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	<title>Cubadebate (Português) &#187; catástrofes</title>
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		<title>Eixo central da preparação contra desastres</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2016 23:29:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[catástrofes]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[EXPRESSÃO genuína da decisão do governo cubano de preservar ao máximo possível a vida das pessoas, seus bens e os recursos da economia nacional, na ocorrência de situações de desastres, o exercício ou simulacro Meteoro tornou-se fator chave nos esforços nacionais encaminhados a atingir tão almejados objetivos durante as últimas três décadas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4176" alt="ejercito central" src="/files/2016/05/ejercito-central.jpg" width="300" height="211" />EXPRESSÃO genuína da decisão do governo cubano de preservar ao máximo possível a vida das pessoas, seus bens e os recursos da economia nacional, na ocorrência de situações de desastres, o exercício ou simulacro Meteoro tornou-se fator chave nos esforços nacionais encaminhados a atingir tão almejados objetivos durante as últimas três décadas.</p>
<p>A realização deste exercício ou simulacro, desde o ano 1986, com caráter anual, não foi interrompida nem nos anos mais difíceis do ‘período especial’, o qual diz respeito da prioridade concedida pelas mais altas autoridades do Partido e do Estado à preparação da sociedade contra furacões, sismos, chuvas intensas, secas estremas, enchentes costeiras, epidemias, acidentes tecnológicos, fogos, epidemias de origem animal, vazamentos de combustíveis e outras substâncias e outros eventos.</p>
<p>Próximo da celebração, nos dia 14 e 15 de maio, do exercício correspondente ao ano 2016, o semanário Granma Internacional conversou com o chefe de Departamento de Operações, do Estado Maior Nacional da Defesa Civil (Emndc), tenente-coronel Wilfredo Cobas Dávila, acerca da história e contribuições deste singular exercício que completa o 30ª aniversário.</p>
<p>Em que contexto e por que surgiu o exercício Meteoro?</p>
<p>“Nos primeiros anos da Revolução o sistema da Defesa Civil concentrou seu esforço principal na preparação da população para enfrentar uma possível agressão militar externa, as sabotagens e outras ações da contrarrevolução. Posteriormente, e levando em conta as amargas experiências deixadas pela passagem do furacão Flora, no ano 1963, foi incorporado também o treinamento do povo contra eventos e desastres que afetavam o país, especialmente os de origem natural.</p>
<p>“A gênese do exercício Meteoro remonta ao ano 1985, quando o impacto do furacão Kate, no dia 19 de novembro, trouxe à baila um grupo de consideráveis deficiências relativas ao funcionamento dos órgãos de direção e a preparação da população no cumprimento de normas de conduta em meio de situações de desastres”.</p>
<p>“Em parceira, especialistas do Estado Maior Nacional da Defesa Civil e diferentes instituições realizaram uma profunda análise que serviu de base para que a direção do país determinasse realizar um exercício de caráter nacional, encaminhado a superar as insuficiências detectadas.</p>
<p>“Dessa forma, no ano 1986 foi realizado o primeiro exercício Meteoro, sob a denominação de ‘Exercício Popular das Ações caso a ocorrência de Catástrofes’, atividade que contribuiu qualitativamente para a organização do sistema da Defesa Civil”.</p>
<p>Como foi a evolução do exercício relativamente às temáticas debatidas e qual o tipo de ações que se aplicam nas jornadas planejadas para sua realização?</p>
<p>“Durante uma primeira etapa foi dedicado, basicamente, ao adestramento para enfrentar a temporada de furacões e nele participava a população das zonas de defesa selecionadas nos municípios e os órgãos de direção em todos os escalões e incluía as ações de resposta perante este tipo de evento”.</p>
<p>“Na década dos anos 90 foram ampliados os objetivos do exercício a todos os perigos de desastres apreciados em nosso país, sendo realizados em um fim de semana do mês de maio, previamente ao início da temporada ciclônica”.</p>
<p>“O primeiro dia é dedicado à preparação dos órgãos de direção e a precisar os planos de redução de desastres, os que têm em consideração a situação particular de cada território e as experiências extraídas do impacto dos eventos de desastres”.</p>
<p>“Avalia-se, ainda, a objetividade das medidas da etapa de redução de desastres, o papel e a efetividade das instituições de vigilância e o funcionamento dos sistemas de alerta antecipado”.</p>
<p>“As atividades do segundo dia contemplam a participação dos trabalhadores e da população na realização de ações praticas, que têm como objetivo a preparação da população que mora nas áreas de risco e zonas próximas de locais que manipulam substâncias perigosas e em outros cenários complexos, pondo ênfase nas normas de conduta e atuação perante situações de desastres”.</p>
<p>“Também se executam diferentes atividades encaminhadas à redução de vulnerabilidades, com o objetivo de enfrentar em melhores condições desastres de origem natural, tecnológica e sanitária; entre elas, trabalhos de saneamento e higienização em cidades e bairros, corte das árvores, limpeza dos rios, valas, canais, esgotos e escoadouros, o que permitiu incorporar todas as esferas da sociedade e as comunidades, na gestão da redução de desastres”.</p>
<p>Que representa para o exercício Meteoro a participação das Forcas Armadas e outras instituições?</p>
<p>“Desde o começo as Forcas Armadas Revolucionárias e o Ministério do Interior desempenharam um papel destacado, juntamente com as organizações políticas e de massas e a Sociedade Nacional Cubana da Cruz Vermelha.</p>
<p>“Questão fundamental tem sido, igualmente, a exercitação do sistema das comunicações do país e dentro deste a participação ativa da Rede Nacional da Federação de Radioamadores, uma alternativa de grande valor em situações de desastres, contribuindo assim para o aperfeiçoamento do Sistema de Aviso e Orientação a População”.</p>
<p>“Igualmente, é imprescindível mencionar o apoio permanente oferecido por diferentes instituições científicas e organismos do Estado muito ligados ao enfrentamento aos desastres, como são o Instituto de Meteorologia, o Centro Nacional de Pesquisas Sismológicas (Cenais), o Instituto de Sanidade Vegetal e Centro Nacional de Áreas Protegidas e o Instituto Nacional dos Recursos Hidráulicos”.</p>
<p>“Contou-se, em todo momento, com ampla disponibilidade informativa despregada pela mídia nacional e órgãos provinciais e municipais, acerca dos aspectos elementares de interesse para os órgãos de direção e a população em geral, de acordo com as particularidades de cada território ou entidade”.</p>
<p>Quais foram em sua opinião os principais resultados do Meteoro ao longo destes 30 anos?</p>
<p>“Em primeiro lugar é ter criado uma cultura nacional em matéria de redução de desastres e aperfeiçoar a organização das medidas de Defesa Civil. O anterior propiciou que o país esteja hoje em melhores condições para enfrentar quaisquer dos eventos perigosos já mencionados e reduzir ao mínimo a perda de vidas e danos materiais que podem ocasionar”.</p>
<p>“Um aspecto primordial é, sem dúvida, o ênfase posto no tema da prevenção, sobretudo nos últimos anos, onde muito se insistiu na necessidade de materializá-la como um comportamento habitual, aspecto que ainda constitui uma disciplina pendente para o sistema da Defesa Civil Cubano”.</p>
<p>“Vale reiterar que a realização do exercício Meteoro ratifica, em cada ano, a vontade política do Estado e o governo de Cuba de não poupar recursos para preservar a vida das pessoas e seus bens e, paralelamente, a infraestrutura social, a economia e os recursos naturais, em meios dos crescentes desafios dos perigos e desastres e as consequências da mudança climática”.</p>
<p>Onde estarão concentradas as prioridades do exercício Meteoro 2016?</p>
<p>“Além de continuar fortalecendo as capacidades do país no enfrentamento a sismos de grande intensidade, furacões, secas extremas e desastres da origem sanitária se dará especial atenção aos trabalhos de higienização e saneamento, com o fim de reduzir as vulnerabilidades ainda presentes na luta antivectorial, focalizada basicamente em diminuir, cada vez mais, os índices de infecção por mosquitos do gênero Aedes”.</p>
<p>“Isso resulta chave para diminuir a taxa de incidências de casos suspeitos de dengue e evitar o aparecimento e transmissão de casos autóctones de chikungunya e Zika vírus. Daí que um dos objetivos básicos seja incrementar a percepção do risco entre a população e que esta assuma a sustentabilidade deste combate como uma pratica cotidiana em seu desempenho”.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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