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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Bush</title>
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		<title>O que querem os EUA no Iraque?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 18:22:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
		<category><![CDATA[Muqtada al-Sadr]]></category>

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		<description><![CDATA[Imaginem a reação de Dick Cheney, ao receber o seguinte ‘informe’. O clérigo xiita Muqtada al-Sadr, líder nacionalista iraquiano conhecido e reconhecido e o verdadeiro fazedor de reis no Iraque, acaba de pedir o fim que qualquer “resistência armada” contra as forças do “invasor” norte-americano, antes de uma total retirada dos EUA do país em dezembro de 2011 – como estabelece o Tratado sobre a Situação das Tropas [ing. Status of Forces Agreement (SOFA)] assinado pelo parlamento iraqueano e o governo Bush em 2008.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span> </span><span>Traducido por <strong> Coletivo de tradutores Vila Vudu</strong></span></p>
<p><span><strong>(Tlaxcala)</strong></span></p>
<p><span><span> </span></span></p>
<div id="attachment_2244" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2244" src="/files/2011/09/muqtada.jpg" alt="Muqtada al-Sadr fez três exigências, com a ajuda de uma manifestação gigante (EPA)" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Muqtada al-Sadr fez três exigências, com a ajuda de uma manifestação gigante (EPA)</p></div>
<p>Há um importante “mas”: se, até aquela data, os EUA  não se retirarem completamente do país, e se prosseguir o que uma vasta  maioria dos iraquianos veem como “a ocupação”, as operações armadas  recomeçarão “com outros meios”.</p>
<p><span> </span></p>
<div>Muqtada sempre disse que os sadristas não  tolerariam a presença de soldados dos EUA depois de 21 de dezembro. A  novidade está na atitude de “esperar para ver”.&nbsp;</p>
<p>Para não haver dúvidas, os sadristas organizaram manifestação monstro em Bagdá na 6ª-feira, quando apresentaram três exigências:</p>
</div>
<p><strong>Empregos </strong></p>
<div>O governo de Nouri al-Maliki deve dar uma de Obama e apresentar  imediatamente um programa de empregos que atenda pelo menos 50 mil  iraquianos de todas as etnias e filiações religiosas.</div>
<p>Justiça Social</p>
<div>O governo de al-Maliki deve transferir <em>royalties</em> dos fabulosos ganhos que o país aufere do petróleo a cada um dos cidadãos iraquianos.</div>
<p>Soberania</p>
<div>Nenhum soldado dos EUA, de nenhum tipo, pode permanecer em solo iraquiano depois de 31 de dezembro.</div>
<p>Os sadristas ocupam 40 cadeiras no parlamento do Iraque. Sem esses  votos, a coalizão de governo de al-Maliki está frita. O próprio  Al-Maliki só está no poder por efeito de um acordo construído, por  Teerã, com os sadristas.</p>
<p>Não se trata apenas de al-Maliki não poder ignorar os sadristas: a  constituição do Iraque determina que o parlamento pode impor voto de  desconfiança ao governo, no caso de o voto ser aprovado por 50 membros. O  homem que al-Maliki derrotou depois das últimas eleições, ex-quadro da  CIA e ex-“açougueiro de Fallujah&#8221; Iyad Allawi, já anda propondo esse  voto de desconfiança.</p>
<p><span>Entram os 3.000</span></p>
<p>Sem tomar conhecimento das exigências dos sadristas – para nem falar  dos ouvidos moucos que fez aos nacionalistas iraquianos ou sunitas  fundamentalistas – o presidente Barack Obama dos EUA venceu uma  minibatalha contra o Pentágono e, unilateralmente, tomou a decisão de  manter no Iraque “apenas” 3.000 soldados depois de 31 de dezembro,  atropelando qualquer decisão que venha do primeiro-ministro ou do  parlamento do Iraque.</p>
<p>No mesmo passo, o Departamento de Estado dos EUA engajou-se “negociações  formais” – como foram oficialmente descritas –, para convencer  al-Maliki a aceitar a permanência desses agora famosos 3.000.</p>
<p>O Pentágono e os senadores linha-dura dos EUA, como John McCain e Lindsay Graham, queriam que fossem, no mínimo, 25.000.</p>
<p>É como se Washington em massa esteja apostando que os políticos  iraquianos por-se-ão a cantar algo como “”Oh, plííííííz&#8230; me ocupem um  pouco mais”.</p>
<p>Al-Maliki já disse incontáveis vezes que esse acordo <em>SOFA</em> não é  negociável – que não pode ser alterado. Seria preciso negociar outro  acordo, que teria de ser aprovado pelo parlamento do Iraque.</p>
<p>A Arábia Saudita e as monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo –  consumidas por medo irracional de Teerã – entendem que, se os soldados  dos EUA ficaram lá, manterão em xeque o regime iraniano. Mas os sauditas  não votam em Bagdá.</p>
<p>Os curdos iraquianos – que, basicamente, querem ser deixados em paz em seu quase-estado [orig. <em>statelet</em>] independente – talvez queiram um novo acordo <em>SOFA</em>.  Assim como boa parte da lista da coalizão Iraqiyam de maioria sunita.  Mas, juntos, jamais terão os 163 votos necessários para aprová-lo no  parlamento iraquiano.</p>
<p>Portanto, não acontecerá, por mais que Washington deseje-delire que aconteça.</p>
<p>O que abre caminho para o plano B de Washington: um jogo semântico.</p>
<p>Na mais pura neolíngua ‘de mídia’, os soldados dos EUA passaram a ser  chamados de “instrutores” – como se fossem necessários para treinar  iraquianos para pilotar os jatos e helicópteros de combate que o governo  de al-Maliki comprou recentemente do complexo industrial-militar dos  EUA.</p>
<p>E haverá também cerca de 7.000 “assessores militares privados”, codinome  “mercenários”, para fazer a segurança da embaixada dos EUA no Iraque,  gigantesca, maior que o Vaticano, codinome “Fortaleza Bagdá”, além de um  sortimento variado de assessores extras.</p>
<p>Alguém aí pode ajudar, com um pouco de “consciência situacional”?</p>
<p>Influências regionais</p>
<p>O jogo de Washington não paga, se comparado ao que Teerã e Ancara têm  posto na mesa, nem que se contabilize a favor de Washington uma divisão  letal entre sunitas e xiitas que atravessa todo o Oriente Médio –  insuflada, em larga medida, pela Casa de Saud.</p>
<p>A invasão e a ocupação pelos EUA, no Iraque, destruiu completamente um  regime secular, árabe e nacionalista controlado pelos sunitas. A invasão  e a ocupação pelos EUA inflaram um governo menos secular, menos  nacionalista e controlado pelos xiitas. Não são, de modo algum,  khomeinistas. Mas viveram exilados no Irã e, sim, querem manter boas  relações com Teerã.</p>
<p>O governo de Al-Maliki não exatamente apreciará que a maioria sunita dos  que protestam na Síria derrubem o regime de Bashar al-Assad, de xiitas  alawitas.</p>
<p>Os xiitas iraquianos, sobretudo, foram profundamente tocados pelo  suplício da maioria xiita no Bahrain, brutalmente reprimida pela  dinastia sunita al-Khalifa, com a ajuda crucial da Arábia Saudita e dos  Emirados Árabes Unidos.</p>
<p>Até o argumento de que o Iraque é “fraco” ou “frágil” por conta das  divisões sectárias e étnicos é argumento oco. Foi a ocupação pelos EUA,  desde o início, que aprofundou aquelas divisões, em tática clássica de  “dividir para governar”. Não é difícil que, por uma causa nacionalista –  como repelir a ocupação –, se unifique uma maioria de árabes  iraquianos, sunitas e xiitas.</p>
<p>Por mais soldados, “instrutores” ou mercenários que os EUA consigam  manter no Iraque, é improvável que, em futuro previsível, o eixo  Teerã-Bagdá-Damasco se desfaça. E, se acontecer, nos momentos de  dificuldade os iraquianos antes olharão na direção de Ancara, como  modelo, que na direção de Washington.</p>
<p>Seja como for, os EUA não desistirão. Agora, estão apostando num <em>mix</em> de velha escola – enxames de agentes da CIA, que operarão a partir da  embaixada dos EUA – e nova escola – enxames de mercenários  paramilitares.</p>
<p>O mapa do caminho, do ponto de vista de Washington, está em “<a href="http://www.usip.org/files/resources/The_United_States_in_Iraq.pdf" rel="nofollow"  target="_blank">The United States in Iraq: Options for 2012</a>”  [Os EUA no Iraque: Opções para 2012]  pelo menos 17.000 agentes em  campo, gerenciados pelo Departamento de Estado, para garantir  “consciência situacional”, “administrar crises políticas” e “fornecer  assessoria econômica, para o desenvolvimento e de segurança”.</p>
<p>Outros mapas podem ser lidos em “<a href="http://www.sigir.mil/files/quarterlyreports/July2011/Section3_-_July_2011.pdf#view=fit" rel="nofollow"  target="_blank">U.S. Presence and Reconstruction. Management</a>”  [Presença dos EUA e Reconstrução. Gerenciamento], onde se veem os  detalhes de como o Departamento de Estado espera gerenciar “uma operação  planejada de 6,8 bilhões de dólares”, que se pode traduzir numa linha:  sem a rapina do petróleo, a ocupação só não dará prejuízo se o Iraque  converter-se em regime cliente.</p>
<p>Assim sendo, aí estão os fatos em campo. Muqtada al-Sadr <em>versus</em> Hillary Clinton. Tremenda briga. Alguma aposta?</p>
<p>&nbsp;</p>
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