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	<title>Cubadebate (Português) &#187; AEC. Discurso</title>
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		<title>A Associação dos Estados do Caribe deve continuar sendo um dos pilares da unidade do Grande Caribe</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 18:03:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, na 8ª reunião da Associação dos Estados do Caribe, em Manágua, Nicarágua, em 29 de março de 2019, «Ano 61º da Revolução»]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5450" alt="Diaz AEC" src="/files/2019/04/Diaz-AEC.jpg" width="300" height="253" />Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, na 8ª reunião da Associação dos Estados do Caribe, em Manágua, Nicarágua, em 29 de março de 2019, «Ano 61º da Revolução»</p>
<p>(Tradução da versão estenográfica &#8211; Conselho de Estado)</p>
<p>Companheiro comandante Daniel Ortega Saavedra, presidente da irmã República da Nicarágua e da 8ª Reunião da Associação dos Estados do Caribe;</p>
<p>Companheira Rosario Murillo, vice-presidenta da República da Nicarágua;</p>
<p>Distintos chefes de Estado e de Governo e chefes de delegações;</p>
<p>Exc.ma sr.ª embaixadora June Soomer, secretária-geral da Associação;</p>
<p>Estimados delegados e convidados:</p>
<p>Nosso poeta nacional, Nicolás Guillén, voz singular entre as grandes vozes desta região, dedicou ao mar que nos une um breve poema, com o qual gostaria de cumprimentá-los. É intitulado O Caribe e diz:</p>
<p>No aquário do Grande Zoo,</p>
<p>nada o Caribe.</p>
<p>Este animal</p>
<p>marítimo e enigmático</p>
<p>Tem uma crista de cristal</p>
<p>as costas azuis, a cauda verde,</p>
<p>barriga compacta de coral,</p>
<p>barbatanas cinzas de furacão.</p>
<p>No aquário, esta inscrição:</p>
<p>«Tenha cuidado: morde».</p>
<p>Os versos de Guillén falam dessa &#8220;crista de cristal&#8221; que torna nosso Caribe frágil. E também da besta que nos habita. Fragilidade e ferocidade nos distinguem. Fragilidade e ferocidade nos unem. E na união, já sabemos disso, está a nossa força.</p>
<p>Dessa força que somente sustenta a união, nasceu a muito oportuna Declaração de Manágua, a ser adotada por este encontro, sob o título «Unindo esforços no Caribe para enfrentar a mudança climática», uma questão que tem gerado uma preocupação crescente nas últimas décadas.</p>
<p>Tal como nos advertiu há quase 30 anos na Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro em 1992, o Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz: «Uma espécie biológica importante está em risco de desaparecer devido à rápida e liquidação progressiva de suas condições naturais de vida: o homem».</p>
<p>O Caribe sabe disso bem porque muitas vezes sofre seus impactos. Certamente por essa razão, desde sua 2ª Cúpula, em Santo Domingo, em 1999, a Associação de Estados do Caribe incluiu, entre suas linhas de trabalho, o acordo e a cooperação em matéria de mudança climática e redução do risco de desastres.</p>
<p>As causas da mudança climática foram claramente identificadas pela comunidade científica e reconhecidas por praticamente todos os governos.</p>
<p>Mas nem os esforços desenvolvidos, nem os compromissos ambientais internacionais são suficientes para parar o alarmante aumento da temperatura global e para a estabilizar em torno de 1,5° C, como é a demanda dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Os mais desenvolvidos, que são os principais responsáveis ​​pela atual situação insustentável, devem honrar o compromisso de fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano em apoio às ações dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Deve prevalecer o compromisso global para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, com base no princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e um quadro de cooperação internacional para fornecer recursos e transferência de tecnologias necessárias para países em desenvolvimento.</p>
<p>Isso requer a modificação dos padrões de produção e consumo que nos impuseram e a promoção de uma ordem econômica internacional justa, democrática e equitativa, para enfrentar as mudanças climáticas e alcançar o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Senhor presidente:</p>
<p>Cada um de nós entende o que está sendo falado. A intensidade e a persistência de fenômenos naturais de vários tipos no Grande Caribe constantemente nos punem com os efeitos adversos da mudança climática, particularmente os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.</p>
<p>Viver entre ciclones condicionou nossas vidas; modificou nossas geografias e revigorou nossas migrações. E também nos educou na necessidade de estudar mais os fenômenos que nos perseguem e trabalhar para reverter seus danos. A Revolução Cubana teve que aprender muito cedo e muito duramente essas lições, a partir do ciclone Flora, que em 1963 deixou sob as águas a antiga província do Oriente e enterrou mais de mil pessoas.</p>
<p>A história mais recente nos diz que nos piores momentos nos salvou o fato de ter agido unidos. Acreditamos firmemente que apenas a nossa unidade e cooperação conjunta nos permitirá enfrentar os perigos e efeitos de eventos meteorológicos e assumir a recuperação subsequente.</p>
<p>A solidariedade deve ser um princípio fundamental para os membros da Associação dos Estados do Caribe.</p>
<p>Nessa linha de pensamento, quero reiterar hoje o apoio inabalável de Cuba, em todas as circunstâncias, ao direito dos pequenos Estados insulares e nações em desenvolvimento de receber tratamento especial e diferenciado no acesso ao comércio e ao investimento.</p>
<p>Igualmente apoiamos a reivindicação, justa e necessária, para receber a cooperação de acordo com a sua situação atual e as necessidades, e não com base em estatísticas de renda per capita, que classificam esquematicamente estes territórios como países de renda média e os excluem dos fluxos de recursos financeiros indispensável para o desenvolvimento.</p>
<p>Congratulamo-nos com a eleição de Barbados como Presidente da Mesa Diretiva do Conselho de Ministros da Associação. Expressamos nossos fraternos parabéns por isso e a disposição de contribuir durante seu mandato.</p>
<p>Estimados delegados:</p>
<p>O presidente dos Estados Unidos, o secretário do Estado e o conselheiro de Segurança Nacional declararam que a Doutrina Monroe «é tão relevante hoje como o dia em que foi escrita» e que «tem sido a política formal», como no tempo de expansão e intervenção dos Estados Unidos em nossa região, de agressões e imposições militares em nossos países.</p>
<p>Estas abordagens e ações consequentes, desafiam a nossa Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinado pelos chefes de Estado e de Governo em janeiro de 2014, em Havana, por ocasião da 2ª Cúpula da Celac.</p>
<p>Nessa época, declaramos nosso compromisso permanente com a solução pacífica de controvérsias, a fim de banir para sempre o uso e a ameaça do uso da força nessa região; com o estrito cumprimento da obrigação de não intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos de qualquer outro Estado; promover relações de amizade e cooperação entre si e com outras nações, independentemente das diferenças entre seus sistemas políticos, econômicos e sociais ou níveis de desenvolvimento; praticar a tolerância e coexistir em paz como bons vizinhos; o compromisso dos Estados da América Latina e do Caribe de respeitar integralmente o direito inalienável de cada Estado de escolher seu sistema político, econômico, social e cultural, como condição essencial para assegurar a coexistência pacífica entre as nações; à promoção na região de uma cultura de paz baseada, entre outros, nos princípios da Declaração sobre a Cultura de Paz das Nações Unidas.</p>
<p>A Proclamação também insta todos os Estados membros da comunidade internacional a respeitar plenamente esses propósitos e princípios em suas relações com os Estados membros da Celac.</p>
<p>Neste contexto, nossas nações precisam continuar trabalhando juntas. É nosso dever proteger, entre todos, a paz e preservar o que foi conquistado, confiantes de que a atual situação de confronto e ameaças será superada.</p>
<p>Cuba em particular, tem sido alvo de um fortalecimento do bloqueio irracional e perverso dos Estados Unidos, cuja administração tem desencadeado, ao mesmo tempo, uma campanha de manipulação, mentiras e pretextos para sustentar uma prática de perseguição e assédio que a comunidade internacional rejeita e condena abertamente.</p>
<p>Quero agradecer profundamente a posição de todos os países da região, em oposição a esta política irracional, ilegal e cruel contra o nosso povo.</p>
<p>Acima das diferenças políticas ou ideológicas, eu apelo a todos os governos do Caribe para defender a paz e se oporem à agressão militar e à escalada de medidas econômicas coercitivas contra a Venezuela, que prejudica seriamente os seus cidadãos e coloca em risco a estabilidade de toda a região.</p>
<p>Reiteramos também a nossa solidariedade e apoio ao Governo de Reconciliação e de Unidade Nacional da República da Nicarágua contra as tentativas de desestabilização, e nos congratulamos do processo de negociação para garantir a paz e preservar o progresso social e econômico nesta nação irmã.</p>
<p>Fiéis à nossa visão de defender a unidade na diversidade, como em muitas ocasiões o primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba, Raul Castro Ruz, reafirmou em fóruns como este, conclamamo-los a continuar trabalhando em conjunto, com foco na muito que nos une, incomparavelmente superior ao pouco que nos separa, e priorizar o cumprimento dos acordos do 23º Conselho de Ministros em relação ao fortalecimento e revitalização da Associação.</p>
<p>A Associação dos Estados do Caribe deve continuar sendo um dos pilares da unidade do Grande Caribe, que é a única alternativa aos enormes desafios que enfrentamos.</p>
<p>Os estados membros desta organização compartilhamos a responsabilidade de evitar quebrar o consenso que construímos juntos nestes anos e continuar promovendo a solidariedade, como uma premissa indispensável para desenvolver ações em todas as questões que fazem parte do mandato da organização.</p>
<p>Cuba continuará trabalhando a favor dessa unidade e pela consolidação de nossa Associação, e esperamos que esta importante reunião contribua decisivamente para isso.</p>
<p>Muito obrigado!</p>
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