>
<p>Diante de um seleto grupo de governantes burgueses aduladores do império, entre eles o de corpulência bem alimentada, o alemão Helmut Kohl, e outros parecidos que faziam coro a Bush pai — menos tenebroso e alienado do que seu próprio filho W. Bush —, não podia deixar de expressar aquela verdade que via muito real, embora ainda mais longínqua do que hoje, com a maior sinceridade possível.</p>
<p>Ao ligar a televisão aproximadamente às12h15, porque alguém me disse que Barack Obama proferia seu anunciado discurso sobre política exterior, prestei atenção a suas palavras.</p>
<p>Não sei por que apesar da imensa quantidade de despachos e notícias que escuto diariamente, em nenhum vi que o sujeito falaria a essa hora. Posso assegurar aos leitores que não são poucas as bobagens e mentiras que, entre verdades dramáticas e fatos de todo tipo, leio, escuto ou vejo em imagens todos os dias. Mas este caso era algo especial. Que iria dizer ele a essa hora neste mundo angustiado pelos crimes imperiais, pelos massacres, ou pelas mortíferas bombas lançadas por aviões sem piloto, que nem sequer Obama, agora dono de algumas decisões de vida ou morte, imaginava quando era estudante de Harvard há apenas umas dezenas de anos?</p>
<p>Ninguém suponha, logicamente, que Obama é dono da situação; só maneja algumas partes importantes que o velho sistema em sua origem outorgou ao “Presidente Constitucional” dos Estados Unidos da América. A estas alturas, após 234 anos da Declaração de Independência, o Pentágono e a CIA conservam os instrumentos fundamentais do poder imperial criado: a tecnologia capaz de destruir o gênero humano em questão de minutos, e os meios para penetrar nessas sociedades, enganá-las e manipulá-las impudentemente pelo tempo que precisem fazê-lo, pensando que o poder do império não tem limites. Confiam em dirigir um mundo dócil, sem perturbação alguma, todo o tempo futuro.</p>
<p>É a idéia absurda em que baseiam o mundo de amanhã, sob “o reino da liberdade, da justiça, da igualdade de oportunidades e dos direitos humanos”, incapazes de ver o que está a acontecer realmente com a pobreza, a falta de serviços elementares de educação, saúde, emprego e pior ainda: a satisfação de necessidades vitais como alimentos, água potável, teto e mais outras.</p>
<p>Curiosamente, alguém pode se perguntar, por exemplo, o que ocorrerá com os 10 mil mortos por ano que provoca a violência derivada das drogas, fundamentalmente no México, ao qual podem ser acrescentados os países da América Central e vários dos mais populosos do sul do continente?</p>
<p>Não é minha intenção ofender esses países; o propósito é apenas assinalar o que lhe acontece aos outros quase diariamente.</p>
<p>Sim é preciso fazer uma pergunta quase de imediato: que ocorrerá na Espanha onde as massas protestam nas cidades principais do país porque até 40% dos jovens estão desempregados, para apenas citar uma das causas das manifestações desse combativo povo? Será que vão começar os bombardeios da NATO nesse país?</p>
<p>Contudo, a estas horas, 16h12, ainda não foi publicada a bendita versão oficial em espanhol do discurso de Obama.</p>
<p>Peço desculpas por esta improvisada Reflexão. Tenho outras coisas das quais me ocupar.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2011/05/firma-de-fidel-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /></p>
<p>Fidel Castro Ruz</p>
<p>19 de Maio de 2011</p>
<p>16h16</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><a rel="nofollow" target="_blank" href="http://essaywriterreviews.com/" >essay writer online</a></div>
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		<title>Operação Jerônimo</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/05/17/operacao-jeronimo/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 22:25:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[George Bush]]></category>
		<category><![CDATA[Osama Bin Laden]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que a ação militar que teria matado Bin Laden mereceu o nome de Operação Jerônimo? Prescott Bush integrava, em 1918, a associação estudantil Skull &#38; Bones (Crânio e Osso). Desafiado pelos colegas, invadiu um cemitério apache e roubou o escalpo do lendário cacique Jerônimo. Dono de terras no Texas, Prescott tornou-se um exitoso empresário do ramo de petróleo e amigo íntimo de John Foster Dulles, que comandava a CIA por ocasião do assassinato de John Kennedy, em 1963. Dulles convenceu o amigo a fazer um gesto magnânimo e devolver aos apaches o escalpo de Jerônimo. Bush o atendeu, mas não tardou para os indígenas descobrirem que a relíquia restituída era falsa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Frei Betto</strong></p>
<p><strong>(Agencia Latinoamericana de Información)<br />
</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2024" src="/files/2011/05/George-W.-Bush.jpg" alt="" width="300" height="250" />Por que a ação militar que teria matado Bin Laden mereceu o nome de Operação Jerônimo? Prescott Bush integrava, em 1918, a associação estudantil Skull &amp; Bones (Crânio e Osso). Desafiado pelos colegas, invadiu um cemitério apache e roubou o escalpo do lendário cacique Jerônimo.</p>
<p>Dono de terras no Texas, Prescott tornou-se um exitoso empresário do ramo de petróleo e amigo íntimo de John Foster Dulles, que comandava a CIA por ocasião do assassinato de John Kennedy, em 1963. Dulles convenceu o amigo a fazer um gesto magnânimo e devolver aos apaches o escalpo  de Jerônimo. Bush o atendeu, mas não tardou para os indígenas descobrirem que a relíquia restituída era falsa…</p>
<p>A amizade com Dulles garantiu ao filho mais velho de Prescott, George H. Bush, o emprego de agente da CIA. George destacou- se a ponto de, em 1961, coordenar a invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, para tentar derrubar o regime implantado pela guerrilha de Sierra Maestra. Malgrado a derrota, tornou-se diretor da CIA em 1976.</p>
<p>Triste com o mau desempenho de seu primogênito como 007, Prescott Bush consolava-se com o êxito dele nos negócios de petróleo. E aplaudiu o faro empresarial do filho quando George, em meados dos anos 60, tornou-se amigo de um empreiteiro árabe que viajava com frequência ao Texas: Muhammad Bin Laden. Em 1968, ao sobrevoar os  poços de petróleo de Bush, Bin Laden morreu em acidente aéreo no Texas. Os laços de família, no entanto, estavam criados.</p>
<p>George Bush não pranteou a morte do amigo. Andava mais  preocupado com as dificuldades escolares de seu filho George W.  Bush, que só obtinha média C. A guerra do Vietnã acirrou-se e, para  evitar que o filho fosse convocado, George tratou de alistá-lo na força  aérea da Guarda Nacional.</p>
<p>Papai George incentivou o filho a fundar, em meados dos anos 70, sua própria empresa petrolífera, a Arbusto (bush, em inglês) Energy. Gracas aos contatos internacionais que o pai mantinha desde os tempos da CIA, George filho buscou os investimentos de Khaled Bin Mafouz e Salem Bin Laden, o mais velho dos 52 filhos gerados pelo falecido Muhammad. Mafouz era banqueiro da família real saudita e casara com uma das irmãs de Salem. Esses vínculos familiares permitiram que Mafouz se tornasse presidente da Blessed Relief, a ONG árabe na qual trabalhava um dos irmãos de Salem, Osama Bin Laden.</p>
<p>Em dezembro de 1979, George H. Bush viajou a Paris para um encontro entre republicanos e partidários moderados de Khomeini, no qual trataram da libertação dos 64 reféns estadunidenses sequestrados, em novembro, na embaixada dos EUA, em Teerã. Buscava-se evitar que o presidente Jimmy Carter se valesse do episódio e prejudicasse as  pretensões presidenciais de Ronald Reagan. Papai George fez o percurso até a capital francesa a bordo do jatinho  de Salem Bin Laden, que lhe facilitava o contato com o mundo islâmico. (Em 1988, Salem faleceu, como o pai, num desastre de avião).</p>
<p>Naquele mesmo ano, os soviéticos invadiram o Afeganistão. Papai George, que coordenava operações da CIA, recorreu a Osama, um dos irmãos de Salem, que aceitou infiltrar-se no Afeganistão para, monitorado pela CIA, fortalecer a resistência afegã contra os  invasores comunistas.</p>
<p>Os dados acima são do analista italiano Francesco Piccioni. Mais detalhes no livro <em>A fortunate son: George W. Bush and the making of na American President</em>, de Steve Hatfield.</p>
<p>Em 1979, a pedido de George Bush pai, então diretor da CIA, Osama, já com 23 anos, transferiu-se para o Afeganistão para administrar os recursos financeiros destinados às operações secretas da agência contra a invasão soviética àquele país. Preocupado com a ofensiva de Moscou, o governo dos EUA havia liberado a mais alta soma que a CIA recebeu, em toda a sua história, para atuar em um só país: US$ 2 bilhões.</p>
<p>Quando o presidente George W. Bush, após 11 de setembro, enquadrou, como crime anexo ao terrorismo o “aproveitamento ilícito de informações privilegiadas”, sabia do que falava. Tudo indica que, graças a essas informações, Osama Bin Laden montou a sua rede terrorista mundo afora, movimentando recursos através de paraísos fiscais.</p>
<p>Talvez Freud pudesse explicar um detalhe das armas escolhidas pelos terroristas de 11 de setembro: aviões. O pai e o irmão mais velho de Osama Bin Laden morreram em acidentes aéreos, ambos nos EUA.</p>
<p>Se o escalpe de Jerônimo era falso, quem garante que  Bin Laden foi mesmo morto na mansão paquistanesa? Não seria mais útil ao combate ao terrorismo agarrá-lo vivo e obrigá-lo a revelar tudo sobre a Al-Qaeda? Não duvido que, em algum  porta-aviões dos EUA, Bin Laden esteja sendo torturado para dizer o que sabe. Depois, basta adotar a “solução argentina”: atirar o corpo ao mar. Caso o encontrem boiando em alguma praia, ficam por conta dos afiados dentes dos peixes as marcas profundas.</p>
<p><em>Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org</em> - twitter:@freibetto</p>
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		<title>Randy Alonso Falcón: Barbárie disfarçada de talento</title>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 13:57:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[avião de combate]]></category>
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		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Seus fabricantes os julgam inteligentes. Os aviões sem piloto são as novas estrelas da guerra do Pentágono. Aviões sem piloto – os chamados &#34;drones&#34; – sobrevoam o Afeganistão, Iraque, Paquistão, a Líbia e até a fronteira mexicana. São considerados símbolos de tecnologia e poder para o império.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Randy Alonso Falcón *</strong></p>
<div id="attachment_2019" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2019" src="/files/2011/05/avion-guerra-sin-piloto.jpg" alt="" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">avião de combate não tripulados</p></div>
<p>Mas, os cérebros daqueles que os controlam estão repletos de sabedoria ou tomados de maldade. Segundo estimativa, mais de 2200 pessoas foram assassinadas pelos chamados “drones” norte-americanos  desde 2004 no Paquistão. Quase uma morte por dia ao longo destes seis anos, como vítimas da chamada “guerra contra o terrorismo”. Somente 33 dos mortos foram identificados como suposos “objetos de alto valor”.</p>
<p>A CIA se encarrega de identificar os possíveis alvos para atacar: ônibus, casas de família, têm estado na mira dos “aviões inteligentes”. O chefe da CIA no Paquistão, Jonathan Banks, teve de abandonar o país em dezembro de 2010 pela demanda judicial por crimes que o jornalista Kareem Khan apresentou, acusando-o do assassinato de seu filho e seu irmão devido a um avião <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://mobile.ae.org" >ae mobile</a>  sem piloto.</p>
<p>Outros tiveram &#8220;sorte&#8221;, como o jovem Sadaullah Wazir, cuja a casa foi atacada e destruída; nove pessoas morreram. Ele tinha 15 anos e perdeu as duas pernas e um dos olhos.</p>
<p>O trágico é que estes voos da morte são conhecidos e aceitos pelo governos dessas nações. Durante uma entrevista, o advogado Mirza Shahzah, representante legal de cinco famílias que perderam mais de 50 pessoas graças a este tipo de ataque, declarou: “Como um país pode autorizar a morte de seu próprio povo? Os ataques dos “drones” não estão autorizados por nenhum instrumento de guerra. Não existe tal instrumento legal internacional, nem autoridade dos Estados Unidos para fazer isso”.</p>
<p>A mais recente sequela causada pelos aviões não tripulados no Paquistão foi no último dia 6 de maio, na região de Waziristão do Norte, onde um avião robô lançou uma série de mísseis contra um veículo que circulava em frente a um restaurante, causando o assassinato de pelo menos 15 pessoas.</p>
<p>As noites da Líbia estão controladas também por aviões teleguiados do Pentágono. Não faltarão histórias trágicas, como consequência desta “inteligência”.</p>
<p><em> * Jornalista cubano, diretor do programa da Televisão Cubana &#8220;Mesa Redonda&#8221; e do site CubaDebate.</em></p>
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		<title>Osama e Obama</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 15:57:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Frei Betto]]></category>
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		<description><![CDATA[Estranho que a CIA, ao declarar que assassinou Osama Bin Laden, não tenha exibido o corpo, como fez à sobeja com outro “troféu de caça”: Ernesto Che Guevara. Bin Laden saiu da vida para entrar na história. Até aí, nada de novo. A história, da qual poucos têm memória, está repleta de bandidos e terroristas, cujos nomes e feitos quase ninguém lembra. Os mais conhecidos são o rei Herodes; Torquemada, o grande inquisidor; a rainha Vitória, a maior traficante de drogas de todos os tempos, que promoveu, na China, a Guerra do Ópio; Hitler; o presidente Truman, que atirou bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki; e Stálin.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Frei Betto</strong></p>
<div id="attachment_2015" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2015" src="/files/2011/05/osama-obama.jpg" alt="" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Osama e Obama</p></div>
<p>Estranho  que a CIA, ao declarar que assassinou Osama Bin Laden, não tenha  exibido o corpo, como fez à sobeja com outro “troféu de caça”: Ernesto  Che Guevara.</p>
<p>Bin  Laden saiu da vida para entrar na história. Até aí, nada de novo. A  história, da qual poucos têm memória, está repleta de bandidos e  terroristas, cujos nomes e feitos quase ninguém lembra. Os mais  conhecidos são o rei Herodes; Torquemada, o grande inquisidor; a rainha  Vitória, a maior traficante de drogas de todos os tempos, que promoveu,  na China, a Guerra do Ópio; Hitler; o presidente Truman, que atirou  bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki; e Stálin.</p>
<p>O  perigo é que Osama passe da história ao mito e, de mito, a mártir. Sua  morte não deveria merecer mais do que uma nota nas páginas interiores  dos jornais. No entanto, como os EUA são um país necrófilo, que se nutre  de vítimas de suas guerras, Obama transforma Osama num ícone do mal,  atiçando o imaginário de todos aqueles que, por alguma razão, odeiam o  imperialismo estadunidense.</p>
<p>Saddam  Hussein, marionete da Casa Branca manipulada contra a revolução  islâmica do Irã, demonstrou que o feitiço se volta contra o feiticeiro.</p>
<p>Desde  1979, Osama Bin Laden tornou-se o braço armado da CIA contra a ocupação  soviética no Afeganistão. A CIA ensinou-o a fabricar explosivos e  realizar ataques terroristas, movimentar sua fortuna através de  empresas-fantasmas e paraísos fiscais, operar códigos secretos e  infiltrar agentes e comandos.</p>
<p>“Bin  Laden é produto dos serviços americanos”, afirmou o escritor suíço  Richard Labévière. Derrubado o Muro de Berlim, desde 1990 Bin Laden  passou a apontar seu arsenal terrorista para o coração de Tio Sam.</p>
<p>O  terrorismo é execrável, ainda que praticado pela esquerda, pois todo  terrorismo só beneficia um lado: a extrema direita. Na vida se colhe o  que se planta. Isso vale para as dimensões pessoal e social. Se os EUA  são hoje atacados de forma tão violenta é porque, de alguma forma, eles  se valeram do seu poder para humilhar povos e etnias. Há décadas abusam  de seu poder, como é o caso da ocupação de Porto Rico; a base naval de  Guantánamo encravada em Cuba; as guerras ao Iraque e Afeganistão e,  agora, à Líbia; a participação nas guerras da Europa Central; a omissão  diante dos conflitos e das ditaduras árabes e africanas.</p>
<p>Já  era tempo de os EUA, como mediadores, terem induzido árabes e  israelenses a chegarem a um acordo de paz. Tudo isso foi sendo  protelado, em nome da hegemonia de Tio Sam no planeta. De repente, o  ódio irrompeu da forma brutal, mostrando que o inimigo age, também, fora  de toda ética, com a única diferença de que ele não dispõe de fóruns  internacionais para legitimar sua ação criminosa, como é o caso da  conivência da ONU com os genocídios praticados pela Casa Branca.</p>
<p>Quem  conhece a história da América Latina sabe muito bem como os EUA, nos  últimos 100 anos, interferiram diretamente na soberania de nossos  países, disseminando o terror. Maurice Bishop foi assassinado pelos  boinas verdes em Granada; os sandinistas foram derrubados pelo  terrorismo desencadeado por Reagan; os cubanos continuam bloqueados  desde 1961, sem direito a relações normais com os demais países do  mundo, e uma parte de seu território, Guantánamo, continua invadida pelo  Pentágono.</p>
<p>Nas  décadas de 1960 e 70, ditaduras foram instauradas no Brasil, na  Argentina, no Chile, no Uruguai, na Bolívia, na Guatemala e em El  Salvador, com o patrocínio da CIA e sob a orientação de Henry Kissinger.</p>
<p>Violência  atrai violência, dizia dom Helder Camara. O terrorismo não leva a nada,  exceto a endurecer a direita e suprimir a democracia, levando os  poderosos à convicção de que o povo é incapaz de governar-se por si  mesmo.</p>
<p>Vítimas  inocentes não podem ser sacrificadas para satisfazer a ganância de  governos imperiais que se julgam donos do mundo e pretendem repartir o  planeta como se fossem fatias de um apetitoso bolo. Os atentados de 11  de setembro de 2001 demonstraram que não há ciência ou tecnologia capaz  de proteger pessoas ou nações. Inútil os EUA gastarem trilhões de  dólares em esquemas sofisticados de defesa. Melhor seria que essa  fortuna fosse aplicada na paz mundial, que só irromperá no dia em que  ela for filha da justiça.</p>
<p>A  queda do Muro de Berlim pôs fim ao conflito Leste-Oeste. Resta agora  derrubar a muralha da desigualdade entre Norte-Sul. Sem que o pão seja  nosso, nem o Pai e nem paz serão nossos.</p>
<p><em>*  Escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser e Waldemar Falcão, de  “Conversa entre a fé e a ciência” (Agir), entre outros livros. <a rel="nofollow" href="http://www.freibetto.org/"  target="_blank">www.freibetto.org</a> – twitter:@freibetto<br />
</em></p>
<div><em><br />
</em></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Demonstram continuidade de política subversiva de EUA contra Cuba</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/noticias/2011/04/07/demonstram-continuidade-de-politica-subversiva-de-eua-contra-cuba/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 14:08:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[As razões de Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Raúl Capote]]></category>

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		<description><![CDATA[A estratégia dos Estados Unidos contra Cuba aposta hoje ao aproveitamento das modernas tecnologias da informação e as comunicações, denunciou o novo capítulo da série As razões de Cuba. EE.UU.: subversão contra Cuba no âmbito universitário A CIA solicitou múltiplas informações a agente cubano Revela identidade agente cubano recrutado pela CIA Isto, por suposto, implica]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1910" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-1910" src="/files/2011/04/tecnologia.jpg" alt="" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Tecnologia dos EUA usados  para a subversão em Cuba</p></div>
<p>A estratégia dos Estados Unidos contra Cuba aposta hoje ao aproveitamento das modernas tecnologias da informação e as comunicações, denunciou o novo capítulo da série As razões de Cuba.</p>
<p>EE.UU.: subversão contra Cuba no âmbito universitário</p>
<p>A CIA solicitou múltiplas informações a agente cubano Revela identidade agente cubano recrutado  pela CIA</p>
<p>Isto, por suposto, implica um desafio para a segurança nacional que o país continuará assumindo porque não renunciará ao desenvolvimento e ao acesso do povo cubano às novas tecnologias, argumentou o espaço televisivo transmitido ontem à noite.</p>
<p>Até o último momento da atividade, aparentemente inimiga de Raúl Capote, esteve-se-lhe pedindo informação atualizada de diferentes temas de Cuba, em especial sobre as principais figuras da Revolução.</p>
<p>Explicou-se neste capítulo que a comunidade de inteligência da nortenha nação tem um objetivo fundamental com respeito à Ilha: seguir construindo uma contrarrevolução manipulável e servil, mas que ao mesmo tempo possa oferecer uma imagem diferente ao mundo.</p>
<p>Com homens como Raúl Capote se puderam frear ações, cujo objetivo final é o derrocamento do projeto social aqui, precisa o depoimento audiovisual.</p>
<p>&#8220;Eu não sou o mesmo de tempos atrás  -enfatizou-, aprendi como atua o inimigo, de que se vale para tratar de destruir a Revolução&#8221;.</p>
<p>Para Raúl Capote &#8220;ter a possibilidade de estar nessa primeira linha&#8221; de combate tem sido &#8220;uma experiência que para mim vale a pena ter vivido&#8221;.</p>
<p>Com a projeção do documentário Fabricando um líder, foram sete os materiais de denúncia apresentados na série As razões de Cuba, os quais puseram de manifesto a continuidade da política de subversão dos Estados Unidos contra a nação caribenha, no afã por destruir sua Revolução.</p>
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