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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Alterações Climáticas</title>
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		<title>Salvar o Malecón</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Feb 2018 15:48:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Furacão]]></category>
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		<description><![CDATA[IRMA açoitou com fúria o muro da beira-mar de Havana, conhecido como Malecón, em 9 de setembro de 2017. Suas ondas, com mais de dez metros de altura, conseguiram penetrar dois quilômetros para dentro da cidade e alagar grande porção dos municípios litorâneos da capital cubana.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4733" alt="Malecon salvarlo" src="/files/2018/02/Malecon-salvarlo.jpg" width="300" height="244" />IRMA açoitou com fúria o muro da beira-mar de Havana, conhecido como Malecón, em 9 de setembro de 2017. Suas ondas, com mais de dez metros de altura, conseguiram penetrar dois quilômetros para dentro da cidade e alagar grande porção dos municípios litorâneos da capital cubana.</p>
<p>Os moradores das zonas próximas da beira-mar de Havana nunca viveram tamanha experiência, nem com a tormenta do Século, em março de 1993, ou o furacão Wilma, em 2005.</p>
<p>Esses fenômenos meteorológicos e suas repercussões demonstraram o necessário que é preparar-se para poder controlar, no marco das possibilidades, os efeitos negativos na área.</p>
<p>A análise da localização de assentamentos humanos afetados pela mudança climática em nosso país mostra que o maior número de moradias e infraestruturas expostas está na zona da orla costeira de Havana. Por isso, foi incluída como uma das 11 zonas priorizadas na Tarefa Vida, um plano elaborado pelo Estado para o enfrentamento à mudança climática, aprovado em 25 de abril de 2017 pelo Conselho de Ministros.</p>
<p>«Em primeiro lugar, pretendemos constatar, através das pesquisas e estudos, o nível de proteção da zona, devido à elevação mais acima do normal, das ondas na estrada da beira-mar e a entrada de água de mar pelos esgotos pluviais que drenam no litoral», explicou o chefe do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento, do Instituto de Planejamento Físico (IPF), Carlos Manuel Rodríguez Otero.</p>
<p>Porém, por que esta área fica alagada frequentemente? Segundo os especialistas se deve a diferentes fatores. Tem a ver com a localização físico-geográfica do entorno onde é localizada a beira-mar e as condições climatológicas especiais que produzem grandes ondas e enchentes do mar.</p>
<p>«Aliás, significou Rodríguez Otero, a urbanização ocupa espaços das bacias hidrográficas donde se produzia, de forma natural, a drenagem até o mar; e que foram tapadas ou obstaculizadas por diferentes razões. A isso se acrescenta a falta de manutenção».</p>
<p>O muro deve chegar a 1,25 metro de altura acima do nível da calçada para, juntamente com outras ações, mitigar a penetração do mar. Foto: Dunia Álvarez Palacios<br />
PROJEÇÕES</p>
<p>«Durante a passagem do furacão Irma, graças ao trabalho em parceria do Governo e o Partido da província, foram transferidas imediatamente, para evitar consequências negativas, cerca de 60 famílias», destacou a chefa de Investimentos da beira-mar (Malecón) e Extramuros, do Gabinete do Historiador da Cidade (OHC), María Isabel Martínez Oliver.</p>
<p>Hoje, os prédios afetados pelas derrubadas parciais produzidas pela penetração do mar até depois de um mês, e que já apresentavam falhas estruturais irreversíveis, permanecem fechados para evitar a entrada de pessoas e a ocorrência de acidentes.</p>
<p>A população afetada foi levada para outras moradias construídas pelo governo e a OHC em diferentes municípios da capital.</p>
<p>Considerando o alto valor urbano e paisagístico do litoral havanês, a deterioração das moradias, as novas regulamentações estabelecidas no país para mitigar e/ou adaptar-se à mudança climática, e a necessidade de compatibilizar esses aspectos em função de novos empreendimentos, a OHC planejou ações na zona tradicional da beira-mar, como a construção de novas moradias com as regulamentações urbanísticas específicas e a reabilitação de outras edificações, juntado à manutenção constante das moradias em estado bom e regular, nas fachadas e áreas comuns.</p>
<p>Outra das prioridades é solucionar o estado dos sistemas de drenagem nas áreas de enchentes, dos municípios Habana Vieja, Centro Habana e Plaza de la Revolución, criar as medidas para a correção e facilitação destes, sua limpeza e manutenção.</p>
<p>«Também se propõe modificar o muro existente, elevando a altura máxima até 1,25 metros acima do nível da calçada, com reforço e curvatura da fachada frente ao mar. Criar calçadas com elementos de concreto, para mitigar a entrada de água e elementos quebra-ondas a uma distância prudente da costa para parar o primeiro impacto», explicou Juan José Díaz Espíldoro, especialista de Investimentos do Gabinete.</p>
<p>Não obstante, destacou que estas modificações não podem implicar um deterioro da imagem da cidade, pois não se devem perder os valores urbanísticos e arquitetônicos desses municípios.</p>
<p>«Para as novas construções que se prevê acometer na orla costeira, o processo de empreendimentos precisou de uma análise, para poder emitir a microlocalização e a licença construtiva. Cada obra teve que cumprir as diretrizes estabelecidas do planejamento e consulta com todos os organismos envolvidos», explicou Rodríguez Otero, do IPF.</p>
<p>Foram criadas comissões de trabalho conjunto, elaborando-se as estratégias para continuar com o resto do litoral havanês as obras executadas na tradicional beira-mar. «Neste caso, assinalou Eymil Galvez Leyva, especialista de Investimentos da OHC, abrangeria também as reparações no realce da cimentação do muro».</p>
<p>Os organismos da administração central do Estado na capital participam da procura de soluções para a zona da beira-mar de Havana, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente como organismo reitor.</p>
<p>Este será um processo que demandará recursos e tempo, e no qual é preciso esclarecer que não basta com implementar soluções, estas deverão ser aperfeiçoadas e estudadas, segundo as particularidades de cada trecho do muro.</p>
<p>Só assim será evitado que os eventos meteorológicos confundam as ruas de Havana com os limites do mar.</p>
<p>••••</p>
<p>REGULAMENTAÇÕES URBANÍSTICAS PARA A ZONA TRADICIONAL DA BEIRA-MAR (MALECÓN)</p>
<p>- Nas novas edificações se estabelece o uso de materiais resistentes ao intemperismo.</p>
<p>- Considera-se 15% da parcela como área desprovida, e se mantém o perfil urbano tradicional, excetuando algumas esquinas onde será possível levantar prédios de maior altura.</p>
<p>- Proíbe-se o uso habitacional de piso térreo, que se deve reservar para atividades comerciais e de serviços. Os porões só serão utilizados como estacionamentos.</p>
<p>- Será obrigatório elevar o nível do andar respeito ao nível da calçada entre 15 e 45 centímetros nos alpendres e 1,20 metros no interior das edificações.</p>
<p>- Será preservada a estrutura urbana original, especialmente as formas e as dimensões das quadras, parcelas e o alpendre público saliente.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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