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	<title>Cubadebate (Português) &#187; as relações diplomáticas</title>
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		<title>Estados Unidos inauguram oficialmente sua embaixada em Cuba</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 20:49:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cerimônia de içamento da bandeira estadunidense na embaixada deste país em Havana, em 14 de agosto, foi presidida pelo secretário do Estado dos Estados Unidos, John Kerry. O ato constituiu a cerimônia oficial de abertura da sede diplomática desse país em Cuba, que já funciona como tal desde 20 de julho passado. Especialmente convidados a este momento foram James Tracy, Mike East e Larry Morris, os três fuzileiros navais que arriaram a bandeira norte-americana em 1961, e os quais entregaram a que atualmente tremula no edifício instalado frente à avenida beira-mar (Malecón) de Havana.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3891" alt="Kerry embajada La Habana" src="/files/2015/08/Kerry-embajada-La-Habana-300x184.jpg" width="300" height="184" />A cerimônia de içamento da bandeira estadunidense na embaixada deste país em Havana, em 14 de agosto, foi presidida pelo secretário do Estado dos Estados Unidos, John Kerry. O ato constituiu a cerimônia oficial de abertura da sede diplomática desse país em Cuba, que já funciona como tal desde 20 de julho passado.</p>
<p>Especialmente convidados a este momento foram James Tracy, Mike East e Larry Morris, os três fuzileiros navais que arriaram a bandeira norte-americana em 1961, e os quais entregaram a que atualmente tremula no edifício instalado frente à avenida beira-mar (Malecón) de Havana.</p>
<p>Jeffrey DeLaurentis, encarregado de negócios, ao dar as boas-vindas à delegação estadunidense ao edifício e à representação cubana — liderada pela diretora-geral para os Estados Unidos da chancelaria cubana, Josefina Vidal — indicou que hoje representa o começo de um novo capítulo para ambos os países.</p>
<p>Centenas de pessoas em uma esplanada dentro da embaixada e nas áreas exteriores, foram testemunhas daquilo que é qualificado como um fato histórico. Igualmente, nas proximidades da sede, repôrteres, câmeras e fotógrafos de meios de todo o mundo assistiram ao acontecimento.</p>
<p>O poeta estadunidense de origem cubana, Richard Blanco, declamou o poema “Cosas de mar”, e depois o secretário do Estado estadunidense proferiu seu discurso, expressando que este é o momento de aproximarmo-nos os dois povos, não já como inimigos o rivais, mas sim como vizinhos. É o momento de levantar nossas bandeiras e fazer saber ao resto do mundo que desejamos o melhor uns para os outros.</p>
<p>A reabertura formal da embaixada e a visita de Kerry a Cuba, a primeira de um secretário do Estado dos Estados Unidos em 70 anos à Ilha, define o fim da primeira etapa chave da normalização das relações entre ambos os países. Um processo iniciado em 17 de dezembro de 2014 quando os presidentes cubano, Raúl Castro, e estadunidense, Barack Obama, anunciaram sua decisão mútua de avançar rumo ao reatamento dos vínculos entre ambos os países, interrompidos pela decisão dos Estados Unidos há quase 55 anos.</p>
<p>Agora começa um longo período rumo à normalização dos vínculos entre ambos os países que inclui por parte dos Estados Unidos o levantamento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba, bem como a devolução do território ocupado ilegalmente em Guantánamo.</p>
<p>Esta atividade oficial é a contraparte do ato oficial que efetuado em 20 de julho passado, na missão diplomática cubana em Washington, dia em que tremulou pela primeira vez, após mais de meio século, a bandeira cubana.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Ratificamos a vontade de Cuba de avançar no sentido da normalização das relações com os Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 13:17:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Discurso de Bruno Rodríguez Parrilla, ministro das Relações Exteriores da República de Cuba, na cerimônia de reabertura da embaixada de Cuba nos Estados Unidos, Washington, 20 de julho de 2015. "A bandeira que honramos à entrada desta sala é a mesma que aqui foi arriada há 54 anos, foi conservada zelosamente na Flórida por uma família de libertadores e, em seguida, no Museu de nossa cidade oriental de Las Tunas, em antecipação a este dia teria que vir"]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3859" alt="Bruno discurso 20 julio" src="/files/2015/07/Bruno-discurso-20-julio1-300x180.jpg" width="300" height="180" />Ex.ma sr.ª Roberta Jacobson, secretária de Estado adjunta e senhores funcionários do governo dos Estados Unidos que a acompanham;</p>
<p>Honoráveis membros do Congresso;</p>
<p>Queridos representantes das organizações, movimentos e instituições norte-americanas que fizeram enormes esforços para mudar a política em relação a Cuba e a melhoria das relações bilaterais;</p>
<p>Queridos representantes das organizações e movimentos da emigração patriótica;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Excelências embaixadores;</p>
<p>Companheiros da delegação cubana;</p>
<p>Encarregado de Negócios José Ramón Cabañas, funcionários e trabalhadores da embaixada de Cuba;</p>
<p>Queridas amigas e amigos:</p>
<p>A bandeira que honramos à entrada desta sala é a mesma que aqui foi arriada há 54 anos, foi conservada zelosamente na Flórida por uma família de libertadores e, em seguida, no Museu de nossa cidade oriental de Las Tunas, em antecipação a este dia teria que vir.</p>
<p>Tremula de novo neste lugar a bandeira da estrela solitária que encarna o generoso sangue derramado, o sacrifício e a luta de mais de um século de nosso povo pela independência nacional e a autodeterminação plena, enfrentando os mais graves desafios e perigos.</p>
<p>Prestamos homenagem a todos aqueles que caíram em sua defesa e renovamos o compromisso das gerações presentes e, com total confiança naquelas que virão, de servir a essa bandeira com honra.</p>
<p>Nós invocamos a memória de José Martí, que viveu dedicado à luta pela liberdade de Cuba e conheceu profundamente os Estados Unidos. Em sua obra Cenas da América do Norte, ele nos deixou uma descrição clara da grande nação do norte e os elogios do melhor dela. Ainda, também nos legou a advertência de seu desejo excessivo de dominação que uma história de desentendimentos confirmou.</p>
<p>Temos chegado até aqui por causa da liderança forte e sábia do líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro Ruz, a cujas ideias sempre guardaremos lealdade suprema (Aplausos). Lembramo-nos de sua presença nesta cidade, em abril de 1959, para promover relações bilaterais justas e sua sincera homenagem a Lincoln e a Washington. Os propósitos que o fizeram vir aqui, naquela data, são aqueles que temos tentado nas últimas décadas e coincidem exatamente com os que nos propomos hoje.</p>
<p>Muitos nesta sala, políticos, jornalistas, personalidades das letras ou das ciências, estudantes, ativistas sociais norte-americanos, lembram as infindáveis ​​horas de conversa enriquecedora com o comandante, que lhes permitiram compreender melhor nossas razões, objetivos e decisões.</p>
<p>Este ato foi possível graças à livre e inquebrantável vontade, unidade, sacrifício, abnegação, a heróica resistência e o trabalho do nosso povo e pela força da nação e da cultura cubanas.</p>
<p>Várias gerações da diplomacia revolucionária se juntaram neste esforço e deram seus mártires. O exemplo e o verbo emocionante de Raul Roa, o chanceler da Dignidade, continua incentivando a política externa cubana e estará na memória dos mais jovens e dos futuros diplomatas.</p>
<p>Eu sou o portador dos cumprimentos do presidente Raul Castro Ruz, expressão da boa vontade e da forte decisão política de avançar, mediante o diálogo baseado no respeito mútuo e a igualdade soberana, no caminho de uma convivência civilizada, mesmo dentro das diferenças entre os dois governos, que favoreça a solução de assuntos bilaterais, promova a cooperação e o desenvolvimento de vínculos mutuamente vantajosos, como desejam e merecem ambos os povos.</p>
<p>Sabemos que esta seria uma contribuição para a paz, o desenvolvimento, a igualdade e a estabilidade no continente, ao exercício dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e na Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz assinada na 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe, em Havana.</p>
<p>Com o restabelecimento das relações diplomáticas e a reabertura de embaixadas, termina hoje uma primeira etapa do diálogo bilateral e se abre o caminho rumo ao certamente complexo e longo processo para a normalização das relações bilaterais.</p>
<p>O desafio é grande, pois nunca houve relações normais entre os Estados Unidos e Cuba, apesar de um século e meio de ligações intensas e enriquecedoras entre os povos.</p>
<p>A Emenda Platt, imposta em 1902 sob a ocupação militar, cerceou um esforço libertador que tinha contado com a participação ou simpatia de não poucos cidadãos norte-americanos e levou à usurpação de território cubano de Guantánamo. Suas consequências desastrosas marcaram de forma indelével nossa história comum.</p>
<p>Em 1959, os Estados Unidos não aceitaram a existência de uma pequena ilha vizinha completamente independente e alguns anos mais tarde, ainda menos, a de uma Revolução socialista que teve de se defender, e desde então, personifica a vontade de nosso povo.</p>
<p>Cito a história para dizer que hoje se abre a oportunidade de começar a trabalhar para estabelecer umas relações bilaterais novas e diferentes de tudo o anterior. Para isso, o governo cubano compromete toda sua vontade.</p>
<p>Apenas a remoção do bloqueio econômico, comercial e financeiro, que tanto danos e privação causa a nosso povo, o retorno do território ocupado de Guantánamo e o respeito à soberania de Cuba vão dar sentido ao fato histórico que estamos vivendo hoje.</p>
<p>Cada passo que seja dado contará com o reconhecimento e a disposição favorável de nosso povo e do governo, e provavelmente vai receber o encorajamento e bênção da América Latina e do Caribe e do mundo.</p>
<p>Ratificamos a vontade de Cuba de avançar no sentido da normalização das relações com os Estados Unidos, num espírito construtivo, mas sem abrirmos mão da nossa independência, nem a interferência em assuntos relativos ao domínio exclusivo da soberania do povo cubano.</p>
<p>Persistir em objetivos obsoletos e injustos e propor-se apenas uma mera mudança nos métodos para alcançá-los, não vai tornar legítimos aqueles nem ajudará ao interesse nacional dos Estados Unidos, nem ao dos seus cidadãos. No entanto, se assim ocorresse, estaríamos dispostos a aceitar esse desafio.</p>
<p>Chegaremos a esse processo, tal como o presidente Raúl Castro escreveu em sua carta de 1º de julho ao presidente Barack Obama, “animados pela intenção mútua de desenvolver relações de amizade e cooperação entre os nossos povos e governos”.</p>
<p>A partir desta embaixada vamos continuar trabalhando com empenho para promover as relações culturais, econômicas, científicas, acadêmicas e esportivas e os laços de amizade entre nossos povos.</p>
<p>Transmitimos o respeito e o reconhecimento do governo cubano para o presidente dos Estados Unidos por seu apelo ao Congresso para levantar o bloqueio e a mudança de política que enunciou, no particular pela disposição que manifestou de exercer seus poderes executivos para o efeito (Aplausos).</p>
<p>Lembramo-nos especialmente da decisão do presidente Carter de abrir respectivas Repartições de Interesses, em setembro de 1977.</p>
<p>Tenho o prazer de agradecer ao governo da Confederação Suíça por sua representação dos interesses cubanos, durante os últimos 24 anos.</p>
<p>Em nome do governo e do povo de Cuba, gostaria de expressar nossa gratidão aos membros do Congresso, acadêmicos, líderes religiosos, ativistas, grupos de solidariedade, empresários e muitos cidadãos norte-americanos que lutaram ao longo de muitos anos para chegar a este dia.</p>
<p>À maioria dos cubanos que vivem nos Estados Unidos, que defenderam e exigiram uma relação diferente entre este país e nossa nação lhe expressamos o reconhecimento. Eles nos disseram, comovidos, que multiplicarão seus esforços, fiéis à tradição da emigração patriótica que serviu para apoiar aos ideais de independência.</p>
<p>Expressamos a gratidão para com nossos irmãos latino-americanos e caribenhos, que estiveram de maneira decisiva junto a nosso país e pediram um novo capítulo nas relações entre os EUA e Cuba, tal como fizeram com notável constância muitos amigos em todo o mundo.</p>
<p>Reitero o nosso apreço aos governos, aqui representados pelo corpo diplomático, cuja voz e voto na Assembleia Geral das Nações Unidas e em outros lugares deu uma contribuição decisiva.</p>
<p>José Martí organizou daqui o Partido Revolucionário Cubano para conquistar a liberdade, toda a justiça e a dignidade plena do homem. Suas ideias, heroicamente reclamadas no ano de seu centenário, continuam sendo a inspiração essencial neste caminho que nosso povo soberanamente escolheu.</p>
<p>Muito obrigado (Aplausos).</p>
<p><strong>(Tradução da versão estenográfica do Conselho de Estado)</strong></p>
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		<title>Livre e soberana</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 12:12:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desde o dia 20 de julho foram restabelecidas as relações diplomáticas com os Estados Unidos. Em Washington tremula a bandeira cubana na sede da Embaixada, que foi reaberta em uma cerimônia oficial, com a participação de diferentes representantes da sociedade cubana e convidados estadunidenses e amigos de Cuba]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3855" alt="Bandera-cubana-ondea-en-Washington-580x435" src="/files/2015/07/Bandera-cubana-ondea-en-Washington-580x435.jpg" width="300" height="225" />Desde o dia 20 de julho foram restabelecidas as relações diplomáticas com os Estados Unidos. Em Washington tremula a bandeira cubana na sede da Embaixada, que foi reaberta em uma cerimônia oficial, com a participação de diferentes representantes da sociedade cubana e convidados estadunidenses e amigos de Cuba</p>
<p>• O chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla explicou que com o restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura das embaixadas culmina uma primeira etapa do diálogo bilateral.</p>
<p>• Rodríguez ratificou o interesse de normalizar os vínculos bilaterais, reconhecendo que será um caminho complexo e longo que precisará da vontade de ambas as partes</p>
<p>• Por seu lado, o secretário do Estado dos Estados Unidos, John Kerry, assegurou que tem começado um processo de normalização completa. É preciso continuar avançando em ambos os países e trabalhar de maneira aberta e com respeito</p>
<p>• Kerry anunciou que em 14 de agosto realizará sua primeira viagem como secretário de Estado a Cuba e celebrará uma cerimônia similar na embaixada dos EUA em Havana.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>Declaração do Governo Revolucionário</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 01:35:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em 1º de julho de 2015, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba, Raul Castro Ruz, e o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama intercambiaram cartas através das quais confirmaram a decisão de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países e abrir missões diplomáticas permanentes nas suas respectivas capitais, a partir do dia 20 de julho de 2015.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3824" alt="cuba ee uu banderas" src="/files/2015/07/cuba-ee-uu-banderas.jpg" width="300" height="225" />Em 1º de julho de 2015, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba, Raul Castro Ruz, e o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama intercambiaram cartas através das quais confirmaram a decisão de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países e abrir missões diplomáticas permanentes nas suas respectivas capitais, a partir do dia 20 de julho de 2015.</p>
<p>Nesse mesmo dia, a abertura oficial da Embaixada de Cuba será realizada em Washington, na presença de uma delegação cubana liderada pelo chanceler Bruno Rodriguez Parrilla e composta por destacados representantes da sociedade cubana.</p>
<p>Ao formalizar esse passo, Cuba e Estados Unidos ratificaram a intenção de desenvolver relações de respeito e cooperação entre os dois povos e governos, com base nos princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, particularmente, as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e Consulares.</p>
<p>O governo de Cuba decidiu restabelecer as relações diplomáticas com os Estados Unidos no completo exercício da sua soberania, invariavelmente comprometida com seus ideais de independência e justiça social e de solidariedade com as causas justas do mundo, e em reafirmação de cada um dos princípios pelos que nosso povo tem derramado seu sangue e enfrentado todos os riscos, liderados pelo líder histórico da Revolução Fidel Castro Ruz.</p>
<p>Com o restabelecimento de relações diplomáticas e a abertura de embaixadas, conclui a primeira fase do que será um longo e complexo processo no sentido da normalização das relações bilaterais, como parte do qual deverá se resolver um conjunto de questões decorrentes de políticas passadas, ainda em vigor, que afetam ao povo e a nação cubana.</p>
<p>Não haverá relações normais entre Cuba e os Estados Unidos se o bloqueio econômico, comercial e financeiro, aplicado rigorosamente, continua, causando danos e necessidades ao povo cubano, que é o principal obstáculo para o desenvolvimento da nossa economia e constitui uma violação do Direito Internacional e afeta os interesses de todos os países, incluindo os dos Estados Unidos.</p>
<p>Para alcançar a normalização será essencial também que o território ilegalmente ocupado pela Base Naval em Guantánamo seja devolvido, cessem as transmissões de rádio e televisão para Cuba o qual é uma violação das normas internacionais e prejudiciais para nossa soberania, eliminar os programas destinados a promover a subversão e desestabilização interna e compensar o povo cubano pelos danos humanos e econômicos causado pelas políticas dos Estados Unidos.</p>
<p>Lembrando as questões pendentes de solução entre os dois países, o governo cubano reconhece as decisões tomadas até agora pelo presidente Obama, de excluir Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo internacional, exortando o Congresso dos Estados Unidos a levantar o bloqueio e começar a tomar medidas para modificar a aplicação dos aspectos desta política, no exercício dos seus poderes executivos.</p>
<p>Como parte do processo para a normalização das relações, por sua vez, deveram ser construídos os alicerces de alguns vínculos que nunca têm existido entre nossos países em toda sua história, especialmente a partir da intervenção militar dos Estados Unidos há 117 anos, na guerra de independência por quase três décadas contra o colonialismo espanhol.</p>
<p>Estas relações devem ser fundadas no respeito absoluto a nossa independência e soberania; o direito inalienável de todo estado para escolher o sistema político, econômico, social e cultural, sem ingerência de nenhuma forma; e a igualdade soberana, e a reciprocidade, que constituem princípios essenciais do direito internacional.</p>
<p>O governo de Cuba reitera a sua vontade de manter um diálogo respeitoso com o governo dos Estados Unidos e a desenvolver relações de convivência civilizada, baseado no respeito nas diferenças entre os dois governos e na cooperação sobre questões de interesse mútuo.</p>
<p>Cuba continuará trabalhando no processo de atualização de seu modelo econômico e social, para construir um socialismo próspero e sustentável, avançar no desenvolvimento do país e consolidar as conquistas da Revolução.</p>
<p>Havana, 1º de julho de 2015 •</p>
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