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	<title>Cubadebate (Português) &#187; Pepe Escobar</title>
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		<title>Machado Ventura recebeu delegação da Frente Ampla do Uruguai</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jun 2018 23:51:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Jose Ramon Machado Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>

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		<description><![CDATA[José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido, recebeu na tarde da quarta-feira, 6 de junho, Javier Miranda, presidente da Frente Ampla (FA) do Uruguai, que visita nosso país. Em um clima fraterno, foi feito um relato das excelentes relações da FA com o Partido Comunista de Cuba (PCC) e entre nossos governos; bem como foi realizada uma troca sobre a situação política na região e no mundo; além de outros tópicos relacionados a notícias internacionais. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-5072" alt="machado uruguay" src="/files/2018/06/machado-uruguay.jpg" width="300" height="222" />José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido, recebeu na tarde da quarta-feira, 6 de junho, Javier Miranda, presidente da Frente Ampla (FA) do Uruguai, que visita nosso país.</p>
<p>Em um clima fraterno, foi feito um relato das excelentes relações da FA com o Partido Comunista de Cuba (PCC) e entre nossos governos; bem como foi realizada uma troca sobre a situação política na região e no mundo; além de outros tópicos relacionados a notícias internacionais. No encontro, a parte uruguaia reiterou sua disposição em participar do Fórum de São Paulo, que terá LUGAR em nosso país entre 15 e 17 de julho deste ano, como mais um esforço para alcançar a união latino-americana. Machado Ventura informou a delegação uruguaia sobre o cumprimento dos acordos do 7º Congresso do Partido Comunista de Cuba e a avaliação do processo de atualização do modelo econômico cubano; detalhes das recentes eleições do Poder Popular e a criação da Comissão que elaborará a proposta de uma nova Carta Magna cubana.</p>
<p>A delegação da FA realiza um extenso programa de intercâmbios bilaterais com autoridades e organizações cubanas, a fim de conhecer aspectos de nossa realidade política, econômica e social.</p>
<p>Acompanharam o distinto visitante José Bayardi, presidente da Comissão dos Assuntos e Relações Internacionais da FA, além de Eduardo Lorier, embaixador do Uruguai em nosso país.</p>
<p>Também participaram José Ramón Balaguer, membro do secretariado e chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e outros funcionários.</p>
<p>ELEMENTOS DE INTERESSE</p>
<p>A Frente Ampla (FA) é uma coalizão política fundada em 5 de fevereiro de 1971 e está no poder desde 2004.</p>
<p>Na atualidade conta com 50 deputados de 99 membros que possuem a Câmera, além de 15 senadores, de um total de 30.</p>
<p>O Partido Comunista de Cuba (PCC) agradece profundamente à FA pela sua solidariedade determinada com as lutas travadas pelo povo cubano, especialmente com a nossa batalha contra o bloqueio criminoso dos EUA.</p>
<p>As relações entre o PCC e a FA são históricas e fraternas. Na verdade, nosso partido mantém laços estreitos com os partidos políticos e organizações que o compõem.</p>
<p><strong>(Granma)</strong></p>
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		<title>O que querem os EUA no Iraque?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 18:22:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Bush]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça Social]]></category>
		<category><![CDATA[Muqtada al-Sadr]]></category>

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		<description><![CDATA[Imaginem a reação de Dick Cheney, ao receber o seguinte ‘informe’. O clérigo xiita Muqtada al-Sadr, líder nacionalista iraquiano conhecido e reconhecido e o verdadeiro fazedor de reis no Iraque, acaba de pedir o fim que qualquer “resistência armada” contra as forças do “invasor” norte-americano, antes de uma total retirada dos EUA do país em dezembro de 2011 – como estabelece o Tratado sobre a Situação das Tropas [ing. Status of Forces Agreement (SOFA)] assinado pelo parlamento iraqueano e o governo Bush em 2008.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span> </span><span>Traducido por <strong> Coletivo de tradutores Vila Vudu</strong></span></p>
<p><span><strong>(Tlaxcala)</strong></span></p>
<p><span><span> </span></span></p>
<div id="attachment_2244" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img class="size-full wp-image-2244" src="/files/2011/09/muqtada.jpg" alt="Muqtada al-Sadr fez três exigências, com a ajuda de uma manifestação gigante (EPA)" width="300" height="250" /><p class="wp-caption-text">Muqtada al-Sadr fez três exigências, com a ajuda de uma manifestação gigante (EPA)</p></div>
<p>Há um importante “mas”: se, até aquela data, os EUA  não se retirarem completamente do país, e se prosseguir o que uma vasta  maioria dos iraquianos veem como “a ocupação”, as operações armadas  recomeçarão “com outros meios”.</p>
<p><span> </span></p>
<div>Muqtada sempre disse que os sadristas não  tolerariam a presença de soldados dos EUA depois de 21 de dezembro. A  novidade está na atitude de “esperar para ver”.&nbsp;</p>
<p>Para não haver dúvidas, os sadristas organizaram manifestação monstro em Bagdá na 6ª-feira, quando apresentaram três exigências:</p>
</div>
<p><strong>Empregos </strong></p>
<div>O governo de Nouri al-Maliki deve dar uma de Obama e apresentar  imediatamente um programa de empregos que atenda pelo menos 50 mil  iraquianos de todas as etnias e filiações religiosas.</div>
<p>Justiça Social</p>
<div>O governo de al-Maliki deve transferir <em>royalties</em> dos fabulosos ganhos que o país aufere do petróleo a cada um dos cidadãos iraquianos.</div>
<p>Soberania</p>
<div>Nenhum soldado dos EUA, de nenhum tipo, pode permanecer em solo iraquiano depois de 31 de dezembro.</div>
<p>Os sadristas ocupam 40 cadeiras no parlamento do Iraque. Sem esses  votos, a coalizão de governo de al-Maliki está frita. O próprio  Al-Maliki só está no poder por efeito de um acordo construído, por  Teerã, com os sadristas.</p>
<p>Não se trata apenas de al-Maliki não poder ignorar os sadristas: a  constituição do Iraque determina que o parlamento pode impor voto de  desconfiança ao governo, no caso de o voto ser aprovado por 50 membros. O  homem que al-Maliki derrotou depois das últimas eleições, ex-quadro da  CIA e ex-“açougueiro de Fallujah&#8221; Iyad Allawi, já anda propondo esse  voto de desconfiança.</p>
<p><span>Entram os 3.000</span></p>
<p>Sem tomar conhecimento das exigências dos sadristas – para nem falar  dos ouvidos moucos que fez aos nacionalistas iraquianos ou sunitas  fundamentalistas – o presidente Barack Obama dos EUA venceu uma  minibatalha contra o Pentágono e, unilateralmente, tomou a decisão de  manter no Iraque “apenas” 3.000 soldados depois de 31 de dezembro,  atropelando qualquer decisão que venha do primeiro-ministro ou do  parlamento do Iraque.</p>
<p>No mesmo passo, o Departamento de Estado dos EUA engajou-se “negociações  formais” – como foram oficialmente descritas –, para convencer  al-Maliki a aceitar a permanência desses agora famosos 3.000.</p>
<p>O Pentágono e os senadores linha-dura dos EUA, como John McCain e Lindsay Graham, queriam que fossem, no mínimo, 25.000.</p>
<p>É como se Washington em massa esteja apostando que os políticos  iraquianos por-se-ão a cantar algo como “”Oh, plííííííz&#8230; me ocupem um  pouco mais”.</p>
<p>Al-Maliki já disse incontáveis vezes que esse acordo <em>SOFA</em> não é  negociável – que não pode ser alterado. Seria preciso negociar outro  acordo, que teria de ser aprovado pelo parlamento do Iraque.</p>
<p>A Arábia Saudita e as monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo –  consumidas por medo irracional de Teerã – entendem que, se os soldados  dos EUA ficaram lá, manterão em xeque o regime iraniano. Mas os sauditas  não votam em Bagdá.</p>
<p>Os curdos iraquianos – que, basicamente, querem ser deixados em paz em seu quase-estado [orig. <em>statelet</em>] independente – talvez queiram um novo acordo <em>SOFA</em>.  Assim como boa parte da lista da coalizão Iraqiyam de maioria sunita.  Mas, juntos, jamais terão os 163 votos necessários para aprová-lo no  parlamento iraquiano.</p>
<p>Portanto, não acontecerá, por mais que Washington deseje-delire que aconteça.</p>
<p>O que abre caminho para o plano B de Washington: um jogo semântico.</p>
<p>Na mais pura neolíngua ‘de mídia’, os soldados dos EUA passaram a ser  chamados de “instrutores” – como se fossem necessários para treinar  iraquianos para pilotar os jatos e helicópteros de combate que o governo  de al-Maliki comprou recentemente do complexo industrial-militar dos  EUA.</p>
<p>E haverá também cerca de 7.000 “assessores militares privados”, codinome  “mercenários”, para fazer a segurança da embaixada dos EUA no Iraque,  gigantesca, maior que o Vaticano, codinome “Fortaleza Bagdá”, além de um  sortimento variado de assessores extras.</p>
<p>Alguém aí pode ajudar, com um pouco de “consciência situacional”?</p>
<p>Influências regionais</p>
<p>O jogo de Washington não paga, se comparado ao que Teerã e Ancara têm  posto na mesa, nem que se contabilize a favor de Washington uma divisão  letal entre sunitas e xiitas que atravessa todo o Oriente Médio –  insuflada, em larga medida, pela Casa de Saud.</p>
<p>A invasão e a ocupação pelos EUA, no Iraque, destruiu completamente um  regime secular, árabe e nacionalista controlado pelos sunitas. A invasão  e a ocupação pelos EUA inflaram um governo menos secular, menos  nacionalista e controlado pelos xiitas. Não são, de modo algum,  khomeinistas. Mas viveram exilados no Irã e, sim, querem manter boas  relações com Teerã.</p>
<p>O governo de Al-Maliki não exatamente apreciará que a maioria sunita dos  que protestam na Síria derrubem o regime de Bashar al-Assad, de xiitas  alawitas.</p>
<p>Os xiitas iraquianos, sobretudo, foram profundamente tocados pelo  suplício da maioria xiita no Bahrain, brutalmente reprimida pela  dinastia sunita al-Khalifa, com a ajuda crucial da Arábia Saudita e dos  Emirados Árabes Unidos.</p>
<p>Até o argumento de que o Iraque é “fraco” ou “frágil” por conta das  divisões sectárias e étnicos é argumento oco. Foi a ocupação pelos EUA,  desde o início, que aprofundou aquelas divisões, em tática clássica de  “dividir para governar”. Não é difícil que, por uma causa nacionalista –  como repelir a ocupação –, se unifique uma maioria de árabes  iraquianos, sunitas e xiitas.</p>
<p>Por mais soldados, “instrutores” ou mercenários que os EUA consigam  manter no Iraque, é improvável que, em futuro previsível, o eixo  Teerã-Bagdá-Damasco se desfaça. E, se acontecer, nos momentos de  dificuldade os iraquianos antes olharão na direção de Ancara, como  modelo, que na direção de Washington.</p>
<p>Seja como for, os EUA não desistirão. Agora, estão apostando num <em>mix</em> de velha escola – enxames de agentes da CIA, que operarão a partir da  embaixada dos EUA – e nova escola – enxames de mercenários  paramilitares.</p>
<p>O mapa do caminho, do ponto de vista de Washington, está em “<a href="http://www.usip.org/files/resources/The_United_States_in_Iraq.pdf" rel="nofollow"  target="_blank">The United States in Iraq: Options for 2012</a>”  [Os EUA no Iraque: Opções para 2012]  pelo menos 17.000 agentes em  campo, gerenciados pelo Departamento de Estado, para garantir  “consciência situacional”, “administrar crises políticas” e “fornecer  assessoria econômica, para o desenvolvimento e de segurança”.</p>
<p>Outros mapas podem ser lidos em “<a href="http://www.sigir.mil/files/quarterlyreports/July2011/Section3_-_July_2011.pdf#view=fit" rel="nofollow"  target="_blank">U.S. Presence and Reconstruction. Management</a>”  [Presença dos EUA e Reconstrução. Gerenciamento], onde se veem os  detalhes de como o Departamento de Estado espera gerenciar “uma operação  planejada de 6,8 bilhões de dólares”, que se pode traduzir numa linha:  sem a rapina do petróleo, a ocupação só não dará prejuízo se o Iraque  converter-se em regime cliente.</p>
<p>Assim sendo, aí estão os fatos em campo. Muqtada al-Sadr <em>versus</em> Hillary Clinton. Tremenda briga. Alguma aposta?</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como a al-Qaeda chegou ao poder em Trípoli</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 17:19:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cubadebate</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[CNT]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
		<category><![CDATA[Muammar Kadafi]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[O nome do homem é Abdelhakim Belhaj. Alguns o conhecem no Oriente Médio, mas poucos no ocidente algum dia ouviram seu nome. Vamos por partes. Porque a história de como um comandante da al-Qaeda acabou por converter-se no principal comandante militar líbio na cidade de Trípoli ainda em guerra, põe por terra – mais uma]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span>O nome do homem é Abdelhakim Belhaj. Alguns o conhecem no Oriente Médio, mas poucos no ocidente algum dia ouviram seu nome.</p>
<p>Vamos por partes. Porque a história de como um comandante da al-Qaeda acabou por converter-se no principal comandante militar líbio na cidade de Trípoli ainda em guerra, põe por terra – mais uma vez – a selva de espelhos que se conhece como “guerra ao terror”, além de abalar profundamente toda a propaganda de uma “intervenção humanitária” tão cuidadosamente inventada para encobrir a intervenção militar, pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na Líbia.</p>
<div>A fortaleza de Bab-al-Aziziyah, onde vivia Muammar Gaddafi foi invadida e conquistada, semana passada, quase exclusivamente por homens de Belhaj – que constituíam a linha de frente de uma milícia de berberes das montanhas do sudoeste de Trípoli. Essa milícia é a chamada hoje “Brigada de Trípoli”, que recebeu treinamento secreto, durante dois meses, de Forças Especiais dos EUA. Ao longo de seis meses de guerra civil/tribal, essa seria a milícia mais efetiva dos ‘rebeldes’.</p>
<p>Na 3ª-feira passada, Belhaj vangloriava-se de como havia vencido, com as forças de Gaddafi escapando “como ratos” (a mesma metáfora que Gaddafi usou, referindo-se aos ‘rebeldes’).</p></div>
<div>Abdelhakim Belhaj, também conhecido como Abu Abdallah al-Sadek, é <em>jihadista</em> líbio. Nascido em maio de 1966, aperfeiçoou seus saberes com os <em>mujahideen</em> da <em>Jihad</em> antissoviética dos anos 1980s no Afeganistão.</div>
<div>É fundador do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] do qual é o principal comandante – com Khaled Chrif e Sami Saadi como assessores e representantes. Depois que os Talibã assumiram o poder em Kabul em 1996, o <em>LIFG</em> criaram dois campos de treinamento no Afeganistão; um deles, 30 km ao norte de Kabul – comandado por Abu Yahya – exclusivo para <em>jihadistas</em> ligados à al-Qaeda.</div>
<div><span></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_2167" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-2167 " src="/files/2011/09/gal_4256.jpg" alt="Abdelhakim Belhaj, Khaled Chrif e Sami Saadi" width="435" height="290" /><p class="wp-caption-text">Abdelhakim Belhaj, Khaled Chrif e Sami Saadi</p></div>
<p></span></div>
<div>Depois do 11/9, Belhaj mudou-se para o Paquistão e para o Iraque, onde esteve em contato com ninguém menos que o ultra linha-dura Abu Musab al-Zarqawi – tudo isso antes que a al-Qaeda no Iraque se declarasse a serviço de Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri e super ultra turbinasse suas práticas nefandas.</div>
<div></div>
<div>No Iraque, os líbios formavam o maior contingente de <em>jihadistas</em> sunitas estrangeiros, perdendo só para os sauditas. Além disso, os <em>jihadistas</em> líbios sempre foram <em>superstars</em> no mais alto escalão da Al-Qaeda “histórica” – de Abu Faraj al-Libi (comandante militar até ser preso em 2005, e hoje um dos 16 detentos “de mais alto valor” no centro de detenção dos EUA em Guantánamo), a Abu al-Laith al-Libi (outro alto comandante militar, morto no Paquistão no início de 2008).</div>
<h3>Uma “entrega (muito) especial”<a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634#_ftn1" >[1]</a></h3>
<div>O Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] está nos radares da Agência Central de Inteligência (<em>CIA</em>) dos EUA desde o 11/9. Em 2003, Belhaj foi afinal preso na Malásia – e transferido pela via das “entregas especiais”, para uma prisão secreta em Bangkok onde foi devidamente torturado.</div>
<div>Em 2004, os norte-americanos decidiram mandá-lo, como presente, para a inteligência da Líbia – até que foi libertado pelo governo Gaddafi, em março de 2010, com outros 211 “terroristas”, em golpe de propaganda divulgado com muito alarde.</div>
<div>O orquestrador de tudo isso foi ninguém menos que Saif Islam al-Gaddafi – a face modernizadora à moda da London School of Economics do regime. Os comandantes do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] –Belhaj e seus dois assessores Chrif e Saadi – divulgaram uma confissão de 417 páginas, chamada “Estudos Corretivos”, na qual declararam o fim da <em>Jihad</em> contra Gaddafi (também a declararam ilegal). Em seguida, foram postos em liberdade.</div>
<div>Relato fascinante de todo esse processo pode ser encontrado num relatório intitulado “Combatendo o Terrorismo na Líbia com Diálogo e Reintegração” [orig. <em>Combating Terrorism in Libya through Dialogue and Reintegration</em> (1)]. Observe-se que os autores “especialistas” em terrorismo sediados em Cingapura, e que o regime cevava com vinhos e jantares, manifestam “o mais profundo agradecimento a Saif al-Islam Gaddafi e à fundação Gaddafi International Charity and Development, que tornaram possível essa visita”.</div>
<div>Interessa observar que isso durou até 2007, quando o número 2 da al-Qaeda, Zawahiri, anunciou oficialmente a fusão do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] com a al-Qaeda no Mahgreb Islâmico [ing. <em>Al-Qaeda in the Islamic Mahgreb (AQIM)</em>]. Desde então, para todas as finalidades práticas, <em>LIFG</em>/<em>AQIM</em> passaram a ser um e o mesmo grupo, do qual Belhaj era/é o principal comandante e <em>emir</em>.</div>
<div>Em 2007, o Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>] estava convocando uma <em>Jihad</em> contra Gaddafi, mas também contra os EUA e sortido grupo de “infiéis” ocidentais.</div>
<div>Rode a fita adiante, até fevereiro passado. É quando, afinal livre da prisão, Belhaj resolveu voltar ao modo <em>Jihad</em> e alinhar seus soldados com o ‘levante’ de ‘rebeldes’ que começava a ser plantado na Cirenaica.</div>
<div>Todas as agências de inteligência nos EUA, Europa e em todo o mundo árabe sabem de onde brotou Belhaj. Mesmo que não soubessem, o próprio Belhaj já disse na Líbia que o único interesse, seu e de suas milícias, é implantar a lei da <em>sharia</em>.</div>
<div>Não há, nem parecido, nisso tudo, qualquer processo “pró-democracia” – nem que se tente a mais complexa ginástica imaginativa. Mas, ao mesmo tempo, força de tal importância não seria apeado da guerra da OTAN só porque não gosta muito de “infiéis”.</div>
<div>O assassinato no final de julho, do comandante dos ‘rebeldes’ general Abdel Fattah Younis – foi morto pelos próprios ‘rebeldes’ – parece apontar diretamente para Belhaj ou, no mínimo, para gente próxima dele.</div>
<div>É importante saber que Younis – antes de desertar do governo Gaddafi – foi responsável, no governo Líbio, pelo combate feroz que as forças especiais líbias moveram contra o Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG) </em>na Cirenaica, de 1990 a 1995.</div>
<div>O Conselho Nacional de Transição, segundo um de seus membros, Ali Tarhouni, teria deixado ‘vazar’ que Younis foi moto por uma nebulosa brigada, de nome Obaida ibn Jarrah (um dos companheiros do Profeta Maomé). Agora, a tal brigada parece ter-se dissolvido no ar.</div>
<h3>Cale o bico, ou arranco sua cabeça</h3>
<div>Não pode ser acaso, que todos os principais comandantes militares ‘rebeldes’ sejam membros do Grupo de Combate Islâmico Líbio [ing. <em>Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)</em>, de Belhaj em Trípoli, a um Ismael as-Salabi em Benghazi e certo Abdelhakim al-Hassadi em Derna, para nem mencionar figura importantíssima, Ali Salabi, com assento no núcleo do Conselho Nacional de Transição. Saladi foi quem negociou com Saif al-Islam Gaddafi o “fim” da <em>Jihad</em> do Grupo de Combate Islâmico Líbio contra o regime Gaddafi, com o que garantiu para si futuro brilhantíssimo entre esses ressuscitados “combatentes da liberdade”.</div>
<div></div>
<div>Ninguém precisará de bola de cristal para antever consequências. O grupo unificado <em>LIFG/AQIM</em>– já tendo alcançado poder militar e assentado entre os “vencedores” – nem remotamente desistirá do poder, só para satisfazer os anseios da OTAN.</div>
<div>Simultaneamente, entre a névoa da guerra, ainda não se sabe se Gaddafi planeja atrair a Brigada de Trípoli para um cenário de guerrilha urbana; ou se arrastará atrás de si as milícias ‘rebeldes’, atraindo-as para o coração dos territórios da tribo Warfallah.</div>
<div>A esposa de Gaddafi é da tribo Warfallah, a maior da Líbia, com mais de 1 milhão de almas e 54 subtribos. Diz-se pelos corredores em Bruxelas, que a OTAN prevê que Gaddafi lutará durante meses, se não anos; daí o prêmio (“Procurado vivo ou morto”) à moda texana de George W Bush, pela cabeça de Gaddafi; e a volta desesperada da OTAN ao plano A (o golpe militar para derrubar Gaddafi).</div>
<div>É possível que a Líbia enfrente hoje o duplo espectro de uma Hidra guerrilheira de duas cabeças: forças de Gaddafi contra um governo central fraco do Conselho Nacional de Transição e tropas da OTAN em terra na Líbia; e a nuvem de <em>Jihadistas</em> do conglomerado <em>LIFG/AQIM</em> em <em>Jihad</em> contra a OTAN (se forem afastados do poder).</div>
<div>É possível que Gaddafi não passe de relíquia ditatorial do passado. Mas ninguém monopoliza o poder por 40 anos por nada e sem que seus serviços de inteligência nada descubram de aproveitável.</div>
<div>Desde o primeiro dia, Gaddafi disse e repetiu que o ataque contra a Líbia era operação da al-Qaeda e/ou operação local com financiamento estrangeiro. Esteve certo, portanto, desde o primeiro dia – embora tenha esquecido de dizer que, sobretudo, sempre foi guerra inventada pelo neonapoleônico presidente Nicolas Sarkozy da França (mas essa já é outra história).</div>
<div>Gaddafi também disse que seria o prelúdio da ocupação estrangeira, cuja meta é privatizar e roubar os recursos naturais da Líbia. Parece que acertou – também nisso.</div>
<div>Os “especialistas” de Cingapura que elogiaram a decisão do regime de Gaddafi de libertar os<em>Jihadistas</em> do Grupo de Combate Islâmico Líbio disseram que seria “estratégia necessária para mitigar a ameaça que pesa contra a Líbia”. Hoje, o que se vê é que o conjunto <em>LIFG/AQIM</em> – quer dizer, a al-Qaeda – conseguiu posicionar-se para exercer suas opções como “força política (líbia) local”.</div>
<div>Dez anos depois do 11/9, não é difícil imaginar que, no fundo do Mar da Arábia, há um crânio decomposto que, esse sim, está rindo por último. E lá ficará. Rindo.</div>
<div></div>
<div><em>Nota</em></div>
<div>1. Documento na íntegra, em <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.pvtr.org/pdf/Report/RSIS_Libya.pdf" >http://www.pvtr.org/pdf/Report/RSIS_Libya.pdf</a> (em inglês).</div>
<div>
<hr size="1" />
<div>
<div><a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634#_ftnref1" >[1]</a> Orig. <em>extraordinary rendition</em>. Em inglês, essa expressão designa o processo ilegal, mas usado frequentemente durante o governo Bush, nos primeiros movimentos da “guerra ao terror” pelo qual prisioneiros presos num país são entregues a outro, para serem interrogados [NTs, com informações de <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Extraordinary_rendition_by_the_United_States" >wikipedia</a>].</div>
<div></div>
</div>
</div>
<p></span><strong>Traducido por <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/biographie.asp?ref_aut=1928&amp;lg_pp=pt" >Coletivo de tradutores Vila Vudu</a></strong></p>
<hr />
<p><span><br />
Gracias a: <a rel="nofollow" href="http://www.tlaxcala-int.org/"  target="_blank">Coletivo de tradutores Vila Vudu</a><br />
Fuente: <a rel="nofollow" href="http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MH30Ak01.html"  target="_blank">http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MH30Ak01.html</a><br />
Fecha de publicación del artículo original: 30/08/2011<br />
URL de esta página en Tlaxcala: <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634" >http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5634</a> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/09/02/como-al-qaeda-chegou-ao-poder-em-tripoli/feed/</wfw:commentRss>
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