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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Opiniões</title>
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		<title>ARTIGO DE FIDEL:  O irmão Obama</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 22:13:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[OS reis da Espanha trouxeram-nos os conquistadores e donos, cujas pegadas ficaram gravadas nos terrenos circulares atribuídos aos buscadores de ouro na areia dos rios, uma forma abusiva e vergonhosa de exploração cujos sinais ainda hoje podem ser advertidos, do ar, em muitos lugares do país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4137" alt="fidel  escribe" src="/files/2016/03/fidel-escribe.jpg" width="300" height="252" />OS reis da Espanha trouxeram-nos os conquistadores e donos, cujas pegadas ficaram gravadas nos terrenos circulares atribuídos aos buscadores de ouro na areia dos rios, uma forma abusiva e vergonhosa de exploração cujos sinais ainda hoje podem ser advertidos, do ar, em muitos lugares do país.</p>
<p>O turismo hoje, em boa parte, consiste em mostrar as delícias das paisagens e degustar os alimentos requintados de nossos mares, e sempre que sejam compartilhadom com o capital privado das megacorporações estrangeiras, cujos ganhos se não atingem os bilhões de dólares per capita não são dignos de atenção alguma.</p>
<p>Já que fui obrigado a mencionar o tema devo acrescentar, principalmente para os jovens, que poucas pessoas percebem a importância de tal condição neste momento singular da história humana. Não direi que o tempo tenha sido perdido, mas não vacilo ao afirmar que não estamos suficientemente informados, nem vocês nem nós, dos conhecimentos e da consciência que deveríamos ter para enfrentar as realidades que nos desafiam. O primeiro a ser levado em conta é que nossas vidas são uma fração histórica de segundos, a qual é preciso compartilhar, ainda, com as necessidades vitais de todo ser humano. Uma das características deste é a tendência à sobrevalorização do seu papel, questão que contrasta, por outro lado, com o número extraordinário de pessoas que encarnam os sonhos mais elevados.</p>
<p>Ninguém, contudo, é bom ou é mau por si próprio. Nenhum de nós está desenhado para o papel que deve assumir na sociedade revolucionária. Em parte, nós os cubanos tivemos o privilégio de contar com o exemplo de José Martí. Pergunto, inclusive, se ele devia ter morrido ou não em Dos Rios, quando disse “para mim está na hora”, e avançou contra as forças espanholas entrincheiradas em uma sólida linha de defesa. Não queria retornar para os Estados Unidos e não haveria quem o fizesse retornar. Alguém tirou algumas folhas do seu diário. Quem arcou com essa pérfida culpa, que foi, sem dúvida, obra de algum intrigante inescrupuloso? Soube-se que existiam diferenças entre os chefes, porém jamais houve indisciplinas. “Quem tente apropriar-se de Cuba colherá o pó do seu solo alagado em sangue, se antes não perece na luta”, declarou o glorioso líder negro Antonio Maceo. Reconhece-se, igualmente, que Máximo Gómez foi o chefe militar mais disciplinado e discreto de nossa história.</p>
<p>Olhando de outro ângulo, como a gente não vai ficar admirada da indignação de Bonifacio Byrne quando, da distante embarcação que o trazia de retorno a Cuba, ao divisar outra bandeira junto da da estrela solitária, declarou: “Minha bandeira é aquela que jamais tem sido mercenária&#8230;” para acrescentar imediatamente uma das frases mais belas que jamais escutei: “Se desfeita em miúdos pedaços chega a estar minha bandeira algum dia&#8230; nosso mortos, erguendo os braços, ainda saberão defendê-la&#8230;” Tampouco esquecerei as palavras ardentes de Camilo Cienfuegos naquela noite, quando a várias dezenas de metros de nós, bazucas e metralhadoras de origem norte-americana nas mãos de agentes contrarrevolucionários apontavam para nós. Obama tinha nascido em 1961, como ele próprio explicou. Mais de meio século decorreria desde aquele momento.</p>
<p>Contudo, vejamos como pensa nosso ilustre visitante:</p>
<p>“Vim aqui para deixar atrás os últimos sinais da guerra fria nas Américas. Vim aqui estendendo a mão de amizade ao povo cubano”. E imediatamente um dilúvio de conceitos, inteiramente novos para a maioria de nós:</p>
<p>“Ambos vivemos em um novo mundo que foi colonizado pelos europeus”. Prosseguiu o presidente norte-americano. “Cuba, tal como os Estados Unidos, foi constituída por escravos trazidos da África; tal como os Estados Unidos, o povo cubano tem herança de escravos e de donos de escravos”.</p>
<p>As populações nativas não existem para nada na mente de Obama. Tampouco disse que a discriminação racial foi varrida pela Revolução; que a aposentadoria e o salário de todos os cubanos foram decretados por esta antes que o senhor Obama completasse dez anos. O odioso costume burguês de contratar esbirros para que os cidadãos negros fossem expulsos de centros de lazer foi varrido pela Revolução Cubana. Esta ficaria gravada na história pela batalha que travou em Angola contra o apartheid, pondo fim à presença de armas nucleares em um continente de mais de um bilhão de habitantes. Esse não era o objetivo de nossa solidariedade mas sim o de ajudar aos povos de angola, Moçambique, Guiné-Bissau e outros da dominação colonial fascista de Portugal.</p>
<p>Em 1961, apenas um ano e três meses depois do triunfo da Revolução, uma força mercenária com canhões e infantaria blindada e com aviões foi treinada e acompanhada de navios de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos e atacou de surpresa nosso país. Nada poderá justificar aquele aleivoso ataque que custou ao nosso país centenas de vidas, entre mortos e feridos. Da brigada de assalto pró-ianque, em nenhuma parte consta que tivesse podido ser evacuado nenhum mercenário. Aviões ianques de combate foram apresentados nas Nações Unidas como aparelhos cubanos revoltados.</p>
<p>É bem conhecida a experiência militar e o poderio desse país. Na África pensaram igualmente que a Cuba revolucionária seria igualmente posta fora de combate. O ataque pelo Sul de Angola por parte das brigadas motorizadas da África do Sul racista levou-as até as proximidades de Luanda, a capital desse país. Aí se iniciou a luta que se prolongaria não menos de 15 anos. Nem sequer falaria disto a menos que tivesse o dever elementar de contestar o discurso de Obama no Grande Teatro de Havana Alicia Alonso.</p>
<p>Tampouco tentarei dar detalhes, a não ser que ali foi escrita uma página de honra na luta pela libertação do ser humano. De certa forma eu desejava que a conduta de Obama fosse correta. Sua origem humilde e sua inteligência natural eram evidentes. Mandela ficou preso a vida toda e se tinha convertido em um gigante da luta pela dignidade humana. Um dia chegou às minhas mãos uma cópia do livro no qual se conta uma parte da vida de Mandela e, surpresa!, o prólogo tinha sido escrito por Barack Obama. Folhei-o rapidamente. Era incrível o tamanho da minúscula letra de Mandela precisando dados. Vale a pena ter conhecido homens como aquele.</p>
<p>Acerca do episódio da África do Sul devo assinalar outra experiência. Eu estava realmente interessado em conhecer mais detalhes sobre a forma em que os sul-africanos tinham adquirido as armas nucleares. Somente tinha a informação muito precisa de que não eram mais de 10 ou 12 bombas. Uma fonte certa seria o professor e pesquisador Pero Gleijeses, quem tinha redigido o texto de “Missões em conflito: Havana, Washington e África 1959-1976”; um trabalho excelente. Eu sabia que ele era a fonte mais segura do que tinha acontecido e assim o comuniquei a ele: respondeu-me que ele não tinha falado mais do assunto, porque no texto tinha respondido as perguntas do companheiro Jorge Risquet, quem tinha sido embaixador ou colaborador cubano em Angola, muito amigo dele. Localizei Risquet que, entre outras ocupações, estava acabando um curso ao que faltavam ainda várias semanas. Essa tarefa coincidiu com uma viagem bastante recente de Piero ao nosso país; eu tinha advertido a Piero que Risquet já tinha uma idade avançada e que sua saúde não era ótima. Poucos dias depois ocorreu o que eu estava temendo: Risquet piorou e faleceu. Quando Piero chegou não havia nada a fazer exceto promessas, mas eu já tinha conseguido informação acerca do relativo a essa arma e a ajuda que a África do Sul racista tinha recebido de Reagan e de Israel.</p>
<p>Não sei o que terá de dizer Obama sobre esta história. Desconheço o que ele sabia ou não, embora seja muito duvidoso que não soubesse absolutamente nada. Minha modesta sugestão é que reflita e não tente agora elaborar teorias sobre a política cubana.</p>
<p>Há uma questão importante:</p>
<p>Obama proferiu um discurso no qual lança mão das palavras mais adocicadas para expressar: “Já é hora de esquecer-nos do passado, deixemos o passado, olhemos para o futuro, olhemos juntos o futuro, um futuro de esperança. E não vai ser fácil, vai haver desafios e a esses vamos dar tempo; mas minha estadia aqui me dá mais esperanças acerca do que podemos fazer juntos como amigos, como família, como vizinhos, juntos”.</p>
<p>Supõe-se que cada um de nós corria o perigo de sofrer um infarto após escutar essas palavras do presidente dos Estados Unidos. Após um bloqueio desapiedado que já durou quase 60 anos, e aqueles que morreram nos ataques mercenários a navios e portos cubanos, um avião regular cheio de passageiros feito explodir em pleno vôo, invasões mercenárias, múltiplos atos e violência e de força?</p>
<p>Ninguém acalente a ilusão de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e os direitos e à riqueza espiritual que ganhou com o desenvolvimento da educação, a ciência e a cultura.</p>
<p>Advirto, ademais, que somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas espirituais de que precisamos com o esforço e a inteligência de nosso povo. Não necessitamos que o império nos entregue de presente nada. Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta.</p>
<p>Fidel Castro Ruz</p>
<p>27 de março de 2016</p>
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		<title>A realidade e os sonhos</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2015 21:01:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
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		<description><![CDATA[ESCREVER é uma forma de ser útil se você considerar que nossa sofrida humanidade deve ser mais e melhor educada diante da incrível ignorância que nos envolve a todos, à exceção dos pesquisadores que procuram nas ciências uma resposta satisfatória. É uma palavra que implica em poucas letras seu infinito conteúdo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3900" alt="fidel-castro-ruz-b1" src="/files/2015/08/fidel-castro-ruz-b1.jpg" width="300" height="212" />ESCREVER é uma forma de ser útil se você considerar que nossa sofrida humanidade deve ser mais e melhor educada diante da incrível ignorância que nos envolve a todos, à exceção dos pesquisadores que procuram nas ciências uma resposta satisfatória. É uma palavra que implica em poucas letras seu infinito conteúdo.</p>
<p>Nós todos em nossa juventude escutamos falar alguma vez de Einstein e, especialmente, após a explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, que puseram fim à cruel guerra desatada entre Japão e os Estados Unidos. Quando aquelas bombas foram jogadas, depois da guerra desatada em decorrrência do ataque à base de Estados Unidos em Pearl Harbor, já o império japonês estava vencido. Os Estados Unidos, o país cujo território e indústrias permaneceram alheios à guerra, passou a ser o de maior riqueza e melhor armado da Terra, frente a um mundo destroçado, cheio de mortos, feridos e famintos. Juntas, a URSS e China tinham perdido mais de 50 milhões de vidas, além de uma enorme destruição material. Quase todo o ouro do mundo foi parar aos cofres dos Estados Unidos. Hoje se calcula que a totalidade do ouro como reserva monetária dessa nação chega a 8,133,5 toneladas do referido metal. Apesar disso, espezinhando os compromissos subscritos em Bretton Woods, Estados Unidos, declarou unilateralmente que não fariam jus ao dever de respaldar a onça Troy com o valor em ouro de seu papel moeda.</p>
<p>Tal medida decretada por Nixon violava os compromissos contraídos pelo presidente Franklin Delano Roosevelt. Segundo um elevado número de especialistas nessa matéria, assim foram criadas as bases de uma crise que, entre outros desastres, ameaça golpear com força a economia desse modelo de país. Entretanto, os EUA devem a Cuba o montante das indenizações equivalentes a danos, que equivalem a quantiosos milhões de dólares, como já denunciou nosso país com argumentos e dados irrecusáveis ao longo de suas intervenções nas Nações Unidas.</p>
<p>Como foi expresso claramente pelo Partido e o governo de Cuba, em um gesto de boa vontade e de paz entre todos os países deste hemisfério e do conjunto de povos que integram a família humana, e assim contribuir para garantir a sobrevivência de nossa espécie no modesto espaço que nos cabe no universo, nunca deixaremos de lutar pela paz e o bem-estar de todos os seres humanos, independentemente da cor da pele e do país de origem de cada habitante do planeta, bem como pelo direito pleno de todos a possuir ou não um credo religioso.</p>
<p>A igualdade de todos os cidadãos à saúde, a educação, o trabalho, a alimentação, a segurança, a cultura, a ciência e ao bem-estar, quer dizer, os mesmos direitos que proclamamos quando iniciamos nossa luta mais os que emanem de nossos sonhos de justiça e igualdade para os habitantes de nosso mundo, é o que desejo para todos; aos que por comulgarem em tudo ou em parte com as mesmas ideias, ou muito superiores mas no mesmo rumo, agradeço imenso, queridos compatriotas.</p>
<p>Fidel Castro Ruz</p>
<p>13 de Agosto de 2015</p>
<p>01h23</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3899" style="border-style: initial;border-color: initial;cursor: default;float: left;border-width: 0px" alt="firma Fidel" src="/files/2015/08/firma-Fidel-300x189.jpg" width="300" height="189" /></p>
<div></div>
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		<title>Tremor de 7,4 graus sacode zona costeira de Papua Nova Guiné</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2015/05/05/tremor-de-74-graus-sacode-zona-costeira-de-papua-nova-guine/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2015 01:23:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Guiné]]></category>
		<category><![CDATA[tremor]]></category>

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		<description><![CDATA[Um tremor de 7,4 graus na escala Richter sacudiu hoje o nordeste de Papua Nova Guiné, informou o Observatório Geofísico. Os especialistas do Observatório indicaram que o epicentro esteve a 130 quilômetros ao sul de Rabaul, o ponto urbano mais importante da ilha de Nova Bretanha. O terremoto derrubou fiações elétricas na cidade e deixou sem eletricidade os vizinhos e o escritório local do Observatório Geofísico.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3640" alt="sismografo665" src="/files/2015/05/sismografo665-300x195.jpg" width="300" height="195" />Um tremor de 7,4 graus na escala Richter sacudiu hoje o nordeste de Papua Nova Guiné, informou o Observatório Geofísico.</p>
<p>Os especialistas do Observatório indicaram que o epicentro esteve a 130 quilômetros ao sul de Rabaul, o ponto urbano mais importante da ilha de Nova Bretanha.</p>
<p>O terremoto derrubou fiações elétricas na cidade e deixou sem eletricidade os vizinhos e o escritório local do Observatório Geofísico.</p>
<p>Chris McKee, diretor assistente do Observatório, acrescentou que um pequeno tsunami de um metro de altura afetou a costa de Rabaul sem penetrar em terra nem causar danos materiais.</p>
<p>O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico assinalou que o sismo poderia causar ondas de um metro (três pés) de altura em um raio de 300 quilômetros (186 milhas) do epicentro, mas retirou o aviso horas depois.</p>
<p>O tremor desta terça-feira ocorreu na mesma zona de outros dois que sacudiram na semana passada a Papua Nova Guiné.</p>
<p>Nenhum desses movimentos telúricos causou danos nem ondas e foram ligeiramente mais fracos que o deste dia.</p>
<p>O arquipélago encontra-se no Cinturão de Fogo do Pacífico, a zona de falhas tectônicas e vulcões mais ativa do planeta.<br />
<strong> (Prensa Latina)</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para os meus companheiros da Federação Estudantil Universitária</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2015 04:18:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidel Castro Ruz]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Fidel Castro]]></category>

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		<description><![CDATA[Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Caros companheiros:</p>
<p>Desde o ano 2006, por questões de saúde incompatíveis com o tempo e o esforço necessário para cumprir um dever —que me impus a mim próprio quando entrei nesta Universidade a 4 de setembro de 1945, há 70 anos—, renunciei a meus cargos.</p>
<p>Não era filho de operário, nem carente de recursos materiais e sociais para uma existência relativamente cômoda; posso dizer que escapei miraculosamente da riqueza. Muitos anos depois, o norte-americano mais rico e sem dúvida muito capaz, com quase 100 bilhões de dólares, declarou ―segundo publicou uma agência de notícias na passada quinta-feira 22 de janeiro—, que o sistema de produção e distribuição privilegiada das riquezas converteria, de geração para geração, os pobres em ricos.</p>
<p>Desde os tempos da Grécia antiga, durante quase<br />
3 mil anos, os gregos, sem ir mais longe, foram brilhantes em quase todas as atividades: física, matemática, filosofia, arquitetura, arte, ciência, política, astronomia e outros ramos do conhecimento humano. Contudo, Grécia era um território de escravos que realizavam os trabalhos mais duros em campos e cidades, enquanto uma oligarquia se dedicava a escrever e filosofar. A primeira utopia foi escrita precisamente por eles.</p>
<p>Observem bem as realidades deste conhecido, globalizado e muito mal partilhado planeta Terra, onde se conhece cada recurso vital depositado em virtude de fatores históricos: alguns com muito menos dos recursos que precisam; outros, com tantos que não têm o quê fazer com eles. Agora, no meio de grandes ameaças e perigos de guerras reina o caos na distribuição dos recursos financeiros e na distribuição da produção social. A população do mundo tem crescido, entre os anos 1800 e 2015, de um bilhão para sete bilhões de habitantes. Será que desse jeito poderão ser resolvidos o incremento da população nos próximos 100 anos e as necessidades de alimento, saúde, água e habitação que terá a população mundial, quaisquer que fossem os avanços da ciência?</p>
<p>Ora bom, deixando de lado esses enigmáticos problemas, admira pensar que a Universidade de Havana, nos dias em que ingressei nessa querida e prestigiosa instituição, há quase três quartos de século, era a única que existia em Cuba.</p>
<p>Falando nisso, companheiros estudantes e professores, devemos lembrar que não se trata de uma, mas que hoje contamos com mais de cinquenta estabelecimentos de Educação Superior distribuídos em todo o país.</p>
<p>Quando vocês me convidaram para participar no lançamento da jornada pelo 70º aniversário da minha entrada à Universidade, o qual me apanhou de surpresa, e em dias bem atarefados por diversos temas nos quais talvez possa ser ainda relativamente útil, decidi descansar dedicando-lhe algumas horas à lembrança daqueles anos.</p>
<p>Abruma-me descobrir que já passaram 70 anos. Na verdade, companheiras e companheiros, se eu matriculasse de novo com aquela idade como alguns me perguntam, responderia sem hesitar que seria em uma carreira científica. Ao me formar, diria como Guayasamín: deixem-me uma luzinha acessa.</p>
<p>Naqueles anos, influído já por Marx, consegui compreender mais e melhor o estranho e complexo mundo em que a todos nos tem correspondido viver. Pude prescindir das ilusões burguesas, cujos tentáculos conseguiram enredar muitos estudantes quando menos experiência e mais ardor possuíam. O tema seria longo e interminável.</p>
<p>Outro gênio da ação revolucionária, fundador do Partido Comunista, foi Lenine. Por isso, não hesitei um segundo quando no julgamento em El Moncada, onde me permitiram assistir, embora uma única vez, declarei, diante dos juízes e dezenas de altos oficiais de Batista, que éramos leitores de Lenine.</p>
<p>De Mao Zedong não falamos porque ainda não tinha concluído a Revolução Socialista na China, inspirada em idênticos propósitos.</p>
<p>Advirto, não obstante, que as ideias revolucionárias sempre devem estar em guarda na medida em que a humanidade multiplique seus conhecimentos.</p>
<p>A natureza nos ensina que podem ter decorrido dezenas de milhares de milhões de anos-luz e a vida em qualquer uma das suas manifestações está sempre sujeita às mais incríveis combinações de matéria e radiações.</p>
<p>A saudação pessoal dos Presidentes de Cuba e dos Estados Unidos aconteceu no funeral de Nelson Mandela, insigne e exemplar combatente contra o Apartheid, que tinha amizade com Obama.</p>
<p>Baste assinalar que já nessa data, tinham transcorrido vários anos desde que as tropas cubanas tinham derrotado de forma esmagadora o exército racista da África do Sul, dirigido por uma burguesia rica e com enormes recursos econômicos. É a história de uma contenda que ainda está por ser escrita. África do Sul, o governo com mais recursos financeiros desse continente, possuía armas nucleares fornecidas pelo Estado racista de Israel, em virtude de um acordo entre este e o presidente Ronald Reagan, que o autorizou a entregar os dispositivos para o uso de tais armas com as quais surrar as forças cubanas e angolanas que defendiam a República Popular de Angola contra a ocupação desse país pelos racistas. Desse jeito se excluía toda negociação de paz enquanto Angola era atacada pelas forças do Apartheid com o exército mais treinado e equipado do continente africano.</p>
<p>Em tal situação não tinha possibilidade alguma de uma solução pacífica. Os incessantes esforços por liquidar a República Popular de Angola para dessangrá-la sistematicamente com o poder daquele bem treinado e equipado exército, foi o que determinou a decisão cubana de assestar um golpe contundente contra os racistas em Cuito Cuanavale, antiga base da NATO, que África do Sul tentava de ocupar custasse o que custar.</p>
<p>Aquele prepotente país foi obrigado a negociar um acordo de paz que pôs término à ocupação militar de Angola e o fim do Apartheid na África.</p>
<p>O continente africano ficou livre de armas nucleares. Cuba teve que encarar, por segunda vez, o risco de um ataque nuclear.</p>
<p>As tropas internacionalistas cubanas se retiraram com honra da África. Então sobreveio o Período Especial em tempo de paz, que já tem durado mais de 20 anos sem levantar bandeira branca, algo que não fizemos nem faremos jamais.</p>
<p>Muitos amigos de Cuba conhecem a exemplar conduta do nosso povo, e a eles lhes explico minha posição essencial em breves palavras.</p>
<p>Não confio na política dos Estados Unidos nem tenho intercambiado uma palavra com eles, sem que isto signifique, nem muito menos, uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada para os problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais. Sempre defenderemos a cooperação e a amizade com todos os povos do mundo e entre eles os dos nossos adversários políticos. É o que estamos reclamando para todos.</p>
<p>O Presidente de Cuba tem dado os passos pertinentes de acordo a suas prerrogativas e as faculdades que lhe concedem a Assembleia Nacional e o Partido Comunista de Cuba.</p>
<p>Os graves perigos que hoje ameaçam a humanidade teriam que ceder passo a normas que fossem compatíveis com a dignidade humana. De tais direitos não está excluído nenhum país.</p>
<p>Com este espírito lutei e continuarei lutando até o último alento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fidel Castro Ruz</p>
<p>26 de janeiro de 2015</p>
<p>12h35</p>
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		<title>ALOCUÇÃO DO PRESIDENTE CUBANO</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2014 18:38:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinco]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>

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		<description><![CDATA[Como Fidel prometeu, em junho de 2001, quando disse: Voltarão!, hoje chegaram a nossa Pátria Gerardo, Ramón e Antonio! A enorme alegria dos seus familiares e de todo nosso povo, que se mobilizou infatigavelmente com esse objetivo, espalha-se entre as centenas de comitês e grupos de solidariedade, os governos, parlamentos, organizações, instituições e personalidades que durante estes 16 anos reclamaram e envidaram todos os esforços por sua libertação. A todos eles expressamos a mais profunda gratidão e compromisso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em"><img class="size-full wp-image-3118 alignleft" alt="Cinco heroes" src="/files/2013/02/Cinco-heroes.jpg" width="300" height="250" />(17.12.2014)</span></p>
<p>Compatriotas:</p>
<p>Desde minha eleição como Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, tenho reiterado em múltiplas ocasiões nossa disposição de estabelecer, junto do governo dos Estados Unidos da América, um diálogo respeitoso, baseado na igualdade soberana, para tratar os temas mais diversos de forma recíproca, sem menoscabo à soberania nacional e à autodeterminação do nosso povo.</p>
<p>Esta é uma posição que foi transmitida ao Governo dos Estados Unidos da América, de forma pública e privada, pelo companheiro Fidel em diferentes momentos da nossa longa luta, com a vontade de discutir e resolver as diferenças mediante negociações, sem renunciar a nenhum dos nossos princípios.</p>
<p>O heroico povo cubano tem demonstrado, em face de grandes perigos, agressões, adversidades e sacrifícios, que é e será fiel aos nossos ideais de independência e justiça social. Estreitamente unidos nestes 56 anos de Revolução, temos guardado profunda lealdade aos que tombaram defendendo esses princípios desde o início das nossas guerras de independência em 1868.</p>
<p>Agora, levamos adiante, apesar das dificuldades, a atualização do nosso modelo econômico para construir um socialismo próspero e sustentável.</p>
<p>Como resultado de um diálogo ao mais alto nível, que incluiu uma conversa telefônica que ontem tive com o Presidente Barack Obama, conseguiu-se avançar na solução de alguns temas de interesse para ambas as nações.</p>
<p>Como Fidel prometeu, em junho de 2001, quando disse: Voltarão!, hoje chegaram a nossa Pátria Gerardo, Ramón e Antonio!</p>
<p>A enorme alegria dos seus familiares e de todo nosso povo, que se mobilizou infatigavelmente com esse objetivo, espalha-se entre as centenas de comitês e grupos de solidariedade, os governos, parlamentos, organizações, instituições e personalidades que durante estes 16 anos reclamaram e envidaram todos os esforços por sua libertação. A todos eles expressamos a mais profunda gratidão e compromisso.</p>
<p>Esta decisão do Presidente Obama, merece o respeito e reconhecimento do nosso povo.</p>
<p>Desejo agradecer e reconhecer o apoio do Vaticano e, especialmente, do Papa Francisco, para o melhoramento das relações entre Cuba e os Estados Unidos da América. Igualmente, ao Governo de Canadá pelas facilidades criadas para a realização do diálogo de alto nível entre ambos os países.</p>
<p>Ao mesmo tempo, decidimos excarcerar e enviar para os Estados Unidos da América um espião de origem cubana que esteve ao serviço dessa nação.</p>
<p>Por outra parte, tendo em conta razões humanitárias, hoje também foi devolvido a seu país o cidadão norte-americano Alan Gross.</p>
<p>De maneira unilateral, como é nossa prática e em estrito apego a nosso ordenamento legal, receberam benefícios penais os reclusos correspondentes, incluído o desencarceramento de pessoas sobre as quais o Governo dos Estados Unidos tinha mostrado interesse.</p>
<p>Igualmente, temos acordado o restabelecimento das relações diplomáticas.</p>
<p>Isto não quer dizer que a questão principal tenha sido resolvida. O bloqueio econômico, comercial e financeiro, que provoca enormes prejuízos humanos e econômicos ao nosso país, deve cessar.</p>
<p>Embora as medidas de bloqueio tenham sido convertidas em Lei, o Presidente dos Estados Unidos da América pode modificar sua aplicação no uso das suas faculdades executivas.</p>
<p>Propomos ao Governo dos Estados Unidos da América adotar medidas mútuas para melhorar o clima bilateral e avançar rumo à normalização dos vínculos entre os nossos países, baseados nos princípios do Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas.</p>
<p>Cuba reitera sua disposição para sustentar a cooperação nos organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas.</p>
<p>Ao reconhecer que temos profundas diferenças, nomeadamente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política externa, reafirmo nossa vontade de dialogar sobre todos esses temas.</p>
<p>Faço um apelo ao Governo dos Estados Unidos da América para removermos os obstáculos que impedem ou restringem os vínculos entre nossos povos, as famílias e os cidadãos de ambos os países, especialmente no relativo às viagens, ao correio postal direto e às telecomunicações.</p>
<p>Os progressos atingidos nos intercâmbios mantidos demonstram que é possível encontrar solução a muitos problemas.</p>
<p>Como temos reiterado, devemos apreender a arte de conviver, de forma civilizada, com nossas diferenças.</p>
<p>Sobre esses importantes temas falaremos mais adiante.</p>
<p>Muito obrigado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O legado da crise atual: rever e reinventar conceitos</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 19:54:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nutro a convicção, partilhada por outros analistas, de que a crise sistêmica atual nos deixarácomo legado e desafio a urgência de repensar a nossa relação para com a Terra, para com os modos de produção e consumo, reinventar uma forma de governançaglobal e uma convivência que inclua a todos na única e mesma Casa Comum. Para isso é forçoso rever conceitos-chaves, que como bússola nos possam apontar um novo norte. Boa parte da crise atual se deriva de premissas falsas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3104" src="/files/2013/02/Crisis-Económica.jpg" alt="" width="300" height="250" />Nutro a convicção, partilhada por outros analistas, de que a crise sistêmica atual nos deixarácomo legado e desafio a urgência de repensar a nossa relação para com a Terra, para com os modos de produção e consumo, reinventar uma forma de governançaglobal e uma convivência que inclua a todos na única e mesma Casa Comum. Para isso é forçoso rever conceitos-chaves, que como bússola nos possam apontar  um novo norte. Boa parte da crise atual se deriva de premissas falsas.</p>
<p>O primeiro conceito a rever é o de desenvolvimento. Na prática ele se identifica com o crescimento material, expresso pelo PIB. Sua dinâmica é ser o maior possível, o que implica exploração desapiedada da natureza e a geração de grandes desigualdades nacionais e mundiais. Importa abandonar esta compreensão quantitativa e assumir a qualitativa, esta sim como desenvolvimento, bem definido por Amartya Sen (prêmio Nobel) como “o processo de expansão das liberdades substantivas”, vale dizer, a ampliação dasoportunidades de modelar a própria vida e dar-lhe um sentido que valha a pena. O crescimento é imprescindível pois é da lógica de todo ser vivo, mas só é bom a partir  das interdependências das redes da vida que garantem a biodiversidade. Em vez de crescimento/desenvolvimento deveríamos pensar numa redistribuição do que já foi acumulado.</p>
<p>O segundo é o manipulado conceito de sustentabilidade que, no sistema vigente, é inalcançável. Em seu lugar deveríamos introduzir a temática, já aprovada pela ONU, dos direitos da Terra e da natureza. Se os respeitássemos, teríamos garantida a sustentabilidade, fruto da conformação à  lógica da vida.</p>
<p>O terceiro é o de meio-ambiente. Este não existe. O que existe é o ambiente inteiro, no qual todos os seres convivem e se interconectam. Em vez de meio ambiente faríamos melhor usar a expressão da Carta da Terra: comunidade de vida. Todos os seres vivos possuem o mesmo  código genético de base, por isso todos são parentes entre si: uma real comunidade vital. Este olhar nos levaria a ter respeito por cada ser, pois tem valor em si mesmo para além do uso humano.</p>
<p>O quarto conceito é o de Terra. Importa superar a visão pobre da modernidade que a vê apenas como realidade extensa e sem inteligência. A ciência contemporânea mostrou e isso já foi incorporado até nos manuais de ecologia, que a Terra não só tem vida sobre ela, mas é viva: um superorganismo, Gaia, que articula o físico, o químico e as energias terrenas e cósmicas para sempre produzir e reproduzir vida. Em 22 de abril de 2010 a ONU aprovou a denominação de Mãe Terra. Este novo olhar, nos levaria a redefinir nossa relação para com ela, não mais de exploração mas de uso racional e respeito. Nossa mãe a gente não vende nem compra; respeita e ama. Assim com a Mãe Terra.</p>
<p>O quinto conceito é o de ser humano. Este foi na modernidade pensado como desligado, fora e acima da natureza, fazendo-o “mestre esenhor”dela (Descartes). Hoje o ser humano está se inserindo na natureza, no Universo e como aquela porção da Terra que sente, pensa, ama e venera. Essaperspectiva nos leva a assumir a responsabilidade pelo destino da Mãe Terra e de seus filhos e filhas, sentindo-nos cuidadores e guardiães desse belo, pequeno e ameaçado Planeta.</p>
<p>O sexto conceito é o de espiritualidade. Esta foi acantonada nas religiões quando é a dimensão do profundo humano universal. Espiritualidade surge quando a consciência se apercebe como parte do Todo e intui cada ser e o inteiro Universo sustentados e penetrados por umaforça poderosa e amorosa: aquele Abismo de energia, gerador de todo o ser. É possível captar o elo misterioso que liga e re-liga todas as coisas, constituindo um cosmos e não um caos. A espiritualidade nos confere sentimento de veneração pela grandeur do universo e nos enche de autoestima por podermos admirar, gozar e celebrar todas as coisas.</p>
<p>Temos que mudar muito ainda para que tudo isso se torne um dado da consciência coletiva! Mas é o que deve ser. E o que deve ser tem força de realização.</p>
<p><strong>Leonardo Boff é autor de Opção-Terra:a solução para a Terra não cai do céu, Record 2010.</strong></p>
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		<title>Imprensa cubana destaca palavras de Fidel Castro aos 54 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2013 23:19:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>

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		<description><![CDATA[Havana, 8 jan (Prensa Latina) No aniversário de 54 anos da entrada, nesta capital, da Caravana da Vitória liderada por Fidel Castro, o jornal Granma recordou hoje as palavras pronunciadas então pelo líder revolucionário cubano: &#8220;Jamais defraudaremos nosso povo!&#8221; O jornal ressaltou em um editorial o impacto que teve o pronunciamento naqueles dias, no qual]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-3042" alt="" src="/files/2013/01/caravana-de-la-libertad.jpg" width="300" height="250" />Havana, 8 jan (Prensa Latina) No aniversário de 54 anos da entrada, nesta capital, da Caravana da Vitória liderada por Fidel Castro, o jornal Granma recordou hoje as palavras pronunciadas então pelo líder revolucionário cubano: &#8220;Jamais defraudaremos nosso povo!&#8221;</p>
<p>O jornal ressaltou em um editorial o impacto que teve o pronunciamento naqueles dias, no qual Fidel Castro afirmou que a partir daquele momento -o triunfo revolucionário de 1959- provavelmente tudo seria mais difícil.</p>
<p>A respeito, o jornal Granma afirmou que diante de cada dificuldade, o povo e a Revolução emergiram vitoriosos, &#8220;E o fizeram, justamente porque é com esse povo que esta grande obra tem contado&#8221;.</p>
<p>Quanto aos avanços, menciona o desenvolvimento social em áreas como saúde, educação, esporte e segurança social.</p>
<p>Além disso, referiu-se aos projetos de cooperação e solidariedade com outros países, através de missões nos setores da educação e da saúde, com a premissa de entregar não o que sobra, mas sim compartilhar o que se tem.</p>
<p>O editorial também recordou as palavras do líder histórico da Revolução no encerramento do Terceiro Congresso dos Comitês de Defesa da Revolução, em 1986:</p>
<p>&#8220;A luta contra as tendências negativas e a luta contra os erros cometidos continuarão infalivelmente, porque temos o dever sagrado de aperfeiçoar tudo que fazemos, aperfeiçoar a Revolução, temos o dever sagrado de não estar satisfeitos jamais&#8230;&#8221;.</p>
<p>Durante o dia de hoje, espera-se a chegada a Havana de uma simbólica Caravana da Vitória, para relembrar os acontecimentos ocorridos há 54 anos.</p>
<p>Integrado por crianças, jovens e combatentes, o grupo partiu de Santiago de Cuba, no oriente do país, no dia 2 de janeiro, e atravessa a ilha da mesma maneira que a caravana de 1959 fez.</p>
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		<title>Bloqueio dos EUA causou prejuízo superior a US$ 1 trilhão, diz Cuba</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 22:20:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Bloqueio]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[EEUU]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando amanheceu o dia 7 de fevereiro de 1962, uma ordem executiva do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, assinada quatro dias antes, mudava drasticamente a vida dos cubanos. Como retaliação às nacionalizações de empresas norte-americanas e às crescentes relações com a União Soviética, a Casa Branca praticamente baniu vínculos comerciais com a ilha caribenha, além de proibir linhas de crédito e vários outros tipos de intercâmbio. Tinha início um dos mais duradouros e drásticos bloqueios econômicos da história moderna.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Casa Branca mantém embargo condenado pelas Nações Unidas em vinte assembléias anuais.</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-2483" src="/files/2012/02/20c28aed7c7e07df7ef0086294ea6a0e8c6b2a68.jpg" alt="" width="580" height="456" /><br />
</strong></p>
<p>Quando amanheceu o dia 7 de fevereiro de 1962, uma ordem executiva do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, assinada quatro dias antes, mudava drasticamente a vida dos cubanos. Como retaliação às nacionalizações de empresas norte-americanas e às crescentes relações com a União Soviética, a Casa Branca praticamente baniu vínculos comerciais com a ilha caribenha, além de proibir linhas de crédito e vários outros tipos de intercâmbio. Tinha início um dos mais duradouros e drásticos bloqueios econômicos da história moderna.</p>
<p>O ato administrativo de Kennedy, do Partido Democrata, foi parte de uma escalada inaugurada com a vitória da Revolução Cubana, no dia 1º de janeiro de 1959. Pouco mais de 15 meses após o triunfo da guerrilha liderada por Fidel Castro, o presidente Dwight D. Eisenhower, republicano, havia apresentado ao Congresso uma medida que reduzia em 700 mil toneladas a importação da cana-de-açúcar cubana.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2484" src="/files/2012/02/charge.jpg" alt="" width="300" height="252" /></p>
<p>No dia 3 de janeiro de 1961, Washington romperia relações diplomáticas com Havana. Quatro meses depois, em abril, com Kennedy já no comando, grupos oposicionistas, com apoio da CIA, foram derrotados durante invasão de Playa Girón, no litoral cubano, em operação militar destinada a derrubar o governo de Fidel. Humilhadas e enraivecidas, as correntes anticastristas encontraram abrigo norte-americano para novas aventuras. A chave-mestra era trancar a economia cubana de todas as formas possíveis.</p>
<p>“Ao longo desses 50 anos, as diversas medidas do bloqueio custaram mais de um trilhão de dólares ao nosso país”, afirma ao <strong>Opera Mundi</strong> o vice-ministro de Investimento Externo e Comércio Exterior, Orlando Guillén. “Os EUA não apenas romperam unilateralmente com o comércio, mas congelaram ativos do Estado cubano e estabeleceram punições a empresas de outros países que queiram ter relações normais conosco.”</p>
<p>Para se ter ideia do estrago, a conta é simples de ser feita. O PIB (Produto Interno Bruto) de Cuba alcançou, em 2009, a cifra de 110 bilhões de dólares. O bloqueio promovido pela Casa Branca ceifou, no mínimo, dez dos últimos 50 anos de tudo o que o país foi capaz de produzir em mercadorias e serviços. Não é pouca coisa.</p>
<p><strong>Endurecimento</strong></p>
<p>Com exceção do período em que governou o democrata Jimmy Carter, essas restrições só foram mais e mais endurecidas. Sem qualquer ternura. Os EUA, que clamam pelo visto de saída para a blogueira Yoani Sánchez, desde fevereiro de 1963 limitam severamente viagens de seus cidadãos para a ilha. Carter se negou, em 1979, a manter essa regulamentação, que deve ser semestralmente renovada, porém, Ronald Reagan a restabeleceu em 1982.</p>
<p>Outro republicano, George Bush, sancionou em outubro de 1992 a <em>Ata para a democracia cubana</em>, mais conhecida como Lei Torricelli. E um democrata, Bill Clinton, pôs sua assinatura, em 1996, na <em>Ata para a liberdade cubana e a solidariedade democrática, </em>popularmente tratada como Lei Helms-Burton. Ambas medidas ampliaram o bloqueio.</p>
<p>Filiais estrangeiras de empresas norte-americanas foram proibidas de comercializar com Cuba. Navios que passassem por seus portos, de qualquer bandeira, teriam que aguardar seis meses antes de lançar âncora em território da superpotência. Bancos que dessem crédito ou fizessem operações financeiras com Havana também passaram a ser vigiados e castigados.</p>
<p>“Tem mais gente fiscalizando nossas contas nos EUA que as da Al Qaeda”, ironiza Guillén. “Qualquer pagamento feito a partir de uma instituição bancária com ramificação norte-americana pode provocar multas e sanções.” Esse foi o caso, por exemplo, dos bancos Credit Suisse e UBS, processados em centenas de milhões de dólares, durante 2003 e 2004, por realizar transações que aparentemente violavam as leis do bloqueio. Uma das operações punidas foi a transferência de recursos do Fundo Mundial de Luta contra a AIDS, a Tuberculose e a Malária.</p>
<p>A lista de restrições é infindável. Nenhuma companhia de outros países pode exportar para os EUA produtos que contenham matéria-prima cubana. Um fabricante brasileiro de geleia, por exemplo, que utilize açúcar cubano, está lascado com o embargo. Nenhuma empresa estrangeira pode vender a Cuba produtos e serviços que utilizem tecnologia norte-americana excedente a 10% de seu valor. Qualquer empresário, não importa a nacionalidade, que investir em plantas industriais ou projetos sobre os quais pairem reivindicações indenizatórias norte-americanas, está sujeito a severas represálias.</p>
<p><strong>Continuidade</strong></p>
<p>Quando George W. Bush ocupou o Salão Oval, entre 2001 e 2008, as proibições ficaram ainda mais draconianas, com o recrudescimento de restrições contra o turismo, os investimentos e as remessas financeiras de familiares. Quando Barak Obama assumiu, em 2009, eram grandes as esperanças de alguma mudança. Mas seu único gesto foi, até agora, retornar ao quadro pré-Bush filho, liberando viagens de cubano-americanos e eliminando limites para as doações a parentes (atualmente equivalem a 400-600 milhões de dólares anuais, dependendo da fonte calculadora). Havana também pode comprar alimentos e remédios nos Estados Unidos, em situações emergenciais, desde que pague adiantado.</p>
<p>No ano passado, a Assembleia Geral das Nações Unidas deliberou pela 20ª vez contra o bloqueio. Apenas Estados Unidos e Israel votaram contra, enquanto 186 nações subscreveram a decisão, com três abstenções. Mesmo empresários norte-americanos gostariam de ver abolida essa relíquia da Guerra Fria, desejosos de fazer bons negócios com Cuba. Nada disso importa na avenida Pensilvânia.</p>
<p>A verdade é que o papel eleitoral da comunidade de refugiados cubanos e seus descendentes, concentrada na Florida, que foi decisivo nas últimas quatro eleições presidenciais, parece subordinar os movimentos de Washington e dos pretendentes ao mais poderoso trono do planeta.</p>
<p><strong>Onze presidentes depois de vitoriosa a revolução cubana e iniciado o bloqueio, a Casa Branca continua com a mesma orientação. Seu objetivo não foi alcançado, pois os comunistas continuam governando Havana. Como recompensa a tamanho sacrifício imposto ao povo cubano, os Estados Unidos talvez tenham conseguido apenas um dos mais espetaculares fracassos em política internacional no último meio século.</strong></p>
<p>Informacion de   <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/19719/bloqueio+dos+eua+causou+prejuizo+superior+a+us$+1+trilhao+diz+cuba+.shtml" >operamundi.uol.com.br </a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A propósitos dos direitos humanos em Cuba</title>
<link>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2012/02/02/propositos-dos-direitos-humanos-em-cuba/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 15:13:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas há que estabelecer as diferenças abissais entre esta morte e a dos que morrem de fome por absoluta falta de comida, vítimas das brutais desigualdades sociais, que condenam à miséria e à indigência cerca de 1 bilhão e meio de seres humanos, inclusive as vidas preciosas de milhões de crianças, ceifadas sem que tenham sequer o direito de fazer "greve de fome" ou serem socorridas por médicos que tentem resgatá-las da morte.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2473" src="/files/2012/02/derechos-humanos.jpg" alt="" width="309" height="249" /><strong>Mas há que estabelecer as diferenças abissais entre esta morte e a dos que morrem de fome por absoluta falta de comida, vítimas das brutais desigualdades sociais, que condenam à miséria e à indigência cerca de 1 bilhão e meio de seres humanos, inclusive as vidas preciosas de milhões de crianças, ceifadas sem que tenham sequer o direito de fazer &#8220;greve de fome&#8221; ou serem socorridas por médicos que tentem resgatá-las da morte.</strong></p>
<p>A grande mídia mundial, sob o apanágio dos grandes &#8220;democratas&#8221; que governam ou batem palmas para os que governam o mundo, vem alardeando, com riqueza de detalhes, a &#8220;infrigência de direitos humanos em Cuba&#8221;, a pretexto da prisão, em 2003, de 75 cubanos que se apresentavam como &#8220;dissidentes&#8221; do regime vigente no país, aos quais foram acrescentados, arbitrariamente, o senhor<a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2012/01/26/amenazan-de-muerte-a-periodista-que-informo-sobre-la-madre-de-orlando-zapata/" > Zapata Tamayo</a> e, mais recentemente, o senhor <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.cubadebate.cu/opinion/2011/12/07/indignacion-fotos/" >Guillermo Fariñas</a>.</p>
<p>Vamos aos fatos: os 75 cubanos presos em 2003 não foram sancionados por &#8220;delito de opinião&#8221; ou &#8220;divergências graves&#8221; com a política do Governo do país, diga-se de passagem, legalmente eleito, de acordo com a Constituição e as leis do Estado cubano.</p>
<p>Foram presos, julgados e condenados sob a acusação de &#8220;mercenários&#8221;, à soldo de um país estrangeiro, os EUA, com o qual colaboravam através do Escritório de Interesses dos EUA (que não é uma embaixada, pois não há relações), em Havana, do qual recebiam dinheiro para promover ações e acusações que configurassem a &#8220;oposição&#8221; e a &#8220;contra-revolução&#8221; cubanas, propiciando, assim, os ataques permanentes dos EUA à Ilha.</p>
<p>A maior parte dos países do mundo possui Legislação muito clara e muito dura nessa questão, que é considerada como &#8220;atentado à segurança nacional&#8221;, &#8220;traição à pátria&#8221;, etc, e não uma mera dissidência. As leis cubanas também são muito claras na defesa da soberania do país, leis essas que, de modo geral, são bastante conhecidas de todos os cubanos.</p>
<p>Quanto ao senhor Zapata Tamayo, ele iniciou suas atividades delituosas em 1988 e, a partir daí, foi julgado e condenado a prisões sucessivas de acordo com a gravidade dos crimes cometidos: por sentença judicial: &#8220;violação de domicílio&#8221;, 1993, &#8220;lesões menos graves&#8221;, 2000, &#8220;lesões e posse de arma branca (machadinha)&#8221;, que provocou a fratura de crânio em Leonardo Simón, &#8220;alterações da ordem&#8221; e &#8220;desordem pública&#8221;, 2002.</p>
<p>Em março de 2003 foi liberado sob caução e, no dia 20 do mesmo mês, cometeu novo delito, pelo qual foi condenado a 3 anos de prisão; no entanto, a sentença inicial foi-se ampliando em razão da sua permanente conduta agressiva na prisão. Há que se destacar que nenhuma das acusações e causas julgadas deveram-se a qualquer problema político, sendo, portanto, um &#8220;preso comum&#8221;. Tanto isso é verdade, que na lista dos chamados &#8220;presos políticos&#8221;, elaborada em 2003 pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, para condenar Cuba, o nome de Zapata Tamayo não aparece e nem nas listas posteriores.</p>
<p>Mas o fato de sua última prisão ter ocorrido na mesma época da dos mercenários, facilitou a que, parte da grande mídia, ávida por criar manchetes desabonadoras para Cuba e que contribuíssem para denegrir a sua imagem, numa questão tão sensível como os Direitos Humanos, o nome de Tamayo passou a aparecer como &#8220;dissidente&#8221; junto com a lista dos 75 cubanos que tinham sido presos como mercenários.</p>
<p>Nessa última prisão, dando-se conta das possíveis vantagens materiais que poderiam advir de uma &#8220;militância&#8221; atiçada por embaixadas estrangeiras, Zapata Tamayo passou a encenar um perfil político e a fazer greves de fome para conseguir seu intento, quando, na verdade, seu cadastro penal já era extenso e calcado em ações violentas.</p>
<p>Estimulado por mentores políticos, iniciou sua última greve de fome e decidiu levá-la às últimas consequências, caso suas bizarras exigências não fossem atendidas: queria em sua cela, para seu uso pessoal, uma televisão, um celular para seus contatos permanentes e uma cozinha equipada para preparar a sua alimentação, como desejasse.</p>
<p>Em que pese ter recebido tratamento médico de qualidade, inclusive com alimentação por via parenteral e respiração artificial, faleceu no dia 28 de fevereiro deste ano. Foi, sem dúvida, uma morte voluntária e largamente anunciada.</p>
<p>Consideramos lamentável a morte de qualquer ser humano, mesmo quando voluntária, o que nos leva a plagiar Ernest Heminguey, na epígrafe de seu livro &#8220;Por quem os sinos dobram&#8221;: &#8220;a morte de cada homem me deprime porque faço parte do gênero humano, por isso não me perguntes por quem os sinos dobram &#8211; eles dobram por ti&#8221;.</p>
<p>Mas há que estabelecer as diferenças abissais entre esta morte e a dos que morrem de fome por absoluta falta de comida, vítimas das brutais desigualdades sociais, que condenam à miséria e à indigência cerca de 1 bilhão e meio de seres humanos, inclusive as vidas preciosas de milhões de crianças, ceifadas sem que tenham sequer o direito de fazer &#8220;greve de fome&#8221; ou serem socorridas por médicos que tentem resgatá-las da morte.</p>
<p>Defendemos os direitos políticos de todos os cidadãos, inclusive de se manifestarem livremente e de discordarem de ações governamentais, quando infringem os Direitos Humanos básicos, como a tortura e outras formas de aviltamento e desagregação do ser humano, como a fome com todo seu rosário de mazelas.</p>
<p>A bem da verdade, os &#8220;dissidentes em Cuba&#8221;, de modo geral, não lutam em defesa de seu país frente à ingerência e os ataques do imperialismo norte-americano, nem contra um governo despótico, corrupto e criminoso, como o de Fulgencio Batista, nem contra o julgamento injusto e arbitrário, como o caso dos 5. Pelo contrário, dos 75 presos cubanos em 2003, quando do julgamento foram apresentadas provas inequívocas de que colaboravam com os EUA, eram por eles financiados e recebiam orientações do Escritório de Interesse dos EUA.</p>
<p>Há que deixar claro, que jamais foi constatado o desaparecimento, tortura ou execução extrajudicial de presos cubanos. Tampouco se comprovou maus tratos ou tratamento indigno ou humilhante a um único preso &#8220;comum&#8221; ou &#8220;dissidente político&#8221;. Não há &#8220;recantos escuros&#8221; para &#8220;interrogatórios não convencionais&#8221; ou desaparecimentos, como em Guantánamo e Abu-Ghraib.</p>
<p><strong>No entanto, é grande o alarido da imprensa e até de alguns governos que se apressaram a condenar Cuba pela morte de Tamayo e a anunciada morte de Guillermo Fariñas, aproveitando para exigir que todos os presos considerados &#8220;dissidentes&#8221; sejam liberados, sem nenhuma consideração pelas leis do país e a vontade de seu povo, que em todos esses casos, têm apoiado as decisões tomadas pela jurisprudência de Cuba, e as provas incontestes de que são &#8220;mercenários&#8221;, à soldo dos EUA, que visam, exclusivamente, os interesses pessoais. </strong></p>
<p>informação de <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/02/503162.shtml" >www.midiaindependente.org</a></p>
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		<title>Yoani Sánchez: blogueira ou mercenária?</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 15:26:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura. Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira.]]></description>
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<div id="attachment_2442" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2442" src="/files/2012/01/blogeracubana-yoani.jpg" alt="" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Blogera cubana.</p></div>
<p></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por Altamiro Borges</strong></p>
<p><strong>Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.</strong></p>
<p><strong> </strong>Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.</p>
<p><strong>A falsa “jornalista independente”</strong></p>
<p>Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.</p>
<p>Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.</p>
<p><strong>Subsídios e “prêmios” internacionais</strong></p>
<p>Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.</p>
<p>Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.</p>
<p><strong>O falso prestígio da blogueira</strong></p>
<p>Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.</p>
<p>Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.</p>
<p><strong>O “ciberbestiário” de Yoani Sánchez</strong></p>
<p>A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:</p>
<p><em>- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;</em></p>
<p><em>- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.</em></p>
<p><em>- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;</p>
<p>- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;</p>
<p>- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;</p>
<p>- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;</p>
<p>- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;</p>
<p>- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;</p>
<p></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.</em></p>
<p><strong>Mentiras sobre censura e perseguição</strong></p>
<p>Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.</p>
<p>Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões. “Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.</p>
<p><strong>O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova.</strong></p>
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